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IFC Brasil anuncia programação

1º lote de inscrições encerram amanhã

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Foto e texto: Assessoria

O VI International Fish Congress & Fish Expo Brasil será realizado de 24 a 26 de setembro em Foz do Iguaçu, Paraná. Além de conferências com especialistas de quatro continentes e mais de 20 horas de conteúdo exclusivo, o evento terá feira de tecnologias, rodada de negócios, o Inova Aqua e apresentação de trabalhos científicos, entre outras atrações.

O IFC Brasil tem como missão reunir todos os elos da cadeia produtiva para discutir os desafios e as oportunidades da cadeia do pescado e gerar negócios, num momento em que o contexto é amplamente favorável ao desenvolvimento do setor, destaca o presidente do evento, Altemir Gregolin. “O mundo, na última década, cresceu em produção, consumo e comércio de pescado e as projeções da FAO para as próximas décadas é de continuidade no crescimento da demanda, o que sinaliza para o Brasil, muitas oportunidades”, informa. Nesta perspectiva, afirma, “o IFC tem o propósito de contribuir para que o Brasil se consolide como um grande player mundial na produção e comercialização desta nobre proteína”.

Desta forma o IFC Brasil reúne empresários, aquicultores, agentes dos mercados do varejo e food service, prestadores de serviços, fornecedores, dirigentes, profissionais do setor e formadores de opinião. “O congresso internacional terá mais de 40 palestras com especialistas de vários países, além de promover debates com os principais players do setor”, reforça o Gregolin.

Para Eliana Panty, CEO do IFC Brasil, o “evento se consolidou como o melhor ambiente de negócios, debates e networking do setor” e destaca que nesta edição, “o IFC reúne sete eventos simultâneos, como o Congresso Internacional de Aquicultura, que vai acontecer durante os três dias de evento, das 8h30 às 16h; a Feira de Tecnologias e Negócios, durante os três dias de evento, das 10h às 20h; a 2ª edição do Aquacultura 4.0, promovida pela Embrapa Pesca e Aquicultura e Embrapa Digital; a 2ª Rodada Internacional de Negócios, em parceria com a Apex Brasil e a Abipesca; a Apresentação de Trabalhos Científicos, organizada pela Unioeste e Unila e a 3ª edição de Mulheres da Aquicultura”.

 

Congresso Internacional de Aquicultura

Um dos pontos altos do IFC Brasil, o Congresso Internacional de Aquicultura, vai debater questões mais relevantes da atualidade e traçar cenários para o setor. Entre os temas discutidos estão Economia Azul e o desenvolvimento sustentável da produção para atender a demanda crescente e preservar o meio ambiente, estratégias para consolidação das exportações brasileiras, tendências de mercado, acesso ao crédito, inovações no setor, aquicultura 4.0, melhoramento genético, nutrição, sanidade e biosseguridade, entre vários outros assuntos. Veja a programação.

 

Programação Técnica

No dia 24 de setembro, o debate estará concentrado em temas de conjuntura e estratégia, com destaque para o Painel Economia Azul e o desenvolvimento sustentável da produção de pescado para atender a crescente demanda e preservar o meio ambiente, vai ser aberto às 9h com a palestra “Megatendências na aquicultura mundial”, ministrada pelo Gonçalo Santos, da Noruega. Em seguida, o Oficial de Aquicultura da Oficina Regional da FAO para a América Latina e Caribe, do Chile, José Aguilar Manjarrez, destaca “A transformação azul e as diretrizes para aquicultura”.

A partir das 11h, o congresso segue com o Painel Exportações de Pescado: Evolução, desafios e estratégias para a consolidação das exportações brasileiras com a participação de representantes da Apex Brasil, ABPA e de empresas do setor, além de, Cesar Pinzon, da Colômbia, que falará sobre “A experiência da Colômbia no mercado internacional”.

O tema Mercado de Pescado: Situação e perspectivas diante da oferta crescente e das flutuações da demanda vai ser debatido a partir das 13h30, com o pesquisador do Cepea Thiago Bernardino de Carvalho e representantes de empresas. Logo depois, a programação segue com MPA, CNA, Abipesca e Peixe BR com uma discussão sobre a “Lei da Pesca e Aquicultura: As mudanças necessárias e as diferentes perspectivas do setor para a sua modernização”. E em seguida, com a participação do Ministério da Agricultura e Agentes Financeiros será discutido o “Crédito para a aquicultura brasileira e os diferentes elos da cadeia do pescado para potencializar o seu desenvolvimento”. A abertura oficial do evento e uma confraternização com coquetel de abertura serão realizados a partir das 18h.

