SBSA
IMEVE: 45 Anos de Inovação em Saúde e Nutrição Animal
A IMEVE celebra 45 anos de história como referência em biotecnologia aplicada ao bem-estar animal. Com sede em Jaboticabal (SP), a empresa é pioneira em fermentação e liofilização de bactérias, oferecendo soluções eficazes e sustentáveis para diversas espécies. Presente no Brasil e no exterior, a IMEVE consolida sua trajetória com base científica sólida, cepas exclusivas e compromisso com a qualidade.
Wellington Rossitto, gerente nacional, destaca as perspectivas da empresa no mercado nacional e internacional, os avanços após a retomada do controle acionário em 2021, e como a inovação fortalece suas soluções para a produção de proteína animal.

SBSA
SBSA 2026 destaca caminhos para uma avicultura mais eficiente
Com programação voltada para sanidade, nutrição, manejo e processamento, o evento prioriza a aplicação prática no campo e a tomada de decisão rápida dos profissionais.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA) acontece esta semana em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, reunindo especialistas, produtores e empresas para discutir temas estratégicos da cadeia produtiva.
Com programação voltada para sanidade, nutrição, manejo e processamento, o evento prioriza a aplicação prática no campo e a tomada de decisão rápida dos profissionais. A comissão científica, responsável pelo conteúdo técnico, garante que cada tema esteja alinhado às necessidades do setor.
Além da troca de experiências, o SBSA funciona como espaço para geração de negócios e integração entre os elos da cadeia produtiva. O evento tem registrado crescimento contínuo de público e já confirma a próxima edição para abril de 2027.
SBSA
Boehringer apresenta soluções para prevenir doenças no incubatório durante SBSA

No cenário atual da avicultura, a prevenção de doenças continua sendo um dos principais desafios da cadeia produtiva. É nesse contexto que a Boehringer Ingelheim marca presença no Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), promovendo, junto à Brasil Sul Poultry Fair, um espaço de troca sobre tendências do setor e estratégias sanitárias. O evento se configura como ponto de encontro para compartilhar experiências e analisar demandas do setor.
O gerente técnico de Avicultura da Boehringer, Tobias Fernandes Filho, destaca a importância do SBSA. “O Simpósio Brasil Sul é uma oportunidade para discutir tendências, compartilhar experiências e apresentar soluções que podem fazer a diferença para o mercado”, enfatizou.
Entre as soluções apresentadas pela empresa estão vacinas voltadas para incubatórios, com foco na padronização de processos, redução de falhas operacionais e maior controle dos programas vacinais. “A Boehringer traz para o mercado ferramentas que auxiliam na gestão vacinal e na padronização de procedimentos, contribuindo para a saúde e uniformidade dos lotes”, afirma.
A pressão sanitária nas granjas, intensificada por variações sazonais e pela circulação de patógenos, exige monitoramento constante e decisões rápidas. Segundo o gerente técnico, a atuação preventiva faz diferença no desempenho das granjas.
No estande da Boehringer Ingelheim, a equipe técnica detalha protocolos, orienta manejos e discute ajustes práticos na rotina dos incubatórios, reforçando a aplicação prática das soluções. “Quero convidar todos os congressistas a visitarem nosso estande para conhecer de perto as soluções e conversar com a nossa equipe técnica”, ressalta.
Avicultura
Microestrutura da ração e minerais definem eficiência produtiva na avicultura, apontam especialistas


