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IDR-Paraná lança novos aplicativos para a agropecuária na ExpoLondrina
Ferramentas já estão disponíveis gratuitamente. Três abordam questões climáticas e outro é para cultura da soja. Lançamento acontece na terça-feira (11), às 9 horas, no auditório Gerando Valor do Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina.

O Governo do Estado do Paraná vai entregar quatro novos aplicativos para celular durante a 61ª ExpoLondrina, que será realizada de de 6 a 16 de abril, no Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina, Norte do Estado. Os aplicativos são todos de serviços de agropecuária – três relacionados a aspectos climáticos e outro para cultura da soja, e foram desenvolvidos pelo IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater. O lançamento acontece na terça-feira (11), às 9 horas, no auditório Gerando Valor (Pavilhão SmartAgro).
Para o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, as funcionalidades destinadas a facilitar a produção no campo beneficiam toda a sociedade. “Elas contribuem para aumentar a produtividade e renda dos produtores e também ajudam a entender parâmetros climáticos que permitem maior cuidado com o meio ambiente”, aponta ele.
Clima
Os aplicativos que abordam aspectos climáticos têm impacto direto nas lavouras. “Variáveis climáticas influenciam toda a dinâmica da produção agropecuária, são informações cruciais para o planejamento e decisões no dia a dia”, aponta o pesquisador Pablo Ricardo Nitsche, do IDR-Paraná.
Em versão revisada e atualizada, o “IDR-Clima” apresenta em tempo real as condições meteorológicas nas regiões produtoras. As informações são obtidas em mais de 60 estações meteorológicas distribuídas pelo Estado e abrangem temperatura (mínima, média e máxima), chuva, velocidade do vento, radiação solar e umidade relativa do ar. O usuário tem, ainda, acesso ao monitoramento das condições de umidade do solo e à previsão do tempo.
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O “ClimAtlas-19”, por sua vez, é um boletim técnico digital que traz uma compilação de dados obtidos em 40 anos de operação das estações meteorológicas do IDR-Paraná e do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná). São 188 mapas com informações sobre o comportamento histórico de chuvas, temperatura máxima e mínima, radiação, insolação, vento e evapotranspiração.
Já o aplicativo “Estiagem Paraná” apresenta — em intervalos de dez dias — o risco de veranicos ao longo do ano para 253 municípios do Estado.
Soja
Destinado a uso direto no campo por produtores e técnicos, o aplicativo “GID Pragas da Soja” é fartamente ilustrado e foi desenvolvido para facilitar o reconhecimento dos principais insetos e ácaros que ocorrem na cultura. As descrições usam linguagem simples, quase coloquial. De acordo com o pesquisador Humberto Godoy Androcioli, trata-se de uma ferramenta pensada para agricultores e profissionais interessados em praticar o manejo integrado.
O desenvolvimento do “GID Pragas da Soja” contou com financiamento da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e do Programa Universidade Sem Fronteiras.
Todos os aplicativos do IDR-Paraná podem ser baixados gratuitamente no Google Play e na Apple Store.
Edital
O IDR-Paraná também lança na ExpoLondrina o “Push Innovation Paraná 2023”, um edital de inovação aberta com o objetivo de promover ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação na agropecuária por meio de parcerias com startups, empresas e empreendedores.
A iniciativa utiliza recursos financeiros do fundo de inovação do Instituto e é realizada em parceria com a Fapeagro (Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio). Serão selecionadas até 14 propostas voltadas à solução de problemas tecnológicos em todo o Estado. Cada uma delas receberá R$ 50 mil para o plano de trabalho, que será desenvolvido com a supervisão de pesquisadores o IDR-Paraná.

Notícias Aliado da produtividade agrícola
Os 36 bilhões de toneladas que podem definir o futuro da agricultura brasileira
Estoque de carbono nos solos do país reforça o potencial das práticas regenerativas para elevar a produtividade e aumentar a resiliência das lavouras.

