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Peixes Em sua 2ª edição

IFC Amazônia vai ampliar discussões sobre soluções e tecnologias para o desenvolvimento sustentável na região

Com mais de 40 horas de palestras, workshops e debates e público estimado em mais de cinco mil participantes, o congresso internacional traz especialistas da área de pesquisa, do setor produtivo e de instituições públicas e financeiras para apoiar o desenvolvimento da pesca e aquicultura na Amazônia.

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Fotos: Divulgação/IFC

O IFC Amazônia vai realizar a sua segunda edição entre os dias 12 e 14 de novembro, em Belém, no Pará. É a segunda vez que a cidade amazônica recebe o evento. Com caráter internacional, essa edição vai ampliar as discussões sobre soluções e tecnologias para o desenvolvimento sustentável na região, conectando palestras, workshops, feira de tecnologias e negócios e eventos paralelos.

A realização da conferência em Belém é consequência da popularidade de um outro evento dos mesmos organizadores, o IFC Brasil, realizado anualmente em Foz do Iguaçu (PR), disse a CEO da Expo Fish e uma das organizadoras do IFC Amazônia, Eliana Panty. “Nossa meta é, neste ano atingir a marca de 5 mil participantes, tornando o IFC Amazônia um encontro da cadeia de pescado definitivo e proeminente na região”, afirmou a empresária.

Com mais de 40 horas de palestras, workshops e debates e público estimado em mais de cinco mil participantes, o congresso internacional traz especialistas da área de pesquisa, do setor produtivo e de instituições públicas e financeiras para apoiar o desenvolvimento da pesca e aquicultura na Amazônia, visando expandir a produção de pescado com sustentabilidade, pontuou o presidente do IFC Amazônia e ex-ministro da Pesca, Altemir Gregolin. “Um dos pontos altos do evento será reunir, entre expositores, especialistas e público, toda a diversidade do setor produtivo da Amazônia. A primeira edição superou todas as expectativas, então esperamos repetir o sucesso. Para se ter uma ideia, tivemos no ano passado cerca de 70 expositores, 4.540 inscritos, mais de 80 conferencistas, 40 horas de conteúdo com palestras nos vários auditórios e dez países participantes, além da maior audiência online de todos os eventos”, apontou Gregolin.

A importância da região

Ele destaca a necessidade desse tipo de encontro na região. “O IFC é um evento focado no setor produtivo com um congresso muito robusto, bem alinhado às necessidades do setor e do mercado e com uma feira de tecnologias e negócios. Este perfil de evento é uma novidade na Amazônia. Na primeira edição, tivemos empresas de várias regiões que participaram e estão muito interessadas em investir, ainda mais sabendo que o governo do Pará aprovou e regulamentou uma lei para a aquicultura, o que dá segurança jurídica ao investidor”.

Enquanto isso, Panty salienta que a intenção é movimentar ainda mais a cadeia do pescado na região amazônica. “Tivemos uma procura muito grande pelo pacote de conhecimento e tecnologia que trazemos com o evento. Outra coisa que a gente vê é um horizonte muito promissor economicamente e socialmente também, que é a oportunidade da produção. Aqui tem terra, água e grãos para o peixe de cultivo. A proteína vinda da água é a mais sustentável, a mais viável economicamente e está pulverizada em todo o território”, afirmou.
Ela reforça as oportunidades da região para o desenvolvimento da cadeia produtiva. “Temos na Amazônia o litoral, mas também os grandes leitos de rios, os reservatórios das usinas hidrelétricas e ainda temos os tanques superficiais, onde numa pequena propriedade é possível tirar toneladas de proteína que não seriam possíveis com outras espécies animais”, completou Panty.

Cultivo é o futuro

Um levantamento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) estima que a proteína de base do pescado vai alimentar o mundo nos próximos 30 anos e boa parte dessa produção virá dos cultivos de espécies e não da captura. “Então, isso sinaliza que o Pará está no lugar certo, está na hora certa e esse evento mostra que tem muita gente interessada”, reforçou.

Para Gregolin, a escolha de Belém como local do IFC na Amazônia demonstra o olhar atento do setor de todo país para o potencial da região e a capacidade de produzir com sustentabilidade. “Tinha que ser no Pará pelo histórico de produtor do estado e pelos investimentos que vem fazendo para desenvolver a cadeia produtiva, mostrando que é muito mais vantajoso e saudável a manutenção da floresta em pé e investir na piscicultura, na criação de peixe. Esse tipo de produção ajuda a preservar a Amazônia”, ressalta.

Simpósio internacional de aquariofilia

Uma das novidades desta edição é a realização do 1º Simpósio Internacional de Aquariofilia no dia 13 de novembro, das 14 às 18 horas. Outras informações sobre o IFC Amazônia podem ser obtidas através da página do evento, do e-mail marketing@ifcbrasil.com.br ou através do telefone (49) 99882-3260.

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Fonte: O Presente Rural

Peixes

Exportações da piscicultura brasileira caem no 1º trimestre de 2026

Apesar do resultado negativo no trimestre, exportações ganham força no fim de março com retomada do mercado norte-americano.

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Foto: Divulgação/OPR

O comércio exterior da piscicultura brasileira registrou queda no primeiro trimestre de 2026. As exportações somaram US$ 11,2 milhões entre janeiro e março, recuo de 39% em relação aos US$ 18,5 milhões registrados no mesmo período de 2025. Em volume, a retração foi de 41%, passando de 3.900 toneladas para 2.300 toneladas.

Foto: Divulgação/C.Vale

Apesar do resultado negativo no acumulado, os embarques começaram a reagir ao longo do trimestre. Em janeiro, foram exportadas 592 toneladas, com receita de US$ 3 milhões. Em fevereiro, o volume subiu para 711 toneladas, com US$ 3,1 milhões. Já em março, as exportações достигiram 1.006 toneladas e US$ 5,1 milhões.

