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IFC 2019: O desafio de produzir proteína sustentável para alimentar o mundo
Expectativa é reunir 45 conferencistas de 12 países e atores das principais entidades representativas da aquicultura e pesca

Com o desafio de organizar um evento à altura da cadeia do pescado a Comissão Organizadora do International Fish Congress & Fish Expo Brasil, que será realizado de 17 a 19 de setembro em Foz do Iguaçu, PR; tem o papel de coordenar uma sequência de painéis que vão reunir a cadeia do pescado para discutir como tornar o Brasil um grande player mundial. Com a expectativa de reunir 45 conferencistas de 12 países e atores das principais entidades representativas da aquicultura e pesca, além de empresas brasileiras e multinacionais, são esperados mais de 1.500 participantes de todo o Brasil e países vizinhos. 
A diretora Executiva e organizadora de eventos do agronegócio Eliana Panty afirma que “há pelo menos duas décadas a aquicultura global cresceu a uma taxa impressionante de 5,8% ao ano. Na próxima década, todas as indicações mostram um crescimento contínuo, por isso a cadeia do pescado brasileira precisa traçar estratégias conjuntas e sustentáveis para garantir crescimento contínuo e sustentado, baseado em demandas de mercado e atento às tendências”, diz.
O evento vai reunir representantes de países consumidores e competidores das Américas Europa e Ásia para debater desenvolvimento e estratégias de mercado dos grandes produtores mundiais de pescados. Na cerimônia de abertura do evento o Ex Diretor Geral da FAO José Graziano da Silva apresentará a palestra “Estado atual e tendências em relação à Produção, Consumo e Comércio Mundial de Pescados. O Futuro do Acordo Reitor dos Portos.
Na cerimônia será entregue ainda o Primeiro Prêmio Nécton para personalidades do “Mundo das águas”, profissionais que atuam ativamente na cadeia do pescado em defesa dos interesses do setor. A premiação fará o reconhecimento de profissionais e entidades de destaque. Com o tema “Das águas à mesa do consumidor” o IFC vai reunir a elite da aquicultura e pesca no coração da produção que mais cresce no país, em Foz do Iguaçu, PR, estado líder na produção de tilápias em tanques escavados.
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O IFC vai reunir empresários, produtores, pesquisadores, representantes de governos e entidades para discutir estratégias de como tornar o Brasil um grande competidor atuando em um mercado sustentável, para isso juntou um time de especialistas brasileiros e internacionais, que vão conduzir os debates. O Embaixador da Noruega Nils Martin Gunneng abre a programação no dia 18 de setembro, quarta-feira, com a palestra “Desenvolvimento e estratégias de mercado dos grandes produtores mundiais de pescados”. Na sequência Carlos Wurmann – M. Sc. Economics, Hull University, Reino Unido – Presidente Executivo do Programa Estratégico do Salmon, Chile e consultor sobre mercados mundiais futuros completa a apresentação com um completo panorama de dois países produtores e exportadores.
Ainda no primeiro dia entre os hot spots está a discussão sobre “Tendências em relação ao consumo de pescados e as mudanças no processo produtivo: sustentabilidade, rastreabilidade e certificação” com a presença de representada da FAO e supermercadistas, especialistas em comportamento e tendências de consumo no Brasil e no mundo.
O painel sobre “Estratégias e Políticas para transformar o Brasil em um grande player mundial de pescados” vai reunir no mesmo palco os líderes: Jorge Seif Júnior – Secretário Nacional de Aquicultura e Pesca – MAPA; Eduardo Lobo – Presidente da ABIPESCA; Francisco Medeiros – Presidente Executivo da PEIXEBR; Jorge Neves – Presidente do Sindipi, Eduardo Ono – Presidente do Comitê de Aquicultura da CNA e ABCC.
Seminário Internacional
No Seminário Internacional de AQUICULTURA, no dia 19 de setembro, quinta feira a programação abre com uma conferência que provoca questionamentos na cadeia produtiva “A Revolução Informacional e a Aquicultura 4.0. Estamos preparados?”, com o conferencista Felipe Matias – Engenheiro de Pesca, MBA em Gestão Empresarial. Mestre em Aquicultura e Sustentabilidade e com doutora em Biotecnologia em Recursos Pesqueiros.
Com foco em inovações em nutrição, dois especialistas internacionais prometem esquentar os debates sobre “Tendências e Inovações em rações para peixes” com o especialista norteamericano Spencer Lawson – Manager, U P & C Technology at Wenger Manufacturing – EUA.
Focada nos desafios da produção em um país continental, com extremos de temperatura de norte a sul e estações com inverno rigoroso no Sul a palestra “Tilapia Season: Ajustando o conteúdo da ração e o arraçoamento conforme a sazonalidade” será apresentada pelo conferencista Frederic Baron – Neovia, França.
Modelo da avicultura
Seguindo o exemplo dos temas inovadores de outras proteínas, como da avicultura, o tema de alternativas e aditivos que impactam em qualidade da água e saúde nutricional vão ter destaque na palestra “Nutrição e meio ambiente para o desenvolvimento sustentável da aquicultura no terceiro milênio” com o professor e Pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina, o conferencista José Luiz Mouriño.
Entre os temas do seminário internacional está “Uma Nova Era no melhoramento genético da tilápia – seguiremos o caminho do frango?” é o questionamento do conferencista Diones Bender Almeida, diretor de melhoramento genético da Genomar Genetics Latino América, Mestre e Doutor em Zootecnia. Bender desenvolve programa exclusivo de genética de tilápia para a Aquabel em parceria com a Aquagen e Genomar. Na palestra será traçado um paralelo da evolução da genética na avicultura e os exemplos a serem seguidos ou não na produção de tilápia.
O evento reunirá todos os elos da cadeia produtiva em um só tempo e lugar com Congresso Internacional, Feira de Negócios, Rodadas de Negócios e Congresso Internacional. A feira de negócios será realizado nos dias 18 e 19 de setembro, das 14h às 22h. Com exposição de tecnologias e conhecimento por empresas e instituições públicas. “Preparamos um evento muito rico em conteúdo e conhecimento. E queremos provocar o debate das grandes questões que inquietam o setor. E que precisam de ações e medidas do setor público e privado”, destaca o presidente do evento Altemir Gregolin.
A programação reúne especialista brasileiros e internacionais com assuntos de interesse da cadeia produtiva, indústria e consumidor. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas no site do evento. As inscrições têm os seguintes valores: até 05 de setembro, R$ 350 para profissionais e R$ 175 para estudantes; a partir de 06 de setembro e durante o evento, R$ 450 para profissionais e R$ 225 para estudantes.

Notícias
Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo
Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação
A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.
“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.
Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Como acessar
O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.
“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.
Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.
“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.
A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras
Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.
“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.
“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.
Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay.
Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.
Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.
Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil
Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação
A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.
Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.
Brasil entre os países com maior alíquota proposta
Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.
A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação
dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.
Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.
Instrumento de pressão comercial
A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.
A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.
Consulta pública antes da decisão final
As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.
As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.
Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.



