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IFC Brasil 2024 está com inscrições abertas

Foz do Iguaçu sedia em setembro o maior encontro do setor aquícola brasileiro.

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De 24 a 26 de setembro de 2024, Foz do Iguaçu, Paraná, recebe a sexta edição do International Fish Congress & Fish Expo Brasil (IFC Brasil 2024). O evento anual, reconhecido como o maior fórum de debates e negócios do setor de aquicultura e pesca, projeta superar os resultados recordes do ano anterior.

A programação terá mais de 60 conferencistas nacionais e internacionais e a participação de mais de quatro mil inscritos. A organização projeta ainda um novo recorde de empresas expositoras na feira. Destaque ainda para o Aquacultura 4.0, em parceria com a Embrapa Pesca e Aquicultura e Embrapa Digital e a segunda Rodada Internacional de Negócios em parceria com a Apex Brasil e Abipesca. O Inova Aqua apresenta tecnologias e inovações para o setor e a Mostra de Trabalhos Científicos reunirá centenas de projetos do Brasil e América Latina. O Dia do Aquicultor, no dia 26 de setembro, terá programação especial e acesso gratuito para os aquicultores que se inscreverem através as cooperativas e empresas e outras organizações. O IFC Brasil 2024 recebe ainda o Mulheres das Águas, iniciativa que vem chamando a atenção do universo aquícola internacionalmente.

Inscrições abertas

As inscrições para o IFC Brasil 2024 estão abertas e podem ser realizadas clicando aqui. Até 20 de agosto, o investimento para profissionais é de R$450,00 e R$250,00 para estudantes. De 21 de agosto a 15 de setembro, profissionais investem R$ 55,00 e estudantes, R$ 300,00. A partir de 16 de setembro, os valores passam para R$ 650,00 e R$ 350,00, respectivamente.

Crescimento contínuo e projeções otimistas

Em 2023, o IFC Brasil alcançou a marca de R$ 180 milhões em negócios, com feira de negócios envolvendo 150 empresas expositoras e patrocinadoras. O evento registrou a participação de 3.100 congressistas, tanto presenciais quanto online, oriundos de todo o Brasil e países vizinhos. Desta forma, o IFC Brasil consolidou-se como plataforma de lançamento para inovações e parcerias estratégicas no mercado global de pescados.

Impacto econômico e expansão de mercado

A última edição do IFC Brasil destacou-se pela geração de significativas cifras comerciais, quase dobrando os valores de 2022. Este sucesso sublinha o potencial do Brasil como líder emergente na produção aquícola, capitalizando sobre suas vantagens naturais e a crescente demanda global por pescados.

Estratégias e oportunidades futuras

Segundo Altemir Gregolin, presidente do IFC Brasil, o país está posicionado para explorar seu vasto potencial aquícola. “Com a maior reserva de água doce do mundo e uma extensa costa, o Brasil tem capacidade para produzir mais de 20 milhões de toneladas de pescado por ano”, afirma. Essa capacidade é vista como crucial numa era em que regiões tradicionais de produção aquícola, como o Sudeste Asiático, enfrentam desafios de sustentabilidade.

CEO do IFC Brasil & Fish Expo, Eliana Panty: “Queremos fazer do pescado brasileiro uma proteína competitiva com os maiores players globais” – Fotos: Divulgação/IFC Brasil

Tecnologia e inovação em foco

A Fish Expo, feira de negócios, figura como uma das principais vitrines para tecnologias avançadas na área de aquicultura. A edição de 2023 atraiu empresas relevantes para o setor. Destaque ainda para participantes dos Estados Unidos, Chile e do Oriente Médio, interessadas nas inovações brasileiras que promovem a eficiência e sustentabilidade na produção de pescados.

Expectativas para 2024

Para o IFC Brasil 2024, os organizadores preparam uma edição ainda mais impactante, preparando o terreno para novas alianças e aprofundamento do conhecimento técnico essencial para o avanço do setor. O evento promete ser um marco importante, não só para os envolvidos diretamente na aquicultura, mas para toda a cadeia de produção de alimentos no Brasil e no mundo. “Queremos fazer do pescado brasileiro uma proteína competitiva com os maiores players globais”, corrobora a CEO do IFC Brasil & Fish Expo, Eliana Panty.

Sobre o IFC Brasil

Correalizado pela Fundep (Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-graduação) e Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), o IFC Brasil tem o apoio da ABIPESCA (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados), PEIXE BR (Associação Brasileira da Piscicultura); Unila (Universidade Federal da Integração), UFPR (Universidade Federal do Paraná e Abipesca.