Professora da Universidade de Maryland (EUA), Roselina Angel (Foto: Suellen Santin/MB Comunicação)
A nutrição de precisão e seus reflexos no desempenho produtivo e na saúde das aves estiveram em pauta na manhã desta quarta-feira (8), durante o Bloco Nutrição do 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes em Chapecó.
O pesquisador Wilmer Pacheco iniciou o bloco com o tema “Granulometria e seu impacto no trato digestivo”, destacando como a estrutura física da ração influencia diretamente o desempenho produtivo e a saúde intestinal das aves. O especialista explicou que o tema vai além do tamanho das partículas, envolvendo dois níveis fundamentais: a microestrutura e a macroestrutura da ração. “Precisamos olhar para a microestrutura, que é controlada principalmente pelo processo de moagem, e para a macroestrutura, que está relacionada ao pellet e ao seu impacto na produtividade no campo”, destacou.
Segundo Pacheco, a granulometria refere-se ao tamanho das partículas obtidas após a moagem, sendo um fator determinante para a digestibilidade dos nutrientes e o funcionamento do trato digestivo. “A redução do tamanho das partículas aumenta a área de contato com o sistema digestivo, melhora a absorção de nutrientes e reduz a segregação dos ingredientes na ração.”
O pesquisador ressaltou que as aves possuem um sistema digestivo adaptado, com destaque para a moela, responsável pela trituração mecânica dos alimentos. Nesse contexto, a presença de partículas mais grossas também desempenha papel importante. “As aves precisam de partículas maiores na microestrutura, pois isso estimula o funcionamento da moela, reduz o pH e contribui para o controle de bactérias patogênicas, além de melhorar a absorção de minerais”, pontuou.
Outro aspecto abordado foi o impacto da estrutura da ração na qualidade do pellet e no desempenho das aves. De acordo com estudos apresentados pelo palestrante, dietas com partículas mais grossas podem melhorar a conversão alimentar, aumentar a digestibilidade de nutrientes e reduzir a umidade da cama o que reflete diretamente na eficiência produtiva.
Pacheco também destacou que o processo de peletização promove alterações adicionais na granulometria, exigindo controle rigoroso em todas as etapas da produção. “Esse método gera moagem adicional, por isso é fundamental entender como as partículas estão organizadas dentro do pellet para garantir uma dieta equilibrada.”
Como solução, o especialista reforçou a importância de ajustes nos equipamentos industriais, especialmente no moinho de martelo e nos parâmetros de peletização. Fatores como velocidade do rotor, número de martelos, tamanho da peneira e distância entre os componentes influenciam diretamente o tamanho e a uniformidade das partículas.
Além disso, aspectos como temperatura, tempo de condicionamento, teor de gordura e especificações da matriz também impactam a qualidade final do pellet e devem ser monitorados de forma integrada. O pesquisador destacou uma mensagem central para o setor. “A macroestrutura é importante, mas não podemos sacrificar a microestrutura. É o equilíbrio entre esses fatores que garante melhor desempenho, eficiência e saúde intestinal das aves”, concluiu.

Pesquisador Wilmer Pacheco (Foto: Suellen Santin/MB Comunicação)
DIETAS MODERNAS DO FRANGO DE CORTE
Na sequência, a professora da Universidade de Maryland (EUA), Roselina Angel, abordou o tema “Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte”. A palestra foi uma análise prática sobre o uso de minerais na nutrição avícola e seus impactos na produtividade e na sustentabilidade.
Com ampla atuação científica e de consultoria internacional, Roselina frisou que um dos principais desafios atuais está no uso inadequado do cálcio nas dietas. Segundo ela, o problema não está na falta, mas no excesso. “Muitas pessoas enxergam esse mineral apenas como um nutriente essencial, o que é verdade, mas o excesso causa problemas significativos que ainda são pouco compreendidos”, explicou.
Entre os impactos apontados, a pesquisadora destacou efeitos no ambiente de produção e no desempenho das aves. “O excesso de cálcio aumenta a umidade da cama, favorece problemas como lesões e piora a qualidade dos pés das aves, além de reduzir a digestibilidade de proteínas, energia e gordura, prejudicando a conversão alimentar”, afirmou.
Roselina também ressaltou que o desequilíbrio mineral afeta a absorção de micronutrientes, ampliando os prejuízos produtivos. “São efeitos negativos que passam despercebidos, mas impactam diretamente no resultado final da produção”, pontuou.
Outro ponto abordado foi a necessidade de ajustes nos processos industriais. Segundo a pesquisadora, parte do problema está na forma como o calcário é manejado nas fábricas de ração. “O calcário é um ingrediente mais leve e, quando pesado com sistemas ajustados para milho e soja, pode gerar erros significativos. Mesmo pequenas variações resultam em níveis muito altos de cálcio na ração final”, salientou.
Para Roselina, a solução passa por maior precisão no processo de formulação e fabricação. “Precisamos trabalhar junto às fábricas de ração para ajustar esses processos e garantir que os níveis de cálcio e fósforo estejam adequados às reais necessidades das aves, que muitas vezes são menores do que se imagina, especialmente no caso do fósforo”, destacou.
Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O terceiro lote está disponível, com investimento de R$ 890,00 para profissionais e R$ 500,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 200,00. As inscrições podem ser realizadas no site: https://nucleovet.com.br/simposios/avicultura/inscricao.
PROGRAMAÇÃO GERAL
• 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura
• 17ª Brasil Sul Poultry Fair
DIA 08/04 – QUARTA-FEIRA
Bloco Conexões que Sustentam o Futuro
16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.
Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo
(15 minutos de debate)
17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?
Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme
(15 minutos de debate)
18h30 – Eventos Paralelos
19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair
DIA 09/04 – QUINTA-FEIRA
Bloco Sanidade
8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias
Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande
(15 minutos de debate)
9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.
Palestrante: Dr. Ricardo Rauber
(15 minutos de debate)
10h – Intervalo
10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.
Palestrante: Gonzalo Tomás
(15 minutos de debate)
11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.
Palestrante: Taís Barnasque
(15 minutos de debate)
Sorteios de brindes.



