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IFC Amazônia integra 23º Conbep a sua programação

Eventos acontecem entre os dias 23 e 25 de abril no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém (PA).

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IFC Amazônia Foto Divulgação

A temática central da 23ª edição do Conbep será “A Engenharia de Pesca frente aos desafios da economia azul e da resiliência climática”. Trata-se do principal evento técnico-científico relacionado à profissão, com uma programação que contempla formação acadêmico-profissional, mercado de trabalho no contexto das demandas atuais e que inevitavelmente serão permanentes nas áreas de atuação do engenheiro de pesca.

Engenheiro de pesca, professor da UFPA e presidente da Faep-BR, Marcos Brabo: ” “Para atender à demanda de pescado no nosso país, é necessário um conhecimento maior das espécies por parte dos consumidores” – Fotos: Divulgação/IFC Amazônia

De acordo com o engenheiro de pesca, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e presidente da Federação Nacional dos Engenheiros de Pesca do Brasil (Faep-BR), Marcos Brabo, esse tema converge com o momento que vivemos no planeta, em especial em Belém, que no ano de 2025 receberá a COP 30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, o maior evento do mundo sobre o assunto.

Em relação ao local do evento, Brabo disse que conhecer ou revisitar a cidade representa uma oportunidade de se encantar com belezas naturais, um povo acolhedor, uma cultura fascinante e uma gastronomia incrível, onde o pescado é protagonista. “Essa condição está atrelada à grande diversidade de espécies exploradas pela pesca comercial, pela aquicultura em franco desenvolvimento e pelo parque industrial privilegiado, que justificam a oferta regular de cinco cursos de Engenharia de Pesca.”

Para o presidente do IFC Amazônia, Altemir Gregolin, o evento ganha mais relevância ao receber, simultaneamente, o Congresso Brasileiro de Engenharia de Pesca. “Estamos integrando a programação do Conbep no primeiro dia do IFC Amazônia. São temas de conjuntura e estratégia, de interesse de todo o setor. Com isso vamos promover um forte networking entre os profissionais, setor produtivo, academia e  governos”, evidencia Gregolin.

Presidente do IFC Amazônia, Altemir Gregolin: “Estamos integrando a programação do Conbep no primeiro dia do IFC Amazônia”

Programação do Conbep e trabalhos científicos

A programação da 23ª edição do Conbep foi pensada para atender a todos os interesses com dinamismo e qualidade, contemplando profissionais de todas as regiões do país.

A apresentação de trabalhos científicos é um dos pontos altos do evento, possibilitando aos estudantes e profissionais expor suas atividades de pesquisa e extensão aos congressistas e registrá-las nos anais do evento. “A expectativa é por quatro dias de muito conteúdo, debates enriquecedores e ideias inspiradoras, que é exatamente o combustível que precisamos no desempenho de nossas atividades diárias”, disse o presidente da Faep-BR, Marcos Brabo.

A novidade nesta dição, é que a apresentação dos trabalhos científicos será organizada de forma conjunta entre o IFC Amazônia e o Conbep, sendo coordenada pelo Conbep. Segundo Gregolin, “Esta integração irá potencializar a área científica do evento, dar oportunidade a todos os profissionais, pesquisadores e estudantes do setor pesqueiro e aquícola brasileiro, para apresentarem os resultados dos estudos que vem sendo desenvolvidos e compartilhar todo este conhecimento com o setor produtivo”.

Pesquisadores interessados em submeter suas pesquisas para o 2º IFC Amazônia e o 23º Conbep devem acessar o site, clicando aqui. O prazo para a submissão dos trabalhos científicos vai até o dia 24 de março.