Fonte: Assessoria IFC Brasil

Suínos

ACCS alerta para insegurança jurídica mesmo com retomada nos preços da suinocultura

Mercado de suínos dá sinais de recuperação com exportações aquecidas, mas a Associação Catarinense de Criadores de Suínos cobra segurança no campo e critica entraves trabalhistas e o chamado custo Brasil.

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O cenário para a suinocultura brasileira desenha-se com otimismo nas granjas, impulsionado pelo reequilíbrio de preços e recordes de exportação previstos para este ano. No entanto, fora da porteira, o setor produtivo acende um forte sinal de alerta para os desafios políticos, trabalhistas e de segurança jurídica no campo. A avaliação é do presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, que traçou um panorama detalhado sobre as projeções de mercado e os entraves que o agronegócio enfrenta atualmente.

Retomada de preços e exportações em alta

Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi: “Eu acredito que o mercado vai estar voltando à sua normalidade. A partir de agora, nós vemos um mercado mais promissor”

O ano começou com a tradicional oscilação de preços, mas a perspectiva de estabilização já é uma realidade. Segundo o presidente da ACCS, a queda registrada na primeira quinzena de janeiro está sendo superada pela reação das bolsas do setor. “Eu acredito que o mercado vai estar voltando à sua normalidade. A partir de agora, nós vemos um mercado mais promissor”, projeta Losivanio.

A expectativa de alta nos valores pagos ao produtor é sustentada por uma combinação de fatores: a menor oferta de suínos no mercado, a manutenção do peso normal de abate e o ritmo acelerado das exportações, que em fevereiro devem ultrapassar a marca de 100 mil toneladas.

Outro elemento que protegeu a margem do suinocultor independente durante a recente baixa foi a queda no preço do milho. Além disso, não houve um crescimento desordenado da produção nos últimos dois anos. O principal freio para novas expansões foi a taxa de juros, já que, segundo o dirigente da ACCS, iniciar um projeto robusto na suinocultura hoje exige um investimento mínimo de R$ 10 milhões, tornando a captação de recursos cara e, muitas vezes, inviável.

O ciclo da carne bovina e a sanidade

O bom momento da carne suína também encontra respaldo no ciclo da pecuária de corte. Com as exportações de carne bovina batendo recordes e o volume de abates superando o de nascimentos de bezerros, a recuperação da oferta de bovinos será lenta — um ciclo que leva cerca de quatro anos. Essa dinâmica mantém a carne suína em um patamar competitivo e altamente atrativo.

Apesar dos ventos comerciais favoráveis, a ACCS reforça que o dever de casa sanitário é inegociável para garantir a estabilidade do setor. “Nós temos que olhar muito a questão da biosseguridade, da sanidade, para que a gente não seja acometido por alguma intempérie de doença, como aconteceu em vários países, e que a gente possa perder esses mercados importantes”, alerta.

Preocupações políticas e a escala 6×1

Se o mercado responde bem, o ambiente regulatório gera apreensão. Losivanio classifica como “populismo” a possibilidade de o governo intervir limitando as exportações de carne bovina para forçar a queda dos preços no mercado interno, especialmente em um ano eleitoral. Para ele, a solução real seria fomentar o poder de compra e a renda da população, e não proibir embarques.

No campo trabalhista, a proposta de alteração da jornada para a escala 6×1, reduzindo de 44 para 36 horas semanais — é vista com grande preocupação. A dinâmica do agronegócio não se adequa a expedientes engessados, e o peso da carga tributária sobre a folha de pagamento já asfixia quem produz. “A gente vê que o vilão não é o empresário, e sim é o sócio que nós temos, que é o governo”, pontua o presidente.

Ele contrasta a situação brasileira com a de países vizinhos: enquanto a Argentina avança no Congresso com propostas de jornadas de até 12 horas diárias e o Paraguai atrai indústrias brasileiras oferecendo redução de impostos, logística eficiente e segurança jurídica, o Brasil onera cada vez mais o empreendedor com mudanças legislativas constantes.

Insegurança jurídica e a defesa do produtor

O alerta final da entidade recai sobre a insegurança no campo. O aumento da criminalidade e as tensões envolvendo áreas indígenas estão impactando diretamente quem produz. Produtores com histórico de gerações em suas terras e documentação legal estão perdendo acesso ao crédito rural e correndo o risco de perderem suas propriedades. “Nós estamos à beira de um caos muito forte”, desabafa.

