Peixes
IFC Amazônia coloca Pará como palco global do futuro sustentável da pesca
Evento pré-COP reúne setor produtivo, comunidades tradicionais e especialistas para debater inovação, renda e conservação na cadeia pesqueira amazônica.

Nos dias 23, 24 e 25 de abril, o Hangar Convenções & Feiras da Amazônia, em Belém, sediará a segunda edição do IFC Amazônia, principal evento do setor pesqueiro e aquícola da região norte, com projeção internacional como agenda preparatória para a COP30. A 2ª edição do IFC Amazônia é realizada simultaneamente com o Conbep (Congresso Brasileiro de Engenharia de Pesca).

Presidente do IFC Amazônia, Altemir Gregolin: “O Pará tem o potencial não apenas de suprir a demanda por pescado, mas também de liderar uma nova economia verde na região, mostrando que é possível conciliar crescimento econômico com a preservação da maior floresta tropical do mundo” – Foto: Divulgação/Arquivo OPR
O Estado do Pará, localizado no coração da Amazônia brasileira, possui uma das atividades pesqueiras mais ricas e diversificadas do país. A pesca, tanto artesanal quanto industrial, é fundamental para a economia local, a segurança alimentar e a geração de emprego e renda para milhares de famílias. Com uma vasta rede de rios, lagos e áreas costeiras, o Pará se destaca como um dos maiores produtores de pescado do Brasil, abastecendo não apenas o mercado regional, mas também contribuindo para a exportação de espécies como pargo, piramutaba e camarão.
A pesca no Pará sustenta comunidades ribeirinhas, indígenas e urbanas, sendo uma das principais fontes de subsistência em muitas regiões. Além disso, movimenta cadeias produtivas que vão desde a captura até a comercialização, beneficiamento e transporte.
A pesca é um pilar essencial para a economia e a cultura do Pará, além de ser uma atividade estratégica para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Com políticas públicas eficientes, investimentos em tecnologia e a valorização do conhecimento tradicional, o estado pode se tornar um modelo de equilíbrio entre produção e conservação, garantindo que a riqueza de seus recursos hídricos beneficie as gerações atuais e futuras.
“O Pará tem o potencial não apenas de suprir a demanda por pescado, mas também de liderar uma nova economia verde na região, mostrando que é possível conciliar crescimento econômico com a preservação da maior floresta tropical do mundo”, destaca o presidente do IFC Amazônia, Altemir Gregolin.
“Peixes da Amazônia”: Sabores, sustentabilidade e oportunidades no IFC Amazônia
A Amazônia abriga uma das biodiversidades aquáticas mais ricas do planeta, e o peixe é parte fundamental da cultura, da economia e da gastronomia da região. Espécies como o tambaqui, pirarucu, tucunaré, jaraqui e filhote não só alimentam milhões de pessoas, mas também movimentam cadeias produtivas inteiras, sustentando comunidades ribeirinhas e impulsionando o desenvolvimento regional.
“No coração desse debate está o IFC Amazônia, um evento que reúne especialistas, empresários, pescadores, chefs de cozinha e formuladores de políticas públicas para discutir o presente e o futuro da pesca na região”, destaca a Ceo do evento, Eliana Panty. Com foco em sustentabilidade, inovação e mercado, o encontro promove diálogos essenciais sobre como valorizar o “Peixe da Amazônia” de forma responsável, garantindo benefícios econômicos sem comprometer os ecossistemas.
Por que o peixe da Amazônia é tão especial?

Ceo do evento, Eliana Panty: “No coração desse debate está o IFC Amazônia, um evento que reúne especialistas, empresários, pescadores, chefs de cozinha e formuladores de políticas públicas para discutir o presente e o futuro da pesca na região” – Foto: Divulgação/Arquivo OPR
– Sabor único: A alimentação natural dos peixes em rios e lagos da floresta confere uma textura e um sabor diferenciados, apreciados em pratos tradicionais e na alta gastronomia.
– Importância socioeconômica: A pesca artesanal emprega milhares de famílias, enquanto o processamento e a comercialização geram renda para cooperativas e indústrias.
– Potencial de mercado: Com a crescente demanda por proteínas sustentáveis, o peixe amazônico pode conquistar novos mercados, desde que aliado a boas práticas de manejo.
Desafios e oportunidades em debate no IFC Amazônia
O evento abordará temas cruciais para o setor, como:
Manejo sustentável – Como evitar a sobrepesca e garantir estoques saudáveis para as próximas gerações.
Certificação e rastreabilidade – A valorização do peixe com origem legal e sustentável, agregando valor aos produtos.
Tecnologia e inovação – Processamento, embalagens e logística para reduzir perdas e alcançar novos mercados.
Gastronomia e turismo – Como a culinária regional pode impulsionar o consumo e o turismo de experiência, com destaque para a Cozinha Show e o Corredor do Sabor.
O Pará no centro dos debates
Como um dos maiores produtores de pescado da Amazônia, o Pará tem a oportunidade de liderar esse movimento, investindo em:
– Políticas públicas eficientes que equilibrem produção e conservação.
– Parcerias com a iniciativa privada para ampliar o acesso a mercados nacionais e internacionais.
– Fortalecimento das comunidades pesqueiras, garantindo que elas sejam beneficiadas por uma economia mais justa e sustentável.
A pesca que alimenta o mundo e preserva a floresta

