Peixes
IFC Amazônia 2025 projeta oportunidades para o setor de pescados na região Norte
Segunda edição do IFC Amazônia amplia as discussões sobre soluções e tecnologias para o desenvolvimento sustentável na região e antecipa debates para o Pavilhão Oceano na COP 30.

A segunda edição do IFC Amazônia amplia as discussões sobre soluções e tecnologias para o desenvolvimento sustentável na região e antecipa debates para o Pavilhão Oceano na COP 30.
O evento será realizado entre os dias 23 e 25 de abril, em Belém, no Pará – cidade que sediará a COP 30, evento internacional sobre mudanças climáticas, no mês de novembro. Antecipando debates sobre a produção de pescados, esta edição do IFC Amazônia reforça seu caráter internacional, conectando palestras, workshops, feira de tecnologias, negócios e eventos paralelos.
A realização da conferência em Belém reflete o sucesso de um evento relacionado organizado pelo mesmo grupo, o IFC Brasil, realizado anualmente em Foz do Iguaçu. Segundo a CEO da Expo Fish e uma das organizadoras do IFC Amazônia, Eliana Panty, a expectativa é atingir a marca de 5.000 participantes este ano. “Nosso objetivo é consolidar o IFC Amazônia como um encontro definitivo da cadeia do pescado na região”, afirmou.
Com mais de 40 horas de palestras, workshops e debates, o congresso reúne especialistas das áreas de pesquisa, produção, instituições públicas e financeiras, todos focados em apoiar o crescimento sustentável da pesca e aquicultura na Amazônia. O presidente do IFC Amazônia e ex-ministro da Pesca, Altemir Gregolin, ressaltou: “A meta é expandir a produção de pescado com sustentabilidade, contribuindo para o desenvolvimento econômico e ambiental da região.”
Destaques da programação
Gregolin salienta que entre os pontos altos do evento está a presença de 70 expositores, mais de 80 conferencistas e representantes de 10 países, além da maior audiência online registrada entre eventos do setor na edição anterior. “A primeira edição superou as expectativas, e acreditamos que isso se repetirá este ano. A diversidade da cadeia produtiva estará em destaque, incluindo desde tecnologias até boas práticas de manejo”, apontou.

A feira de negócios promete atrair empresas de outras regiões do Brasil, interessadas em investir na Amazônia e seu potencial aquícola. Gregolin lembra ainda a importância da regulamentação da lei da aquicultura no Pará, que oferece maior segurança jurídica aos investidores.
Oportunidades únicas na Amazônia
Eliana Panty reforça as oportunidades que a região oferece para o desenvolvimento da cadeia produtiva. “A Amazônia conta com uma abundância de recursos naturais – terra, água e grãos – ideais para a piscicultura. A proteína de origem aquática é sustentável, economicamente viável e essencial para alimentar o mundo nos próximos 30 anos, como projeta a FAO”, afirmou.
Panty também destaca o papel social e econômico da produção aquícola. “Aqui temos um horizonte promissor para pequenas propriedades e grandes empreendimentos. A criação de peixes em tanques, por exemplo, é uma solução eficiente que gera renda e preserva o meio ambiente”, completou.
Novidades desta edição
Entre as novidades, o I Simpósio Internacional de Aquariofilia, será realizado no dia 24 de abril, das 14h às 18h. O simpósio aborda a importância da aquicultura ornamental e tem o apoio da Associação Brasileira de Aquariofilia (ABLA).

Peixes
Setor de piscicultura se prepara para Aquishow Brasil 2026
Evento apresenta tecnologias, debates técnicos e premiações para impulsionar a produção de tilápia no Triângulo Mineiro.

A Aquishow Brasil, o maior evento da aquicultura nacional, será realizada mais uma vez em Uberlândia (MG), entre 9 e 11 de junho de 2026, no Castelli Master. O objetivo é avançar nas conquistas já realizadas e contribuir ainda mais para o crescimento da piscicultura em Minas Gerais, que já é uma das mais fortes do Brasil.
Para isso, o evento está maior, com discussões técnicas e completas e conta com a presença de mais de 100 empresas dos vários segmentos da cadeia da produção de peixes de cultivo – especialmente de tilápia.
“A Aquishow Brasil é o maior evento do setor e tem uma missão estratégica: contribuir para o fortalecimento da atividade no país, especialmente em regiões de alto potencial. O Triângulo Mineiro pode se tornar ainda mais relevante na produção de tilápia e estar em Uberlândia pelo segundo ano nos possibilita ajudar nesse processo”, diz Marilsa Patrício, diretora da Aquishow Brasil e secretária executiva da Peixe SP – Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União.
A expectativa da Aquishow Brasil 2026 é receber 7 mil visitantes de todas as partes do país e do exterior. A edição de 2025 atraiu participantes mais de 20 países – especialmente da América Latina. No ano passado, o evento movimentou R$ 115 milhões e o objetivo para 2026 é crescer pelo menos 10%.
A Aquishow reúne todos os elos da cadeia produtiva da aquicultura brasileira e apresenta as mais modernas tecnologias em genética, insumos, equipamentos, serviços e produtos. Uma completa agenda de apresentações técnicas contribui para atualizar os produtores e apresentar novas tecnologias.
Destaque também às premiações especiais para reconhecer quem contribui para o contínuo crescimento da aquicultura, como o Prêmio Inovação Aquícola e o Prêmio Personalidades Brasileiras da Aquicultura – Aline Brun e Geraldo Bernardino.
Mais informações clique aqui e e-mail peixesp@peixesp.com.br. Organização (17 99616-6638 e 17 98137-8657), Departamento Comercial (Eder Benício, 11 97146-9797)
Peixes
Com tilápia à frente, setor de pescado projeta crescimento de 30% na Semana Santa
Setor projeta aumento da demanda sem pressão sobre preços, com estoques reforçados e logística organizada.

