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IFC Amazônia e Conbep tem quase 600 trabalhos científicos aprovados

Pesquisas serão apresentadas em Belém entre quarta (23) e sexta-feira (25), com destaque para soluções em bioeconomia e tecnologia do pescado.

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Foto: Divulgação/IFC Amazônia
Entre quarta (23) e sexta-feira (25), o Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém (PA), será palco de dois importantes eventos do setor aquícola e pesqueiro: a 2ª edição do IFC Amazônia e o 23º Congresso Brasileiro de Engenharia de Pesca (Conbep). Os eventos ocorrem de forma simultânea em um ano estratégico para a região, que sediará a COP30 em novembro.Um dos principais destaques desta edição é o recorde de produção científica, com 591 trabalhos técnico-científicos aprovados para apresentação nos formatos banner e oral – o maior número da história do Conbep. As pesquisas abrangem 16 eixos temáticos, incluindo tecnologia do pescado, ecossistemas aquáticos e economia sustentável. Os melhores trabalhos de cada área receberão menção honrosa e serão apresentados em formato inovador, através de totens digitais com telas de 55 polegadas, substituindo os tradicionais banners de lona e reduzindo a geração de resíduos.Pela primeira vez, o IFC Amazônia e o Conbeprealizarão uma sessão conjunta de trabalhos científicos, coordenada pelo Prof. Marcos Brabo, da Universidade Federal do Pará e presidente da Federação Nacional dos Engenheiros de Pesca do Brasil (Faep-BR). “Este é um marco para a ciência nacional. Os 591 trabalhos refletem o potencial da Amazônia para liderar soluções globais em economia azul”, afirma Brabo.

A programação dos eventos está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e servirá como preparação para a COP30, com debates sobre bioeconomia amazônica, adaptação climática na pesca e inovações com biomateriais como o couro de peixe. “A integração com o IFC Amazônia fortalece nossa missão de conectar pesquisa, negócios e políticas públicas”, complementa Eliana Panty, diretora do IFC Amazônia.

“O resultado foi extraordinário, quase 600 trabalhos científicos. Isso mostra a capacidade criativa e investigativa dos nossos pesquisadores e o acerto da realização conjunta desta ação pelo IFC Amazônia e o Conbep”, finaliza Altemir Gregolin, ex-ministro da pesca e presidente do IFC Brasil.

Os eventos são abertos ao público com inscrições gratuitas através do site www.ifcamazonia.com.br. A programação completa pode ser conferida aqui.

Realização, patrocínio e apoio

A 2ª edição do IFC Amazônia é realizada simultaneamente com o Conbep(Congresso Brasileiro de Engenharia de Pesca). A Fundep (Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação) é co-realizadora do evento.

O IFC Amazônia conta com o patrocínio do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Governo do Estado do Pará; SEDAP (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca); Banco da Amazônia, Banpará (Banco do Estado do Pará), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Caixa Econômica Federal, MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura) e Governo Federal.

O evento é realizado ainda com o apoio institucional da Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados); Peixe BR (Associação Brasileira da Piscicultura); Sistema Faepa/Senar; Fepa (Federação dos Pescadores do Pará) e Sinpesca (Sindicato das Indústrias de Pesca dos Estados do Pará e Amapá).

Fonte: Assessoria IFC Amazônia

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Governo passa a exigir nota fiscal como comprovação de origem do pescado

Nova portaria dos ministérios da Pesca e da Agricultura reforça rastreabilidade na cadeia, substitui norma de 2014 e cria mecanismo para regularização de embarcações no RGP.

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Foto: Fabiola Fogaça

Os Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicaram, na última sexta-feira (10), a Portaria Interministerial nº 54, que estabelece a Nota Fiscal como documento oficial de comprovação de origem do pescado proveniente da pesca e da aquicultura.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A nova norma revoga a Instrução Normativa Interministerial MPA/Mapa nº 4/2014, e atualiza os mecanismos de controle, com o objetivo de fortalecer a rastreabilidade ao longo de toda a cadeia produtiva.

A medida busca conferir maior segurança jurídica e previsibilidade às atividades do setor, ao alinhar os procedimentos de comprovação de origem às práticas atuais da pesca e da aquicultura no país. A adoção da Nota Fiscal como documento oficial contribui para ampliar a transparência das operações comerciais, aprimorar os mecanismos de fiscalização e valorizar o pescado brasileiro.