Para Losivanio, falta ao poder público uma visão estratégica que valorize o agronegócio, setor que levou o Brasil ao posto de maior exportador de proteína animal do mundo, mesmo operando sob as legislações ambientais mais rigorosas do planeta. “Para dar emprego, nós temos que dar segurança para o nosso empreendedor, para que ele possa continuar acreditando e fazendo esse país crescer”, finaliza o presidente, pedindo uma mudança urgente de postura e de entendimento para garantir o futuro da produção nacional.

Fonte: Assessoria ACCS
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Demanda interna e exportações reforçam perspectiva de alta para o suíno vivo

Diversificação de mercados e consumo aquecido no pós-férias impulsionam mercado, enquanto produção e custo da ração exigem atenção no médio prazo.

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Com a melhora sazonal da demanda interna e um cenário externo considerado favorável, os preços do suíno vivo devem apresentar reação nas próximas semanas. A expectativa é de recuperação no curto prazo, após o fim do período de férias escolares e do Carnaval.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a diferença de preços entre as proteínas também pode contribuir para esse movimento. A carne bovina segue em patamar mais elevado em relação à suína, o que tende a favorecer o consumo da carne de porco no mercado interno.

No comércio exterior, a diversificação de destinos observada desde o ano passado ajuda a reduzir a dependência de mercados específicos. Apesar disso, chama atenção o aumento da participação das Filipinas entre os principais compradores. Ainda assim, o cenário das exportações é considerado positivo e deve continuar colaborando para o equilíbrio da oferta e da demanda.

Para o médio prazo, dois fatores exigem monitoramento: o ritmo de crescimento da produção e os custos com ração.

No caso da produção, a tendência é de continuidade na expansão do envio de animais para abate, movimento sustentado pelas boas margens registradas na suinocultura nos últimos dois anos e pela demanda externa aquecida. Eventuais problemas no fluxo de embarques, embora não sejam o cenário principal, poderiam pressionar o mercado interno, elevando a oferta doméstica e impactando os preços, já que a produção não pode ser ajustada rapidamente no curto prazo.

Em relação aos custos, o cenário também é considerado favorável, mas com pontos de atenção. A previsão de clima positivo para o milho safrinha nos próximos dois meses indica potencial para boa produção. No entanto, parte relevante da área ainda precisa ser semeada, e não há definição sobre quanto ficará dentro da janela ideal de plantio, fator decisivo para o desempenho produtivo.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Suinocultura discute comportamento do consumidor na primeira Escola de Gestores de 2026

Evento da ABCS abordará tendências de consumo e impactos nas decisões estratégicas do setor de proteínas.

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Entender o comportamento do consumidor se tornou um dos principais diferenciais estratégicos para o mercado de proteínas. Em um cenário de rápidas transformações, antecipar tendências, reduzir riscos e tomar decisões mais assertivas depende, cada vez mais, da leitura qualificada do consumo.

Com esse foco, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realiza a primeira edição de 2026 da Escola de Gestores, com o tema “Proteína, Consumo e Decisão de Compra: Tendências que Importam para 2026”, no dia 25 de fevereiro de 14h30  às 16 horas. O encontro será conduzido por Tayara Beraldi, consultora da ABCS e especialista em comunicação estratégica, e tem como objetivo ampliar a capacidade analítica e decisória dos gestores da suinocultura com dados reais e atualizados do comportamento do consumidor em uma época em que o consumo de proteínas tem ganhado destaque.

Voltada aos desafios atuais do setor, a iniciativa propõe uma reflexão aprofundada sobre como o consumidor pensa, quais fatores influenciam suas escolhas e de que forma essas decisões impactam o marketing, o posicionamento e a competitividade das proteínas no mercado. Na suinocultura, compreender esses movimentos deixou de ser uma opção e passou a ser parte central das decisões estratégicas.

Durante o encontro, os participantes irão discutir como interpretar tendências de consumo com mais clareza, transformar comportamento do consumidor em estratégia de mercado, fortalecer o posicionamento da carne suína e tomar decisões mais embasadas, com visão de futuro e impacto real no negócio.

A Escola de Gestores da ABCS é uma iniciativa que busca apoiar lideranças do setor na construção de conhecimento aplicado, conectando dados, comportamento e estratégia. O evento é exclusivo para o Sistema ABCS e contribuintes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), com o objetivo de fortalecer o poder de decisão dos gestores, ampliando a capacidade de antecipação e a geração de vantagem competitiva no mercado de proteínas. Faça sua inscrição clicando aqui.

Fonte: Assessoria ABCS
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