Peixes Pescado na mesa
IFC Brasil lança Cozinha Show e amplia programação gastronômica
Evento une gastronomia, inovação e negócios para valorizar o pescado e aproximar produtores, chefs e consumidores em Foz do Iguaçu.

O International Fish Congress & Fish Expo Brasil (IFC Brasil 2025) estreia um novo e saboroso capítulo em sua 7ª edição: uma programação especial dedicada à gastronomia. Realizado de 02 a 04 de setembro, no Recanto Cataratas, em Foz do Iguaçu/PR, o evento apresenta pela primeira vez a Cozinha Show, em parceria com a Abrasel e apoio da Secretaria de Estado do Turismo do Paraná (Setu), além do Corredor do Sabor e do 1º Festival da Tilápia.
A Cozinha Show terá vagas limitadas e inscrições presenciais, exclusivas para o público do evento. Ao longo dos três dias, chefs convidados pela Abrasel vão comandar aulas práticas que valorizam o pescado, apresentando receitas criativas e saborosas. Após cada demonstração, os participantes poderão degustar as preparações e interagir com os chefs.

Foto: Jonathan Campos
Participam os chefs: Francielle Thaís (Colher de Ouro Eventos), Márcio Oliveira de Lima (Cartório Bar), Lucas Cavalcanti Guedes (restaurante Seldeestrela), Ive Nunes ( Capitão Bar) e Paulo Gaúcho ( Churrascaria do Gaúcho). “A Cozinha Show integra as ações estratégicas do IFC Brasil para incentivar o aumento do consumo de pescados no mercado interno e aproximar a cadeia produtiva do consumidor final — da indústria à mesa —, mostrando diferentes formas de preparo e aproveitamento integral dos alimentos”, afirma Eliana Panty, CEO do IFC Brasil.
Segundo a executiva, o consumo per capita de pescado no Brasil está na média de 10,5 kg por ano, um número considerado baixo comparado à média mundial de 20,2 kg, segundo a FAO. “O consumo aumentou 60% nos últimos 20 anos, impulsionado pela busca por alimentos saudáveis e pela maior oferta de peixes, especialmente a tilápia. Temos muito para crescer no mercado interno”, pontua.
Gastronomia como elo da cadeia
Parceira da iniciativa, a Abrasel responde pela curadoria dos chefs e reforça a importância da gastronomia regional no evento. “O Oeste do Paraná é um dos maiores produtores de pescado do Brasil. O nosso carro chefe é a tilápia e hoje produzimos aproximadamente 200 mil toneladas anuais. Nossos chefs associados vão mostrar na Cozinha Show a força do pescado, a diversidade de ingredientes e evidenciar os sabores da gastronomia regional”, destaca Márcio Oliveira, Presidente da Abrasel Oeste do Paraná.
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) desempenha um papel fundamental na gastronomia do Paraná, representando o setor de bares e restaurantes e promovendo a melhoria da qualidade dos serviços e da experiência gastronômica no estado.
Novo eixo do evento
A Cozinha Show soma-se a outras atrações voltadas à gastronomia no IFC Brasil 2025. Entre elas, o Corredor do Sabor — espaço dedicado à agricultura familiar, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) —, o 1º Festival da Tilápia e o tradicional Festival do Tambaqui, em parceria com a ACRIPAR.
O 1º Festival da Tilápia, previsto após a solenidade de abertura do IFC Brasil, marcará também o início da Semana do Pescado (01 a 15/09), campanha nacional que estimula o consumo de peixes. Para a ocasião, o renomado chef Tyales Veiga assinará um prato especial, que será servido ao Ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula.
Programação – Cozinha Show | IFC Brasil 2025
02 de setembro – 15h30min
Chef: Francielle Thaís – Colher de Ouro Eventos
Prato: Brisa do Rio
Descrição: O prato combina o delicado lombo de tilápia com purê rústico de batata-doceroxa. É regado por um molho leve e cítrico e finalizado com crocante de castanha. Uma receita que traduz frescor, textura e brasilidade em cada garfada.
Instagram: @colherdeouro_eventos
02 de setembro – 17h
Chef: Márcio Oliveira de Lima– Cartório Bar
