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Notícias Repasse de animais da raça Purunã

IDR-Paraná firma convênio de cooperação técnica com colégio agrícola

Objetivo é possibilitar aos alunos do Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Getúlio Vargas, de Palmeira, o conhecimento das características da raça.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater) estabeleceu convênio de cooperação técnica para o repasse de seis novilhas Purunã prenhes ao Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Getúlio Vargas, de Palmeira, nos Campos Gerais. A entrega aconteceu na quarta-feira (08).

De acordo com Raphael Moreira, coordenador regional de Projetos do IDR-Paraná, o objetivo é possibilitar aos alunos o conhecimento das características da raça. O acordo prevê ainda o fornecimento anual de 100 doses de sêmen para nova inseminação das novilhas agora entregues e também de vacas leiteiras em processo de descarte – o colégio mantém um rebanho de vacas da raça holandesa -, com o intuito de obter bezerros meio-sangue para corte.

O Colégio Getúlio Vargas atende cerca de 360 alunos, a maior parte filhos de agricultores, oriundos de 32 municípios da região. “O objetivo é que eles tenham contato com a raça e levem esse conhecimento para a propriedade de seus pais”, afirma Moreira.

Sobre a raça

Purunã é a primeira raça de bovino para corte desenvolvida no Paraná e a única idealizada por um centro estadual de pesquisa, o IDR-Paraná. É um bovino composto. Isso significa que resulta de cruzamentos dirigidos e controlados, neste caso envolvendo as raças Charolês, Aberdeen Angus, Caracu e Canchim.

De acordo com o pesquisador José Luiz Moletta, Purunã conjuga as qualidades de cada uma das raças utilizadas em sua formação. Charolês contribuiu com ganho de peso rápido, rendimento de carcaça e elevado porcentual de carnes nobres. Angus conferiu precocidade, tamanho adulto moderado e temperamento dócil, além da carne macia e de bom marmoreio. Caracu e Canchim transmitiram rusticidade, tolerância ao calor e resistência aos parasitas.

Moletta acrescenta que vacas Purunã se destacam pela habilidade materna e boa produção de leite, características herdadas de Caracu e Angus, e que touros da raça têm bom desempenho em regiões de clima quente.

A raça Purunã foi oficialmente reconhecida pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em novembro de 2016.

Sua formação começou no início da década de 1980, quando os pesquisadores do Iapar (atual IDR-Paraná) observaram a dificuldade dos criadores em conduzir acasalamentos com o objetivo de aumentar o rendimento de seus rebanhos. Eles desconsideravam parâmetros fundamentais para obter o melhor das raças que cruzavam. Daí surgiu a ideia de oferecer aos pecuaristas um composto já pronto.

Homenagem

O nome presta um tributo à Serra do Purunã, acidente geográfico que demarca a transição entre o Primeiro e o Segundo Planalto do Paraná e bem próximo da Estação de Pesquisa Fazenda-Modelo, unidade do IDR-Paraná em Ponta Grossa (Campos Gerais) onde foi desenvolvido todo o trabalho de cruzamentos e seleções que resultou na nova raça.

Fonte: AEN Paraná

Notícias Cooperativismo

Lar Cooperativa celebra 62 anos

Evento comemorativo contou com Santa Missa em Ação de Graças e homenagem a São José

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Foto e texto: Assessoria

A Lar Cooperativa celebrou, na manhã de quinta-feira (19), 62 anos de fundação com uma Santa Missa em Ação de Graças realizada no Lar Centro de Eventos, em Medianeira (PR). A celebração reuniu associados, funcionários e a comunidade em um ato de espiritualidade e gratidão. O momento também homenageou São José, patrono dos trabalhadores e padroeiro da cooperativa, reafirmando o compromisso com os valores do trabalho e da fé.

“A Lar está celebrando 62 anos em um bom período, apesar das dificuldades externas advindas de grandes guerras. Então, temos muito que agradecer e fazemos isso com a celebração da missa, que nos trouxe reflexão e muitos ensinamentos. Esses momentos são importantes para seguirmos com o nosso propósito de cooperar para melhorar a vida das pessoas”, afirmou o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues.

A cerimônia foi marcada por orações, cânticos e reflexões que envolveram o público do início ao fim. Conduzida pelo Padre Leandro Blasius, a celebração destacou a importância da fé e da resiliência diante dos desafios globais, estabelecendo um paralelo entre a dedicação de São José e a trajetória da Lar.