– O Pará responde por 30% da produção nacional de pescado de água doce (dados SEAP/2023);
– O pirarucu manejado no Amazonas e Pará já movimenta R$ 15 milhões/ano (ASPAC, 2024);
– Belém será a 1ª cidade amazônica a sediar a COP30 (2025), reforçando o papel do IFC Amazônia como agenda preparatória.
Com uma produção relevante de pescado, o Pará lidera no Brasil a pesca artesanal sustentável e a aquicultura de espécies nativas como tambaqui, pirarucu e camarão. O IFC Amazônia surge como plataforma estratégica nas discussões de um setor que gera renda para mais de 500 mil famílias que dependem da pesca. O evento tem o papel de fortalecer mercados globais para o peixe amazônico certificado e debater políticas públicas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
O Evento: Inovação e diálogos para uma economia azul
Com expectativa de reunir 5 mil participantes, a programação do IFC Amazônia inclui:
– Congresso Internacional de Aquicultura e Pesca;
– Feira de Tecnologias e Negócios;
– Simpósio Internacional Aquicultura Ornamental e Aquariofilia;
– Apresentação de Trabalhos Científicos coordenados pelo o CONBEP (Congresso Brasileiro de Engenharia de Pesca);

– Inova Aqua com a participação de Startups;
– Sexta edição do “Encontro Mulheres das Águas”;
– IFC Bio Fashion, uma iniciativa que une pesca e moda. O IFC Amazônia inova ao promover a valorização de subprodutos da pesca, como o couro de peixes amazônicos para serem utilizados na criativa e expressiva moda paraense.
– Cozinha Show: Chefs renomados preparam pratos com pescados amazônicos, valorizando a gastronomia local;
– Painéis Técnicos: Especialistas discutem manejo sustentável, rastreabilidade e crédito para cadeia produtiva;
Por que o IFC Amazônia é um marco Pré-COP?
Como evento vinculado às discussões da Conferência do Clima (COP30), que ocorrerá em Belém em 2025, o IFC Amazônia: – Antecipa debates sobre bioeconomia e crédito de carbono azul;
– Mostra cases de sucesso em pesca manejada (como o do pirarucu, que recuperou estoques); – Posiciona o Pará como líder em soluções sustentáveis para a alimentação global.
Realização, patrocínio e apoio
A 2ª edição do IFC Amazônia é realizada simultaneamente com o Conbep (Congresso Brasileiro de Engenharia de Pesca). A Fundep (Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação) é co-realizadora do evento. O evento conta com o patrocínio do Governo do Estado do Pará; Sedap (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca); Banco da Amazônia, Banpará (Banco do Estado do Pará), Caixa Econômica Federal, MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura) e Governo Federal.
O IFC Amazônia é realizado ainda com o apoio institucional da ABIPESCA (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados); Peixe BR (Associação Brasileira da Piscicultura); Sistema Faepa/Senar; Fepa (Federação dos Pescadores do Pará) e SINPESCA (Sindicato das Indústrias de Pesca dos Estados do Pará e Amapá).

Peixes
Pesquisa do Instituto de Pesca aponta caminhos sustentáveis para a pesca recreativa no Sudeste do Brasil
Estudo financiado pela FAPESP avalia a viabilidade econômica de pesqueiros de pequena escala e destaca o uso de iscas vivas produzidas em aquicultura e sistemas como a aquaponia.

Uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), analisou a viabilidade econômica de diferentes modelos de pesca recreativa, modalidade voltada ao lazer, e investigou alternativas sustentáveis para o uso de iscas vivas, com foco em empreendimentos de pequena escala na região Sudeste do Brasil.
O projeto, intitulado “Pesque e pague versus pesque e solte: viabilidade econômica para pesqueiros de pequena escala na região Sudeste do Brasil”, teve como objetivo avaliar o desempenho econômico, técnico e ambiental de sistemas ligados à pesca recreativa, considerando aspectos como eficiência produtiva, sustentabilidade, biossegurança e bem-estar animal, além de analisar alternativas produtivas associadas à aquicultura e ao uso de iscas vivas produzidas de forma controlada.
Avanços da pesquisa

Pesquisador Marcelo Barbosa Henriques desenvolvendo o projeto
Ao longo do desenvolvimento da pesquisa, diferentes estudos foram conduzidos no âmbito do projeto, resultando em publicações científicas em periódicos internacionais, na apresentação de trabalhos em eventos de destaque nas áreas da pesca e aquicultura, além da publicação de um capítulo de livro voltado à sustentabilidade na produção aquícola.
Entre os destaques está o artigo “Economics of small-scale urban aquaponics in Brazil: a case study on Astyanax lacustris and Lactuca sativa”, publicado no periódico Aquaculture International. O estudo avaliou a viabilidade financeira de um sistema de aquaponia em pequena escala, voltado à produção de lambaris, utilizados como isca viva ou peixes ornamentais, em conjunto com o cultivo de alface para consumo humano.
Os resultados indicaram que, nas condições analisadas, o sistema apresenta risco econômico moderado, com taxas internas de retorno que variaram conforme os cenários de preços praticados no mercado, reforçando o potencial da aquaponia urbana como alternativa produtiva, desde que bem planejada.
Outro artigo publicado, “Nitrite toxicity in yellowtail tetra fish, Astyanax lacustris, at different temperature levels”, no periódico Aquaculture Reports, investigou os efeitos tóxicos do nitrito, em diferentes temperaturas da água, sobre o lambari, espécie amplamente utilizada como isca viva na pesca recreativa.
Os resultados demonstraram que a interação entre altas concentrações de nitrito e temperaturas elevadas intensifica o estresse fisiológico dos peixes, destacando a importância do controle rigoroso da qualidade da água em sistemas de aquicultura e no transporte de iscas vivas, com impactos diretos no bem-estar animal e na redução da mortalidade.
Os avanços da pesquisa foram apresentados em conferências internacionais, como o XX Simpósio Internacional de Carcinicultura e o XVII Simpósio Internacional de Aquicultura, realizados em 2024, em Natal (RN), com estudos sobre a eficiência do uso do lambari em comparação ao camarão como isca viva e sobre o desempenho da espécie em sistemas alternativos de recirculação de água.
Os resultados também contribuíram para a publicação do capítulo “Abordagens inovadoras para minimizar impactos ambientais e promover práticas sustentáveis no cultivo de organismos aquáticos”, no livro Aquicultura e Segurança Alimentar: o desafio na produção de alimentos sustentáveis (2025), além da submissão de dois artigos científicos ao periódico internacional Fisheries Research, que analisam a eficiência de iscas e a viabilidade econômica de empreendimentos de pesca recreativa no Brasil.
Contribuições para o setor aquícola
De forma geral, os dados obtidos demonstram que a eficiência operacional é um fator determinante para a viabilidade econômica da pesca recreativa, ao mesmo tempo em que evidenciam o potencial do uso de iscas vivas produzidas em aquicultura e de sistemas alternativos, como a aquaponia, enquanto estratégias sustentáveis para o setor. As conclusões oferecem subsídios técnicos e econômicos para a tomada de decisão de produtores, gestores e empreendedores, contribuindo para o fortalecimento da pesca recreativa e da aquicultura de forma ambientalmente responsável e economicamente viável.
De acordo com o pesquisador do IP, Marcelo Barbosa Henriques, “como pesquisador responsável por um projeto financiado pela FAPESP, ressalto que pesquisas científicas aplicadas são fundamentais para orientar decisões no setor da pesca recreativa e da aquicultura. Estudos com esse enfoque permitem avaliar, de forma integrada, aspectos econômicos, ambientais e produtivos, oferecendo informações técnicas confiáveis para produtores, gestores e formuladores de políticas públicas. Ao transformar dados científicos em subsídios práticos, esse tipo de pesquisa contribui para a adoção de modelos produtivos mais eficientes, ambientalmente responsáveis e alinhados às demandas atuais por sustentabilidade, inovação e bem-estar animal, fortalecendo o setor no médio e longo prazo.”
Peixes
Piscicultura ganha espaço na programação técnica do Show Rural Coopavel 2026
Frigorífico de Peixes da Coopavel terá estande próprio, demonstração de equipamentos, palestras técnicas e foco na integração como alternativa produtiva para os associados.