Expectativas para o 2º IFC Amazônia

De acordo Brabo, a primeira edição do IFC Amazônia superou todas as expectativas em termos de público, programação e feira de negócios. Para o 2º IFC Amazônia, Marcos Brabo espera contribuir para que os números do último IFC possam ser superados. “Foi o maior evento já visto dentro da pesca e da aquicultura no estado do Pará. Superar esses números é um grande desafio”, disse, acrescentando: “Eu acredito que o Congresso Brasileiro de Engenharia de Pesca (CONBEP), simultâneo ao IFC Amazônia, agrega muito à programação técnico-científica, com a possibilidade de apresentação de pesquisas e atividades de extensão e, obviamente, potencializa negócios, networking e soluções para as problemáticas das cadeias produtivas da pesca e aquicultura”, acredita. “Realizar os dois eventos simultaneamente nos possibilita convergir trabalho, energia e tempo, para que possamos construir um evento, sem dúvida nenhuma, memorável.”

Engenharia de Pesca no Pará

Atualmente, o estado do Pará é quem mais oferta cursos de Engenharia de Pesca no Brasil, com cinco regulares e duas iniciativas pontuais. A Engenharia de Pesca teve início em 1970 na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e, hoje, conta com 26 cursos espalhados por todas as regiões brasileiras.

Foto: Simone Oliveira Yokoyama

Importância da profissão

O primeiro curso de Engenharia de Pesca no Brasil foi iniciado em 1970. “Atualmente, temos 26 cursos de Engenharia de Pesca no Brasil, sendo cinco no estado do Pará. A Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), a Universidade Federal do Pará (UFPA) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), além da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), ofertam a formação de Engenharia de Pesca. Isso nos confere o status de maior formador dessa profissão no Brasil, o que nos deixa extremamente orgulhosos. Posso afirmar que os Engenheiros e Engenheiras de pesca fazem a diferença no desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura no território paraense”, disse Brabo.

Missão do engenheiro de pesca

Marcos Brabo salienta que o engenheiro de pesca é o único profissional preparado nos aspectos tecnológico, ambiental, econômico e social em sua matriz curricular, para atender as mais diversas demandas para o desenvolvimento sustentável, seja da pesca ou da aquicultura, no estuário, no mar, nos oceanos ou nos ambientes dulcícolas. “Essas atividades necessitam de assistência técnica e extensão rural, fomento, gestão ambiental, inspeção sanitária, pesquisa e formação de mão de obra qualificada para continuarem a ofertar alimento de qualidade e gerar trabalho, emprego e renda para a população, aí reside a missão do engenheiro de pesca”, ressalta.

O Estado do Pará é o maior produtor de pescado oriundo do extrativismo no Brasil. O Estado do Amazonas é o maior produtor de pescado oriundo do extrativismo em ambientes de águas continentais, além de apresentar o maior consumo per capita de pescado no Brasil. O Amapá vem em segundo lugar e o Pará em terceiro.

Foto: Shutterstock

Rondônia é o líder na produção de peixes nativos no país por meio da piscicultura. Essa região tem o pescado como um elemento muito importante no aspecto socioeconômico, seja na produção de alimentos ou na geração de postos de trabalho, emprego e renda, o que demanda uma organização em termos de cadeia produtiva e negócios sustentáveis ao longo dessas cadeias produtivas. “O engenheiro de pesca é indispensável na iniciativa privada e em órgãos do poder público, principalmente pela capacidade de visualizar o cenário nos mais distintos aspectos, contemplando o ambiental, o econômico e o social”, ressalta.

Futuro do peixe amazônico

“Ao entrar em sala de aula ou ao fazer pesquisas e consultorias, sempre procuro fazer o meu melhor e repassar essa motivação aos demais, esse brilho nos olhos para os alunos de graduação ou pós-graduação com os quais tenho a oportunidade de contribuir na formação”, destaca Brabo. “Acredito que esse brilho nos olhos, essa vontade de fazer a diferença, é que vai mudar esse cenário dos peixes amazônicos em termos de mercado regional para uma escala maior, que nos permita conquistar o Brasil e até o mundo”, enfatiza.

