Notícias Aquacultura
IFC discute sustentabilidade e eficiência da gestão de recursos pesqueiros
Evento técnico reúne congresso internacional, seminários de pesca e aquicultura e a feira de negócios Fish Expo Brasil em Foz do Iguaçu, PR

O I Seminário Internacional de Aquicultura e pesca lança um olhar aprofundado sobre o panorama mundial da pesca extrativista e promoverá um intenso debate sobre a eficiência dos mecanismos de gestão e manejo dos recursos pesqueiros, tendo como âncora o modelo de gestão através do sistema de quotas de captura adotado pelo Alaska, uma referência mundial em pesca sustentável. O evento que faz parte do International Fish Congress, vai reunir mais de 40 especialistas de 12 países de 17 a 19 de setembro no Maestra Grand Convention em Foz do Iguaçu, PR.
A discussão ganhou destaque com a divulgação do relatório “Situação da Pesca e Aquicultura no Mundo” – SOFIA, preparado pela FAO em 2018. Ao analisar as tendências, o SOFIA 2018 aponta que, até 2030, a produção combinada de pesca de captura com a aquicultura chegará a 201 milhões de toneladas, um aumento de 18% em relação ao nível atual de produção, que é de 171 milhões de toneladas. Este aumento será pautado, principalmente, pelo ritmo de crescimento da aquicultura e da forma como serão enfrentados os desafios.
O debate ganha corpo e alertas a partir do dado de que a quantidade de peixes capturados no ambiente natural estabilizou-se desde a década de 1990 e permaneceu praticamente estável desde então. O assunto abre os debates do Seminário Internacional da Pesca, que acontece em paralelo ao Seminário Internacional de Aquicultura, eventos do International Fish Congress, realizado de 17 a 19 de setembro em Foz do Iguaçu, PR. “A pesca vive grandes dilemas há décadas: redução de estoques, insegurança jurídica, infraestrutura deficitária, etc. O Seminário Internacional de Pesca focará nos temas considerados mais relevantes para o desenvolvimento sustentável do setor, como é o caso dos sistemas de gestão, de tecnologias de captura, conservação e processamento e dos desafios institucionais. O Brasil pode ser muito mais forte e representativo no setor de pesca”, destaca o Ex Ministro da Pesca e Professor da FGV Altemir Gregolin.
Inscrições
As inscrições estão abertas com os seguintes valores: até 05 de setembro, R$ 350 para profissionais e R$ 175 para estudantes; a partir de 06 de setembro e durante o evento, R$ 450 para profissionais e R$ 225 para estudantes. As inscrições devem ser realizadas pelo site do evento.
O engenheiro de pesca, Sérgio Macedo Gomes de Mattos abre a programação com a palestra “Panorama mundial da pesca extrativista”. Mattos tem graduação em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (1983), mestrado em Oceanografia pela Universidade Federal de Pernambuco (1998) e doutorado em Ciências do Mar pelo Instituto de Ciências do Mar do Conselho Superior de Investigação Científica da Espanha (2004). Atualmente é membro das entidades de classe Associação dos Engenheiros de Pesca de Pernambuco, da Federação Nacional dos Engenheiros de Pesca do Brasil e do Grupo de Ictiologia Marinha Tropical. Foi membro da Sociedade Brasileira Para o Estudos dos Elasmobrânquios – SBEEL, da International Union For The Conservation of Nature – IUCN (Grupo de Especialistas em Tubarões) e assessoria técnica do Grupo de Apoio à Pesca – GAP. Tem experiência na área de Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca, com ênfase em Gestão e Avaliação de Estoques Pesqueiros Marinhos, atuando principalmente nos seguintes temas: gestão pesqueira, nordeste, Pernambuco, pesca artesanal e bioeconomia pesqueira.
Gestão de recursos
Na sequencia serão debatidos os desafios institucionais para a gestão dos recursos pesqueiros marinhos na palestra “O papel da Academia, do governo e dos pescadores” com o palestrante Roberto Wahrlich, MSc. – UNIVALI. No painel “Eficiência dos mecanismos de gestão e manejo” serão tratados de temas como quotas de captura, defeso e licenciamento e modelos ecossistêmicos.
O especialista em sustentabilidade do Alaska Seafood Marketing Institute, Jeff Regnart fala da experiência do Alaska e desafios vencidos pelo estado americano. Um debate acirrado sobre beneficiamento dos produtos da pesca vai reunir os painelistas Andrea Dal Bó – UNIVALI, Erika Furlan – Instituto de Pesca e Alex Augusto Gonçalves – Secretaria de Aquicultura e Pesca. Tecnologia de ponta a serviço da pesca será apresentada na palestra SAT-SAR: uma parceria entre a academia e o setor pesqueiro.
O painel “Formação de recursos humanos para o desenvolvimento das pescas” vai reunir um time de especialistas formado por Dr. Márcio da Silva Tamanaha, – UNIVALI, Dr. Sérgio Makrakis, – UNIOESTE e Dra. Dariane Beatriz Schoffen Enke, – UNESP.

