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IFC Brasil 2023 quebra recordes e reforça o potencial do mercado brasileiro de pescados

A quinta edição, realizada nos dias 19, 20 e 21 de setembro, em Foz do Iguaçu (PR), gerou 180 milhões em negócios, reuniu 3,1 mil congressistas presencial e online de todo o Brasil e dos países vizinhos, 150 empresas expositoras e patrocinadoras, 52 conferencistas de 12 países, 21 horas de conteúdo e 130 projetos inscritos no evento científico.

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Foto: Divulgação/OPR

Os números expressivos do International Fish Congress & Fish Expo Brasil 2023 mostram a força do evento como o maior fórum de debates e negócios do setor e refletem o potencial da própria aquicultura brasileira no mercado global.

O maior encontro da aquicultura e pesca vem quebrando recordes de participação e expositores a cada ano e já projeta uma edição ainda maior em 2024, prevista para os dias 24, 25 e 26 de setembro.

A quinta edição, realizada nos dias 19, 20 e 21 de setembro, em Foz do Iguaçu (PR), gerou 180 milhões em negócios, reuniu 3,1 mil congressistas presencial e online de todo o Brasil e dos países vizinhos, 150 empresas expositoras e patrocinadoras, 52 conferencistas de 12 países, 21 horas de conteúdo e 130 projetos inscritos no evento científico.

“O IFC se consolidou como o melhor ambiente de negócios e o mais importante fórum de discussões, troca de informações e conhecimento sobre os caminhos para o desenvolvimento da cadeia do pescado do país”, afirma o ex-ministro da pesca e presidente do IFC Brasil, Altemir Gregolin.

O palco da cerimônia de abertura reuniu autoridades e lideranças de peso, entre eles: o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula; o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho; a Secretária Nacional de Aquicultura, Tereza Nelma; o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri; o gerente de Agronegócio da ApexBrasil, Laudemir Muller; o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, e os deputados federais Luiz Nishimori, Presidente da Frente Parlamentar Mista de Aquicultura e Pesca do Congresso Nacional, e Elton Welter, além de representantes do setor.

Oportunidades para o Brasil

O mercado de pescado do Brasil é a mais nova e promissora fronteira de produção de alimentos na agropecuária do país. Os recursos naturais abundantes e ampla biodiversidade aquática mostram o potencial gigantesco a ser desbravado, conforme aponta Gregolin.

“Temos uma demanda mundial crescente e um mercado interno com grande potencial, além de condições naturais invejáveis, como a maior reserva de água doce do mundo, uma extensa costa, produção de milho e soja para ração, espécies nobres e uma massa crítica na área técnica. O Brasil pode produzir mais de 20 milhões de toneladas/ano, segundo a FAO”, cita.

Segundo ele, outro fato que aponta as novas oportunidades para o Brasil é que o Sudeste Asiático, responsável por 89% da produção aquícola mundial, está reduzindo o ritmo de crescimento por limitações na expansão geográfica, problemas ambientais, riscos sanitários e de matéria-prima para ração.

A fala do governador do Paraná, Ratinho Junior, na abertura do evento, foi na mesma direção: “O mundo vai precisar aumentar a produção de alimentos em 20% na próxima década e 70% disso será produzido na América Latina. Nós temos uma responsabilidade com a segurança alimentar do planeta e o Paraná vem se consolidando também nessa importante cadeia de proteína animal”.

180 milhões em negócios

A Fish Expo figura no topo do ranking das maiores feiras de negócios do setor da América Latina. Somando às rodadas de negócios realizadas pela Apex, gerou 180 milhões em negócios em 2023 – as cifras representam quase o dobro do valor registrado em 2022.

“Esta edição atraiu os principais players do mercado brasileiro e multinacionais presentes nos cinco continentes. Empresas americanas, chilenas e de empresários vindos de países do Oriente Médio, Ásia e América do Norte vem mostrando cada vez mais interesse nas tecnologias inovadoras das empresas brasileiras ou instaladas no país, que podem potencializar a produtividade mundial. Queremos fazer do pescado brasileiro uma proteína competitiva com os maiores players globais”, destaca a CEO do IFC Brasil & Fish Expo, Eliana Panty.

As rodadas com compradores internacionais convidados pela ApexBrasil geraram mais de R$ 80 milhões em negócios. Os encontros conectaram compradores da China, Estados Unidos, Uruguai e Emirados Árabes Unidos com 14 empresas de todas as regiões do país, arregimentadas pela Peixe BR e pela Abipesca. O objetivo das rodadas, que integram a programação oficial do IFC Brasil, é ampliar as exportações e abrir novos mercados para o pescado brasileiro.

Sobre o IFC Brasil

Correalizado pela Fundep e Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), O IFC Brasil 2023 tem o patrocínio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Itaipu Binacional; Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Ministério da Pesca e Aquicultura; Companhia Paranaense de Energia (Copel), Fomento Paraná, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-Sul (BRDE) e Organização da Cooperativas do Paraná (Ocepar).

O evento é realizado com o apoio da ApexBrasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC), Associação Nacional da Cadeia Produtiva do Camarão (Camarão BR), Universidade Federal da Integração (Unila) e Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Fonte: Assessoria IFC Brasil

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França

Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: "Quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória" - Foto: Divulgação/Comissão Europeia

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.

Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.

A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.

A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.

Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.

Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.

No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.

Fonte: O Presente Rural
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio

Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação

Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.

No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.

União Europeia

Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.

Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.

Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.

Salvaguardas

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.

Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação

Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”

Sobre o acordo

Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília

Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

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O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.

A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.

Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.

Fonte: O Presente Rural
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