Brabo salienta ainda a importância de incrementar a produção nos nove Estados da Amazônia Legal. “Para atender à demanda de pescado no nosso país, é necessário um conhecimento maior das espécies por parte dos consumidores, o que demanda estratégias de marketing assertivas, assim como para tornar o sonho de alcançar o mercado internacional com volume e frequência em realidade”, projeta. “Acredito muito na educação, na formação de mão de obra qualificada, que leve tecnologia para o campo, com responsabilidade e sustentabilidade para que tenhamos um futuro mais próspero”, completa Brabo.

Fonte: Assessoria

Peixes

Após um 2025 instável, mercado da tilápia aposta em melhora em 2026

Com consumo limitado ao longo do ano, setor mira cenário mais favorável no próximo período.

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Foto: Shutterstock

O setor brasileiro de tilápia enfrentou um ano desafiador em 2025, marcado por pressão sobre preços e retração em alguns indicadores do mercado. Entre os principais fatores que impactaram a atividade estiveram a imposição de sobretaxas pelos Estados Unidos às importações, a liberação da entrada de tilápias do Vietnã no mercado nacional e a elevação do pescado nas espécies exóticas invasoras, conforme apontam dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) no Panorama Pecuário.

O consumo interno mostrou-se limitado ao longo do ano, enquanto os preços reais ao produtor registraram queda. Na região de Grande Lago (SP), o valor médio pago ao produtor foi de R$ 12 por quilo em 2025, recuo de 12% em relação a 2024, segundo dados deflacionados pelo IGP-DI. A pressão sobre as cotações esteve associada, principalmente, à oferta elevada de animais.

Entre os destaques do ano, o Cepea aponta redução de 12% nos preços da tilápia em termos reais na região dos Grandes Lagos. Por outro lado, houve crescimento de 19,2% no volume de alevinos e juvenis comercializados no mercado, indicando movimento de reposição produtiva. Já no segundo semestre, considerado fraco para o setor, as exportações recuaram 1%, impactadas pela taxação dos Estados Unidos.

Outro ponto observado em 2025 foi o aumento de 5,7% na biomassa de tilápia nas regiões acompanhadas pelo Cepea, reflexo direto da maior disponibilidade de peixes no mercado.

No segmento de carne, o preço do filé de tilápia caiu 19% em janeiro de 2025 na comparação com janeiro de 2024, no atacado do estado de São Paulo. Em termos reais, a retração chegou a 20%, refletindo a demanda enfraquecida.

A análise dos preços ao longo dos últimos anos mostra que, em termos reais, as cotações do filé de tilápia vêm operando em patamar mais baixo desde setembro de 2025, cenário atribuído à menor oferta naquele período.

Para 2026, a perspectiva do Cepea indica que o mercado brasileiro de tilápia seguirá influenciado por fatores externos, especialmente as importações de pescado, com destaque para o Vietnã. A expectativa é de maior disponibilidade de tilápia no primeiro semestre, período em que o setor busca atender uma demanda tradicionalmente mais aquecida, impulsionada pela Quaresma. A produção, segundo o Cepea, está preparada para atender possíveis oscilações de consumo ao longo do próximo ano.

Fonte: Assessoria Panorama Pecuário Cepea
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Selo da Pesca Artesanal passa a identificar origem e valorizar produção tradicional

Nova certificação reconhece produtos da pesca artesanal, fortalece a renda dos pescadores e amplia acesso a mercados públicos e privados.

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Foto: José Fernando Ogura

Com a finalidade de valorizar o trabalho dos pescadores e pescadoras artesanais, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), instituiu o Selo da Pesca Artesanal do Brasil – Identificação de Origem. O selo foi criado por meio da Portaria Interministerial MDA/MPA nº 14, de 23 de dezembro de 2025.

Na prática, pescadores e pescadoras podem solicitar o selo, desde que estejam inscritos no Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), do MDA, e no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), na categoria de Pescador ou Pescadora Profissional Artesanal, com licença em situação ativa ou deferida, emitida pelo MPA.

