Notícias Na ExpoLondrina
IDR-Paraná lança aplicativos que facilitam o trabalho no campo
Apps já estão disponíveis no Google Play e Apple Store. Três das novas ferramentas digitais são de funcionalidades relacionadas ao clima e um outro se destina a manejo integrado de pragas em lavouras de soja.

Novos aplicativos para celulares desenvolvidos pelo IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater) vão facilitar o trabalho de produtores rurais e técnicos do setor. Três das novas ferramentas digitais são de funcionalidades relacionadas ao clima e um outro se destina a manejo integrado de pragas em lavouras de soja. O lançamento foi na terça-feira (11), em evento realizado na ExpoLondrina, com a presença de agricultores e profissionais de pesquisa e extensão rural. Os Apps já estão disponíveis no Google Play e Apple Storel.
O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, destacou a importância das inovações digitais. “Estamos rumando para o ultrarrefinamento da agricultura e ampliando o grau de assertividade. Vai ser cada vez menor a presença do empirismo nas decisões no campo. Informação, ciência e conhecimento serão cada vez mais necessários para o agricultor melhorar o desempenho e produzir mais e melhor, com menos”, afirmou.
O impacto das novas ferramentas foi destacado pelo diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza. “Essa é uma extraordinária entrega da pesquisa pública”, disse ele. “Temos no Paraná uma grande agricultura, mas ela se transforma dia a dia. Essas ferramentas resultam de um esforço para oferecer instrumentos que possibilitem aos produtores ganhar em eficácia.”
Clima
O pesquisador Pablo Ricardo Nitsche, do IDR-Paraná, lembrou que clima é uma variável que influencia toda a dinâmica da produção agropecuária e que informações são cruciais para o planejamento e decisões no dia a dia da atividade. O aplicativo IDR Clima apresenta em tempo real as condições meteorológicas nas regiões produtoras. As informações são obtidas em mais de 60 estações meteorológicas distribuídas pelo Estado, e abrangem temperatura (mínima, média e máxima), chuva, velocidade do vento, radiação solar e umidade relativa do ar.
Uma das funcionalidades mais importantes do IDR Clima é o acesso ao radar meteorológico do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), que permite visualizar instabilidades atmosféricas de 15 em 15 minutos. “O usuário tem, ainda, informações do monitoramento das condições de umidade do solo”, explica Nitsche.
O ClimAtlas-19 é um boletim técnico digital que apresenta uma compilação de dados obtidos em 40 anos de operação das estações meteorológicas do IDR-Paraná e do Simepar. São 188 mapas com informações sobre o comportamento histórico de chuvas, temperatura máxima e mínima, radiação, insolação, vento e evapotranspiração.
Já o aplicativo Estiagem Paraná faz, em intervalos de dez dias, a quantificação do risco de veranicos ao longo do ano para 253 municípios do Estado. “Este é o evento climático mais crítico para agricultura, faltou água não tem produção”, lembrou o pesquisador do Iapar.
O GID Pragas da Soja foi desenvolvido para uso direto no campo por produtores e técnicos interessados em fazer o manejo integrado de pragas em lavouras da oleaginosa. A ferramenta é fartamente ilustrada e apresenta as descrições em linguagens simples para facilitar o reconhecimento dos principais insetos e ácaros que ocorrem na cultura.
Mais aplicativos
Vania Moda Cirino, diretora de Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, realçou o caráter prático dos novos aplicativos. “Essas ferramentas ajudam a planejar a safra de modo a evitar períodos críticos de natureza climática e, ainda, tomar decisões sobre o melhor momento de efetuar o controle de pragas na cultura da soja”, sintetizou.
Ela adiantou que estão em fase de finalização pelo IDR-Paraná um aplicativo para monitorar o risco de geada no Estado e outro que será capaz de quantificar o número de horas de frio, informação importante para a fruticultura de clima temperado.
Mais ações
Além dos aplicativos hoje lançados, no estande que o IDR-Paraná montou no Pavilhão SmartAgro da ExpoLondrina é possível conhecer detalhes das ferramentas Vendo Meu Peixe, destinada a aproximar piscicultores e empresas de comercialização e abatedouros; Rede Campo, desenvolvida para aproximar produtores e consumidores e, assim, estimular a comercialização de alimentos da agricultura familiar, além de folhetos digitais com informações sobre a cultivar de canola IPR 212 e de milho IPR 216.
Todos os aplicativos do IDR-Paraná estão disponíveis gratuitamente no Google Play e Apple Store.
Presenças
Participaram da solenidade Marcelo El-Kadri e Renan Vinicius Salvador, diretor-presidente e diretor de Inovação da Sociedade Rural do Paraná; o diretor-presidente da Ceasa Paraná, Eder Eduardo Bublitz; Antonio Carlos Barreto, chefe do regional da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento em Londrina; Zilda Andrade, pró-reitora da Universidade Estadual de Londrina; os diretores do IDR-PR, Rafael Fuentes Llanillo (Integração), Diniz Dias Doliveira (Extensão Rural) e Cristovon Videira Ripol (gerente regional do IDR-Paraná), Áureo Francisco Lantmann, diretor da Fapeagro (Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio), além de pesquisadores, técnicos e lideranças do setor.

Notícias
Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





