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IFC discute biossegurança na aquacultura
Tema antecipa discussões fundamentais como segurança hídrica e urgência em medidas preventivas para garantir status sanitário da aquicultura brasileira

Como blindar a aquacultura brasileira contra as principais enfermidades da atividade? A resposta vem em forma de provocação e debates durante o International Fish Congress que será realizado de 17 a 19 de setembro no Maestra Grand Convention – Recanto Cataratas Resort em Foz do Iguaçu, PR. Toda a cadeia do pescado, governos, entidades, competidores internacionais, pesquisadores, industriais e produtores, reunidos no coração da produção que mais cresce no país.
A primeira edição do congresso internacional terá mais de 40 conferencistas de 12 países, discutindo tecnologias, práticas e cases de sucesso em produção e exportação. Considerado gargalo das exportações o tema biosseguridade será amplamente debatido na palestra “Biossegurança na aquicultura? A urgência de medidas para evitar riscos à atividade, com a presença de técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
“Com a intensificação da produção e ganho de escala na aquicultura brasileira, o tema da biossegurança passa a ter um caráter de urgência. Já assistimos países tendo sua produção devastada por doenças, como foi o caso do Equador com a mancha branca no camarão e que já atingiu o Brasil e o vírus ISA que colocou em cheque a indústria chilena de salmão em 2009. Estamos hoje sob ameaça do vírus TILV que é letal para a tilápia e já atingiu 3 continentes, incluindo países vizinhos como a Colômbia e Equador. O IFC fará este debate trazendo o que se tem de melhor em outras proteínas como o frango e suíno, através da participação de especialistas do Ministério da Agricultura”, destacou Altemir Gregolin, ex-ministro da Pesca e presidente do evento.
Dentro de Sanidade o tema “Vacinas autógenas na aquicultura: Ferramenta para a gestão dos desafios sanitários emergentes no Brasil” será apresentada pelo conferencista Santiago Benites de Pádua – Médico Veterinário, Mestre em Aquicultura, pesquisador e gerente de produtos Aqua do Laboratório Biovet Vaxxinova. Tema solicitado pela indústria “Medidas de controle de off flavor na produção de peixes cultivados” será ministra da pelo especialista doutor Gianmarco Silva David, pesquisador do Instituto de Pesca de São Paulo.
Sustentabilidade
O Seminário Internacional de Aquicultura vai discutir “Manejo de efluentes na aquicultura” com o professor e pesquisador do Instituto Federal do Paraná Anderson Codebela. Já o tema “Segurança hídrica na piscicultura: O meio ambiente suportará a produção em grande escala e concentrada? O que fazer?” terá os debates conduzidos por Ariel Scheffer, superindente da Itaipu Binacional. Ariel é graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Paraná, mestre em Aquicultura pela Simon Fraser University, British Columbia, Canadá e doutor em Zoologia pela Universidade Federal do Paraná. Foi assessor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, pesquisador do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento – LACTEC, gerente de Sustentabilidade do HSBC Bank Brasil e pesquisador visitante no Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo. Atua nas áreas de Conservação da Biodiversidade Marinha e Continental, Gestão Ambiental e inovação para a conservação da biodiversidade.
Camarão do interior e Panga brasileiro
O cultivo de camarões no interior do Brasil como uma nova alternativa econômica, será assunto da palestra do professor e pesquisador da Universidade Federal de Rio Grande (FURG), Geraldo Fóes. Na palestra, Fóes aborda a técnica e resultados cultivo e perspectivas para o setor. A produção do “Peixe Panga no Brasil: Indicadores de resultados e viabilidade econômica” será apresentada por Martinho Carlos Colpani Filho, da ABCPanga (Associação Brasileira de Criadores de Panga).
Na área de tecnologias o Sistema IMMERSUS de Biometria Digital e Modelos Matemáticos para redução da conversão alimentar será ministrada pelo conferencista Wagner Camis, zootecnista, da Piscicultura Água Pura, SP. Na palestra “O desenvolvimento da maricultura no Brasil: avanços e desafios tecnológicos, econômicos e de regulamentação” será abordada pelo conferencista Gilberto Manzoni. Já o case de sucesso em sistema de produção e manejo de tambaqui em células, será mostrado pelo professor e pesquisador da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Jenner de Menezes, que é engenheiro de Pesca e Piscicultura da Biofish, RO.
O International Fish Congress vai apresentar ainda experiências bem sucedidas em “Case de sucesso em sistema de produção e Manejo de tilápia”.