Nos dias 25 e 26 de setembro, a programação está focada em temas técnicos, com destaque para o Painel Aquicultura 4.0: A Revolução Tecnológica que está transformando a produção aquícola e mudando a forma de trabalho no campo, quando o diretor de Pesquisa e Inovação da Embrapa, Clênio Nailto Pillon, vai destacar a “Transformação digital na aquicultura 4.0”. Em seguida, o presidente do Clube de Inovações do Chile, Adolfo Alvial, apresenta “O salto tecnológico da aquicultura chilena”. Destaque também para o Painel Inovações na aquicultura: O que o mercado apresenta de novo para o setor? Terá a participação de empresas brasileiras falando sobre inteligência artificial, automatização e internet das coisas, e de Maurício Bueno, do Chile, que vai abordar “O uso de Nano bolhas para oxigenação e intensificação da produção aquícola”.

A Produção em sistema de recirculação: Avanços tecnológicos, resultados alcançados e viabilidade na aquicultura, também está na pauta e contará com a participação de conferencistas da Alemanha e do Brasil. Outro ponto alto da programação é o bloco que tratará da área de Nutrição, com destaque para os painéis, “Nutrição de precisão: Tendências na busca da excelência no desempenho e na sustentabilidade dos cultivos” e “Nutrição: As soluções que o mercado apresenta para a melhoria da performance, da saúde e dos resultados na aquicultura”. O tema sobre melhoramento genético também será pauta do congresso com o painel, “Melhoramento genético em tilápias: Avanços conquistados em ganhos de rentabilidade de filé e rusticidade dos animais”.

O dia 26 de setembro será marcado como o Dia do Produtor no IFC Brasil. Na programação do evento, destaque para o bloco de sanidade, com dois painéis estratégicos, “O status da sanidade aquícola em nível global e medidas de controle” com a participação do diretor Global de Desenvolvimento de Negócios Aqua da SAN Group, Emirados Árabes Unidos, Markus Schrittwieser e a gerente Global de Saúde em Aquacultura da Adisseo, Maria Mercê. E o painel, “Sanidade e biossegurança: Enfermidades emergentes e estratégias de controle”. A programação também traz o debate sobre o tema “Bem-estar animal na Aquicultura: Da produção ao abate humanitário – melhor performance e uma condicionante para acesso ao mercado”; sobre a “Produção de camarão vanamei em água doce”; o “Manejo reprodutivo de tambaqui em sistema de recirculação”; a “Produção em tanques-redes”; a “Aquicultura de pequena escala:

 

Inscrições

Termina nesta terça-feira, 20 de agosto, o prazo de inscrições com maior desconto para o VI International Fish Congress & Fish Expo Brasil (IFC Brasil), que vai ser realizado de 24 a 26 de setembro em Foz do Iguaçu, no Paraná. Até esta data, os interessados podem se inscrever garantir os valores do primeiro lote. As inscrições devem ser realizadas no site do evento www.ifcbrasil.com.br pelo valor de R$ 450 para profissionais e R$ 250 para estudantes. Entre os dias 21 de agosto e 15 de setembro, os valores sobem para R$ 550 para profissionais e R$ 300 para estudantes. Do dia 16 de setembro até o dia 26, as inscrições podem ser realizadas por R$ 650 para profissionais e R$ 350 para estudantes.

Em sua sexta edição, o IFC Brasil está consolidado pelo elevado nível dos debates, debatedores e público qualificado. O encontro reúne um Congresso Internacional com mais de 40 conferencistas vindos de 18 países, uma feira de negócios com mais de 100 expositores e uma rodada internacional de negócios com a Apex, além da apresentação de trabalhos científicos, destaca a CEO do IFC Brasil, Eliana Panty. “O IFC vai reunir sete eventos simultâneos, como o Congresso Internacional de Aquicultura, a Feira de Tecnologias e Negócios, a 2ª edição do Aquacultura 4.0, promovida pela Embrapa Pesca e Aquicultura e Embrapa Digital, a 2ª Rodada Internacional de Negócios, em parceria com a Apex Brasil e a Abipesca, a Apresentação de Trabalhos Científicos, organizada pela Unioeste e Unila e a 3ª edição de Mulheres da Aquicultura.

O presidente do evento, Altemir Gregolin, reforça o momento favorável para o desenvolvimento do setor. “Na última década o mundo cresceu em produção, consumo e comércio de pescado. As projeções da FAO para as próximas décadas é de continuidade no crescimento da demanda, o que sinaliza para o Brasil, muitas oportunidades. Nesta perspectiva, o IFC tem o propósito de contribuir para que o Brasil se consolide como um grande player mundial na produção e comercialização desta proteína”, salienta o executivo.

Fonte: Assessoria

Peixes

Tilápia registra queda nas cotações em todas as principais regiões produtoras

Levantamento do Cepea mostra retração semanal entre 0,10% e 0,61% nos preços pagos ao produtor.

