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Imagem do país e biossegurança são temas de debate no último dia do Siavs
Ampliação de mercados e precaução contra emergências zoossanitárias foram discutidas por autoridades e líderes do setor na manhã desta quinta-feira (08), em São Paulo.

A capacidade do Brasil de expandir a sua marca de potência agrícola e influenciar a economia global foi tema de debate na manhã desta quinta-feira (08) no Salão Internacional de Proteína Animal (Siavs). No último dia do evento, que ocorre em São Paulo desde terça-feira (06), autoridades e líderes do setor estiveram reunidos para falar da importância da manutenção e do fortalecimento da imagem do país para o acesso a novos mercados.
Para o secretário-adjunto da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Júlio Ramos, a credibilidade que o Brasil atingiu no cenário global é resultado de um trabalho longo e continuado, realizado em conjunto por agentes públicos e privados e entidades como a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), organizadora do evento, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), também presentes no painel. “Nós chegamos a uma maturidade tão grande que hoje conseguimos trabalhar unidos e com um objetivo único, que é fortalecer a presença dos produtos brasileiros no mundo”, disse.
Na avaliação do secretário, o governo tem agido para ouvir o setor e facilitar a relação do mercado com os principais players globais, enquanto atua para aumentar o poder de compra da população. Segundo ele, a redução da desigualdade no país é uma das chaves para fortalecer ainda mais o agro nacional, com geração de emprego e renda, formação de mão de obra e acesso à capacitação.
Luís Rua, diretor de Mercados da ABPA, ressaltou que o Brasil tem investido também na diversificação, para reduzir riscos e ampliar a sua marca de qualidade,

Diretor de Mercados da ABPA, Luís Rua: “Nós temos trabalhado muito junto com os produtores e os órgãos de governo para levar a proteína animal brasileira para o maior número de países possível” – Fotos: Divulgação/ABPA
sustentabilidade e biossegurança no exterior. “Nós temos trabalhado muito junto com os produtores e os órgãos de governo para levar a proteína animal brasileira para o maior número de países possível”, disse. A projeção, segundo ele, é que o país amplie nos próximos anos a sua participação no mercado internacional em todos os segmentos, de aves, suínos e ovos.
Eficiência no controle sanitário
No painel “Emergências Zoosanitárias”, o diretor do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, Marcelo de Andrade Mota, trouxe um relato da atuação dos agentes públicos no caso recente da doença de Newcastle, identificada em Anta Gorda (RS). Ele destacou a coordenação com o setor privado e as autoridades gaúchas para a rápida eliminação do foco da doença.
De acordo com o diretor, o Brasil é hoje um exemplo de eficiência no controle sanitário graças à integração da cadeia e ao trabalho setorial focado na responsabilidade e no apoio técnico. No entanto, alerta, é preciso manter a atenção. “Precisamos estar sempre preparados”, recomendou. “É fundamental que o produtor mantenha as suas condições de biosseguridade e que os serviços oficiais estejam preparados para agir com agilidade em caso de qualquer risco sanitário”.
O presidente da ABPA, Ricardo Santin, parabenizou o governo e os demais serviços oficiais pela agilidade no combate ao foco da doença e destacou a importância também da comunicação e da transparência no processo. “Esse é um sinal muito claro para o mundo de que não vamos abrir mão da nossa responsabilidade”, disse. “Tínhamos um caso isolado, muito localizado, mas foi o suficiente para mostrar a capacidade do país de se organizar”, ressaltou.
Com presença diária aproximada de 10 mil pessoas, o Siavs 2024 contou com a participação de mais de 150 marcas brasileiras de empresas e cooperativas produtoras e exportadoras de aves, suínos, bovinos, ovos e peixes, 300 expositores e delegações de de cerca de 50 países e programação extensa de simpósios e painéis. Pela primeira vez o evento — que é considerado um dos maiores encontros do setor do mundo — teve também representantes dos segmentos de carne bovina e pescados.