Foto: Denis Ferreira Netto

A iniciativa visa fortalecer as etapas de distribuição e comercialização dos produtos tradicionais da pesca artesanal. Com o selo, pescadores e pescadoras certificam que seus produtos atendem aos padrões de qualidade exigidos pelo mercado e são oriundos de comunidades tradicionais, valorizando não apenas o trabalho, mas também a economia e a cultura locais.

Associações, cooperativas e outras organizações que produzam ou comercializem produtos da pesca artesanal também podem solicitar o selo, desde que, no mínimo, 50% dos membros de sua diretoria possuam RGP ativo.

De acordo com o diretor do Departamento de Inclusão Produtiva e Inovações do MPA, Quêner Chaves, o selo fortalece a comercialização junto ao mercado de compras públicas, com destaque para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o (Programa de Aquisição de Alimentos) PAA, além do mercado privado e da exportação.

Ele, que atua na Secretaria Nacional da Pesca Artesanal do MPA, afirma que o selo contribui para a garantia dos estoques pesqueiros artesanais. “Essa ação possibilita o aumento da renda dos pescadores e pescadoras e garante a qualidade do produto junto aos consumidores”, acrescenta.

O secretário nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, reforça que o selo atende às inúmeras demandas oriundas das Plenárias Regionais e Livres, bem como da Plenária Nacional do 1º Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA). “O selo está ligado às ações do Programa Povos da Pesca Artesanal. Ou seja, é uma conquista coletiva das pescadoras e pescadores artesanais do Brasil”, destaca.

Clique aqui e confira a portaria completa.

Fonte: Assessoria MPA
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Tilápia lidera consumo de pescado no Brasil e impulsiona a piscicultura nacional

Produção cresce a dois dígitos há mais de uma década, consolida novos polos no interior e transforma a espécie em símbolo de modernização do setor aquícola.

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Foto: Shutterstock

De nicho de mercado a protagonista do prato do brasileiro, a tilápia se tornou o pescado mais consumido do país e um dos motores do avanço da piscicultura nacional. O ritmo de crescimento, que vem se mantendo por mais de uma década, simboliza não apenas a maturidade do setor, mas também uma mudança profunda nos hábitos alimentares do consumidor.

Segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), a produção e o consumo da espécie vêm crescendo a uma média anual de 10,3% nos últimos 11 anos, o melhor desempenho entre todas as proteínas animais produzidas no Brasil. Para o presidente da entidade, Francisco Medeiros, o sucesso da tilápia não é obra do acaso. “A tilápia reúne características que a tornam única no mercado: é um peixe de carne branca, sabor suave, sem espinhas e com padrão consistente. Agrada desde o consumidor que busca praticidade até o que valoriza qualidade e saudabilidade”, exalta Medeiros.

O executivo destaca que a tilápia é um produto de cultivo, com produção controlada e oferta estável, o que garante previsibilidade tanto para o mercado quanto para o produtor. “Além da qualidade, o cultivo oferece segurança e regularidade de abastecimento, permitindo que toda a cadeia – do criador ao varejo – trabalhe com planejamento e eficiência”, complementa.

Essa previsibilidade é um diferencial importante em um cenário de maior exigência do consumidor. Medeiros observa que a busca global por alimentos mais saudáveis, sustentáveis e práticos impulsionou ainda mais a aceitação da tilápia. “O mundo está mudando a forma de se alimentar, e o peixe se encaixa perfeitamente nesse novo padrão. É leve, nutritivo e versátil, pode ser grelhado, assado, empanado e até consumido cru, em pratos como o ceviche”, salienta.

