Conectado com

Notícias Aquacultura

IFC discute papel do Brasil entre os players mundiais do pescado

Já foram confirmadas até agora delegações de países como Chile, Bolívia, Paraguai, Equador, Argentina e Uganda – África

Publicado em

em

Divulgação

O Brasil possui um grande potencial ainda inexplorado na produção de pescado, com condições reais de tornar-se um grande player deste mercado. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), indicam que os brasileiros consomem menos peixes por ano do que a média mundial: 10 kg por habitante/ano no país, contra 20 kg por habitante/ano no mundo. Além disso, o país possui todas as credenciais para tornar-se um grande exportador da proteína. “Com a expertise que o Brasil já possui na produção de outras proteínas e as condições naturais incomparáveis, não há hipótese de não sermos grandes da produção de pescados, basta fazermos a nossa lição de casa. Este debate estratégico será ponto alto do IFC” destaca o presidente do Congresso e ex-ministro da Pesca, Altemir Gregolin.

Estratégias para esse posicionamento serão discutidas entre os dias 17 e 19 de setembro no International Fish Congress. O evento será realizado no Centro de Eventos Maestra, no Cataratas Resort, em Foz do Iguaçu, Paraná. “O IFC tem o desafio de discutir estratégias e apontar tendências para colocar o Brasil entre os maiores players mundiais na produção de pescados”, destaca a executiva do evento, Eliana Panty. Com esse objetivo, o evento discute as “Estratégias e Políticas para transformar o Brasil em um grande player mundial de pescados”.

Participam deste debate: Jorge Seif Júnior – Secretário Nacional de Aquicultura e Pesca – MAPA; Eduardo Lobo – Presidente da ABIPESCA; Francisco Medeiros – Presidente Executivo da PEIXEBR; Jorge Neves – Presidente do Sindipi, Eduardo Ono – Presidente do Comitê de Aquicultura da CNA e Santana Júnior, Diretor da ABCC.

Conforme Jorge Seif Júnior, o Brasil tem condições para estar entre os principais produtores internacionais de pescados. “Temos o desafio de ampliar a produção brasileira de peixe no Brasil e expandir seu consumo no mercado nacional e internacional”. O presidente da Abipesca, Eduardo Lobo, destaca que o mercado da pesca gira em torno de US$ 160 bilhões e do qual o Brasil participa com menos de 2%. “Temos um potencial enorme de crescimento, do consumo interno e das exportações”.

Francisco Medeiros, da Abipesca, ressalta que a produção de peixes cultivados no Brasil atingiu 722.560 toneladas em 2018, com receita de cerca de R$ 5,6 bilhões. “A piscicultura é uma cadeia produtiva em expansão e em profissionalização, que aposta nas boas práticas em todas as etapas da produção. Além disso, os peixes de cultivo têm inspeção e somente são comercializados porque cumprem toda a legislação sanitária, como as demais proteínas animais”.

Jorge Neves, presidente do Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pescadores de Itajaí e Região, avalia a atividade pesqueira como uma das mais importantes na cadeia produtiva. “É necessário profissionalização e investimentos no setor”. Já Eduardo Ono, da CNA, lembra que entre os principais desafios para o desenvolvimento da atividade, estão a falta de políticas públicas, burocracia no processo de legalização, alta carga tributária, cadeia de comercialização pouco estruturada e pouco desenvolvimento tecnológico. “Tem que haver pesquisas tecnológicas construídas em conjunto com o setor privado e principalmente a construção de políticas públicas estruturantes em que os governos tenham um plano de desenvolvimento para a atividade”, diz.

Fonte: Assessoria

Notícias

Brasil se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca

Responsável pela avaliação e difusão da variedade mais consumida do país, agrônomo do IAC ajudou a redefinir padrões de produtividade e qualidade do feijão brasileiro.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A história recente do feijão no Brasil passa, de forma decisiva, pelo trabalho do pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, que faleceu em 02 de janeiro. A trajetória profissional do agrônomo no Instituto Agronômico (IAC) está diretamente associada à avaliação, validação e difusão do feijão carioca, variedade que se tornou dominante no consumo nacional e transformou o mercado do grão no país.

D’Artagnan ingressou no IAC em 1967, instituição vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde construiu toda a sua carreira até a aposentadoria, em 2002. Atuou na antiga Seção de Leguminosas, área estratégica em um período em que a pesquisa pública buscava ampliar a oferta de alimentos básicos com maior produtividade e regularidade de qualidade.

