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IFC Brasil 2025 destaca Brasil como potência global na produção de proteína sustentável

Com maior reserva de água doce do mundo, país pode liderar megatendência da aquicultura mundial com foco em inovação, sustentabilidade e bem-estar animal.

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Fotos: Divulgação/ApexBrasil

A aquicultura mundial vive um momento de ascensão sem precedentes – e o Brasil está pronto para se consolidar como um dos protagonistas globais deste movimento. É o que será debatido no IFC Brasil 2025, o International Fish Congress & Fish Expo Brasil, que está entre os principais eventos de aquicultura e pesca da América Latina. Em 2025, reunirá especialistas, empresas e autoridades nacionais e internacionais para discutir o futuro do pescado como proteína sustentável. Além das oportunidades, o evento também discute saídas para os desafios enfrentadas pelo setor, como a mais recente taxação em 50% para as exportações aos Estados Unidos, até então o maior mercado para a tilápia brasileira.

Um levantamento da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) aponta que o pescado já representa 51% do consumo global de proteínas de origem animal, superando todas as demais fontes combinadas. A produção mundial ultrapassou 185 milhões de toneladas, sendo que mais da metade (51%) já vem da aquicultura, superando a pesca extrativa. Com um consumo per capita que não pára de crescer, de 9,1 quilos por habitante ao ano nos anos 60 para 20,7 quilos por habitante ao ano em 2022, a expectativa é de que até 2030 o mundo precise de mais 24 milhões de toneladas anuais para atender à demanda, estima o presidente do IFC Brasil 2025, Altemir Gregolin.

“Nesse cenário, o Brasil desponta com vantagens estratégicas, como clima favorável, vastos recursos hídricos, biodiversidade, mercado interno robusto e expertise em produção animal. Com uma produção atual estimada em 1,8 milhão de toneladas (1 milhão da aquicultura e 800 mil da pesca), o país ainda tem um oceano de oportunidades pela frente”, destaca o presidente do evento. De acordo com ele, o Brasil tem um verdadeiro ‘mar de oportunidades’ para se tornar uma potência aquícola global. “Temos os recursos, tecnologia e mercado. O mundo vai precisar do que o Brasil pode oferecer”, afirma Gregolin.

Sustentabilidade na produção

A CEO do IFC Brasil 2025, Eliana Panty, ressalta que, além da expansão da produção, o foco em sustentabilidade, bem-estar animal, rastreabilidade e inovação tecnológica posiciona a aquicultura como a proteína do futuro. “Produzimos com menor emissão de gases de efeito estufa, melhor conversão alimentar e com crescente uso de tecnologias como inteligência artificial, automação e nutrição de precisão”, completa.

Com a desaceleração da produção na Ásia e os desafios globais impostos pelas mudanças climáticas, o Brasil aparece no radar como alternativa segura, sustentável e estratégica para o suprimento mundial de pescado. E, neste cenário, o IFC Brasil 2025 será o ponto de encontro de quem está moldando o futuro do setor. Com programação técnica, feira de negócios e painéis com os maiores especialistas do mundo, o evento reforça o protagonismo brasileiro em um dos segmentos mais promissores da nova economia verde.

Fonte: Assessoria ApexBrasil

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Embrapa apresenta aplicativo gratuito para auxiliar gestão da piscicultura

Ferramenta reúne inteligência artificial, monitoramento da água, controle de custos e manejo de tilápia e tambaqui. Apresentação será no dia 05 de agosto.

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Foto: MDA

A Embrapa promoverá no dia 05 de agosto, às 14 horas, uma apresentação on-line sobre o aplicativo Aquicultura Certa para técnicos, piscicultores e demais interessados. Disponível gratuitamente para dispositivos com sistema Android, o app é uma ferramenta de gestão inteligente da piscicultura, auxiliando no manejo e na tomada de decisões.

A apresentação será feita pelo pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (Campinas-SP) Silvio Evangelista, que explicará cada uma das funcionalidades da ferramenta. A participação é gratuita e o acesso pode ser feito clicando aqui.

Foto: Divulgação/Embrapa

A primeira versão do aplicativo conta com informações para a criação de tambaqui e tilápia. Nele, o usuário pode cadastrar seus tanques e criadouros, inserir informações sobre o número de alevinos, data de início da criação e peso alvo.

Um relatório traz indicadores sobre estimativa de despesca, estimativa de produção, custos com análises e tratamento da água, energia elétrica, produtos veterinários e manutenção do viveiro. O relatório traz também análises sobre a viabilidade econômica de cada viveiro.

O aplicativo ainda recebe dados sobre a biometria dos peixes, indicando curva de crescimento, calculando e orientando sobre a alimentação diária necessária. A qualidade da água também pode ser monitorada e as indicações de correção são feitas automaticamente usando, entre outras informações, os dados meteorológicos.

