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IFC Amazônia promove o 1° Simpósio Internacional de Aquariofilia
Aquicultura ornamental e aquariofilia são alternativas econômicas na Amazônia.

O IFC Amazônia, que será realizado nos dias 12, 13 e 14 de novembro, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém do Pará, coloca em evidência a importância da aquicultura ornamental e aquariofilia para o desenvolvimento econômico e social da região amazônica. Entre os principais destaques do evento, está o Simpósio de Aquicultura Ornamental e Aquariofilia, que abordará os desafios e oportunidades dessa atividade na Amazônia Legal.
Durante o simpósio, os participantes terão a oportunidade de conhecer o panorama da aquariofilia no Brasil e os obstáculos enfrentados na região amazônica. Além disso, o workshop promoverá conhecimento sobre as novas diretrizes para o ordenamento pesqueiro no Brasil, focando no desenvolvimento sustentável da aquicultura ornamental, com a participação de especialistas, entidades e órgãos relacionados ao setor.

Presidente do IFC Amazônia, Altemir Gregolin: “O objetivo é dar visibilidade e discutir os temas relacionados à produção e ao mercado de peixes ornamentais”
O presidente do IFC Amazônia, Altemir Gregolin, ressaltou o caráter estratégico do Simpósio Internacional de Aquariofilia. “Em função da importância e do potencial que o país tem nesta área. O objetivo é dar visibilidade e discutir os temas relacionados à produção e ao mercado de peixes ornamentais”, disse. O segmento pet brasileiro ocupa a terceira posição em faturamento mundialmente. “Possuímos a maior biodiversidade do mundo, sendo considerado o celeiro das espécies ornamentais”, enfatizou Gregolin.
A CEO do International Fish Congress Brasil, Eliana Panty, destacou a demanda crescente pelo tema: “Na primeira edição do IFC Amazônia, realizamos um workshop de aquariofilia, mas a procura foi grande, com quase 400 participantes. A aquariofilia pode ser uma alternativa econômica promissora para os ribeirinhos, agregando valor e promovendo renda com a captura seletiva de peixes ornamentais. No Pará, que já é um grande exportador dessa categoria de peixes, é fundamental discutir segurança jurídica e a regulamentação da atividade.”
Eliana Panty enumerou uma questão passível de resolução. “É uma atividade promissora tanto economicamente, como socialmente, mas ainda tem muitos entraves legais. Então é preciso ter um marco regulatório mais claro que aborda a piscicultura ornamental, porque existe um grande número de espécies que são endêmicas, mas algumas delas com alto valor de mercado e que a preservação desse meio é fundamental”, enfatizou.

CEO do International Fish Congress Brasil, Eliana Panty: “É uma atividade promissora tanto economicamente, como socialmente, mas ainda tem muitos entraves legais”
Ainda conforme Eliana Panty, a aquariofilia tem um aspecto seletivo e impacto econômicos agregados. “Pode aumentar a renda das famílias envolvidas no processo produtivo, porque não vai precisar pescar uma grande quantidade, sendo que a captura é de apenas alguns exemplares. E, com isso, o valor agregado é tão grande que a família consegue ter um equilíbrio financeiro preservando e coletando de forma correta”.
O Brasil possui mais de 5 mil espécies de animais aquáticos ornamentais. As regras vigentes para o uso dessas espécies com fins ornamentais são definidas pela Portaria SAP/MAPA nº17/2021, que estabelece os critérios de manejo e comercialização.
Coordenador do simpósio, Felipe Weber, ressaltou o desenvolvimento sustentável da atividade. “A piscicultura ornamental no Brasil, com suas espécies endêmicas de alto valor de mercado, tem grande potencial para se consolidar como uma importante fonte de renda para as famílias envolvidas, enquanto preserva o meio ambiente por meio da seletividade da captura.”
O IFC Amazônia também promete gerar conhecimento sobre as inúmeras possibilidades de negócios da aquicultura ornamental, que, inserida no mercado pet, movimenta recursos financeiros globalmente.
Setor em expansão
De acordo com dados recentes do IBGE, a criação de peixes ornamentais é o passatempo de aproximadamente 11 milhões de brasileiros, visto que em relação a outros pets requer pouco espaço, demandam menos cuidados, além da facilidade na aquisição de equipamentos.
Os principais polos de consumo de peixes ornamentais concentram-se na região Sudeste, com 63% do mercado consumidor, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).
Serviço
A 2ª edição do IFC Amazônia será realizada nos dias 12 e 14 de novembro, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém do Pará. A participação é gratuita, mediante inscrição no site.
Além de pescadores e aquicultores, o evento está aberto para empresas e gestores públicos que atuam na área.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





