Peixes
IFC Amazônia é referência no desenvolvimento sustentável da região
Está programado para os dias 12, 13 e 14 de novembro no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.

Na manhã da última quarta-feira (9), foi realizado o lançamento oficial da edição 2024 do IFC Amazônia, o maior evento do setor de pescados da região Amazônica. O evento foi realizado na sede da Faepa (Federação da Agricultura e Pecuária do Pará), em Belém, com um café da manhã para convidados e imprensa local. Participaram autoridades como Giovanni Corrêa Queiroz, titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap); Carlos Xavier, presidente da Faepa; Altemir Gregolin, presidente do evento e ex-ministro da Pesca; e Eliana Panty, CEO do IFC Amazônia.

Diretora Executiva Eliana Panty: “Acreditamos que essa 2ª edição extrapolará fronteiras, atraindo empresas de várias regiões do Brasil
Programação e expectativas
O IFC Amazônia 2024 está programado para os dias 12, 13 e 14 de novembro no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Durante o evento de lançamento, foram apresentados detalhes da extensa programação que incluirá palestras, workshops, feira de tecnologias e negócios, e a já conhecida “cozinha show”, que promete encantar o público com demonstrações gastronômicas.
A CEO do evento, Eliana Panty, destacou que a expectativa é superar o número de participantes da edição anterior. “Tivemos mais de 4.500 participantes na primeira edição, e acreditamos que essa 2ª edição extrapolará fronteiras, atraindo empresas de várias regiões do Brasil, como Sul, Sudeste e Centro-Oeste, interessadas em tecnologia e negócios”.
O presidente do IFC Amazônia, Altemir Gregolin, reforçou o papel da Amazônia no cenário global da aquicultura: “O Pará é o portal de entrada para a Amazônia, sendo o ator mais relevante na busca de soluções econômicas para a região. A aquicultura será uma importante alternativa para a geração de emprego e renda”, enfatizou.
Crescimento do setor no Pará
O secretário Giovanni Queiroz comentou sobre o crescimento da produção de pescado no Estado, que registrou um aumento de 12% nos últimos anos. “O Pará foi escolhido para sediar o IFC Amazônia por sua riqueza de recursos hídricos e clima favorável. Temos toda a condição de avançar muito na produção aquícola, não só para o consumo interno, mas também para exportação”, afirmou Queiroz, destacando a importância do evento para incentivar novos produtores a ingressarem no setor.
Conexões com a sustentabilidade e COP30
Carlos Xavier, presidente da Faepa, fez uma conexão importante entre o evento e os temas ambientais que ganham força com a proximidade da COP30, que será realizada em Belém em 2025. “Precisamos trabalhar a consciência política e entender nossas potencialidades. Temos 3% da água doce do mundo, e esse evento é uma oportunidade de mostrarmos para o mundo a força da produção aquícola paraense”, pontuou Xavier.

Presidente do IFC Amazônia, Altemir Gregolin: “Uma programação consolidada que promete gerar negócios e fortalecer o setor na região”
Internacionalização e sustentabilidade
Com caráter internacional, o IFC Amazônia expande as discussões sobre o desenvolvimento sustentável da região a partir da aquicultura e pesca. Especialistas da área de pesquisa, do setor produtivo e de instituições públicas e financeiras estarão presentes, com o objetivo de incentivar a produção sustentável de pescado. “Teremos mais de 70 conferencistas nacionais e internacionais, com uma programação consolidada que promete gerar negócios e fortalecer o setor na região”, finalizou Gregolin.
O IFC Amazônia é um desdobramento regional do IFC Brasil, o maior evento do setor de aquicultura e pesca do país, realizado em Foz do Iguaçu (PR) no mês de setembro. Para esta edição do IFC Amazônia, a programação prevê 40 horas de atividades, visando superar o público de 2023. O evento é uma referência no desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Peixes
Brasil leva tilápia e tecnologia de aquicultura para feira internacional no Chile
Pavilhão brasileiro na Aquasur 2026 apresentou produtos, equipamentos e soluções para pesca e crustáceos, atraindo empresários de 34 países.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio da Embaixada do Brasil em Santiago, participou da 13ª edição da Aquasur 2026, realizada na última semana em Puerto Montt, Chile. Considerada uma das principais feiras de aquicultura da América Latina, o evento reuniu mais de 550 expositores de 34 países e teve a abertura oficial com a presença do presidente chileno José Antonio Kast.

Foto: Divulgação/Mapa
No Pavilhão Brasil, representantes do Mapa, da Embaixada do Brasil, da Embrapa, do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), da Abipesca, do Sindipi-SC e da ABRA apresentaram produtos, serviços, máquinas e equipamentos voltados à aquicultura. O espaço também destacou peixes e crustáceos destinados à exportação, com ênfase na produção de tilápia.
Além da exposição, o pavilhão sediou reuniões entre instituições brasileiras e chilenas, promovendo encontros com empresários interessados em tecnologias e serviços brasileiros para a produção de pescado. A participação reforça a estratégia do Brasil de fortalecer a presença no mercado internacional de aquicultura, ampliar oportunidades de negócios e consolidar a imagem do setor como competitivo e inovador.