Expansão e interiorização

Presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros: “A tilápia é a vitrine da aquicultura brasileira, um produto de qualidade, previsível e com enorme potencial para crescer ainda mais” – Foto: Divulgação/Peixe BR

O avanço da espécie também reflete a interiorização da produção. Tradicionalmente concentrado no litoral, o consumo de peixes se espalhou pelo país com a expansão dos polos de cultivo em estados do interior, como Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia. “O cultivo em água doce democratizou o acesso ao pescado. Hoje, o brasileiro do interior tem peixe fresco com a mesma regularidade e qualidade que o consumidor do litoral”, afirma o presidente da Peixe BR.

Essa nova geografia da piscicultura transformou a tilápia em símbolo de modernização e profissionalização do setor. Investimentos em genética, nutrição, manejo e industrialização deram origem a um produto com padrão de qualidade semelhante ao das principais proteínas exportadas pelo Brasil. “A tilápia é a vitrine da aquicultura brasileira”, ressalta Medeiros, enfatizando: “É a espécie que abriu caminho para o reconhecimento do peixe cultivado como uma proteína de valor agregado, com rastreabilidade, qualidade sanitária e potencial de exportação.”

Produção nacional cresce 20% em 2024

O bom momento do setor é confirmado no Boletim da Aquicultura em Águas da União 2024, divulgado recentemente pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em que mostra que a produção aquícola nacional cresceu 20% em relação a 2023, totalizando 148,5 mil toneladas de pescados cultivados em águas da União.

O levantamento, considerado a fonte mais completa sobre a atividade, também trouxe avanços inéditos: pela primeira vez foi possível rastrear a origem dos alevinos utilizados em tanques-rede e calcular o Valor Bruto da Produção (VBP) da aquicultura em águas da União, que alcançou R$ 1,26 bilhão.

A secretária nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula, destacou que os números reforçam a relevância econômica e social do setor. “O Boletim de Aquicultura em Águas da União 2024 é essencial para a condução das políticas públicas voltadas ao setor. Os dados apresentados dão visibilidade à aquicultura nacional e refletem o empenho da equipe do MPA. Com essas informações, poderemos aprimorar as condições de cultivo em todo o país, fortalecendo a atividade e ampliando seu impacto positivo”, afirmou.

A diretora de Águas da União, Juliana Lopes, ressaltou que o avanço da rastreabilidade e a mensuração do VBP representam um marco para a cadeia produtiva. “Os dados são inéditos e fundamentais para o setor. Pela primeira vez, conseguimos calcular o valor bruto da produção e rastrear a origem dos alevinos, o que fortalece a transparência da cadeia e permite políticas públicas mais alinhadas à realidade dos produtores”, explicou.

Futuro promissor

O futuro, segundo ele, continua promissor. A projeção da Peixe BR para a próxima década é de manutenção do ritmo de crescimento observado nos últimos 10 anos, impulsionado por novos investimentos e pela consolidação de um consumo mais consciente e diversificado. “O brasileiro está aprendendo a consumir peixe, e a tilápia tem sido a porta de entrada para essa mudança cultural”, observa.

Desafios do setor

Ainda assim, os desafios permanecem. Medeiros alerta para a necessidade de reduzir entraves regulatórios e estimular políticas públicas de incentivo à piscicultura, além de enfrentar o impacto da perda do poder de compra da população. “O setor já demonstrou sua capacidade produtiva. Agora, precisamos avançar em um ambiente regulatório mais moderno, que acompanhe o ritmo da inovação e da demanda do mercado”, defende.

Com um mercado interno em expansão, investimentos em curso e reconhecimento crescente, a tilápia ultrapassa a fronteira da produção para se tornar uma marca nacional, símbolo de um setor que alia tecnologia, sustentabilidade e inclusão produtiva. “A tilápia representa o sucesso da piscicultura brasileira”, ressalta Medeiros. “É a prova de que o Brasil pode ser referência mundial não só em carnes, mas também em peixes cultivados de alta qualidade”, emenda.

A versão digital já está disponível no site de O Presente Rural, com acesso gratuito para leitura completa, clique aqui.

Fonte: O Presente Rural
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