Notícias IPPE 2026
O Presente Rural fará cobertura da maior vitrine mundial da proteína animal
Veículo marca presença no IPPE 2026 com cobertura in loco e reforça compromisso de conectar o agro brasileiro às principais tendências internacionais.

O jornal O Presente Rural participa, mais uma vez, da International Production & Processing Expo (IPPE), uma das maiores e mais relevantes feiras globais voltadas à produção e ao processamento de proteínas animais. O evento ocorre de 27 a 29 de janeiro, em Atlanta, nos Estados Unidos, e reunirá líderes, empresas e especialistas de toda a cadeia produtiva mundial. A cobertura será realizada pelo diretor Selmar Frank Marquesin e pela jornalista Eliana Panty, que acompanharão de perto as principais discussões, tecnologias e movimentos estratégicos apresentados durante a feira.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR
Reconhecida como um dos principais pontos de encontro da indústria global de carnes, aves, ovos e rações, a IPPE se consolidou como vitrine de inovação e termômetro das transformações que impactam o setor. Em 2026, o evento alcança um novo patamar ao ocupar o maior espaço de exposição de sua história, com mais de 62 mil metros quadrados e a participação de mais de 1.380 expositores.
Para Marquesin, a presença do jornal em Atlanta reforça o papel estratégico da imprensa especializada no agronegócio. “A IPPE é onde as grandes decisões e tendências globais da proteína animal se encontram. Estar no IPPE 2026 é fundamental para entender o que vem pela frente e traduzir essas informações para o produtor, a indústria e toda a cadeia no Brasil”, afirma o diretor.
Segundo ele, a cobertura internacional amplia a capacidade do jornal de oferecer análises qualificadas e alinhadas com a dinâmica global do setor. “Nosso compromisso é levar ao leitor informações que ajudem na tomada de decisão e na compreensão do cenário internacional, que hoje influencia diretamente o mercado brasileiro”, completa.
Um dos destaques da programação da IPPE são as TECHTalks, apresentações técnicas gratuitas de 20 minutos realizadas diariamente ao
longo do evento. Na edição de 2026, serão 90 apresentações distribuídas em três auditórios, localizados nos pavilhões A, B e C. Os temas abrangem áreas estratégicas como segurança alimentar, inteligência artificial, bem-estar animal, sustentabilidade e produção de rações, refletindo os principais desafios e oportunidades enfrentados pela indústria de proteínas.
As TECHTalks ocorrem das 10h30 às 16h20 no dia 27 de janeiro, das 9h30 às 16h20 no dia 28 e das 9h30 às 12h50 no dia 29. Cada sessão é conduzida por expositores da feira, que compartilham experiências práticas, soluções tecnológicas e perspectivas de mercado, fortalecendo o caráter técnico e educativo do evento.
A IPPE é resultado da integração de três grandes feiras internacionais – International Feed Expo, International Poultry Expo e International Meat Expo – e representa toda a cadeia de produção e processamento de proteínas. Essa convergência torna o evento um espaço estratégico para networking, negócios e formulação de estratégias de médio e longo prazos.
Ao acompanhar de perto esse ambiente, O Presente Rural reafirma sua atuação como elo entre o agro brasileiro e os principais polos internacionais de inovação. “A presença do jornal na IPPE não é apenas institucional. É uma forma de garantir que o produtor e o setor tenham acesso direto ao que há de mais atual em tecnologia, gestão e mercado”, destaca Selmar Marquesin.
Durante os três dias de evento, a equipe do jornal fará a cobertura dos principais painéis, lançamentos e debates, trazendo análises, entrevistas e conteúdos exclusivos para os leitores. A proposta é oferecer uma leitura qualificada sobre como as tendências globais discutidas em Atlanta podem impactar a competitividade, a sustentabilidade e o futuro da produção de proteínas no Brasil.
Notícias
Primato reforça diálogo com cooperados em nova edição das Reuniões de Campo
Encontros percorrerão municípios da área de atuação da cooperativa para apresentar resultados, debater desafios e alinhar perspectivas do agronegócio com os associados.

