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IFC Brasil 2025 demonstra capacidade de resiliência e inovação do setor de pescados

Evento reuniu mais de 2,5 mil participantes, promoveu negócios, inovação tecnológica, debates estratégicos e reforçou o papel do Brasil como referência global em aquicultura.

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Fotos: Divulgação/IFC Brasil

Nos início deste mês, a cidade paranaense de Foz do Iguaçu se transformou mais uma vez na capital latino-americana da aquicultura e da pesca. Realizado no Hotel Recanto das Cataratas, a sétima edição do International Fish Congress & Fish Expo Brasil (IFC Brasil 2025) consolidou-se como o maior fórum de debates, negócios e inovação da cadeia produtiva do pescado na região, reunindo 2500 participantes, entre profissionais, empresários, pesquisadores, lideranças governamentais e entidades setoriais do Brasil e do exterior.

Ao longo de três dias intensos, a programação trouxe debates estratégicos sobre o futuro da aquicultura e da pesca, apresentações científicas, feira de negócios, festivais gastronômicos, atividades culturais e ações de sustentabilidade que reforçam a crescente relevância do setor no cenário global.

União e maturidade do setor

Para a CEO do IFC Brasil, Eliana Panty, a sétima edição demonstrou a força da união setorial e a confiança no futuro do pescado: “O IFC 2025 reflete a maturidade do setor, um momento de resiliência, mas de muita união. O IFC chamou e o público veio, de todo o Brasil, da América Latina, de países da África, e estavam aqui reunidos, focados num único objetivo: aumentar o consumo de peixe, olhando para o mercado interno com uma visão muito otimista. Boa parte das tecnologias apresentadas aqui já tem destino certo: vão para as mãos de empreendedores, agroindústrias e associações, resultado dos negócios gerados dentro da Fish Expo. O IFC 2025 é marcado por essas conexões, por essa união do setor, tudo em torno dessa proteína valiosa vinda da água.”

A fala resume o espírito que norteou os encontros e as negociações: aliar inovação tecnológica à estratégia de fortalecimento da cadeia produtiva e ampliação do consumo de pescado no Brasil e no mundo.

Números que impressionam

De acordo com o presidente do evento, o ex-ministro da Pesca Altemir Gregolin, os resultados da edição 2025 superaram expectativas: “O IFC Brasil foi um sucesso. Tivemos mais de 2.500 participantes, mais de 100 marcas de empresas, incluindo companhias dos Estados Unidos e da Espanha, 52 conferencistas de 7 países, mais de 30 horas de conteúdo e um congresso extraordinário, com temas de conjuntura, estratégia, organização da cadeia produtiva e mercado. Além disso, uma feira belíssima, com lançamentos mundiais de tecnologias, máquinas e equipamentos tanto para a indústria do processamento quanto para a piscicultura. Estamos felizes, o novo formato foi acertadíssimo: livre acesso para o produtor, congresso de manhã, feira à tarde, muita participação e união do setor. E já convido a todos para a 8ª edição em setembro do próximo ano.”

Esses números confirmam a importância crescente do IFC como vitrine internacional e catalisador de negócios para toda a cadeia do pescado.

Destaques do setor produtivo

O evento ocorreu em um momento de expansão da aquicultura no Brasil. Em 2024, a produção nacional atingiu 968,7 mil toneladas, com crescimento de 9,2% em relação ao ano anterior. A tilápia, principal espécie cultivada, alcançou o recorde de 662,2 mil toneladas, correspondendo a 68,36% da produção total, um avanço histórico de 14,3% em apenas um ano.

O Paraná, estado anfitrião, reafirmou sua posição de liderança nacional e internacional, com destaque para as exportações que somaram US$ 35,7 milhões, quase dois terços do faturamento brasileiro de pescado cultivado no mercado externo. Além da dimensão econômica, a piscicultura paranaense foi valorizada por sua organização setorial, avanços tecnológicos e práticas sustentáveis, fatores destacados em painéis e debates do congresso.