O Show Rural Coopavel 2026 terá a piscicultura como um dos destaques da programação técnica destinada a proteínas no evento de 9 a 13 de fevereiro. O Frigorífico de Peixes da Coopavel, o Fripeixe, estará presente com um estande exclusivo no setor da piscicultura, voltado ao atendimento de produtores, associados que já integram o sistema de produção da cooperativa e também de interessados em conhecer como funciona o modelo de integração.
Um dos principais atrativos do espaço será um tanque escavado, preparado especialmente para a demonstração prática de equipamentos utilizados na criação de peixes em escala comercial. Entre os itens que poderão ser observados de perto estarão aeradores, monge, silos e alimentadores automáticos. Parceiros da Coopavel também estarão expondo soluções tecnológicas, incluindo geradores de energia, considerados indispensáveis para garantir a segurança e a estabilidade da produção aquícola.
Além dos equipamentos, o setor da piscicultura vai contar com a participação de empresas que apresentarão os benefícios do uso de vacinas e probióticos na piscicultura, tecnologias que contribuem diretamente para a sanidade, o desempenho zootécnico e a sustentabilidade da atividade, comenta o gerente do Fripeixe, o médico veterinário Paulo César Dias Alves.
Palestras
A programação técnica terá ainda três palestras voltadas exclusivamente à piscicultura, que serão realizadas na quinta-feira, 12, pela manhã, no Espaço Impulso. Os temas abordados envolverão O mercado do peixe, com análises sobre as diferenças entre regiões e países; Tecnologias e equipamentos utilizados na piscicultura moderna e Manejo do peixe ao longo de todo o ciclo produtivo. Nesta última, técnicos do Fripeixe detalharão as boas práticas desde o recebimento dos alevinos até a entrega dos peixes para o abate.
Essa será a segunda participação do Frigorífico de Peixes da Coopavel no Show Rural. Em fevereiro do ano passado, o setor ainda era uma novidade dentro da cooperativa, já que as atividades da unidade, adquirida de terceiros, tiveram início em janeiro de 2025. Na ocasião, foram apresentadas embalagens dos produtos e anunciada a conquista de um selo de sanidade, que autoriza a comercialização dos cortes de peixes produzidos pela Coopavel em todo o território nacional. Paulo afirma que a presença no Show Rural reforça o compromisso da cooperativa com o fortalecimento da piscicultura. “O evento é uma vitrine estratégica para apresentar tecnologias, esclarecer dúvidas dos produtores e mostrar que a integração do peixe é uma atividade segura, com mercado e grande potencial de crescimento. Estar no Show Rural é fundamental para aproximar ainda mais a Coopavel dos produtores e incentivar novos investimentos no setor”.
Peixes
950 mil pescadores artesanais recebem advertência por atraso no REAP
Profissionais têm até 05 de fevereiro para regularizar a situação; quem não cumprir o prazo terá a licença suspensa e pode perder acesso a benefícios como o Seguro-Defeso.

O Ministério da Pesca e Aquicultura aplicou a sanção de advertência a 956.217 pescadores e pescadoras artesanais profissionais que não enviaram o Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP) dentro do prazo determinado de 31 de dezembro de 2025. A decisão foi publicada hoje no Diário Oficial da União, por meio da Portaria MPA nº 614.
De acordo com a publicação, os pescadores têm até o dia 5 de fevereiro para regularizarem a situação, enviando o documento devidamente preenchido. Quem não atender às exigências no prazo fixado, terá a Licença de Pescador ou Pescadora Profissional automaticamente suspensa a partir de 6 de fevereiro.
O REAP comprova que o trabalhador exerceu regularmente a pesca durante o ano. Nele constam informações mensais do volume pescado, as espécies e os locais de pesca. É importante que o preenchimento inclua os meses sem pesca, como no período de defeso. O envio do documento é requisito para a solicitação e manutenção do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), necessário para a obtenção da Licença de Pesca. Ou seja, aquele que não enviar o REAP não poderá acessar benefícios como o Seguro-Defeso.
O pescador ou pescadora poderá recorrer da advertência em até 30 dias corridos, devendo comprovar que fez o envio do REAP no prazo estabelecido. Caso comprovado, o RGP será restabelecido imediatamente. No entanto, se a solicitação não for confirmada, a Licença de Pescador continuará suspensa pelo prazo de 1 ano.
É possível conferir na listagem de pescadores advertidos os períodos que precisam ser revistos ou preenchidos.
Clique e confira a lista com os pescadores que sofreram a sanção de advertência.



