Conectado com

Notícias International Fish Congress

IFC: Abertura terá ex-diretor Geral da FAO, José Graziano

O International Fish Congress será realizado a partir de hoje em Foz do Iguaçu, PR, e vai reunir especialistas de 12 países para discutir a sustentabilidade da cadeia do pescado

Publicado em

em

José Graziano da Silva/UN Photo

A sustentabilidade e o futuro da cadeia do pescado estarão em debate de 17 a 19 de setembro no Maestra Convention em Foz do Iguaçu, no Paraná, durante o International Fish Congress & Fish Expo Brasil. O evento vai reunir conferencistas e participantes de 12 países da Europa, África, Ásia e Américas. A cerimônia de abertura nesta terça-feira, dia 17 de setembro, terá a Palestra Magna do ex-diretor da FAO (Fundação das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), José Graziano da Silva. Na ocasião, ele será apresentado como Embaixador Especial do Painel Global sobre Agricultura, Segurança Alimentar e Nutrição.

O Painel Global sobre Agricultura, Segurança Alimentar e Nutrição anunciou a nomeação do Professor José Graziano da Silva como Embaixador Especial. Enquanto passa seu cargo de Diretor Geral da FAO, Graziano continua a enriquecer seu legado como Embaixador Especial do Painel Global e com base na experiência em nutrição, segurança alimentar e questões agrícolas por mais de 30 anos.

“Ter um nome como José Graziano da Silva na palestra magna é uma honra. Como diretor Geral da FAO até agosto deste ano, fez avanços importantes para a sustentabilidade das cadeias de alimentos em todo o mundo e na erradicação da fome. Uma personalidade que vai trazer informações e projeções que o setor demanda. Além disso, ter um brasileiro à frente da FAO por quase uma década é um feito histórico, já que a entidade pauta e projeta os comportamentos da produção de alimentos no mundo”, declarou a diretora Executiva do IFC&FEB, Eliana Panty.

O professor Graziano da Silva é membro fundador do Painel Global desde a sua criação na Cúpula de Nutrição para o Crescimento de 2013, em Londres. Em uma declaração, ele disse: “No meu novo papel de embaixador especial, continuarei a contribuir para a erradicação da desnutrição e o desenvolvimento de sistemas alimentares sustentáveis que garantam dietas saudáveis para todos”.

Falando das realizações do professor Graziano, a diretora do Painel Global, professora Sandy Thomas, declarou: “Gostaria de expressar a imensa gratidão do Painel Global ao Professor Graziano por suas contribuições nos últimos cinco anos como membro fundador do Painel Global. Ele tem sido fundamental para mudar o discurso sobre dietas e sistemas alimentares e contribuir para o conjunto de evidências que convencem os formuladores de políticas a agir. Estamos honrados em tê-lo continuando seu legado com o Painel Global enquanto ele assume seu novo papel de embaixador especial”.

O foco principal do Painel Global para o próximo ano será sintetizar as evidências mais recentes e desenvolver novas recomendações sobre dietas e sistemas alimentares sustentáveis, em preparação para o lançamento do Foresight 2.0 em 2020.

Sobre o Painel Global sobre Agricultura e Sistemas Alimentares para Nutrição

O Painel Global sobre Agricultura e Sistemas Alimentares para Nutrição foi criado em agosto de 2013 na Cúpula de Nutrição para o Crescimento, em Londres. É financiado pelo Departamento de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido. É composto por um grupo independente de especialistas e líderes que ocupam ou ocuparam altos cargos e que demonstram forte compromisso pessoal com a melhoria da nutrição.

O Painel é co-presidido por Sua Excelência John Kufuor, (ex-Presidente do Gana) e Sir John Beddington (ex-Conselheiro Científico Chefe do Governo do Reino Unido). O objetivo é fornecer orientação aos tomadores de decisão, particularmente governos, para informar e promover políticas agrícolas e alimentares e investimentos para melhorar a nutrição em países de baixa e média renda. Isso é feito por meio de resumos técnicos e de políticas baseados em evidências, Relatórios de Prospectiva e documentos regionais / de país, produzidos pelo Secretariado do Painel Global em Londres, membros do Painel e especialistas. Esses documentos contêm recomendações para possíveis intervenções políticas em nível nacional e regional.

 

Fonte: Assessoria

Notícias

Brasil se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca

Responsável pela avaliação e difusão da variedade mais consumida do país, agrônomo do IAC ajudou a redefinir padrões de produtividade e qualidade do feijão brasileiro.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A história recente do feijão no Brasil passa, de forma decisiva, pelo trabalho do pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, que faleceu em 02 de janeiro. A trajetória profissional do agrônomo no Instituto Agronômico (IAC) está diretamente associada à avaliação, validação e difusão do feijão carioca, variedade que se tornou dominante no consumo nacional e transformou o mercado do grão no país.

