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IFC Brasil abre com 1.800 participantes e foco em inovação e debates estratégicos
Congresso consolida-se como fórum estratégico da aquicultura e pesca, unindo debates técnicos, negócios, gastronomia e inovação em sustentabilidade.

A sétima edição do International Fish Congress & Fish Expo Brasil (IFC Brasil 2025) iniciou nesta terça-feira, 02 de setembro, em Foz do Iguaçu, no Paraná, reunindo mais de 1.800 participantes logo no primeiro dia de programação. Considerado um dos maiores fóruns de debates e negócios da aquicultura e pesca da América do Sul, o encontro segue até quinta-feira, 04 de setembro, no Centro de Eventos do Hotel Recanto das Cataratas, com expectativa de atrair cerca de 4 mil pessoas ao longo dos três dias, consolidando-se como ponto de encontro essencial para produtores, lideranças, empresas e profissionais de toda a cadeia do pescado.
“O IFC Brasil é um espaço estratégico para debater desafios, abrir mercados e fortalecer a cadeia do pescado. O Brasil tem potencial de se tornar uma referência mundial em produção e consumo sustentável, e é aqui que começamos a alinhar as estratégias para esse crescimento”, destacou o presidente do evento, Altemir Gregolin. Para a CEO do congresso, Eliana Panty, a sétima edição traz inovações que vão além do setor produtivo: “Estamos ampliando horizontes ao integrar agricultura familiar, gastronomia e até moda sustentável, mostrando como o pescado pode gerar inovação em diversas áreas da economia. É uma forma de evidenciar que o peixe é muito mais do que alimento: é cultura, é desenvolvimento e também pode ser design e estilo”.
A programação científica e empresarial soma mais de 30 horas de conteúdo técnico e conjuntural, com 50 palestrantes nacionais e internacionais de renome, abordando desde custos de produção e estratégias de competitividade até perspectivas de mercado em meio aos novos desafios globais. Temas como exportações, abertura de mercados, consumo interno, sustentabilidade e inovação tecnológica estão entre os eixos centrais. Já na feira de negócios, a VII Fish Expo, as empresas expositoras apresentam novidades em genética, nutrição, equipamentos, tecnologias de processamento, softwares de gestão e soluções sustentáveis para aquicultura e pesca, movimentando oportunidades concretas de negócios e parcerias estratégicas.
A programação científica do IFC Brasi iniciou na manhã deste dia 02 de setembro com o Painel de Líderes Cooperativistas, coordenado por José Roberto Ricken (presidente da Ocepar), com representantes de cooperativas como Copacol, C.Vale, Coopavel, Lar, Primato, Copagril e Cocari, debatendo o tema: “Modelo cooperativo e perspectivas para a aquicultura brasileira”.
Logo na sequência, Marcos Jank apresentou a palestra “A Nova Ordem Mundial e os Mercados para o Agro e o Pescado Brasileiro”, trazendo uma análise das tendências globais, desafios e estratégias para o setor de pescados.
Na tarde desta terça-feira, acontece o painel de Líderes Empresariais, com a participação de representantes do Ministério da Agricultura, da ApexBrasil, da Abipesca, da Peixe BR e de empresas do setor, debatendo sobre exportações, importações e o mercado interno de pescados.
Entre as atrações da sétima edição do IFC Brasil está o Corredor do Sabor – Agricultura Familiar, uma iniciativa em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que reúne cerca de 20 famílias produtoras do Paraná. No espaço, os visitantes encontram desde frutas e panificados até queijos, geleias, embutidos e produtos orgânicos industrializados, todos oriundos da agricultura familiar. Essa participação reforça a relevância do Paraná no cenário nacional: das 374 mil propriedades rurais do estado, 320 mil são familiares, representando 90% da força de trabalho no campo.
Na área gastronômica, o IFC Brasil 2025 inova com a estreia da Cozinha Show, uma parceria com a Abrasel e apoio da Setu. O espaço reúne chefs regionais que, ao longo dos três dias, apresentam receitas criativas à base de pescado, com degustações e aulas práticas para o público. A ação se soma a outros destaques da programação cultural e gastronômica, como o 1º Festival da Tilápia, e o 6º Festival do Tambaqui e workshops sobre aproveitamento integral do pescado, todos alinhados à proposta do evento de incentivar o aumento do consumo de peixe no mercado interno.
Outro diferencial da edição 2025 está no diálogo entre pesca, sustentabilidade e moda. O IFC Brasil abre espaço para debater o uso do couro de peixe na indústria da moda sustentável, com o talk “Das águas às passarelas: A moda sustentável com couro de peixe de norte a sul”. O segmento, antes restrito a pequenas produções artesanais, hoje é uma tendência global que movimentou US$ 40 milhões em 2024 e deve ultrapassar US$ 220 milhões até 2033, com uma taxa média de crescimento anual de 19%.
O couro de peixe, produzido a partir de peles de tilápia, pirarucu e salmão que seriam descartadas, é considerado até três vezes mais resistente que o couro bovino e utiliza menos água, energia e químicos no processo de curtimento. “É uma alternativa inovadora e sofisticada, que alia sustentabilidade, inovação e geração de valor para a cadeia pesqueira”, reforçou a CEO Eliana Panty. A estilista Alcimara Braga, convidada do talk, complementa que o material tem atraído cada vez mais designers por sua textura elegante e flexível, além do apelo ambiental.
Amanda Hoch, CEO da Tilápia Leather, conhecida como a “Rainha do Couro de Peixe” explica que o setor está totalmente alinhado aos princípios da economia circular: “O couro de peixe representa uma solução concreta para reduzir o desperdício e transformar resíduos em produtos de alto valor agregado. Hoje já vemos marcas nacionais e internacionais lançando coleções, campanhas e desfiles com forte apelo ecológico. Isso significa geração de emprego, renda e uma nova imagem para a indústria pesqueira”.
Com congressos temáticos, apresentações de trabalhos científicos organizadas pela Unioeste e Unila, o 6º Encontro Mulheres das Águas, além de festivais gastronômicos e culturais, o IFC Brasil 2025 reforça sua identidade de evento estratégico. Mais do que debater produção e mercado, o congresso mostra que o pescado pode ser protagonista em várias frentes – da mesa à passarela -, consolidando o Brasil como potência em inovação, sustentabilidade e economia azul.