Prato: Tilápia do Enamorada
Descrição: Prepare-se para saborear uma tilápia irresistível, acompanhada de um cremoso aligot de mandioca. A receita é finalizada com uma calda de morango picante, que equilibra doçura e intensidade. Uma combinação única para encantar o paladar.
Instagram: @cartorio_foz e @cartorio_guaira
03 de setembro – 15h30min
Chef: Lucas Cavalcanti Guedes – Seldeestrela
Prato: Arroz paraense com bacalhau da Amazônia e crocante de castanha-do-Pará
Descrição: O arroz ganha sabor com tucupi, jambu, açafrão-da-terra e chicória, criando uma base aromática e vibrante. O Bacalhau da Amazônia, feito de pirarucu seco, é refogado com temperos, pimentões e cubos de banana-da-terra, equilibrando salgado, doce e picante.
Instagram: @seldeestrela
03 de setembro – 17h
Chef: Ive Nunes – Capitão Bar
Prato: Moqueca do Capitão
Descrição: A tilápia é preparada em um molho cremoso de leite de coco, pimentões, tomates e cebolas, realçado com azeite de dendê e caldo de peixe. O prato ganha frescor com coentro e acompanha um vinagrete de banana-da-terra madura, que equilibra doçura e acidez. Para completar, uma farofa de dendê adiciona sabor e crocância típicos do Brasil
Instagram: @capitaobarfoz
04 de setembro – 15h30
Chef: Paulo Gaúcho – Churrascaria do Gaúcho
Prato: Releitura do Pirá de Foz
Descrição: Nesta versão especial, o tradicional surubim dá lugar à tilápia empanada e recheada com três queijos, servida com purê de mandioca e salteado de cebola roxa e pimentões coloridos. Mais do que uma releitura, é uma explosão de sabores com o peixe que é a cara do Paraná.
Instagram: @churrascariagaucho
Evento estratégico para negócios e inovação
Em sua 7ª edição, o IFC Brasil – International Fish Congress & Fish Expo deve reunir cerca de quatro mil participantes, entre lideranças da indústria e do mercado, aquicultores, cadeia de suprimentos, investidores, food service, profissionais do setor e formadores de opinião. O objetivo é discutir os desafios e as oportunidades do setor, gerar negócios e promover relacionamento.
A programação inclui mais de 30 horas de conteúdo técnico e conjuntural, com mais de 50 palestrantes nacionais e internacionais, além de ações de incentivo ao consumo de pescados e lançamentos de soluções e tecnologias. “Teremos quase 100 empresas expositoras, trazendo inovação, networking e oportunidades concretas de negócios na VII Fish Expo, nos três dias de evento, das 13h às 20h”, destaca Eliana Panty, CEO do IFC Brasil.
Uma das novidades da edição 2025 é a Arena Fish, espaço dedicado à apresentação de soluções práticas de empresas e instituições para os desafios enfrentados pelo setor aquícola.
Serão 10 eventos simultâneos, entre eles:
- Congresso Internacional de Aquicultura
- Feira de Tecnologias e Negócios (VII Fish Expo)
- Workshop “Exportando Peixes de Cultivo”, em parceria com a Embrapa
- Rodada de Negócios, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP)
- Apresentação de Trabalhos Científicos, organizada pela Unioeste e Unila;
- 5º Encontro Mulheres da Aquicultura
- Festival do Tambaqui e Festival da Tilápia
- 5ª Cozinha Show
- Corredor do Sabor
Protagonismo global
O mercado de pescados no Brasil tem um enorme potencial de crescimento, impulsionado pela vasta costa marítima, abundância de rios e lagos, além da crescente demanda por alimentos saudáveis e sustentáveis. “Um dos grandes diferenciais do Brasil é o nosso mercado interno com mais de 200 milhões de consumidores. Precisamos explorar isso de forma mais efetiva para elevar o consumo de pescado. O aumento no consumo em 1 kg/hab/ano, coloca a necessidade de produzir pelo menos mais 500 mil toneladas de peixe vivo. Isso representa mais de 50% do que a aquicultura brasileira produz atualmente. Casar esta estratégia com a abertura de novos mercados é o segredo para acelerar a produção e atrair investimentos no setor”, avalia o presidente do evento, Altemir Gregolin.

