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IFC Brasil 2024 sedia 4º Encontro Mulheres das Águas com tema Cooperativismo e Negócios

Encontro reúne lideranças femininas da cadeia do pescado de todo o país durante o IFC Brasil, de 24 a 25 de setembro, em Foz do Iguaçu, PR

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O IFC Brasil 2024 (VI International Fish Congress & Fish Expo Brasil) sedia o 4º Encontro Mulheres das Águas com o tema Cooperativismo e Negócios. O objetivo é reunir mulheres que atuam na cadeia produtiva do pescado para debater os desafios e oportunidades do segmento e o papel da liderança feminina no desenvolvimento do setor, além de promover a maior união entre as mulheres do segmento. O encontro é destinado a mulheres piscicultoras, produtoras rurais e profissionais de todos os elos da cadeia produtiva, como engenheiras de pesca, agrônomas, médicas veterinárias e zootecnistas, entre outros segmentos, para compartilhar conhecimentos e experiências, destacou a CEO do IFC Brasil, Eliana Panty.

De acordo com ela, a iniciativa surgiu como uma forma de ampliar a visibilidade e a voz ativa das mulheres que atuam na cadeia do pescado. “Desde a primeira edição do IFC Brasil, em 2019, houve uma preocupação com a baixa participação de mulheres em eventos do agronegócio. Consideramos que a piscicultura e a pesca são segmentos com uma equidade grande de postos de trabalho. Os números são praticamente os mesmos de homens e mulheres trabalhando. Então, criamos um projeto de mobilização para ampliar a participação de mulheres no evento. Começamos com uma política de descontos para mulheres e depois criamos o Encontro Mulheres das Águas, que vem crescendo e ganhando espaço em cada edição”, afirmou.

O presidente do evento, Altemir Gregolin, salienta a participação cada vez mais importante na aquicultura e na cadeia do pescado no Brasil. “Nós, do IFC, queremos contribuir com o fortalecimento da organização e a participação das mulheres na cadeia produtiva para que elas tenham cada vez mais protagonismo e reconhecimento na atividade. Este é o propósito do Encontro Mulheres das Águas”.

O Encontro Mulheres das Águas

Após o sucesso nas edições anteriores, o Encontro Mulheres das Águas chega em sua quarta edição em Foz do Iguaçu para debater Cooperativismo e Negócios. O encontro já teve uma edição focada em exportação com a participação da Apex Brasil no ano passado. Na primeira edição do IFC Amazônia, realizada em Belém, no Pará, o evento discutiu União e Organização das Mulheres, lembra Panty.

“Foi uma edição muito forte e importante. Tivemos a presença das Mães do Mangue, uma organização que reúne mais de 800 mulheres catadoras de caranguejos, catadoras de mariscos e mulheres ribeirinhas. Foi um encontro que mobilizou mulheres para dar voz a todas elas que atuam no setor de pescado. Na Expomar, tivemos um encontro de Mulheres Empreendedoras que atuam no setor de camarão, mulheres armadoras de pesca, piscicultoras e mulheres que atuam no mercado de exportação de pescados. A cada encontro reunimos um grupo de mulheres para trocar e compartilhar experiências e traçar caminhos”, disse a CEO.

Uma das idealizadoras do projeto, a diretora de Marketing e Criação do IFC Brasil, Samara Braghini, reforça o crescimento deste projeto nos últimos anos. “A realização e expansão desta iniciativa é um passo importante para o Encontro Mulheres das Águas. Vimos o impacto positivo que criamos nas três primeiras edições e queremos levar essa energia para mais mulheres de todo o país, ampliando assim as nossas conexões e criando novas oportunidades para todas as mulheres deste setor”, pontuou. O 4º Encontro Mulheres das Águas vai ser realizado no dia 25 de setembro, a partir das 14h, no Espaço Arena das Águas, na feira de negócios, a Fish Expo Brasil.

