Peixes
IFC Amazônia promove formação de lideranças femininas no setor de pescados
Encontro Mulheres das Águas reúne cadeia do pescado da região Norte durante o IFC Amazônia, de 23 a 25 de abril, em Belém do Pará.

A segunda edição do IFC Amazônia (International Fish Congress & Fish Expo Amazônia) será palco do 6º Encontro Mulheres das Águas, com o tema Economia Sustentável e Empreendedorismo Feminino na Aquicultura e Pesca. O encontro, que ocorrerá no dia 24 de abril, às 15h, no palco Arena das Águas, junto a feira de negócios Fish Expo, tem como objetivo reunir mulheres que atuam na cadeia produtiva do pescado na região Norte do Brasil para debater os desafios e oportunidades do segmento, além de fortalecer o papel da liderança feminina no desenvolvimento sustentável do setor.
O encontro Mulheres das Águas é voltado para aquicultoras, pescadoras, produtoras rurais, catadoras de caranguejos, marisqueiras, ribeirinhas e profissionais de todos os elos da cadeia produtiva, como engenheiras de pesca, agrônomas, médicas veterinárias e zootecnistas, entre outras, para promover a troca de conhecimentos e experiências.
De acordo com Eliana Panty, diretora do IFC Amazônia, a iniciativa surgiu como uma forma de ampliar a visibilidade e a voz ativa das mulheres que atuam na cadeia do pescado. “Desde a primeira edição do IFC Brasil, em 2019, houve uma preocupação com a baixa participação de mulheres em eventos do agronegócio. A piscicultura e a pesca são segmentos com grande equidade de gênero, com números praticamente iguais de homens e mulheres trabalhando. Por isso, criamos um projeto de mobilização para ampliar a participação feminina no evento. Depois, criamos o Encontro Mulheres das Águas, que vem crescendo e ganhando espaço a cada edição”, explicou.

O 6º Encontro Mulheres das Águas chega a Belém do Pará após o sucesso das edições anteriores. Na primeira edição do IFC Amazônia, realizada em 2023, o evento discutiu a União e Organização das Mulheres, com destaque para a participação das Mães do Mangue, uma organização que reúne mais de 800 mulheres catadoras de caranguejos, marisqueiras e ribeirinhas. “Foi uma edição marcante, que mobilizou mulheres para dar voz a todas que atuam no setor de pescado na região Norte. Agora, em 2025, queremos avançar no debate sobre economia sustentável e empreendedorismo feminino, fortalecendo a atuação das mulheres na cadeia produtiva”, destacou Panty.
O presidente do IFC Amazônia, Altemir Gregolin, reforça a importância da participação feminina na aquicultura e na cadeia do pescado no Brasil. “Nós, do IFC, queremos contribuir com o fortalecimento da organização e da participação das mulheres na cadeia produtiva, para que elas tenham cada vez mais protagonismo e reconhecimento na atividade. Este é o propósito do Encontro Mulheres das Águas”, afirmou.
A segunda edição do IFC Amazônia promete ser um espaço de integração e troca de experiências, reunindo mulheres de diversos segmentos da cadeia do pescado para discutir temas estratégicos e traçar caminhos para o desenvolvimento sustentável do setor na região amazônica.
As inscrições para a 2ª edição do IFC Amazônia – congresso e feira – são gratuitas e devem ser realizadas no site do evento, acesse clicando aqui. Vagas limitadas!

Peixes
Embrapa apresenta aplicativo gratuito para auxiliar gestão da piscicultura
Ferramenta reúne inteligência artificial, monitoramento da água, controle de custos e manejo de tilápia e tambaqui. Apresentação será no dia 05 de agosto.

A Embrapa promoverá no dia 05 de agosto, às 14 horas, uma apresentação on-line sobre o aplicativo Aquicultura Certa para técnicos, piscicultores e demais interessados. Disponível gratuitamente para dispositivos com sistema Android, o app é uma ferramenta de gestão inteligente da piscicultura, auxiliando no manejo e na tomada de decisões.
A apresentação será feita pelo pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (Campinas-SP) Silvio Evangelista, que explicará cada uma das funcionalidades da ferramenta. A participação é gratuita e o acesso pode ser feito clicando aqui.