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Foto: Shutterstock

Os preços da tilápia apresentaram recuo em todas as principais regiões produtoras monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na semana de 13 a 17 de julho.

O maior valor foi registrado no Norte do Paraná, onde o quilo da tilápia foi negociado a R$ 10,31, apesar da retração semanal de 0,61%. Em seguida aparecem o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, com cotação de R$ 10,04 por quilo e queda de 0,50%, e a região dos Grandes Lagos, onde o preço fechou em R$ 9,80, recuo de 0,52%.

Em Morada Nova de Minas, o quilo da tilápia foi comercializado a R$ 9,48, com desvalorização de 0,26% na comparação com a semana anterior.

No Oeste do Paraná, a cotação ficou em R$ 8,70 por quilo, a menor entre as regiões pesquisadas. Apesar disso, o mercado registrou a menor variação negativa da semana, com queda de 0,10%.

Os dados são do levantamento semanal do Cepea, que acompanha a evolução dos preços da tilápia nas principais regiões produtoras do país.

Fonte: Assessoria Cepea
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Peixes

Seguro-defeso pode passar a ser pago durante todo o período de proibição da pesca

Mudança também prevê cadastro nacional de pescadores artesanais e regras mais rígidas para combater fraudes na concessão do benefício.

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Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados prevê que o Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal seja pago durante todo o período em que a pesca estiver proibida por medidas de preservação ambiental.

O Projeto de Lei 806/2026 altera a Lei nº 10.779/2003, que regulamenta o seguro-defeso, benefício concedido aos pescadores artesanais durante a paralisação temporária da atividade para garantir a reprodução das espécies.

Foto: Claudio Neves

Segundo o texto, o objetivo é evitar situações em que o pescador permanece impedido de exercer a atividade por determinação legal, mas deixa de receber o benefício durante parte do período de restrição.

Além da ampliação da cobertura, a proposta cria o Cadastro Nacional de Pescadores Artesanais e Marisqueiras. A ferramenta deverá reunir informações para registro, controle e cruzamento de dados, permitindo maior fiscalização na concessão e no acompanhamento do seguro-defeso.

O projeto também endurece as regras contra fraudes. Pela proposta, quem obtiver ou tentar obter o benefício mediante fraude ou má-fé ficará impedido de participar ou receber benefícios de programas sociais.

Autores da proposta, os deputados Carla Dickson (PL-RN) e Sargento Gonçalves (PL-RN) afirmam que a medida busca garantir que os recursos do seguro-defeso sejam destinados exclusivamente aos profissionais que dependem da pesca artesanal como fonte de renda.

Tramitação

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Fonte: O Presente Rural
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Peixes

Ruído de embarcações compromete comunicação dos peixes, aponta estudo

Pesquisa da UFPE indica que a poluição sonora pode afetar alimentação, reprodução e defesa de território, com reflexos para a saúde dos recifes e da pesca.

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O ruído de motores de embarcações, como lanchas e motos aquáticas, e de banhistas afeta a comunicação sonora entre os peixes, o que pode causar impactos negativos na alimentação, reprodução e defesa de território de várias espécies. A poluição sonora encobre os sons emitidos pelos peixes e representa risco para a saúde de recifes de corais.

A constatação faz parte de um artigo de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), publicado nesta segunda-feira (20), na revista científica Neotropical Ichthyology e divulgado pela Agência Bori, voltada a estudos científicos.

Foto: MPA

Apesar de a publicação ser em inglês, o periódico é editado pela revista oficial da Sociedade Brasileira de Ictiologia (SBI). A ictiologia é o ramo da zoologia dedicado ao estudo científico dos peixes.

De acordo com um dos autores do estudo, Túlio Freire Xavier, do Laboratório de Pesquisa em Ictiologia e Ecologia de Recifes da UFPE, a análise mostrou que “houve uma redução clara na ocorrência dos sons produzidos pelos peixes”.

Segundo ele, a diminuição foi identificada “justamente” onde havia maior presença de ruído causado pela ação humana. “Isso pode acontecer porque os sons ficam mascarados pelo barulho das embarcações, tornando-se mais difíceis de detectar, ou porque alguns peixes realmente reduzem ou alteram sua produção sonora em resposta ao ruído”, diz.

Ele detalha que muitos peixes utilizam sons durante comportamentos como reprodução, defesa de território e alimentação. “Se essa comunicação for prejudicada, esses comportamentos também podem ser afetados”, assinala.

Praias turísticas

O estudo monitorou ruídos produzidos pela atividade humana, como de motores de embarcações, de parapentes e da própria movimentação de banhistas no mar. Ao mesmo tempo, os pesquisadores acompanharam os sons emitidos por peixes nessas áreas.

Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

O trabalho de campo foi conduzido em duas regiões turísticas no litoral de Pernambuco: as praias de Carneiros, na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guadalupe; e Tamandaré, na APA Costa dos Corais.

Essas duas praias foram selecionadas por serem destinos turísticos populares com dinâmicas diferentes, o que permitiu comparar os impactos sonoros.

Carneiros é um destino popular durante o ano todo, enquanto Tamandaré apresenta variações sazonais, com pico no verão.

Em cada praia, os pesquisadores mediram os sons tanto em pontos perto da costa, mais influenciados pela atividade humana; e pontos abrigados, onde a estrutura de recifes serve como barreira para o som.

Forma de medição

Para chegar aos resultados, os pesquisadores instalaram nos pontos de monitoramento um sistema de gravação subaquática. Cada sessão de monitoramento teve dez horas contínuas de gravação diária, somando 80 horas de dados acústicos.

Além de captura dos sons, mergulhadores fizeram uma espécie de censo visual, contando a quantidade e espécie de peixes. Foram encontradas de 18 a 23 espécies. Em Carneiros, eles localizaram quase 1,4 mil peixes.

Os registros foram realizados em janeiro e fevereiro de 2022, período de alta temporada, e em abril de 2023.

Sons dos peixes

A pesquisa identificou nove diferentes tipos de sons de peixes. Três deles deixaram de ser emitidos em locais expostos à presença de pessoas.

A ictiologia explica que os peixes produzem grande diversidade de sons, que são fundamentais para sua comunicação e sobrevivência nos recifes, que se manifestam por meio de pulsos, às vezes únicos, às vezes repetidos e formando sequências. Alguns peixes não produzem sons.

Foto: Divulgação

Os sons emitidos pelos peixes são relacionados a comportamentos específicos e famílias de peixes. Biologicamente, são essenciais para localização de parceiros e reprodução, defesa de território contra invasores, interações em grupo, e alimentação e detecção de predadores.

A poluição sonora humana foi relacionada também à redução na complexidade acústica – índice que mede a variação de padrões sonoros dos peixes ao longo do tempo.

Os ruídos causam um fenômeno chamado “mascaramento acústico”, quando o som contínuo dos barcos esconde sinais acústicos dos peixes. Outro impacto é a supressão de comportamento, quando o ruído pode levar os peixes a reduzir ou cessar vocalizações.

Consequências

O pesquisador Túlio Freire Xavier destaca que os peixes da região são fundamentais para a saúde dos recifes de corais, contribuindo para o equilíbrio de cadeias alimentares. “Os peixes recifais desempenham papéis importantes no controle de algas, na manutenção dos corais e na produtividade desses ambientes.”

Ele ressalta que os recifes sustentam atividades importantes para a economia da região, como o turismo e a pesca artesanal. “Quando a poluição sonora interfere no comportamento desses peixes, existe o potencial de afetar, ainda que de forma indireta, os serviços ecossistêmicos que esses ambientes oferecem”, diz.

Outras regiões

O especialista da UFPE aponta que, apesar de o experimento ter sido realizado no litoral pernambucano, o impacto de sons da atividade humana na vida dos peixes não é “exclusivo desses locais”. “Sempre que houver intenso tráfego de embarcações, turismo náutico ou outras fontes de ruído subaquático que coincidam com as frequências utilizadas pelos peixes, existe potencial para impactos semelhantes”, afirma.

“A intensidade desses efeitos provavelmente varia de acordo com a quantidade de embarcações, as características do recife e as espécies presentes, mas o problema pode ocorrer em outros importantes recifes brasileiros, como Abrolhos e Fernando de Noronha”, complementa.

Limites sustentáveis

Túlio Xavier explica que ainda não existem limites universalmente aceitos para níveis seguros de ruído em ambientes recifais voltados à proteção dos peixes. “Esse é um campo que ainda precisa avançar bastante. Estudos como o nosso ajudam justamente a construir esse conhecimento”, diz.

Ele destaca que o conhecimento científico gerado é compartilhado com gestores e comunidades locais, para contribuir com políticas públicas de manejo das regiões.

O especialista em biologia marinha da UFPE sustenta que turismo e conservação não precisam ser incompatíveis, mas que o componente acústico deve passar a ser considerado no planejamento das atividades. “O ruído subaquático é uma forma de poluição que normalmente passa despercebida”, avalia.

Ele aponta que medidas “relativamente simples”, como organizar rotas de embarcações, reduzir a velocidade em áreas sensíveis e evitar concentração excessiva de atividades sobre determinados recifes, podem contribuir para diminuir esse impacto. “Proteger a paisagem sonora significa também ajudar a preservar o funcionamento ecológico desses ecossistemas e os benefícios que eles oferecem à sociedade.”

Fonte: Agência Brasil
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