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Cadeia da soja impulsiona exportações brasileiras em julho
Soja em grão cresceu 16,9% e farelo avançou 52,9%, enquanto carnes de aves também ganharam espaço nas vendas externas até a terceira semana do mês.
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Produtores rurais terão até 2027 para obter CNPJ na reforma tributária
Decreto do governo federal adia em seis meses a exigência para pessoas físicas com receita anual superior a R$ 3,6 milhões.

O governo federal adiou para 01º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para produtores rurais pessoas físicas enquadrados nas regras da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A medida foi oficializada pelo Decreto nº 13.075, de 21 de julho de 2026, que amplia em seis meses o prazo de adaptação previsto na reforma tributária.
Inicialmente, a exigência entraria em vigor em julho deste ano. Com a mudança, os produtores rurais continuarão utilizando os atuais mecanismos de identificação fiscal até 31 de dezembro de 2026.

Foto: Divulgação
A obrigatoriedade valerá para produtores rurais com receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões. As regras para os produtores com faturamento abaixo desse limite ainda serão regulamentadas pelo governo.
Segundo a Receita Federal, o adiamento permitirá concluir o desenvolvimento de um sistema simplificado de inscrição no CNPJ e oferecer mais tempo para adaptação dos contribuintes e dos sistemas utilizados para emissão de documentos fiscais.
A proposta é que o cadastro funcione de forma semelhante ao do Microempreendedor Individual (MEI), com processo digital e integrado aos sistemas de emissão de notas fiscais eletrônicas. Também estão previstos um ambiente de testes (sandbox), publicação de manuais técnicos e orientações operacionais para os contribuintes e empresas desenvolvedoras. O novo sistema deve ser disponibilizado em novembro de 2026.
A exigência faz parte da implementação da reforma tributária sobre o consumo, que criou a CBS, administrada pela União, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de responsabilidade de estados e municípios. O objetivo é padronizar a identificação dos contribuintes e integrar os sistemas eletrônicos de fiscalização e emissão de documentos fiscais.
Com a prorrogação, o cronograma prevê o lançamento do sistema simplificado em novembro de 2026 e o início da obrigatoriedade de inscrição no CNPJ e emissão de documentos fiscais, para os casos previstos em lei, em 1º de janeiro de 2027.
Notícias Em Santa Catarina
Cooperalfa anuncia complexo com supermercado e agropecuária em Canoinhas
Empreendimento será o maior da cooperativa no segmento, com previsão de 128 empregos permanentes e inauguração em 2027.

