Notícias Safra 2021/2022
IDR-Paraná e Embrapa mostram resultados de tecnologias agrícolas no Giro Técnico da Soja
Até a primeira semana de dezembro serão 18 encontros em propriedades que são Unidades de Referência na aplicação do MIP (Manejo Integrado de Pragas), do MID (Manejo Integrado de Doenças), da FBN (Fixação Biológica de Nitrogênio) e do Manejo de Solos e Águas.

Organizado pelo IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater) e Embrapa Soja, o Giro Técnico da Soja-Safra 2021/2022 tem início nesta segunda-feira (29) e será realizado em 16 municípios do Paraná. O objetivo é promover uma discussão entre extensionistas, pesquisadores e produtores sobre os resultados das boas práticas agrícolas e como essas tecnologias podem ser adotadas na propriedade.
Até a primeira semana de dezembro serão 18 encontros em propriedades que são Unidades de Referência na aplicação do MIP (Manejo Integrado de Pragas), do MID (Manejo Integrado de Doenças), da FBN (Fixação Biológica de Nitrogênio) e do Manejo de Solos e Águas. A expectativa é que cerca de 1.000 pessoas participem desta oitava edição do Giro Técnico da Soja.
Edivan José Possamai, coordenador estadual do projeto Grãos Sustentáveis do IDR-Paraná, lembra que as tecnologias disseminadas e discutidas durante o Giro Técnico ganharam relevância para os produtores nos últimos anos.
Segundo ele, atualmente existe uma restrição à compra de insumos ocasionada pela alta de preços por questões mundiais. “O MIP e o MID permitem reduzir o uso de insumos, sem comprometer a produtividade das lavouras. Essas práticas racionalizam o uso de insumos na propriedade”, destacou.
A aplicação do MIP já demonstrou, em safras anteriores, que é possível reduzir pela metade o uso de inseticidas. O MID, por sua vez, diminui em até 35% o uso de fungicidas, segundo os extensionistas.
Há casos de lavouras monitoradas que completaram o ciclo sem qualquer aplicação de inseticidas ou fungicidas em determinados anos. Tanto o MIP quanto o MID significam economia para o produtor e menor contaminação do meio ambiente por agrotóxicos, já que nas áreas não monitoradas são feitas quatro aplicações de inseticidas e outras quatro de fungicidas.
Em Santa Izabel do Oeste o produtor Itacir Polidoro decidiu apostar na aplicação de boas práticas agrícolas, pela primeira vez, para melhorar a lucratividade do plantio de soja.
Com a orientação dos extensionistas ele aplicou o MIP e o MID nos 14 hectares de lavoura e espera colher os frutos desse trabalho em meados de fevereiro. Até lá, o produtor já tem como garantia a redução do uso de inseticidas e de fungicidas.
De acordo com o extensionista Ederson Longaretti, do IDR-Paraná, que acompanha Polidoro, a fixação biológica de Nitrogênio deve aumentar a produtividade da lavoura em 7,5%. “No total, a rentabilidade desse trabalho deve ficar em 8,3 sacas por hectare ou 116 sacas a mais de soja para o produtor”, informou.
Exemplos como esse serão mostrados durante o Giro Técnico da Soja em diversas regiões do Estado. Interessados em participar da atividade devem procurar informações no escritório do IDR-Paraná do seu município.
Confira o calendário das atividades:
29/11 – 14h: Goioerê
30/11 – 9h: Iracema do Oeste / 14h: Céu Azul
01/12 – 9h: Santa Izabel do Oeste / 14h: Nova Prata do Iguaçu
02/12 – 9h: Itapejara D’Oeste / 14h: Rio Bonito do Iguaçu
03/12 – 9h: Guarapuava
06/12 – 14h: Ivaiporã / 14h: Mandaguaçu
07/12 – 9h: Guaramiranga / 9h: Doutor Camargo / 14h: Paula Freitas
08/12 – 9h: Araucária / 14h: Ponta Grossa
09/12 – 14h: Assaí
10/12 – 9h: Alvorada do Sul

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Trigo sobe no mercado interno mesmo com queda externa e dólar mais fraco
Reposição de estoques na entressafra, oferta restrita no spot e gargalos logísticos elevam cotações. Farinhas encarecem e farelo recua com menor demanda na ração.

Os preços do trigo no Brasil seguem em alta, na contramão do mercado internacional e da desvalorização do dólar frente ao real. A leitura é do Cepea, que atribui o movimento doméstico à necessidade de reposição de estoques pelos compradores, à baixa disponibilidade no mercado spot durante a entressafra e à postura retraída dos vendedores, concentrados nos trabalhos da safra de verão.

Foto: Cleverson Beje
Com menos oferta imediata e compradores ativos para recompor posições, as negociações internas ganharam firmeza. Do lado vendedor, a prioridade dada às atividades de campo reduz a liquidez no físico e reforça a pressão altista nas cotações.
No exterior, o cenário é distinto. As cotações futuras recuaram nas bolsas norte-americanas, influenciadas pelo aumento dos estoques globais e pelas chuvas recentes nas Grandes Planícies do sul dos Estados Unidos, fator que melhora a condição das lavouras e reduz prêmios de risco climático.

Foto: Luiz Magnante
Nos derivados, o comportamento é divergente. O farelo de trigo registrou queda na última semana, pressionado pelo aumento da oferta e pela menor demanda, com consumidores já abastecidos ou substituindo o insumo em formulações de ração animal.
Já as farinhas avançaram, refletindo o encarecimento da matéria-prima e a necessidade de reposição por parte dos moinhos.
Além da dinâmica de oferta e demanda, moinhos relatam dificuldades logísticas. Restrições no transporte, associadas ao pico da colheita de soja, reduzem a disponibilidade de fretes e atrasam fluxos de entrega, adicionando custo e incerteza às operações no mercado de trigo.
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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.