A portaria é resultado de um processo de construção conjunta entre o MPA e o Mapa, com base em discussões técnicas e diálogo com o setor produtivo. Participaram das tratativas representantes da Câmara Setorial da Produção e da Indústria de Pescados, além de auditores fiscais do Mapa. A iniciativa buscou garantir que a regulamentação atenda às necessidades operacionais do setor e seja aplicada de forma eficiente e uniforme em todo o território nacional.

Entre as novidades, a norma institui o anexo “Autodeclaração de Solicitação de Atualização de Dados junto ao MPA”. O instrumento visa resguardar o interessado

Foto: Divulgação

que já protocolou pedido de atualização cadastral de embarcação no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), mas que ainda aguarda análise administrativa.

A autodeclaração permitirá que o proprietário comprove sua regularidade durante esse período, evitando prejuízos à atividade produtiva e conferindo maior previsibilidade ao processo. De acordo com os ministérios, a medida está alinhada à modernização administrativa, à inovação regulatória e à garantia de direitos dos usuários dos sistemas públicos.

Com a nova regulamentação, a Nota Fiscal passa a ocupar papel central na comprovação de origem do pescado, reforçando o compromisso do governo federal com a modernização da gestão pesqueira e aquícola e com o desenvolvimento sustentável do setor.

Fonte: Assessoria Mapa
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Tilápia mantém estabilidade de preços nas principais regiões produtoras

Cotações ao produtor variaram até 0,23% na última semana. Oeste do Paraná registra maior alta e segue com menor valor por quilo.

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Foto: Divulgação

Os preços da tilápia permaneceram praticamente estáveis nas principais regiões produtoras do país na semana de 6 a 10 de abril, com variações discretas tanto de alta quanto de baixa, conforme levantamento do Cepea.

Foto: Shutterstock

No Oeste do Paraná, principal polo produtivo nacional, o valor pago ao produtor independente atingiu R$ 8,94 por quilo, com leve alta de 0,23% na comparação semanal, a maior variação positiva entre as regiões monitoradas. Apesar do avanço, a região segue registrando o menor preço médio entre os mercados acompanhados.

No Norte do Paraná, a cotação ficou em R$ 10,45/kg, sem variação na semana, indicando estabilidade nas negociações. Já na região dos Grandes Lagos, que abrange o noroeste de São Paulo e áreas próximas à divisa com Mato Grosso do Sul, o preço médio foi de R$ 10,04/kg, com leve alta de 0,16%.

Em Minas Gerais, os movimentos foram de ajuste negativo. Em Morada Nova de Minas, referência na produção aquícola do estado, o valor recuou 0,05%, para R$ 9,82/kg. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a queda foi de 0,06%, com o preço médio em R$ 10,22/kg.

Os dados consideram o preço à vista pago ao produtor independente e indicam um mercado de baixa volatilidade no curto prazo, com oscilações pontuais entre as regiões.

Fonte: O Presente Rural
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Câmara derruba mudanças do Senado e mantém novas regras do seguro-defeso

Texto que segue para sanção prevê cadastro mais rígido, pagamento em até 60 dias após regularização e R$ 7,9 bilhões reservados para o benefício em 2026.

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Foto: Divulgação

A Câmara dos Deputados rejeitou na última quinta-feira (09) as alterações feitas pelo Senado Federal na Medida Provisória 1323/25, que define novas regras para o pagamento do seguro-defeso. Com a decisão, permanece o texto aprovado pelos deputados na última terça-feira (07). A proposta segue agora para sanção presidencial.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O seguro-defeso é pago a pescadores artesanais durante o período de proibição da pesca para reprodução dos peixes. As mudanças têm como foco o endurecimento dos critérios de controle e identificação dos beneficiários.

A medida estabelece que:

  • parcelas pendentes poderão ser quitadas em 2026, desde que o pescador cumpra os requisitos;
  • haverá direito ao recebimento de anos anteriores, caso o pedido tenha sido feito dentro do prazo legal;
  • o pagamento ocorrerá em até 60 dias após a regularização cadastral;
  • passam a valer novas exigências de cadastro e identificação.

Para 2026, a previsão orçamentária do benefício, desconsiderando valores atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.

Na véspera, os senadores haviam aprovado mudanças que incluíam a exigência de comprovação de contribuição ao INSS por ao menos seis meses no período de um ano, a criação de limite de renda para acesso ao benefício e a retirada do pagamento retroativo referente a 2025.

Todas essas alterações foram rejeitadas pelos deputados.

Fonte: Agência Brasil
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