Notícias IPPE 2026
O Presente Rural fará cobertura da maior vitrine mundial da proteína animal
Veículo marca presença no IPPE 2026 com cobertura in loco e reforça compromisso de conectar o agro brasileiro às principais tendências internacionais.

O jornal O Presente Rural participa, mais uma vez, da International Production & Processing Expo (IPPE), uma das maiores e mais relevantes feiras globais voltadas à produção e ao processamento de proteínas animais. O evento ocorre de 27 a 29 de janeiro, em Atlanta, nos Estados Unidos, e reunirá líderes, empresas e especialistas de toda a cadeia produtiva mundial. A cobertura será realizada pelo diretor Selmar Frank Marquesin e pela jornalista Eliana Panty, que acompanharão de perto as principais discussões, tecnologias e movimentos estratégicos apresentados durante a feira.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR
Reconhecida como um dos principais pontos de encontro da indústria global de carnes, aves, ovos e rações, a IPPE se consolidou como vitrine de inovação e termômetro das transformações que impactam o setor. Em 2026, o evento alcança um novo patamar ao ocupar o maior espaço de exposição de sua história, com mais de 62 mil metros quadrados e a participação de mais de 1.380 expositores.
Para Marquesin, a presença do jornal em Atlanta reforça o papel estratégico da imprensa especializada no agronegócio. “A IPPE é onde as grandes decisões e tendências globais da proteína animal se encontram. Estar no IPPE 2026 é fundamental para entender o que vem pela frente e traduzir essas informações para o produtor, a indústria e toda a cadeia no Brasil”, afirma o diretor.
Segundo ele, a cobertura internacional amplia a capacidade do jornal de oferecer análises qualificadas e alinhadas com a dinâmica global do setor. “Nosso compromisso é levar ao leitor informações que ajudem na tomada de decisão e na compreensão do cenário internacional, que hoje influencia diretamente o mercado brasileiro”, completa.
Um dos destaques da programação da IPPE são as TECHTalks, apresentações técnicas gratuitas de 20 minutos realizadas diariamente ao
longo do evento. Na edição de 2026, serão 90 apresentações distribuídas em três auditórios, localizados nos pavilhões A, B e C. Os temas abrangem áreas estratégicas como segurança alimentar, inteligência artificial, bem-estar animal, sustentabilidade e produção de rações, refletindo os principais desafios e oportunidades enfrentados pela indústria de proteínas.
As TECHTalks ocorrem das 10h30 às 16h20 no dia 27 de janeiro, das 9h30 às 16h20 no dia 28 e das 9h30 às 12h50 no dia 29. Cada sessão é conduzida por expositores da feira, que compartilham experiências práticas, soluções tecnológicas e perspectivas de mercado, fortalecendo o caráter técnico e educativo do evento.
A IPPE é resultado da integração de três grandes feiras internacionais – International Feed Expo, International Poultry Expo e International Meat Expo – e representa toda a cadeia de produção e processamento de proteínas. Essa convergência torna o evento um espaço estratégico para networking, negócios e formulação de estratégias de médio e longo prazos.
Ao acompanhar de perto esse ambiente, O Presente Rural reafirma sua atuação como elo entre o agro brasileiro e os principais polos internacionais de inovação. “A presença do jornal na IPPE não é apenas institucional. É uma forma de garantir que o produtor e o setor tenham acesso direto ao que há de mais atual em tecnologia, gestão e mercado”, destaca Selmar Marquesin.
Durante os três dias de evento, a equipe do jornal fará a cobertura dos principais painéis, lançamentos e debates, trazendo análises, entrevistas e conteúdos exclusivos para os leitores. A proposta é oferecer uma leitura qualificada sobre como as tendências globais discutidas em Atlanta podem impactar a competitividade, a sustentabilidade e o futuro da produção de proteínas no Brasil.
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Primato reforça diálogo com cooperados em nova edição das Reuniões de Campo
Encontros percorrerão municípios da área de atuação da cooperativa para apresentar resultados, debater desafios e alinhar perspectivas do agronegócio com os associados.