Peixes
Preços da tilápia iniciam 2026 com estabilidade nos principais polos produtores
Levantamento do Cepea aponta variações pontuais nas cotações, refletindo equilíbrio entre oferta e demanda no começo do ano.

Os preços da tilápia apresentaram comportamento predominantemente estável na semana encerrada em 02 de janeiro, segundo dados do Cepea. Em importantes polos produtores do País, as variações foram pontuais, indicando equilíbrio entre oferta e demanda no início do ano.
Na região dos Grandes Lagos, a cotação permaneceu em R$ 9,27 por quilo, sem variação em relação à semana anterior. Estabilidade semelhante foi observada no Norte do Paraná, onde o preço médio ficou em R$ 10,11/kg. Já em Morada Nova de Minas, houve leve alta de 0,31%, com o valor alcançando R$ 9,44/kg.
No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, a tilápia foi comercializada a R$ 9,57/kg, registrando a maior elevação semanal entre as regiões acompanhadas, com avanço de 0,39%. Em sentido oposto, o Oeste do Paraná apresentou pequena retração de 0,19%, com o preço médio recuando para R$ 8,76/kg.
De acordo com o Cepea, as oscilações discretas refletem um mercado ajustado, típico do período, sem movimentos bruscos de oferta ou pressão significativa da demanda sobre as cotações.
Peixes
Instituto de Pesca inicia 2026 com foco em ciência e inovação para aquicultura
Com atuação em diferentes regiões de São Paulo, o IP-Apta reforça pesquisas e soluções sustentáveis que fortalecem a produção de alimentos aquáticos, a segurança alimentar e a geração de renda.

“Promover soluções científicas, tecnológicas e inovadoras para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor da Pesca e da Aquicultura” é a missão do Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que inicia o ano a reforçando, comprometido com a geração de conhecimento científico e com o fortalecimento do setor, contribuindo diretamente para a segurança alimentar, a geração de renda e o uso sustentável dos recursos naturais.

Foto: Divulgação/IP-Apta
Com atuação altamente relevante e presença em diferentes regiões do estado, o Instituto desenvolve pesquisas que impactam desde a produção até o consumo de alimentos aquáticos, apoiando pescadores artesanais, aquicultores, técnicos, gestores públicos e instituições sociais. O trabalho científico realizado se traduz em tecnologias, orientações técnicas, inovação em produtos e soluções que chegam a laboratórios, universidades e até à mesa da população.
Na pesca artesanal, o Instituto de Pesca atua no desenvolvimento de estudos, monitoramentos e ações de apoio que valorizam o conhecimento tradicional, promovem o uso sustentável dos recursos pesqueiros e contribuem para a manutenção da atividade como fonte de alimento, trabalho e identidade cultural para diversas comunidades. Essas iniciativas buscam fortalecer a pesca artesanal de forma responsável, aliando preservação ambiental e inclusão social.
Na aquicultura, as pesquisas e ações desenvolvidas pelo Instituto contribuem para o aprimoramento dos sistemas produtivos, o aumento da eficiência, a melhoria da qualidade dos produtos e a adoção de práticas sustentáveis. O apoio técnico e científico ao setor aquícola favorece a competitividade dos produtores, a geração de renda e a expansão de uma produção alinhada às demandas ambientais e de segurança alimentar.

Foto: Divulgação/IP-Apta
Entre as principais frentes de atuação da instituição também estão a valorização do pescado como alimento saudável e acessível, a melhoria dos processos produtivos e o aproveitamento integral dos recursos, reduzindo desperdícios e promovendo eficiência econômica e ambiental.
As pesquisas conduzidas pela instituição subsidiam políticas públicas e ações voltadas ao desenvolvimento regional, contribuindo para a inclusão produtiva, o fortalecimento das economias locais, a promoção de sistemas alimentares mais justos e resilientes, além da preservação e proteção dos recursos hídricos.
Ao conectar ciência, produção e sociedade, o Instituto reafirma seu papel estratégico como referência em pesquisa aplicada e inovação, alinhando tradição e conhecimento técnico aos desafios contemporâneos da sustentabilidade, da segurança alimentar e das mudanças climáticas. “Neste novo ano a instituição segue comprometida com sua missão e busca ampliar parcerias, disseminar conhecimento, conquistar novos programas e gerar impactos positivos que beneficiem tanto o setor produtivo quanto a população, fortalecendo o pescado como um aliado da saúde, da economia e do meio ambiente”, ressalta o vice-coordenador do IP, Eduardo de Medeiros Ferraz.
Peixes Pioneirismo no agronegócio
Nova tecnologia da C.Vale multiplica produção de tilápias no campo
Sistema com geomembrana permite ampliar em 72% o alojamento de peixes com apenas 16% mais área.

