Peixes
IFC Brasil prorroga segundo lote de inscrições até dia 20 de setembro
Maior evento da cadeia de pescado reúne lideranças do setor de 24 a 26 de setembro, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.

Atendendo a solicitações, os organizadores do 6ª International Fish Congress & Fish Expo Brasil (IFC Brasil), anunciam a prorrogação do último prazo das inscrições com desconto para o evento, que será realizado na próxima semana, de 24 a 26 de setembro, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Até esta data, os interessados podem se inscrever no site do evento pelo valor R$ 550 para profissionais e R$ 300 para estudantes. De sábado (21) até o dia 26, os valores sobem para R$ 650 para profissionais e R$ 350 para estudantes.

CEO do IFC Brasil, Eliana Panty: “O IFC Brasil vai reunir sete eventos simultâneos”
Em sua sexta edição, o IFC Brasil está consolidado pelo elevado nível dos debates, debatedores, público qualificado, tecnologias e inovações apresentadas na feira de negócios pelas principais empresas do setor. “O encontro reúne um Congresso Internacional com mais de 40 conferencistas vindos de 18 países, feira de negócios com mais de 150 expositores e uma rodada internacional de negócios com a Apex Brasil, além da apresentação de trabalhos científicos”, destaca a CEO do IFC Brasil, Eliana Panty.
De acordo com a executiva, o IFC vai reunir sete eventos simultâneos, como o Congresso Internacional de Aquicultura, a Feira de Tecnologias e Negócios, a 2ª edição do Aquacultura 4.0, promovida pela Embrapa Pesca e Aquicultura e Embrapa Digital, a 2ª Rodada Internacional de Negócios, em parceria com a Apex Brasil e a Abipesca, a Apresentação de Trabalhos Científicos, organizada pela Unioeste e Unila, a 3ª edição de Mulheres da Aquicultura e o Workshop sobre Sistema de Recirculação de Água (RAS), organizado em parceria com a empresa BluEco Net, a Unioeste e com o Ministério Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha.
O presidente do evento, Altemir Gregolin, reforça o momento favorável para o desenvolvimento do setor. “Na última década o mundo cresceu em produção, consumo e comércio de pescado. As projeções da FAO para as próximas décadas é de continuidade no crescimento da demanda, o que sinaliza para o Brasil, muitas oportunidades. Nesta perspectiva, o IFC tem o propósito de contribuir para que o Brasil se consolide como um grande player mundial na produção e comercialização desta proteína”, salienta o executivo.
Outras informações sobre o IFC Brasil podem ser encontradas no site do evento (www.ifcbrasil.com.br), através do e-mail marketing@ifcbrasil.com.br.
Programação
No dia 24 de setembro, o debate estará concentrado em temas de conjuntura e estratégia, com destaque para o Painel Economia Azul e o desenvolvimento sustentável da produção de pescado para atender a crescente demanda e preservar o meio ambiente, vai ser aberto às 09 horas com a palestra “Megatendências na aquicultura mundial”, ministrada pelo Gonçalo Santos, da Noruega. Em seguida, o Oficial de Aquicultura da Oficina Regional da FAO para a América Latina e Caribe, do Chile, José Aguilar Manjarrez, destaca “A transformação azul e as diretrizes para aquicultura”.
A partir das 11 horas, o congresso segue com o Painel Exportações de Pescado: Evolução, desafios e estratégias para a consolidação das exportações brasileiras com a participação de