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Conab retoma Programa de Venda em Balcão e libera comercialização de milho em 20 estados
Programa volta a operar a partir desta quarta-feira (07) e prevê compras de até 50 mil toneladas, além de R$ 80 milhões para equalização de preços em 2026.

Apartir desta quarta-feira (07), o Programa de Venda em Balcão (ProVB) volta a ser operacionalizado em todas as Unidades Armazenadoras (UAs) e Unidades Satélites de Venda (USVs) da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com a publicação da Portaria Interministerial dos Ministérios da Agricultura e Pecuária (MAPA)/ da Fazenda (MF)/ e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) Nº 35, de 30 de dezembro de 2025 no Diário Oficial da União (DOU), fica autorizada a retomada da execução do Programa em todos os polos de venda da Companhia.
Dessa forma, estão liberadas a retomada da venda do milho nos 20 estados e Distrito Federal que já executam o Programa: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo.
O ato administrativo também estabelece que a estatal pode realizar, ainda este ano, a compra, por meio de leilão público, de até 50 mil toneladas de milho, a granel ou ensacado, para atendimento ao Programa, caso não haja estoque público do produto suficiente na unidade federativa por até 90 dias para comercialização, ou se o custo do milho a ser adquirido por leilão, já incluído os valores com logística, for menor que o do cerebral já comprado e armazenado anteriormente. Entretanto, os pregões de compra só estão permitidos nas unidades federativas em que o preço de mercado do grão esteja acima do preço mínimo vigente.
Ainda fica determinado pela portaria que o limite de até R$ 80 milhões para a equalização de preços nas vendas de milho realizadas no âmbito do ProVB no ano de 2026. Contudo, as operações para a aquisição de milho só acontecerão se houver disponibilidade orçamentária e financeira para serem realizadas, como prevê a Lei nº 14.293, de 4 de janeiro de 2022, que regulamenta o ProVB.
O ProVB
O Programa de Venda em Balcão (ProVB), da Conab, tem como objetivo garantir o acesso de pequenos criadores rurais aos estoques públicos de produtos agrícolas, por meio de vendas diretas a preços compatíveis com o mercado atacadista local. O programa democratiza a comercialização dos produtos do Governo Federal, oferecendo igualdade de oportunidades frente aos grandes compradores. Ao assegurar o fornecimento de insumos para pequenas propriedades, o ProVB estimula a geração de renda e empregos, fortalecendo a agricultura familiar e reduzindo o êxodo rural. Além disso, contribui para o desenvolvimento regional e para a segurança alimentar, ao manter a produção pecuária ativa em diferentes localidades do país. Dessa forma, o programa se consolida como uma importante ferramenta de inclusão social e de apoio à sustentabilidade no campo.
Confira a Portaria Interministerial MAPA/MF/MDA Nº 35, de 30 de dezembro de 2025 no Diário Oficial da União (DOU), clicando aqui.
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Pesquisador Paulo Tavares deixa legado na área de ciência e tecnologia de alimentos
Engenheiro de alimentos faleceu no fim de dezembro. Ele teve atuação destacada em tecnologia de frutas e hortaliças, ocupando cargos de liderança em entidades técnicas nacionais.