“Foi um momento especial para reunir a família e a equipe de trabalho para agradecer por toda a trajetória vitoriosa da cooperativa. Quando olhamos para a figura de São José e a história da Lar, recebemos muitos ensinamentos, mas a grande mensagem que reforçamos é que aprendamos, a cada dia mais, a ser perseverantes e justos, vivendo com fidelidade a Deus, evitando conflitos e sendo mais ouvintes”, destacou o Padre Leandro Blasius.

A celebração religiosa faz parte das tradições da Lar e reafirma suas raízes históricas. Fundada no dia de São José, em 19 de março de 1964, a cooperativa nasceu sob a liderança do Padre José Backes, primeiro presidente da associação e pioneiro na colonização da “Gleba dos Bispos” (atual Missal). Ao se conectar com esse legado, a cerimônia une fé e cooperativismo em um único ato de profunda gratidão e espiritualidade.

Sob as bênçãos de São José e impulsionada pela força do cooperativismo, a Lar segue sua trajetória com solidez e resiliência. A cooperativa projeta o futuro com foco em crescimento sustentável, sem perder suas raízes e a fé presente desde a fundação.

“Vamos continuar com o nosso trabalho. É claro que, nesse caminho, precisamos superar desafios internos e externos, mas com resiliência e pessoas cada vez mais capacitadas, não temos dúvidas de que o melhor está por vir”, finalizou Irineo da Costa Rodrigues.

Fonte: Assessoria
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Notícias

Nova plataforma da Embrapa integra dados sobre produção e mercado do trigo

Solução traz mapas, cenários e estimativas inéditas para o setor.

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Fotos: Jaelson Lucas

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lança na próxima terça-feira (24) a plataforma digital Trigo no Brasil, que reúne dados e mapas sobre toda a cadeia produtiva do cereal no país. A ferramenta apresenta informações que vão desde a produção no campo e importações até o processamento industrial e as exportações.

Entre os destaques está uma estimativa inédita sobre a predominância de sistemas de produção irrigados e de sequeiro na região do Brasil Central, onde o cultivo de trigo tem avançado nos últimos anos. A plataforma também traz cenários sobre o potencial de aumento da produção nacional.

A solução foi desenvolvida a partir de uma demanda do Ministério da Agricultura e Pecuária, com o objetivo de integrar dados de diferentes bases públicas e privadas e apoiar a formulação de políticas públicas e decisões de investimento no setor.

O lançamento ocorre no Ministério da Agricultura e Pecuária, durante o Fórum do Trigo Tropical. A programação começa às 9 horas, e a apresentação da plataforma está prevista para as 10 horas.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Justiça reconhece atribuições exclusivas de auditores no Vigiagro

Decisão envolve fiscalização em pontos de entrada no país; sindicato defende ajuste com governo para evitar impacto nas operações.

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Foto: Divulgação

Uma decisão da Justiça Federal da 1ª Região, na Seção Judiciária do Distrito Federal, reconheceu que parte das atividades de fiscalização no Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) é de atribuição privativa dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (AFFAs). A ação foi proposta em 2019, em meio a questionamentos sobre o cumprimento da legislação que define as competências da carreira, especialmente em operações nos pontos de entrada de produtos agropecuários no país.

Em nota, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) informou que irá conduzir diálogo com o Ministério da Agricultura e Pecuária para tratar dos desdobramentos da decisão. A entidade defende a construção de uma solução que permita a implementação do entendimento judicial sem comprometer a continuidade e a eficiência das atividades de fiscalização.

Foto: Mapa

As discussões devem envolver a coordenação do Vigiagro, o Departamento de Serviços Técnicos (DTEC) e a ANTEFFA, entidade que representa os técnicos da fiscalização agropecuária. Um dos pontos em análise é a adequação das atribuições atualmente exercidas por diferentes carreiras dentro do sistema.

O sindicato também admite a possibilidade de ajustes normativos ou alterações legislativas, caso sejam necessários para compatibilizar a decisão judicial com a operação cotidiana do Vigiagro. A avaliação será feita em conjunto com a assessoria jurídica da entidade, uma vez que a sentença ainda pode ser objeto de recurso.

O Vigiagro atua na inspeção e fiscalização de produtos agropecuários em portos, aeroportos e fronteiras, sendo considerado um dos principais instrumentos de proteção sanitária e de controle do comércio internacional do agronegócio brasileiro.

Fonte: O Presente Rural
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