Foto: Divulgação/Embrapa
A primeira versão do aplicativo conta com informações para a criação de tambaqui e tilápia. Nele, o usuário pode cadastrar seus tanques e criadouros, inserir informações sobre o número de alevinos, data de início da criação e peso alvo.
Um relatório traz indicadores sobre estimativa de despesca, estimativa de produção, custos com análises e tratamento da água, energia elétrica, produtos veterinários e manutenção do viveiro. O relatório traz também análises sobre a viabilidade econômica de cada viveiro.
O aplicativo ainda recebe dados sobre a biometria dos peixes, indicando curva de crescimento, calculando e orientando sobre a alimentação diária necessária. A qualidade da água também pode ser monitorada e as indicações de correção são feitas automaticamente usando, entre outras informações, os dados meteorológicos.
Alertas meteorológicos são emitidos pelo aplicativo, indicando, por exemplo, a recomendação de diminuir a quantidade de ração em certas condições climáticas, que mudam o comportamento dos peixes. O Aquicultura Certa conta ainda com recursos de inteligência artificial, que possibilitam tirar dúvidas do piscicultor por meio de um chat.
Reaqua
A apresentação do dia 05 será uma oportunidade de técnicos e piscicultores de todo o Brasil conhecerem melhor a ferramenta que está disponível gratuitamente. A iniciativa faz parte da Reaqua, rede que integra agentes de assistência técnica e extensão rural de todo o país. A coordenação da rede é da zootecnista Marcela Mataveli, da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO).

Foto: Paulo Michellon
De acordo com ela, “a Reaqua vem se consolidando como um espaço de articulação e troca de conhecimentos entre esses profissionais voltados à aquicultura. Nesse processo, vêm sendo realizadas oitivas com todas as instituições integrantes da rede, cujas contribuições têm orientado a definição das ações prioritárias”.
Marcela continua: “entre as principais demandas identificadas, destacam-se a apresentação e o compartilhamento de tecnologias voltadas aos sistemas intensivos de produção, alinhadas às soluções desenvolvidas pelo projeto BRS Aqua, fortalecendo a transferência de conhecimento e a inovação para o setor”.
Coordenado pela Embrapa, o BRS Aqua tem financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca do Ministério da Pesca e Aquicultura (SNA / MPA) e da própria Embrapa, contando ainda com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Para a live, Marcela espera a participação de diferentes públicos: extensionistas, técnicos, produtores e representantes de instituições parceiras. “A live busca fortalecer o engajamento da rede, ampliar o acesso a informações técnicas qualificadas e apresentar novas tecnologias que contribuam para o desenvolvimento e a competitividade da aquicultura brasileira”, entende.
Peixes
Tilápia registra queda nas cotações em todas as principais regiões produtoras
Levantamento do Cepea mostra retração semanal entre 0,10% e 0,61% nos preços pagos ao produtor.

Os preços da tilápia apresentaram recuo em todas as principais regiões produtoras monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na semana de 13 a 17 de julho.
O maior valor foi registrado no Norte do Paraná, onde o quilo da tilápia foi negociado a R$ 10,31, apesar da retração semanal de 0,61%. Em seguida aparecem o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, com cotação de R$ 10,04 por quilo e queda de 0,50%, e a região dos Grandes Lagos, onde o preço fechou em R$ 9,80, recuo de 0,52%.
Em Morada Nova de Minas, o quilo da tilápia foi comercializado a R$ 9,48, com desvalorização de 0,26% na comparação com a semana anterior.
No Oeste do Paraná, a cotação ficou em R$ 8,70 por quilo, a menor entre as regiões pesquisadas. Apesar disso, o mercado registrou a menor variação negativa da semana, com queda de 0,10%.
Os dados são do levantamento semanal do Cepea, que acompanha a evolução dos preços da tilápia nas principais regiões produtoras do país.
Peixes
Seguro-defeso pode passar a ser pago durante todo o período de proibição da pesca
Mudança também prevê cadastro nacional de pescadores artesanais e regras mais rígidas para combater fraudes na concessão do benefício.

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados prevê que o Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal seja pago durante todo o período em que a pesca estiver proibida por medidas de preservação ambiental.
O Projeto de Lei 806/2026 altera a Lei nº 10.779/2003, que regulamenta o seguro-defeso, benefício concedido aos pescadores artesanais durante a paralisação temporária da atividade para garantir a reprodução das espécies.

Foto: Claudio Neves
Segundo o texto, o objetivo é evitar situações em que o pescador permanece impedido de exercer a atividade por determinação legal, mas deixa de receber o benefício durante parte do período de restrição.
Além da ampliação da cobertura, a proposta cria o Cadastro Nacional de Pescadores Artesanais e Marisqueiras. A ferramenta deverá reunir informações para registro, controle e cruzamento de dados, permitindo maior fiscalização na concessão e no acompanhamento do seguro-defeso.
O projeto também endurece as regras contra fraudes. Pela proposta, quem obtiver ou tentar obter o benefício mediante fraude ou má-fé ficará impedido de participar ou receber benefícios de programas sociais.
Autores da proposta, os deputados Carla Dickson (PL-RN) e Sargento Gonçalves (PL-RN) afirmam que a medida busca garantir que os recursos do seguro-defeso sejam destinados exclusivamente aos profissionais que dependem da pesca artesanal como fonte de renda.
Tramitação
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.