Presidente do IFC Brasil, Altemir Gregolin: “O IFC tem o propósito de contribuir para que o Brasil se consolide como um grande player mundial na produção e comercialização desta proteína”
representantes da Apex Brasil, ABPA e de empresas do setor, além de, Cesar Pinzon, da Colômbia, que falará sobre “A experiência da Colômbia no mercado internacional”.
O tema Mercado de Pescado: Situação e perspectivas diante da oferta crescente e das flutuações da demanda vai ser debatido a partir das 13h30, com o pesquisador do Cepea Thiago Bernardino de Carvalho e representantes de empresas.
Logo depois, a programação segue com MPA, CNA, Abipesca e Peixe BR com uma discussão sobre a “Lei da Pesca e Aquicultura: As mudanças necessárias e as diferentes perspectivas do setor para a sua modernização”. E em seguida, com a participação do Ministério da Agricultura e Agentes Financeiros será discutido o “Crédito para a aquicultura brasileira e os diferentes elos da cadeia do pescado para potencializar o seu desenvolvimento”. A abertura oficial do evento e uma confraternização com coquetel de abertura serão realizados a partir das 18 horas.
Nos dias 25 e 26 de setembro, a programação está focada em temas técnicos, com destaque para o Painel Aquicultura 4.0: A Revolução Tecnológica que está transformando a produção aquícola e mudando a forma de trabalho no campo, quando o diretor de Pesquisa e Inovação da Embrapa, Clênio Nailto Pillon, vai destacar a “Transformação digital na aquicultura 4.0”.
Em seguida, o presidente do Clube de Inovações do Chile, Adolfo Alvial, apresenta “O salto tecnológico da aquicultura chilena”. Destaque também para o Painel Inovações na aquicultura: O que o mercado apresenta de novo para o setor? Terá a participação de empresas brasileiras falando sobre inteligência artificial, automatização e internet das coisas, e de Maurício Bueno, do Chile, que vai abordar “O uso de Nano bolhas para oxigenação e intensificação da produção aquícola”.
A Produção em sistema de recirculação: Avanços tecnológicos, resultados alcançados e viabilidade na aquicultura, também está na pauta e contará com a participação de conferencistas da Alemanha e do Brasil. Outro ponto alto da programação é o bloco que tratará da área de Nutrição, com destaque para os painéis, “Nutrição de precisão: Tendências na busca da excelência no desempenho e na sustentabilidade dos cultivos” e “Nutrição: As soluções que o mercado apresenta para a melhoria da performance, da saúde e dos resultados na aquicultura”.
O tema sobre melhoramento genético também será pauta do congresso com o painel, “Melhoramento genético em tilápias: Avanços conquistados em ganhos de rentabilidade de filé e rusticidade dos animais”. O dia 26 de setembro será marcado como o Dia do Produtor no IFC Brasil. Na programação do evento, destaque para o bloco de sanidade, com dois painéis estratégicos, “O status da sanidade aquícola em nível global e medidas de controle” com a participação do diretor Global de Desenvolvimento de Negócios Aqua da SAN Group, Emirados Árabes Unidos, Markus Schrittwieser e a gerente Global de Saúde em Aquacultura da Adisseo, Maria Mercê.
E o painel, “Sanidade e biossegurança: Enfermidades emergentes e estratégias de controle”. A programação também traz o debate sobre o tema “Bem-estar animal na Aquicultura: Da produção ao abate humanitário – melhor performance e uma condicionante para acesso ao mercado”; sobre a “Produção de camarão vanamei em água doce”; o “Manejo reprodutivo de tambaqui em sistema de recirculação”; a “Produção em tanques-redes”; a “Aquicultura de pequena escala: Estratégias de tecnificação e comercialização”; a “Formação Profissional: Perfil e mercado de trabalho”, entre uma série de outros temas.
Sobre o IFC Brasil
O IFC Brasil vai reunir todos os elos da cadeia produtiva para discutir os desafios e as oportunidades da cadeia do pescado e gerar negócios. Desta forma, o encontro reúne empresários, aquicultores, agentes dos mercados do varejo e food service, prestadores de serviços, fornecedores, dirigentes, profissionais do setor e formadores de opinião. Em sua sexta edição, o evento é reconhecido por oferecer o melhor ambiente de negócios, debates e networking do setor.
Patrocínios e Apoios
O IFC Brasil é correalizado pela Fundep (Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-graduação), Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), UFPR (Universidade Federal do Paraná) e a sua Fundação, a Funpar.
Patrocinam o IFC Brasil: CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Itaipu Binacional, Caixa Econômica Federal, MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura), Governo Federal, Sistema CFMV/CRMV`s, Sanepar, Copel Energia, Governo do Paraná, Banco do Brasil, BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul)e Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
Apoiam o IFC Brasil a APEX Brasil, ABIPESCA (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados), PEIXE BR (Associação Brasileira da Piscicultura) e Unila (Universidade Federal da Integração).

Peixes
Piscicultura de Minas Gerais cresce 6,46% em 2025
Volume produzido chega a 77,5 mil toneladas em 2025, com crescimento sustentado pela tilápia, que responde por quase 95% da produção.

A piscicultura de Minas Gerais segue em expansão, impulsionada pela entrada de grandes empresas que também atuam em outros segmentos da proteína animal. Em 2025, a produção estadual alcançou 77,5 mil toneladas de peixes de cultivo, volume 6,46% superior ao registrado em 2024, de acordo com dados do Anuário de Piscicultura Brasileiro PeixeBR 2026.
A tilápia continua sendo a principal espécie produzida no estado e responde por quase 95% do total. No último ano, a produção da espécie chegou a 73,5 mil toneladas, avanço de 6,98% em relação ao ano anterior.

Foto: Shutterstock
O levantamento também indica que produtores que investiram em sanidade e saúde animal obtiveram melhores resultados produtivos e financeiros, o que tem permitido a retomada de investimentos em modernização das estruturas de produção.
Entre os desafios para o fortalecimento da atividade em Minas Gerais estão a padronização do produto e a necessidade de regularização das unidades de beneficiamento, medidas consideradas importantes para garantir maior organização do setor e evitar fraudes.
No estado, Morada Nova de Minas lidera a área de produção em viveiros escavados, com 179 hectares, seguida por Esmeraldas (177 ha), Ouro Fino (149 ha), Juiz de Fora (143 ha) e Muriaé (137 ha). Já na produção em tanques-rede, Morada Nova de Minas também ocupa a primeira posição, com 6.518 unidades, à frente de Alfenas (1.612), Felixlândia (1.458), Carmo do Rio Claro (1.451) e Pimenta (1.158).
Além da tilápia, a piscicultura mineira registra produção de espécies nativas (2,1 mil toneladas) e de outras espécies, como carpa, truta e pangasius (1,9 mil toneladas).
Peixes
Portos do Paraná firma parceria para fortalecer pesca artesanal no litoral
Projeto “Olha o Peixe” vai apoiar comunidades pesqueiras na venda direta do pescado, com capacitação e melhorias na cadeia produtiva.