As vendas de pescado no Brasil devem crescer cerca de 30% durante a Semana Santa de 2026, segundo estimativas do setor. A expectativa é de aumento na procura sem impacto relevante nos preços ao consumidor, diante de estoques reforçados e organização antecipada da distribuição.

Foto: Divulgação/OPR
De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, as empresas iniciaram o ano com contratos já firmados e ajustes operacionais que garantem maior eficiência. A previsão é de manutenção dos preços e, em alguns segmentos, possibilidade de leve redução em comparação com anos anteriores.
A tilápia segue como principal espécie da piscicultura nacional, respondendo por mais de 65% da produção de cultivo no país. Em 2024, o volume produzido chegou a 662.230 toneladas, alta de 14,36% em relação ao ano anterior. O consumo médio no Brasil é de 4 quilos por habitante ao ano, com crescimento médio de 10,3% ao ano na última década.
No comércio exterior, o Brasil registrou aumento de 2% nas exportações em 2025, mesmo diante de barreiras tarifárias nos Estados Unidos e da concorrência do Vietnã. O Canadá passou a figurar como novo destino para o pescado brasileiro.
Peixes
Programa amplia bolsas e incentiva formação científica na pesca artesanal
Iniciativa do Ministério da Pesca e Aquicultura vai beneficiar mais de 700 estudantes de comunidades pesqueiras em todo o país.

O Ministério da Pesca e Aquicultura lançou uma chamada pública que prevê a ampliação do Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, com a oferta de mais de 700 bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) para estudantes do ensino médio ligados a comunidades pesqueiras artesanais em todo o país. A iniciativa é realizada em parceria com o CNPq.
As inscrições para o programa estão abertas entre 10 de fevereiro e 17 de março de 2026. O investimento total previsto é de R$ 2,5 milhões, com bolsas mensais no valor de R$ 300, pagas durante 12 meses. O início das atividades está previsto para maio deste ano.
O programa tem como objetivo incentivar a formação científica e estimular a permanência de jovens nas comunidades pesqueiras, contribuindo para a qualificação da mão de obra e para o fortalecimento da cadeia produtiva da pesca artesanal. Podem participar estudantes filhos, netos ou dependentes de pescadores com Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ativo.
Segundo o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, a iniciativa busca ampliar oportunidades educacionais e sociais para jovens que vivem em territórios pesqueiros. De acordo com ele, o programa também contribui para reduzir a evasão escolar e fortalecer a formação profissional nas comunidades tradicionais.
O presidente do CNPq, Olival Freire Junior, destacou que a ação amplia a integração entre o conhecimento científico e os saberes tradicionais. A proposta envolve a participação de universidades e grupos de pesquisa que atuarão diretamente com os estudantes e suas comunidades.
A iniciativa também integra políticas estruturadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ampliando o acesso de jovens à pesquisa e inovação em setores estratégicos da produção nacional.
Como participar
Para participar da chamada pública, as propostas devem ser apresentadas por Instituições de Ensino Superior (IES) ou Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), públicas ou privadas sem fins lucrativos.
As instituições devem possuir cadastro ativo no Diretório do CNPq, manter programas institucionais de iniciação científica voltados ao ensino médio e comprovar experiência prévia em projetos relacionados à pesca artesanal. Também será necessário indicar as escolas parceiras que participarão do desenvolvimento das atividades.
O programa priorizará escolas localizadas em comunidades pesqueiras, regiões costeiras e áreas ribeirinhas tradicionais.
Formação e fortalecimento da cadeia produtiva
O Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal integra o Programa Povos da Pesca Artesanal e busca estimular pesquisas voltadas à realidade das comunidades produtoras. Atualmente, a iniciativa já contempla mais de 450 bolsas distribuídas em nove estados brasileiros.
Além da formação científica, o programa está inserido em um conjunto de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da atividade pesqueira, incluindo ações de extensão produtiva, capacitação profissional, valorização cultural e fortalecimento da sustentabilidade econômica das comunidades artesanais.