Por muito tempo, o carbono no solo foi tratado principalmente como um tema ligado às mudanças climáticas e ao mercado de créditos de carbono. Hoje, a discussão avança para outro campo: o da produtividade agrícola. Pesquisas mostram que o aumento do carbono orgânico no solo está diretamente relacionado à maior retenção de água, ao melhor aproveitamento de nutrientes e à redução das perdas causadas por eventos climáticos extremos.
Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Solos), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), indicam que os solos brasileiros armazenam cerca de 36 bilhões de toneladas de carbono orgânico, o equivalente a aproximadamente 5% do estoque mundial.
Esse potencial tem impulsionado estudos sobre saúde do solo, agricultura de baixo carbono e sistemas de manejo regenerativo. A premissa é que solos com maior teor de matéria orgânica apresentam melhor estrutura física, maior atividade biológica e maior capacidade de armazenar água, fatores que contribuem para a estabilidade da produção em períodos de seca ou de chuvas intensas.
De acordo com o professor emérito da Universidade Federal de Lavras (UFLA), pesquisador em Ciências do Solo e integrante do comitê de governança do projeto Regenera Cerrado, José Siqueira, o manejo adotado nas propriedades é determinante para que o solo atue como emissor ou sequestrador de carbono. “O solo pode funcionar como fonte de gases de efeito estufa ou como dreno de carbono da atmosfera, ou seja, depende do manejo que se aplica. Quando aumentamos o teor de matéria orgânica, o sistema passa a reter mais carbono e isso influencia diretamente a qualidade, a produtividade e a sustentabilidade das lavouras”, afirma.
A matéria orgânica é considerada um dos principais indicadores da qualidade do solo por influenciar suas propriedades físicas, químicas e biológicas. Além de favorecer a ciclagem de nutrientes, ela melhora a infiltração e o armazenamento de água, reduz processos erosivos e contribui para o desenvolvimento das raízes.
Nesse contexto, iniciativas como o projeto Regenera Cerrado reforçam que práticas regenerativas não se limitam aos benefícios ambientais. A adoção de sistemas capazes de elevar os estoques de carbono no solo também pode gerar ganhos agronômicos e econômicos, ao aumentar a eficiência produtiva e reduzir a vulnerabilidade das lavouras às oscilações climáticas.
Matéria orgânica fortalece lavouras contra seca e calor
O aumento do teor de matéria orgânica no solo tem efeitos que vão além da fertilidade. Um dos principais benefícios é a maior capacidade de retenção de água, característica que contribui para reduzir os impactos de períodos de estiagem e de temperaturas elevadas sobre as lavouras.
Segundo Siqueira, a matéria orgânica funciona como uma reserva hídrica para as plantas, favorecendo o desenvolvimento das culturas em condições climáticas adversas. “Para cada 1% de aumento no teor de matéria orgânica, o solo pode armazenar até 150 mil litros de água por hectare. Isso tem impacto direto sobre a resiliência das lavouras, porque regula o estado hídrico das plantas e reduz os efeitos da falta de chuva e do calor excessivo”, explica.
O pesquisador destaca que o acúmulo de carbono no solo depende diretamente do manejo adotado nas propriedades. Entre as práticas que favorecem esse processo estão o plantio direto, a manutenção da palhada sobre a superfície, a rotação de culturas, o uso de plantas de cobertura e a redução do revolvimento do solo. Essas estratégias ajudam a preservar a matéria orgânica, reduzir sua degradação e aumentar os estoques de carbono nas áreas agrícolas.
Além dos ganhos ambientais, Siqueira ressalta que a adoção dessas práticas pode trazer benefícios econômicos ao produtor. Com um solo mais equilibrado e biologicamente ativo, há maior eficiência no aproveitamento de água e nutrientes, o que pode reduzir a dependência de fertilizantes e defensivos químicos e tornar o sistema produtivo mais estável ao longo do tempo. “Produtividade e práticas regenerativas andam juntas. Em muitos casos, o produtor reduz a necessidade de fertilizantes e defensivos químicos, diminui custos e constrói um sistema mais estável ao longo do tempo”, afirma.
Projeto Regenera Cerrado
Idealizado pelo Instituto Fórum do Futuro em 2022, o Regenera Cerrado tem como propósito disseminar práticas de agricultura regenerativa validadas cientificamente, oferecendo um modelo escalável de produção de soja e milho para o Brasil e o mundo.
Na segunda fase de trabalho, o projeto segue com o patrocínio da Cargill, conta com a coordenação técnico-científica da Embrapa e execução operacional do Instituto BioSistêmico (IBS), além da parceria de sete instituições nacionais e 8 fazendas localizadas na região de Rio Verde, no sudoeste goiano.
As instituições parceiras são: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GAAS), Grupo Associado de Pesquisa do Sudoeste Goiano (GAPES), Instituto Federal Goiano, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade de Brasília (UnB).
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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026
CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura
Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.
Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.
A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.
A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.
Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.