Alertas meteorológicos são emitidos pelo aplicativo, indicando, por exemplo, a recomendação de diminuir a quantidade de ração em certas condições climáticas, que mudam o comportamento dos peixes. O Aquicultura Certa conta ainda com recursos de inteligência artificial, que possibilitam tirar dúvidas do piscicultor por meio de um chat.

Reaqua

A apresentação do dia 05 será uma oportunidade de técnicos e piscicultores de todo o Brasil conhecerem melhor a ferramenta que está disponível gratuitamente. A iniciativa faz parte da Reaqua, rede que integra agentes de assistência técnica e extensão rural de todo o país. A coordenação da rede é da zootecnista Marcela Mataveli, da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO).

Foto: Paulo Michellon

De acordo com ela, “a Reaqua vem se consolidando como um espaço de articulação e troca de conhecimentos entre esses profissionais voltados à aquicultura. Nesse processo, vêm sendo realizadas oitivas com todas as instituições integrantes da rede, cujas contribuições têm orientado a definição das ações prioritárias”.

Marcela continua: “entre as principais demandas identificadas, destacam-se a apresentação e o compartilhamento de tecnologias voltadas aos sistemas intensivos de produção, alinhadas às soluções desenvolvidas pelo projeto BRS Aqua, fortalecendo a transferência de conhecimento e a inovação para o setor”.

Coordenado pela Embrapa, o BRS Aqua tem financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca do Ministério da Pesca e Aquicultura (SNA / MPA) e da própria Embrapa, contando ainda com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Para a live, Marcela espera a participação de diferentes públicos: extensionistas, técnicos, produtores e representantes de instituições parceiras. “A live busca fortalecer o engajamento da rede, ampliar o acesso a informações técnicas qualificadas e apresentar novas tecnologias que contribuam para o desenvolvimento e a competitividade da aquicultura brasileira”, entende.

Fonte: Assessoria Embrapa Agricultura Digital
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Tilápia registra queda nas cotações em todas as principais regiões produtoras

Levantamento do Cepea mostra retração semanal entre 0,10% e 0,61% nos preços pagos ao produtor.

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Foto: Shutterstock

Os preços da tilápia apresentaram recuo em todas as principais regiões produtoras monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na semana de 13 a 17 de julho.

O maior valor foi registrado no Norte do Paraná, onde o quilo da tilápia foi negociado a R$ 10,31, apesar da retração semanal de 0,61%. Em seguida aparecem o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, com cotação de R$ 10,04 por quilo e queda de 0,50%, e a região dos Grandes Lagos, onde o preço fechou em R$ 9,80, recuo de 0,52%.

Em Morada Nova de Minas, o quilo da tilápia foi comercializado a R$ 9,48, com desvalorização de 0,26% na comparação com a semana anterior.

No Oeste do Paraná, a cotação ficou em R$ 8,70 por quilo, a menor entre as regiões pesquisadas. Apesar disso, o mercado registrou a menor variação negativa da semana, com queda de 0,10%.

Os dados são do levantamento semanal do Cepea, que acompanha a evolução dos preços da tilápia nas principais regiões produtoras do país.

Fonte: Assessoria Cepea
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Seguro-defeso pode passar a ser pago durante todo o período de proibição da pesca

Mudança também prevê cadastro nacional de pescadores artesanais e regras mais rígidas para combater fraudes na concessão do benefício.

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Foto: Divulgação

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados prevê que o Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal seja pago durante todo o período em que a pesca estiver proibida por medidas de preservação ambiental.

O Projeto de Lei 806/2026 altera a Lei nº 10.779/2003, que regulamenta o seguro-defeso, benefício concedido aos pescadores artesanais durante a paralisação temporária da atividade para garantir a reprodução das espécies.

Foto: Claudio Neves

Segundo o texto, o objetivo é evitar situações em que o pescador permanece impedido de exercer a atividade por determinação legal, mas deixa de receber o benefício durante parte do período de restrição.

Além da ampliação da cobertura, a proposta cria o Cadastro Nacional de Pescadores Artesanais e Marisqueiras. A ferramenta deverá reunir informações para registro, controle e cruzamento de dados, permitindo maior fiscalização na concessão e no acompanhamento do seguro-defeso.

O projeto também endurece as regras contra fraudes. Pela proposta, quem obtiver ou tentar obter o benefício mediante fraude ou má-fé ficará impedido de participar ou receber benefícios de programas sociais.

Autores da proposta, os deputados Carla Dickson (PL-RN) e Sargento Gonçalves (PL-RN) afirmam que a medida busca garantir que os recursos do seguro-defeso sejam destinados exclusivamente aos profissionais que dependem da pesca artesanal como fonte de renda.

Tramitação

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Fonte: O Presente Rural
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Editora O Presente 35 anos

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