O empreendimento, que reunirá supermercado e agropecuária em uma única estrutura, representa um dos investimentos mais relevantes da cooperativa na região e reforça seu compromisso com o crescimento econômico, o fortalecimento do agronegócio e a melhoria dos serviços oferecidos aos associados e à comunidade. De acordo com o presidente Romeo Bet, o investimento representa a continuidade do crescimento na região, com impacto diferenciado para Canoinhas, que é a chegada do Superalfa, ampliando o atendimento tanto aos clientes do campo quanto da cidade. “A previsão é concluirmos a obra para o aniversário dos 60 anos da Cooperalfa, em outubro de 2027”, revelou o presidente.
O novo complexo será construído em uma área estratégica da cidade, em um terreno de 13.522,18 metros quadrados localizado entre as ruas Saulo de Carvalho, Álvaro Soares Machado e João Allage. A localização privilegiada contribuirá para consolidar um importante eixo de desenvolvimento urbano e comercial em Canoinhas.
Planejado com base em modernos conceitos de engenharia, mobilidade e funcionalidade, o empreendimento foi projetado para oferecer conforto, praticidade e uma experiência diferenciada aos clientes. A estrutura contará com amplas áreas de estacionamento distribuídas em todo o perímetro e também no subsolo. Ao todo, serão disponibilizadas 261 vagas para veículos, sendo 139 externas e 122 no estacionamento subterrâneo. Destas, 159 vagas serão cobertas, proporcionando mais comodidade e segurança aos usuários.
Áreas amplas de vendas
O supermercado ocupará uma área de vendas de 2.800 metros quadrados e contará com setores completos de açougue, padaria, câmaras frias, depósito de mercadorias e docas independentes para carga e descarga. O espaço também incluirá uma área exclusiva para café, 19 pontos de atendimento ao cliente, além de recursos de acessibilidade e sistemas de esteiras e elevadores para circulação entre os pavimentos.
Já a agropecuária terá uma área de vendas de 1.800 metros quadrados, oferecendo amplo mix de produtos voltados ao setor agropecuário, além de escritórios destinados ao atendimento técnico e comercial dos associados e produtores rurais.
A estrutura foi concebida utilizando tecnologias construtivas modernas, com concreto pré-fabricado, estrutura metálica de cobertura, placas termoacústicas e acabamentos em granito e concreto, garantindo eficiência, durabilidade e conforto acústico.
Bem-estar dos colaboradores
Além das áreas destinadas ao atendimento do público, o projeto contempla espaços voltados ao bem-estar dos colaboradores, incluindo vestiários, refeitório e sala de descanso, proporcionando melhores condições de trabalho para as equipes que atuarão no local.
Todos os processos de desenvolvimento do empreendimento seguem rigorosamente os critérios técnicos e legais exigidos pelos órgãos competentes. O projeto inclui aprovações complementares, licenciamento ambiental e sanitário, além do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), já protocolado junto ao município, e a integração com as concessionárias responsáveis pelos serviços de água, energia e saneamento.
Desenvolvimento econômico e geração de empregos
O investimento também terá reflexos significativos na economia local. Durante a fase de construção, a expectativa é gerar aproximadamente 150 empregos diretos. Após a inauguração, o complexo deverá manter cerca de 128 empregos diretos permanentes entre as operações do supermercado e da agropecuária.
O impacto positivo se estenderá ainda a diversos setores da economia regional, com a criação estimada de aproximadamente 68 empregos indiretos relacionados a fornecedores, transportadoras e prestadores de serviços.
A Cooperalfa projeta que o novo empreendimento receba cerca de 50 mil pessoas por mês, fortalecendo o comércio local, ampliando a arrecadação municipal por meio de tributos como IPTU, ISS e ICMS, além de contribuir para a valorização imobiliária da região e estimular novos investimentos em Canoinhas.
Investimento com olhar para o futuro
O novo complexo comercial reafirma a estratégia da Cooperalfa de investir em infraestrutura, ampliar sua presença regional e oferecer soluções cada vez mais completas para associados, produtores rurais e consumidores.
Mais do que uma nova unidade, o empreendimento representa um importante impulsionador de desenvolvimento para Canoinhas e para todo o Planalto Norte Catarinense, gerando oportunidades, fortalecendo a economia local e consolidando a presença da Cooperalfa como agente de transformação e crescimento sustentável nas comunidades onde atua.
Desafios e oportunidades
O gerente de Engenharia da Cooperalfa, Andrísio Bet, informa que os trabalhos de terraplanagem terão início neste mês de julho, enquanto a execução das obras está prevista para iniciar em agosto de 2026. De acordo com ele, o projeto apresenta desafios significativos em razão de sua complexidade, do cronograma desafiador e das características do terreno, que possui acentuado desnível. “Temos consciência da grandiosidade deste empreendimento e estamos empenhados em conduzir cada etapa com excelência, qualidade e segurança”, destaca.
Andrísio ressalta que a expectativa é elevada em torno da construção do maior supermercado e da maior loja agropecuária da Cooperalfa, em um único complexo integrado. A proposta permitirá otimizar a operação por meio do compartilhamento de áreas de estacionamento, expedição, depósitos e sanitários, gerando maior eficiência e comodidade aos clientes. O empreendimento contará ainda com quatro acessos destinados ao público. “Essa integração fortalece a sinergia entre os negócios, reunindo em um mesmo espaço tanto os moradores da cidade quanto os produtores rurais, ampliando as oportunidades de atendimento e relacionamento com nossos cooperados e clientes”, explica.