O pesquisador Paulo Eduardo da Rocha Tavares, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), morreu aos 62 anos no dia 28 de dezembro de 2025, em Salto (SP). Engenheiro de Alimentos formado pela Fundação Educacional de Barretos (FEB, hoje Unifeb) e mestre em Tecnologia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Tavares ingressou como pesquisador científico da Apta em junho de 2005.
Atuou inicialmente na Apta Regional de Adamantina e, desde outubro de 2007, integrava o quadro do Ital, em Campinas. No instituto, desenvolvia suas atividades no Centro de Tecnologia de Frutas e Hortaliças (Fruthotec), com foco em tecnologia de alimentos, especialmente em processos de descafeinização, café in natura, geleias, compotas e desenvolvimento de produtos diet e light à base de frutas. “Sua dedicação, contribuição e convivência serão sempre lembradas por nossa equipe”, afirmou a diretora do Fruthotec, Silvia Rolim de Moura.
Ao longo da carreira, Tavares participou de diversos grupos de trabalho e conselhos técnicos, incluindo a Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos (SBCTA). “Foi sempre dinâmico e atuante em prol da diretoria da SBCTA”, destacou Amauri Rosenthal, pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos e ex-presidente da entidade.
Desde março de 2025, Tavares exercia o cargo de coordenador nacional adjunto das Câmaras Especializadas de Engenharia Química (CCEEQ) do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), além de coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Química (CEEQ) do Crea-SP. Segundo nota do conselho paulista, do qual participou por quase dez anos representando a Associação de Engenheiros e Arquitetos de Campinas (Aeac), sua atuação deixou marca na história da área tecnológica. “Deixa o exemplo de um profissional presente, atento e comprometido, que sempre colocou seu conhecimento técnico e sua escuta qualificada a serviço do Crea-SP, das entidades e da sociedade”, afirmou a instituição, ressaltando sua contribuição para a valorização profissional.
Colegas de trabalho destacaram seu perfil agregador e a capacidade de articulação entre equipes e instituições. Para Kátia Cipolli, pesquisadora do CCQA, Tavares tinha facilidade de comunicação, muitas ideias para pesquisas e grande capacidade de aproximar pessoas em torno dos temas técnicos. Ele integrou, ao lado de Kátia e de Fabíola Guirau Parra Toti, o júri técnico do Prêmio CNA Artesanal 2025 – Geleia.
Em manifestações publicadas nas redes sociais do Ital, profissionais da área ressaltaram seu legado. Juliane Dias, fundadora da Food Safety Brazil, destacou sua atuação nos bastidores para viabilizar iniciativas voltadas à qualidade e à segurança dos alimentos. “De forma voluntária e incansável, contribuiu para que o Ital e, posteriormente, o IAC sediassem diversas edições do Encontro de Profissionais da Garantia da Qualidade”, afirmou.
“Será sempre lembrado por sua capacidade de comunicação e pela vontade de conectar pessoas com propósitos comuns”, escreveu Juliani Arimura, representante da Foundation FSSC. “Um profissional dedicado, competente e sempre aberto a parcerias e ao compartilhamento do conhecimento”, completou Fabiana Ferreira, da Neogen Latinoamérica.
Sobre o Ital
Vinculado à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) é referência em ciência aplicada na América Latina. Fundado em 1963, o instituto atua na inovação das áreas de ingredientes, alimentos, bebidas e embalagens.
Com sede em Campinas (SP), o Ital presta apoio ao setor produtivo por meio de pesquisa, desenvolvimento de produtos e processos, análises laboratoriais, assistência técnica, capacitação profissional e difusão do conhecimento. Certificado na ISO 9001 e com parte de seus ensaios acreditados na ISO/IEC 17025, o instituto é credenciado pela Anvisa e reúne dezenas de laboratórios e plantas-piloto distribuídos em centros especializados.
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Produtor rural tem até o fim de janeiro para definir forma de recolhimento do Funrural
Escolha entre contribuição sobre a folha ou sobre a comercialização vale para todo o ano e impacta os custos da produção.

O produtor rural tem até o final de janeiro para decidir ou alterar a forma de recolhimento da contribuição do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Conforme a Lei 13.606, a opção escolhida entre pagar pela folha de salários ou pela comercialização da produção será válida para todo o ano.
Para auxiliar nessa decisão, que impacta diretamente os custos da produção, o Sistema FAEP disponibiliza gratuitamente um simulador desde 2019. A ferramenta é especialmente útil para produtores com empregados registrados, pois calcula qual das duas modalidades é mais vantajosa.
O produtor interessado pode realizar essa simulação e obter orientação presencial, basta comparecer ao sindicato rural da sua região. Consulte a lista de sindicatos rurais do Paraná para encontrar o mais próximo de você e agendar o atendimento.