D’Artagnan ingressou no IAC em 1967, instituição vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde construiu toda a sua carreira até a aposentadoria, em 2002. Atuou na antiga Seção de Leguminosas, área estratégica em um período em que a pesquisa pública buscava ampliar a oferta de alimentos básicos com maior produtividade e regularidade de qualidade.

O ponto de inflexão ocorreu ainda na década de 1960. Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), encaminhou ao IAC um lote de grãos de feijão com coloração rajada, até então pouco conhecida comercialmente. O material foi submetido a avaliações técnicas conduzidas por D’Artagnan, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho.

As análises envolveram não apenas o desempenho agronômico, mas também características culinárias, um diferencial para a época. Os resultados indicaram um material adaptado às condições de cultivo e com boa aceitação para consumo, abrindo caminho para sua adoção em escala mais ampla.

Em 1969, o feijão carioca foi oficialmente lançado, sob a responsabilidade direta de D’Artagnan, e incorporado ao projeto de produção de sementes básicas da CATI. A partir desse marco, a variedade ganhou espaço rapidamente nas lavouras e no mercado consumidor.

Na década de 1970, com a criação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, o material consolidou sua liderança. O feijão carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional, alterando padrões de oferta, produtividade e preferência do consumidor. O avanço teve impacto direto na organização do mercado, na estabilidade de preços e na segurança alimentar, ao fortalecer um alimento central na dieta brasileira.

Pelo papel desempenhado nesse processo, Luiz D’Artagnan de Almeida tornou-se conhecido entre colegas e produtores como o “pai do Carioquinha”, apelido que traduz o alcance prático de sua contribuição científica. Ao longo da carreira, recebeu diversas homenagens pelo trabalho desenvolvido no IAC e pelo legado deixado à pesquisa agrícola e à alimentação no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com assessoria IAC
Continue Lendo

Notícias

Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

Estimativa supera o saldo positivo de 2025, de US$ 68,3 bilhões.

Publicado em

em

Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas na última terça-feira (o6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.

Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões.

Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.

Superação de expectativas

O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.

Fonte: Agência Brasil
Continue Lendo

Notícias

Produzir mais em menos área é desafio central do agro diante do crescimento populacional

Intensificação produtiva, manejo do solo e eficiência no uso de recursos despontam como estratégias-chave para garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

Publicado em

em

Foto: Freepik

Com a população mundial projetada para atingir 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: aumentar a produção de alimentos sem ampliar o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir 60% mais alimentos, além de consumir 50% mais energia e 40% mais água.

No Brasil, onde a área agrícola corresponde a cerca de 7,6% do território nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a intensificação produtiva tem se consolidado como caminho estratégico. Para o engenheiro agrônomo e empresário Luís Schiavo o foco deve estar na eficiência do uso do solo e na adoção de práticas agronômicas sustentáveis. “Não se trata apenas de produzir mais, mas com qualidade. O aumento da eficácia em áreas menores é essencial para garantir segurança alimentar, reduzir custos e preservar biomas importantes, como florestas e áreas de conservação”, afirma.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Entre as principais estratégias para alcançar esse equilíbrio está o manejo adequado do solo. A manutenção da cobertura vegetal, especialmente no período de plantio, tem papel fundamental na proteção da estrutura da terra, na conservação da umidade e no estímulo à atividade microbiana. “O solo coberto funciona como um sistema vivo. A palhada atua como um colchão de matéria orgânica que reduz impactos mecânicos, protege contra a erosão causada pela chuva e favorece a ciclagem de nutrientes”, explica.

Outra prática destacada por Schiavo é a rotação de culturas, técnica que contribui para a fertilidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e melhora o aproveitamento de nutrientes. Um exemplo comum no campo brasileiro é a sucessão entre soja e milho safrinha. “Após a colheita, o solo permanece enriquecido com nitrogênio, o que favorece diretamente o desenvolvimento do milho. Esse tipo de rotação preserva as características físicas, químicas e biológicas garantindo produtividade consistente ao longo das safras”, pontua.

Segundo o engenheiro agrônomo, investir em tecnologia, manejo eficiente e insumos adequados é decisivo para tornar o agro mais competitivo e sustentável. “Quando o produtor otimiza os fatores de produção, ele melhora a relação custo-benefício, preserva recursos naturais e contribui para um modelo agrícola mais equilibrado. É uma equação em que todos ganham: o produtor, o consumidor e o planeta”, ressalta.

Fonte: Assessoria Naval Fertilizantes
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.