Inovação, sustentabilidade e cultura

A feira de negócios e os congressos temáticos dividiram espaço com uma rica programação cultural e gastronômica. O Corredor do Sabor – Agricultura Familiar, em parceria com o MDA, apresentou a diversidade da produção rural paranaense, com cerca de 20 famílias ofertando frutas, queijos, embutidos, geleias e produtos orgânicos.

Na área da gastronomia, o evento trouxe a Cozinha Show, em parceria com a Abrasel e a Setu, que promoveu aulas práticas e degustações criativas de pescado. Além disso, o público prestigiou o 1º Festival da Tilápia, o 6º Festival do Tambaqui e workshops sobre aproveitamento integral do pescado, iniciativas que reforçam o incentivo ao consumo interno.

Outro destaque foi o espaço dedicado à moda sustentável, com o talk “Das águas às passarelas”, que apresentou o uso do couro de peixe como alternativa inovadora e ecológica. O segmento movimentou US$ 40 milhões em 2024 e tem projeção de ultrapassar US$ 220 milhões até 2033, demonstrando forte crescimento global. Estilistas, designers e empreendedores mostraram como peles de tilápia, pirarucu e salmão podem se transformar em bolsas, roupas e acessórios sofisticados, fortalecendo a economia circular e agregando valor à cadeia produtiva.

Encerramento e perspectivas

Mais do que números e negócios, o IFC Brasil 2025 se destacou por ser um espaço de conexões, aprendizado e integração de toda a cadeia produtiva, reafirmando o papel estratégico do Brasil como potência da Economia Azul. Com sete eventos simultâneos, congressos científicos organizados pela Unioeste e Unila, o 6º Encontro Mulheres das Águas, festivais culturais e lançamentos tecnológicos, a sétima edição marcou um novo patamar na história do IFC.

O balanço final demonstra que o evento vai além do setor produtivo: promove desenvolvimento regional, fomenta inovação, valoriza a agricultura familiar e mostra que o pescado pode ser protagonista em diferentes frentes — da mesa à passarela. O desafio agora é ampliar ainda mais os horizontes. Como destacou Gregolin, a expectativa já está voltada para as próximas edições do IFC Brasil, que prometem trazer novas experiências, parcerias e resultados ainda mais expressivos.

Patrocínios

A 7ª edição do IFC Brasil – International Fish Congress & Fish Expo Brasil é correalizada pela Fundep (Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-graduação), Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), UFPR (Universidade Federal do Paraná) e a sua Fundação, a Funpar. O IFC Brasil 2025 tem o patrocínio do IFPR (Instituto Federal do Paraná), do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), da Itaipu Binacional, da Copel (Companhia Paranaense de Energia), do Governo do Paraná, do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Caixa Econômica Federal, Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura) e Governo Federal.

Fonte: Assessoria IFC Brasil

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Governo passa a exigir nota fiscal como comprovação de origem do pescado

Nova portaria dos ministérios da Pesca e da Agricultura reforça rastreabilidade na cadeia, substitui norma de 2014 e cria mecanismo para regularização de embarcações no RGP.

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Foto: Fabiola Fogaça

Os Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicaram, na última sexta-feira (10), a Portaria Interministerial nº 54, que estabelece a Nota Fiscal como documento oficial de comprovação de origem do pescado proveniente da pesca e da aquicultura.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A nova norma revoga a Instrução Normativa Interministerial MPA/Mapa nº 4/2014, e atualiza os mecanismos de controle, com o objetivo de fortalecer a rastreabilidade ao longo de toda a cadeia produtiva.

A medida busca conferir maior segurança jurídica e previsibilidade às atividades do setor, ao alinhar os procedimentos de comprovação de origem às práticas atuais da pesca e da aquicultura no país. A adoção da Nota Fiscal como documento oficial contribui para ampliar a transparência das operações comerciais, aprimorar os mecanismos de fiscalização e valorizar o pescado brasileiro.

A portaria é resultado de um processo de construção conjunta entre o MPA e o Mapa, com base em discussões técnicas e diálogo com o setor produtivo. Participaram das tratativas representantes da Câmara Setorial da Produção e da Indústria de Pescados, além de auditores fiscais do Mapa. A iniciativa buscou garantir que a regulamentação atenda às necessidades operacionais do setor e seja aplicada de forma eficiente e uniforme em todo o território nacional.