A Primato Cooperativa Agroindustrial dá início, em janeiro, a mais uma edição das tradicionais Reuniões de Campo, encontros que fortalecem o relacionamento com os cooperados, promovem a transparência e ampliam o diálogo sobre resultados, desafios e perspectivas do agronegócio. A programação percorre diferentes municípios da área de atuação da cooperativa, reunindo associados, lideranças e equipes técnicas. Todas as reuniões terão início às 19h30.
Para o presidente da Primato, Anderson Léo Sabadin, as Reuniões de Campo são momentos estratégicos para a construção coletiva. “Esses encontros são fundamentais para estarmos próximos dos cooperados, ouvindo suas demandas, compartilhando resultados e alinhando expectativas. A cooperativa cresce quando há participação, diálogo e confiança mútua”, destaca.
A agenda das Reuniões de Campo seguirá nas seguintes datas:
16 de janeiro – Toledo, na Associação da Primato, Rodovia 163 – KM 252,3, s/n
19 de janeiro – Capitão Leônidas Marques, na Unidade Cerealista, Rodovia BR 163, Lote Rural 125 B, Unificado 2
20 de janeiro – Vera Cruz do Oeste, na Unidade Cerealista, Rodovia PR-488, KM 13 – S/N
21 de janeiro – Santa Tereza do Oeste, na Unidade Cerealista, BR 163/PR182, Lote Rural 1-C, Gleba 2 – Distrito de Santa Maria
22 de janeiro – Novo Sarandi, na Unidade Cerealista, Rodovia PR 589, Lotes rurais 12-A-3 S/N
23 de janeiro – Guaraniaçu e Laranjeiras do Sul (encontro em Guaraniaçu), Casa do Produtor, Av. Ivan Ferreira Do Amaral, 507, Centro
26 de janeiro – Verê, Casa do Produtor, Rodovia PR 475, KM 57, s/n, Zona Rural
27 de janeiro – Vitorino, Rodovia PRC 158, KM 151, S/N – Bairro Industrial
28 de janeiro – Nova Esperança do Sudoeste, Rodovia PR-281 KM 537 – Estrada Linha Barra Bonita, Zona Rural
Em cada local, os cooperados terão a oportunidade de acompanhar informações sobre o desempenho da cooperativa, conhecer ações desenvolvidas ao longo do último período e contribuir com sugestões e avaliações.
O presidente também reforça o convite para a participação dos associados. “Convidamos nossos cooperados a estarem presentes nas reuniões em suas regiões, pois esse é um espaço de troca, aprendizado e fortalecimento do cooperativismo”, conclui.
Notícias
Peru habilita 36 novas unidades brasileiras para exportação de material genético animal
Autorização inclui genética avícola e bovina e renova licenças até 2028, ampliando a presença do Brasil no mercado peruano.

O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) oficializou a habilitação de 36 novas unidades brasileiras para a exportação de material genético animal. Do total, 31 são voltadas à genética de aves e cinco ao material genético bovino. Além das novas inclusões, a autoridade peruana renovou as licenças de exportação de todos os estabelecimentos do segmento que já operavam com o mercado peruano, com validade estendida até dezembro de 2028.
Com as novas habilitações, o setor avícola dobra o número de estabelecimentos autorizados a exportar para o Peru. No segmento de material genético bovino, a inclusão de cinco unidades representa um aumento de 83% na lista de estabelecimentos aptos, com foco no atendimento à pecuária de corte e de leite.
A extensão do prazo das autorizações até dezembro de 2028 busca conferir maior previsibilidade às operações comerciais entre os dois países.
A decisão do Senasa foi tomada com base em critérios técnicos e reforça o reconhecimento do controle sanitário e das medidas de biosseguridade adotadas pelo Brasil na produção e exportação de material genético animal.
No último ano, o vizinho latino-americano importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, cereais, farinhas e preparações.