A Primato Cooperativa Agroindustrial dá início, em janeiro, a mais uma edição das tradicionais Reuniões de Campo, encontros que fortalecem o relacionamento com os cooperados, promovem a transparência e ampliam o diálogo sobre resultados, desafios e perspectivas do agronegócio. A programação percorre diferentes municípios da área de atuação da cooperativa, reunindo associados, lideranças e equipes técnicas. Todas as reuniões terão início às 19h30.
Para o presidente da Primato, Anderson Léo Sabadin, as Reuniões de Campo são momentos estratégicos para a construção coletiva. “Esses encontros são fundamentais para estarmos próximos dos cooperados, ouvindo suas demandas, compartilhando resultados e alinhando expectativas. A cooperativa cresce quando há participação, diálogo e confiança mútua”, destaca.
A agenda das Reuniões de Campo seguirá nas seguintes datas:
16 de janeiro – Toledo, na Associação da Primato, Rodovia 163 – KM 252,3, s/n
19 de janeiro – Capitão Leônidas Marques, na Unidade Cerealista, Rodovia BR 163, Lote Rural 125 B, Unificado 2
20 de janeiro – Vera Cruz do Oeste, na Unidade Cerealista, Rodovia PR-488, KM 13 – S/N
21 de janeiro – Santa Tereza do Oeste, na Unidade Cerealista, BR 163/PR182, Lote Rural 1-C, Gleba 2 – Distrito de Santa Maria
22 de janeiro – Novo Sarandi, na Unidade Cerealista, Rodovia PR 589, Lotes rurais 12-A-3 S/N
23 de janeiro – Guaraniaçu e Laranjeiras do Sul (encontro em Guaraniaçu), Casa do Produtor, Av. Ivan Ferreira Do Amaral, 507, Centro
26 de janeiro – Verê, Casa do Produtor, Rodovia PR 475, KM 57, s/n, Zona Rural
27 de janeiro – Vitorino, Rodovia PRC 158, KM 151, S/N – Bairro Industrial
28 de janeiro – Nova Esperança do Sudoeste, Rodovia PR-281 KM 537 – Estrada Linha Barra Bonita, Zona Rural
Em cada local, os cooperados terão a oportunidade de acompanhar informações sobre o desempenho da cooperativa, conhecer ações desenvolvidas ao longo do último período e contribuir com sugestões e avaliações.
O presidente também reforça o convite para a participação dos associados. “Convidamos nossos cooperados a estarem presentes nas reuniões em suas regiões, pois esse é um espaço de troca, aprendizado e fortalecimento do cooperativismo”, conclui.
Notícias
Peru habilita 36 novas unidades brasileiras para exportação de material genético animal
Autorização inclui genética avícola e bovina e renova licenças até 2028, ampliando a presença do Brasil no mercado peruano.

O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) oficializou a habilitação de 36 novas unidades brasileiras para a exportação de material genético animal. Do total, 31 são voltadas à genética de aves e cinco ao material genético bovino. Além das novas inclusões, a autoridade peruana renovou as licenças de exportação de todos os estabelecimentos do segmento que já operavam com o mercado peruano, com validade estendida até dezembro de 2028.
Com as novas habilitações, o setor avícola dobra o número de estabelecimentos autorizados a exportar para o Peru. No segmento de material genético bovino, a inclusão de cinco unidades representa um aumento de 83% na lista de estabelecimentos aptos, com foco no atendimento à pecuária de corte e de leite.
A extensão do prazo das autorizações até dezembro de 2028 busca conferir maior previsibilidade às operações comerciais entre os dois países.
A decisão do Senasa foi tomada com base em critérios técnicos e reforça o reconhecimento do controle sanitário e das medidas de biosseguridade adotadas pelo Brasil na produção e exportação de material genético animal.
No último ano, o vizinho latino-americano importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, cereais, farinhas e preparações.