Para fortalecer a pesca artesanal no litoral paranaense e incentivar o consumo consciente do pescado, a Portos do Paraná iniciou uma parceria com o projeto “Olha o Peixe”. O novo programa vai auxiliar comunidades na comercialização de pescados sem a necessidade de intermediários. A proposta também inclui a capacitação e o apoio técnico aos pescadores, com o propósito de melhorar a cadeia produtiva das comunidades. O contrato, firmado em fevereiro, terá duração de dois anos. “Os pescadores artesanais são o principal público-alvo das ações da Portos do Paraná e do Olha o Peixe, que hoje é uma referência nacional na comercialização e valorização do pescado artesanal”, disse o coordenador de Comunicação, Educação e Sustentabilidade da Portos do Paraná, Pedro Pisacco Cordeiro.
Os primeiros seis meses serão de imersão em 14 comunidades do Litoral para conhecer a realidade dos pescadores e entender as dificuldades, as expectativas, as necessidades e os interesses de cada grupo.

Foto: Divulgação
A partir disso, serão elaboradas e aplicadas capacitações e orientações técnicas. Após os estudos, o projeto será implantado em três comunidades. O objetivo é proporcionar a regularização dos produtos, utilizando boas práticas e manejo sanitário para a comercialização dos pescados, por meio de estratégias de vendas que serão repassadas nos treinamentos, em três comunidades previamente selecionadas. A última etapa será o acompanhamento dos resultados.
“A gente sempre brinca que no Paraná é mais fácil termos acesso a um salmão, que vem de outro país, do que ao peixe daqui do nosso litoral. Temos pescadinha, bagre, tainha, linguado, robalo, camarões, ostra e siri. São muitas espécies”, afirmou o diretor-executivo e idealizador do Olha o Peixe, Bryan Renan Müller.
A lógica do projeto é pescar melhor, vendendo a um preço justo, e não pescar em grande quantidade por um valor extremamente baixo. “O objetivo é valorizar a produção local sem aquela relação de exploração, na qual o pescador entrega o peixe ao atravessador por um preço muito menor do que o oferecido no mercado”, declarou Pisacco. “Se valorizamos a cultura tradicional aumentando a remuneração do pescador, incentivamos as futuras gerações a continuarem na pesca artesanal, mantendo essa cultura viva”.
Como funciona

Cada peixe entregue ao mercado por meio do projeto traz um rótulo de identificação informando o local de origem, a identificação do pescador e a embarcação utilizada durante a captura. Também são informadas as características da carne, como sabor (suave ou intenso) e a possibilidade de haver espinhas, por exemplo. “A gente trabalha com mais de 30 espécies do litoral do Paraná, muitas delas pouco conhecidas aqui. Buscamos a popularização desse leque de sabores oferecendo muita qualidade”, explicou Müller.
O projeto possui o selo de autorização sanitária estadual, o Susaf (Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte), e o selo de inspeção municipal, o SIM (Serviço de Inspeção Municipal).
Uma das grandes vantagens de se consumir o pescado artesanal é o frescor do produto. “É um peixe que chega com gostinho de mar, vindo direto da canoa do pescador. É diferente de um produto que está congelado e que não tem a mesma qualidade”, disse Müller.
Áreas de atuação
As atividades iniciais de análise serão feitas em Antonina, nas comunidades pesqueiras de Ponta da Pita, Praia dos Polacos e Portinho. Em Paranaguá, o projeto vai focar nas ilhas do Teixeira, Piaçaguera, Amparo, Eufrasina, Europinha, São Miguel, Ponta do Ubá, Vila Guarani, Valadares e Ilha do Mel (nas comunidades de Ponta Oeste, Encantadas e Brasília). Em Pontal do Paraná, as ações serão na Vila Maciel.
O programa segue cinco Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU):
02 – Fome zero e agricultura sustentável
10 – Redução das desigualdades
11 – Cidades e comunidades sustentáveis
12 – Consumo e produção responsáveis
14 – Vida na água
As imersões nas comunidades estão previstas para começar em abril de 2026.
Oficinas de pesca
Outro projeto desenvolvido pela Portos do Paraná com as comunidades pesqueiras é o Curso de Turismo de Pesca, que chegou à terceira edição no ano passado. A capacitação gratuita integra o Programa de Educação Ambiental da Portos do Paraná e atende ao licenciamento do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). O conteúdo orienta os participantes sobre como receber turistas, preparar embarcações, garantir a segurança no transporte e prestar atendimento de qualidade ao público em geral.
Peixes
Santa Catarina produz 63,4 mil toneladas de peixes em 2025
Estado mantém a 4ª posição entre os maiores produtores de peixe de cultivo do Brasil, com crescimento de 7,28% impulsionado principalmente pela tilápia.