Foto: Divulgação/Mapa
Um dos destaques da participação brasileira foi o lançamento do 8º International Fish Congress & Fish Expo Brasil 2026, marcado para os dias 2 a 4 de setembro, em Foz do Iguaçu. O evento deve reunir representantes de toda a cadeia produtiva do pescado para fomentar negócios, promover a troca de experiências e discutir inovação no setor.
Realizada a cada dois anos, a Aquasur é hoje uma das principais vitrines da aquicultura no hemisfério sul. Em 2026, o evento recebeu mais de 30 mil visitantes e registrou crescimento de 37% em relação à edição anterior. A programação incluiu congresso internacional, espaços de networking e apresentação de novas tecnologias para o setor.
Brasil e Chile mantêm uma relação comercial sólida no agro, apoiada por instrumentos de

Foto: Divulgação/Mapa
cooperação e facilitação de comércio, como o Acordo de Livre Comércio entre os dois países, em vigor desde 2022, que contribui para dar mais previsibilidade, segurança e agilidade às trocas comerciais. No último ano, o Chile importou mais de US$ 2,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para carnes, cacau, café, rações para animais, soja e produtos florestais. Já o Chile fornece ao Brasil produtos como vinhos, pescados, especialmente salmão, além de frutas frescas e secas.
Saiba como participar
Empresas interessadas em participar de feiras internacionais e dos pavilhões brasileiros podem acompanhar o calendário de eventos e as oportunidades de inscrição nos canais oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária e de entidades parceiras. A participação varia de acordo com o perfil de cada feira e com os critérios definidos para cada ação de promoção comercial. O Mapa também tem incentivado a presença de cooperativas e de empresas de pequeno porte com interesse em ampliar sua atuação no mercado internacional.
Peixes
Édipo Araújo assume Ministério da Pesca e Aquicultura
Engenheiro de pesca terá desafios regulatórios e estruturais para fortalecer a piscicultura e políticas do setor no Brasil.

A nomeação de Rivetla Édipo Araújo Cruz para o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) é vista com otimismo por parte do setor de piscicultura. Engenheiro de Pesca formado pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Araújo integra uma geração que ajudou a transformar o extrativismo predatório no Norte do país em uma cadeia produtiva mais estruturada e sustentável.
Para a Peixe BR, associação que representa produtores de pescado, a experiência do novo ministro reforça a expectativa de uma gestão técnica e alinhada às demandas do setor.
Entre os principais desafios apontados estão questões regulatórias consideradas urgentes. A entidade destaca a necessidade de parecer da Consultoria Jurídica do MPA sobre a atuação da Conabio na definição da lista de espécies exóticas invasoras sem análise de impacto regulatório; a articulação com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para garantir a realização da Análise de Risco de Importação (ARI) da tilápia proveniente do Vietnã; e a prorrogação por três anos da obrigatoriedade da Licença de Aquicultor.
A Peixe BR afirma que pretende acompanhar e colaborar com o Ministério para avançar em políticas que fortaleçam a piscicultura no país, equilibrando crescimento produtivo e sustentabilidade.
Peixes
Curso de sanidade aquícola será destaque na Aquishow Brasil 2026
Capacitação ocorre em junho, em Uberlândia, com foco nas principais doenças da tilapicultura

A Aquishow Brasil 2026 firmou parceria com a Aquivet Saúde Aquática para a realização do Curso de Sanidade Aquícola, marcado para os dias 9 e 10 de junho, no Castelli Master, em Uberlândia. O tema desta edição será “Doenças na Tilapicultura: patógenos, imunidade e competitividade”.
O curso vai abordar a epidemiologia das principais doenças bacterianas que afetam a criação de tilápia no Brasil, com foco em informações voltadas à gestão sanitária nas propriedades. Entre os temas, está a expansão de agentes como Streptococcus agalactiae sorotipo III, em avanço sobre Minas Gerais e Espírito Santo, e Lactococcus petauri, com novas linhagens identificadas em expansão global.
A presidente da comissão organizadora da Aquishow Brasil 2026, Marilsa Patrício Fernandes, afirma que o curso reforça a programação técnica do evento ao tratar de pontos considerados críticos para a cadeia produtiva da tilapicultura e para a competitividade do setor.
Segundo Santiago Benites de Pádua, da Aquivet Saúde Aquática, a iniciativa reúne produtores e empresas fornecedoras de insumos para nivelar informações sobre doenças e estratégias de controle sanitário com profissionais do setor.
A programação contará com palestras do próprio Santiago Benites de Pádua e do professor Henrique Figueiredo, da Universidade Federal de Minas Gerais. O curso também terá a participação do pesquisador Francisco Yan Tavares Reis, da Embrapa Amazônia Ocidental, com discussões sobre epidemiologia e imunidade da tilápia. A pesquisadora e empresária Paola Barato, da Corpavet Colômbia, abordará a gestão de doenças emergentes, como Streptococcus agalactiae sorotipo Ia e o vírus TiLV na Colômbia.
- Santiago Benites de Pádua
- Henrique Figueiredo
A organização destaca que o curso integra a programação técnica da Aquishow Brasil e busca promover a troca de conhecimento entre pesquisa, setor produtivo e indústria, com foco nos desafios sanitários da tilapicultura.