Entre as novidades, a norma institui o anexo “Autodeclaração de Solicitação de Atualização de Dados junto ao MPA”. O instrumento visa resguardar o interessado

Foto: Divulgação

que já protocolou pedido de atualização cadastral de embarcação no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), mas que ainda aguarda análise administrativa.

A autodeclaração permitirá que o proprietário comprove sua regularidade durante esse período, evitando prejuízos à atividade produtiva e conferindo maior previsibilidade ao processo. De acordo com os ministérios, a medida está alinhada à modernização administrativa, à inovação regulatória e à garantia de direitos dos usuários dos sistemas públicos.

Com a nova regulamentação, a Nota Fiscal passa a ocupar papel central na comprovação de origem do pescado, reforçando o compromisso do governo federal com a modernização da gestão pesqueira e aquícola e com o desenvolvimento sustentável do setor.

Fonte: Assessoria Mapa
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Tilápia mantém estabilidade de preços nas principais regiões produtoras

Cotações ao produtor variaram até 0,23% na última semana. Oeste do Paraná registra maior alta e segue com menor valor por quilo.

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Foto: Divulgação

Os preços da tilápia permaneceram praticamente estáveis nas principais regiões produtoras do país na semana de 6 a 10 de abril, com variações discretas tanto de alta quanto de baixa, conforme levantamento do Cepea.

Foto: Shutterstock

No Oeste do Paraná, principal polo produtivo nacional, o valor pago ao produtor independente atingiu R$ 8,94 por quilo, com leve alta de 0,23% na comparação semanal, a maior variação positiva entre as regiões monitoradas. Apesar do avanço, a região segue registrando o menor preço médio entre os mercados acompanhados.

No Norte do Paraná, a cotação ficou em R$ 10,45/kg, sem variação na semana, indicando estabilidade nas negociações. Já na região dos Grandes Lagos, que abrange o noroeste de São Paulo e áreas próximas à divisa com Mato Grosso do Sul, o preço médio foi de R$ 10,04/kg, com leve alta de 0,16%.

Em Minas Gerais, os movimentos foram de ajuste negativo. Em Morada Nova de Minas, referência na produção aquícola do estado, o valor recuou 0,05%, para R$ 9,82/kg. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a queda foi de 0,06%, com o preço médio em R$ 10,22/kg.

Os dados consideram o preço à vista pago ao produtor independente e indicam um mercado de baixa volatilidade no curto prazo, com oscilações pontuais entre as regiões.

Fonte: O Presente Rural
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Câmara derruba mudanças do Senado e mantém novas regras do seguro-defeso

Texto que segue para sanção prevê cadastro mais rígido, pagamento em até 60 dias após regularização e R$ 7,9 bilhões reservados para o benefício em 2026.

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Foto: Divulgação

A Câmara dos Deputados rejeitou na última quinta-feira (09) as alterações feitas pelo Senado Federal na Medida Provisória 1323/25, que define novas regras para o pagamento do seguro-defeso. Com a decisão, permanece o texto aprovado pelos deputados na última terça-feira (07). A proposta segue agora para sanção presidencial.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O seguro-defeso é pago a pescadores artesanais durante o período de proibição da pesca para reprodução dos peixes. As mudanças têm como foco o endurecimento dos critérios de controle e identificação dos beneficiários.

A medida estabelece que:

  • parcelas pendentes poderão ser quitadas em 2026, desde que o pescador cumpra os requisitos;
  • haverá direito ao recebimento de anos anteriores, caso o pedido tenha sido feito dentro do prazo legal;
  • o pagamento ocorrerá em até 60 dias após a regularização cadastral;
  • passam a valer novas exigências de cadastro e identificação.

Para 2026, a previsão orçamentária do benefício, desconsiderando valores atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.

Na véspera, os senadores haviam aprovado mudanças que incluíam a exigência de comprovação de contribuição ao INSS por ao menos seis meses no período de um ano, a criação de limite de renda para acesso ao benefício e a retirada do pagamento retroativo referente a 2025.

Todas essas alterações foram rejeitadas pelos deputados.

Fonte: Agência Brasil
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