O ponto de inflexão ocorreu ainda na década de 1960. Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), encaminhou ao IAC um lote de grãos de feijão com coloração rajada, até então pouco conhecida comercialmente. O material foi submetido a avaliações técnicas conduzidas por D’Artagnan, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho.

As análises envolveram não apenas o desempenho agronômico, mas também características culinárias, um diferencial para a época. Os resultados indicaram um material adaptado às condições de cultivo e com boa aceitação para consumo, abrindo caminho para sua adoção em escala mais ampla.

Em 1969, o feijão carioca foi oficialmente lançado, sob a responsabilidade direta de D’Artagnan, e incorporado ao projeto de produção de sementes básicas da CATI. A partir desse marco, a variedade ganhou espaço rapidamente nas lavouras e no mercado consumidor.

Na década de 1970, com a criação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, o material consolidou sua liderança. O feijão carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional, alterando padrões de oferta, produtividade e preferência do consumidor. O avanço teve impacto direto na organização do mercado, na estabilidade de preços e na segurança alimentar, ao fortalecer um alimento central na dieta brasileira.

Pelo papel desempenhado nesse processo, Luiz D’Artagnan de Almeida tornou-se conhecido entre colegas e produtores como o “pai do Carioquinha”, apelido que traduz o alcance prático de sua contribuição científica. Ao longo da carreira, recebeu diversas homenagens pelo trabalho desenvolvido no IAC e pelo legado deixado à pesquisa agrícola e à alimentação no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com assessoria IAC
Continue Lendo

Notícias

Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

Estimativa supera o saldo positivo de 2025, de US$ 68,3 bilhões.

Publicado em

em

Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas na última terça-feira (o6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.

Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões.

Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.

Superação de expectativas

O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.

Fonte: Agência Brasil
Continue Lendo

Notícias

Produzir mais em menos área é desafio central do agro diante do crescimento populacional

Intensificação produtiva, manejo do solo e eficiência no uso de recursos despontam como estratégias-chave para garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

Publicado em

em

Foto: Freepik

Com a população mundial projetada para atingir 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: aumentar a produção de alimentos sem ampliar o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir 60% mais alimentos, além de consumir 50% mais energia e 40% mais água.

No Brasil, onde a área agrícola corresponde a cerca de 7,6% do território nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a intensificação produtiva tem se consolidado como caminho estratégico. Para o engenheiro agrônomo e empresário Luís Schiavo o foco deve estar na eficiência do uso do solo e na adoção de práticas agronômicas sustentáveis. “Não se trata apenas de produzir mais, mas com qualidade. O aumento da eficácia em áreas menores é essencial para garantir segurança alimentar, reduzir custos e preservar biomas importantes, como florestas e áreas de conservação”, afirma.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Entre as principais estratégias para alcançar esse equilíbrio está o manejo adequado do solo. A manutenção da cobertura vegetal, especialmente no período de plantio, tem papel fundamental na proteção da estrutura da terra, na conservação da umidade e no estímulo à atividade microbiana. “O solo coberto funciona como um sistema vivo. A palhada atua como um colchão de matéria orgânica que reduz impactos mecânicos, protege contra a erosão causada pela chuva e favorece a ciclagem de nutrientes”, explica.

Outra prática destacada por Schiavo é a rotação de culturas, técnica que contribui para a fertilidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e melhora o aproveitamento de nutrientes. Um exemplo comum no campo brasileiro é a sucessão entre soja e milho safrinha. “Após a colheita, o solo permanece enriquecido com nitrogênio, o que favorece diretamente o desenvolvimento do milho. Esse tipo de rotação preserva as características físicas, químicas e biológicas garantindo produtividade consistente ao longo das safras”, pontua.

Segundo o engenheiro agrônomo, investir em tecnologia, manejo eficiente e insumos adequados é decisivo para tornar o agro mais competitivo e sustentável. “Quando o produtor otimiza os fatores de produção, ele melhora a relação custo-benefício, preserva recursos naturais e contribui para um modelo agrícola mais equilibrado. É uma equação em que todos ganham: o produtor, o consumidor e o planeta”, ressalta.

Fonte: Assessoria Naval Fertilizantes
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.