Quase três décadas se passaram desde que a C.Vale, de forma pioneira, adotou a climatização de aviários para a criação comercial de frangos, a partir de 1997. Essa tecnologia só era usada em países do Primeiro Mundo e foi trazida para o Brasil por Alfredo Lang, então com 49 anos, em seu primeiro mandato como presidente da cooperativa. “Muitos me chamaram de visionário louco, que ia quebrar a cooperativa”, recorda. A tecnologia deu tão certo que passou a ser utilizada por todas as integrações avícolas brasileiras.
Vinte e oito anos depois, a C.Vale está levando ao campo outra inovação: a criação de tilápias em tanques recobertos com geomembrana, um material flexível, soldável e resistente ao sol. Esse novo sistema traz duas grandes vantagens em relação ao sistema convencional: redução do uso de água e um aumento bastante expressivo do número de peixes por metro quadrado de água.
O associado Moacir Niehues, produz tilápias em 17,5 hectares de lâmina d’água na Linha São Sebastião, interior de Palotina (PR). Depois de conhecer a nova tecnologia, ele decidiu ampliar a piscicultura construindo mais 12 tanques de 16 X 250 metros, com geomembrana. As obras começam em janeiro e quando estiverem, no segundo semestre de 2026, vão ampliar em 2,88 hectares a área de criação da propriedade.
Ao participar do Dia de Campo 2025/26 da C.Vale, Moacir Niehues e o filho Guilherme encontraram Alfredo Lang e o gerente do Departamento de Peixes, Paulo Poggere. O produtor revelou que vai investir R$ 7 milhões para colocar a nova tecnologia em operação, valor que inclui a infraestrutura completa dos tanques e todos os equipamentos necessários. Os recursos virão da linha Fiagro-FIDC disponibilizada pela C.Vale, Fomento Paraná e Sicredi, com juros de 9% ao ano.
Dois milhões de tilápias
Alojando 1,2 milhão de tilápias por ciclo, desde 2022, em nove tanques convencionais, ele assegura que a piscicultura é mais rentável que a produção de grãos. Habituado aos cálculos como diretor-executivo (CEO) da Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP, Moacir explica a decisão de apostar na nova tecnologia com base em números. Aumentando a área da piscicultura em apenas 16%, ele vai ampliar o alojamento de tilápias em 72%. Isso porque o novo sistema permite o alojamento de 30 peixes por metros quadrado contra 7 peixes pelo método convencional. Assim, ele vai passar a alojar pouco mais de dois milhões de tilápias por ciclo.
Multiplicando em mais de quatro vezes o número de peixes por metro quadrado, Niehues vai montar uma estrutura reforçada para garantir o fornecimento de energia elétrica sem interrupções. Além da linha que leva energia à propriedade, a estrutura terá dois conjuntos de geradores. Caso ocorra alguma interrupção do fornecimento, uma linha de geradores entra em funcionamento. Se eles também falharem, a segunda linha de reserva é acionada. Esse cuidado é necessário para garantir a oxigenação da água permanentemente, sem riscos diante de uma lotação tão alta.
Ao lado do filho Guilherme, futuro sucessor na atividade, Moacir pega o celular e faz um cálculo comparativo. Seriam necessários 232 hectares de soja para produzir renda bruta equivalente aos 2,88 hectares destinados às tilápias em alta densidade. “A C.Vale me passou muita segurança quanto ao futuro da piscicultura. Esse sistema é o futuro. Os outros produtores vão migrar para esse sistema de criação de alta densidade”, projeta Niehues.