A recuperação coincide com a redução da tarifa de importação aplicada pelos Estados Unidos no fim de fevereiro, que caiu de 50% para 10%. Com isso, exportadores brasileiros voltaram a embarcar pescado, principalmente filés frescos de tilápia.

Segundo o pesquisador Manoel Pedroza, da Embrapa Pesca e Aquicultura, explica que “A derrubada do tarifaço no mês de fevereiro 2026 permitiu que o Brasil voltasse a exportar pescados para os Estados Unidos com uma tarifa de 10%, o que permitiu aos exportadores brasileiros retomarem os embarques – principalmente de filés frescos de tilápia”.

Outro destaque do período foi o aumento das importações de tilápia do Vietnã. Até o fim de 2025, apenas Santa Catarina e São Paulo compravam o produto. Em fevereiro, Minas Gerais e Rio de Janeiro passaram a importar, seguidos por Pernambuco e Maranhão em março.

Pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Manoel Pedroza – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

De acordo com Pedroza, a entrada do produto estrangeiro levanta preocupações sanitárias e econômicas. Há risco de introdução de doenças ainda inexistentes no país e pressão sobre os preços, já que a tilápia vietnamita chega ao Brasil com valores inferiores ao custo de produção nacional. O filé congelado importado tem preço médio de cerca de R$ 21,00 por quilo, sem incluir frete e seguro, favorecido também por subsídios no país de origem e, em alguns estados, isenção de ICMS.

Diante desse cenário, o setor busca diversificar mercados. Países como México e Canadá têm ampliado as compras de tilápia brasileira. A estratégia visa reduzir a dependência dos Estados Unidos, principal destino das exportações, e deve ganhar força nos próximos anos.

Os dados fazem parte do Informativo de Comércio Exterior da Piscicultura, divulgado trimestralmente pela Embrapa em parceria com a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR). A publicação reúne informações sobre o desempenho das exportações e importações do setor no país.

Fonte: Assessoria Embrapa Pesca e Aquicultura
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CNA pede suspensão de pescado do Vietnã por risco sanitário

Entidade cita presença de doenças não notificadas e solicita medida preventiva ao Mapa.

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Foto: Divulgação/OPR

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a suspensão das importações de pescado do Vietnã e a continuidade da restrição já aplicada ao Equador. O pedido foi formalizado em ofício enviado na última sexta-feira (17).

Segundo a entidade, a solicitação tem caráter preventivo e busca proteger a aquicultura brasileira diante de possíveis riscos sanitários. O documento aponta a existência de doenças relevantes nesses países que, de acordo com a CNA, não foram devidamente notificadas à Organização Mundial de Saúde Animal, o que levanta preocupações sobre a confiabilidade dos sistemas de vigilância.

Foto: Jonathan Campos

Entre as enfermidades citadas estão o vírus da tilápia do lago (TiLV), identificado no Vietnã, e a Doença da Necrose Hepatopancreática Aguda (AHPND), registrada no Equador. De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, Francisco Farina, essas doenças têm alto impacto produtivo, com taxas elevadas de mortalidade e prejuízos econômicos significativos.

A confederação também destaca a falta de planos de contingência e de protocolos consolidados no Brasil para enfrentar eventuais casos dessas enfermidades, caso sejam introduzidas no país. Para a entidade, isso reforça a necessidade de medidas preventivas mais rigorosas.

A CNA afirma que o objetivo não é restringir o comércio internacional, mas garantir que as importações atendam aos mesmos padrões sanitários exigidos dos produtores brasileiros. O pedido ainda será analisado pelo Mapa, que deve avaliar os aspectos técnicos e estratégicos envolvidos.

Fonte: O Presente Rural com informações CNA
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Paraná, São Paulo e Minas Gerais lideram produção de tilápia no Brasil

Na lista dos dez principais produtores, o Maranhão foi o estado com o maior índice de crescimento devido ao novo arranjo produtivo local.

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Foto: Shutterstock

Polo produtor de tilápia brasileiro, o Paraná registrou 273,1 mil toneladas em 2025. Esse desempenho representou um crescimento de 9,1% em comparação ao ano anterior e colocou o estado no topo da lista de produção. Esses dados são da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). “Esse movimento vindo de empresas privadas e cooperativas mostram a força do setor no estado. São diversos os fatores que contribuem para o desenvolvimento da atividade que vêm se repetindo nos últimos anos, como agregação de tecnologia, orientação técnica e a participação de grandes cooperativas e agroindústrias”, diz o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros.

Presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros: “Esse movimento vindo de empresas privadas e cooperativas mostram a força do setor no estado  – Foto: Divulgação/Peixe BR

Em seguida, São Paulo aparece em segundo lugar na lista. Em 2025, a região totalizou 93,7 mil toneladas, volume 54% maior em relação ao ano anterior. Logo depois, vêm Minas Gerais (77.500 t), Santa Catarina (63.400 t) e Maranhão (59.600 t). O estado nordestino ganhou uma posição e fecha a lista dos cinco primeiros do ranking. “O Maranhão foi estado com o maior índice de crescimento (9,36%) entre os dez maiores produtores, mais até do que o Paraná, e tem demonstrado um arranjo produtivo local que permitiu essa ampliação nos últimos anos”, realça Medeiros.

Nesse grupo, Santa Catarina e Minas Gerais também tiveram aumento relevante, com 7,28% e 6,46%, respectivamente. Em termos de aumento de produção, destaque para o Ceará, que avançou 29,3% e, de novo, ganhou uma posição (18º).

Fonte: Assessoria Peixe BR
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