Sobre o IFC Brasil

O IFC Brasil vai reunir todos os elos da cadeia produtiva para discutir os desafios e as oportunidades da cadeia do pescado e gerar negócios. Desta forma, o encontro reúne empresários, aquicultores, agentes dos mercados do varejo e food service, prestadores de serviços, fornecedores, dirigentes, profissionais do setor e formadores de opinião. Em sua sexta edição, o evento é reconhecido por oferecer o melhor ambiente de negócios, debates e networking do setor.

Patrocínios e Apoios

O IFC Brasil é correalizado pela Fundep (Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-graduação), Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), UFPR (Universidade Federal do Paraná) e a sua Fundação, a Funpar.

Patrocinam o IFC Brasil: CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Itaipu Binacional, Caixa Econômica Federal, MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura), Governo Federal, Sanepar, Copel Energia, Governo do Paraná, Banco do Brasil, BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) e Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

Apoiam o IFC Brasil a APEX Brasil, ABIPESCA (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados), PEIXE BR (Associação Brasileira da Piscicultura) e Unila (Universidade)

Fonte: Assessoria IFC Brasil

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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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Notícias Safra 2025/26

Variações climáticas elevam risco de doenças no final do ciclo da soja

Oscilações de chuva e temperatura ampliam a pressão de manchas foliares e da ferrugem, exigindo monitoramento técnico mais rigoroso no Sul e no Cerrado.

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Foto: Divulgação

O avanço da safra de soja 2025/26 tem revelado um cenário climático que amplia o risco de Doenças de Final de Ciclo (DFCs). Oscilações de chuva e temperatura, associadas a janelas de semeadura mais longas, têm favorecido o avanço das manchas foliares como septoria e antracnose, além de ampliar a presença de ferrugem asiática no Sul, especialmente em regiões com histórico de pressão. No Cerrado, o alerta maior recai sobre a cercospora e a mancha-alvo, que vêm ocorrendo com mais frequência desde a última safra.

Esses fatores têm levado consultorias e equipes de monitoramento a registrar um avanço expressivo das DFCs conforme a lavoura avança para estádios mais adiantados, indo das fases vegetativas avançadas ao início do reprodutivo, dependendo da região. A alternância entre períodos úmidos e noites quentes, somada à elevada pressão de inóculo das doenças na área, acelera a evolução das manchas, reduzindo a capacidade fotossintética e comprometendo o enchimento de grãos, efeito intensificado quando há episódios curtos de estresse hídrico.

Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

No Sul, a ocorrência simultânea de ferrugem e cercospora tem tornado o manejo mais complexo. A detecção precoce da ferrugem em algumas regiões, combinada à presença de cercospora, exige atenção redobrada e acompanhamento técnico constante. Nesse cenário, acertar o momento das primeiras aplicações e considerar as condições climáticas é fundamental para preservar o potencial produtivo.

No Cerrado, consultores apontam intensificação de cercospora e mancha-alvo, sobretudo em áreas com irregularidade hídrica inicial e plantios estendidos. A combinação entre temperaturas elevadas durante a noite, umidade alternada e presença de inóculo de doenças de safras anteriores favorece a progressão dessas manchas no final do ciclo. Nessas situações, preservar a sanidade foliar é essencial para manter o bom desempenho das lavouras.

Monitoramento contínuo

Foto: Divulgação/Embrapa

De acordo com o doutor em Agronomia, Marcelo Gimenes, a dinâmica atual reforça a necessidade de leitura cuidadosa das particularidades de cada região. “Nesta safra, não é apenas a presença das DFCs que chama atenção, mas a velocidade com que elas têm avançado ao final do ciclo. A interação entre clima, calendário operacional e histórico da área tornou o comportamento das doenças mais imprevisível. Por isso, monitoramento frequente e decisões técnicas bem embasadas são essenciais”, afirma.

O desafio se acentua quando diferentes doenças convivem na mesma área, situação observada tanto no Sul quanto no Cerrado. “Em ambientes onde múltiplas doenças pressionam simultaneamente, a planta perde capacidade de manter o dossel ativo pelo tempo necessário. Por isso, o manejo não pode ser reativo: é preciso estruturar uma estratégia assertiva com o histórico sanitário e com o potencial produtivo de cada talhão”, explica Gimenes.

Fonte: Assessoria Adama
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