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IDR-Paraná conta história da extensão rural no Paraná na Expoingá 2025

Além de mostrar novas tecnologias, programas e ações desenvolvidas no campo, o Instituto mostra sua importância para o desenvolvimento da agropecuária paranaense.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

Nesta edição da Expoingá, além de mostrar novas tecnologias, programas e ações desenvolvidas no campo, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) conta a história da extensão rural no Estado e mostra sua importância para o desenvolvimento da agropecuária no Paraná, é o espaço Agromuseu, aberto na última sexta-feira (09). O Instituto vai expor objetos, equipamentos, fotos e práticas que eram utilizados na agropecuária, resgatando a extensão rural ao longo do tempo e, ainda, mostrar sua modernização.

De acordo com o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, a extensão rural vem contribuindo fortemente para o progresso da agricultura do Paraná ao longo de quase sete décadas. “Com espírito pioneiro, a extensão rural acendeu a chama do cooperativismo, tornando-o um alicerce vigoroso para o mercado agropecuário. Incentivou a agroindústria, valorizando os frutos da terra, multiplicando renda e enriquecendo o mercado. Gerou novas oportunidades aplicando tecnologias na lavoura e na pecuária. Ainda incentivou o turismo rural e o empreendedorismo, impulsionando o crescimento do Paraná”, destacou.

Ele acrescentou que o serviço oficial de extensão rural não ficou estagnado e assumiu novos desafios ao longo do tempo. “A extensão rural abraçou a sustentabilidade, entrelaçando tecnologia e lucratividade com a preservação do meio ambiente. Beneficiou milhares de famílias por meio de programas governamentais que proporcionam dignidade e bem-estar para quem vive no rural”, afirmou.

Souza mencionou ainda o trabalho feito com segmentos da sociedade que anteriormente não tinham apoio oficial. “A extensão reconheceu a força silenciosa das mulheres do campo e lhes devolveu o protagonismo merecido, como no projeto Mulheres do Café. Sete décadas de dedicação resultaram no que é o Paraná hoje: o supermercado do mundo”, concluiu.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Márcio Nunes, participou da solenidade de abertura e destacou a importância da extensão rural para a evolução da agricultura paranaense. “Esta exposição conta a história de um trabalho importante para o Sistema Estadual de Agricultura. A extensão rural foi crucial para o sistema cooperativista do Paraná por levar tecnologia e assistência técnica para o homem do campo. O desenvolvimento agrícola do Paraná não começou hoje, mas lá atrás nas mãos dos extensionistas”, afirmou

A presidente da Sociedade Rural de Maringá, Maria Iraclézia de Araújo, ressaltou que a extensão rural é essencial para levar conhecimento, inovação e desenvolvimento ao campo. “Por meio dela, o produtor tem acesso a novas tecnologias, práticas sustentáveis e mais qualidade de vida”, disse.

Ela destacou que a Sociedade Rural de Maringá tem valorizado essa conexão e, durante a Expoingá, promove ações que fortalecem o saber no meio rural. “Acreditamos que investir em extensão é garantir um futuro mais justo, produtivo e promissor para quem vive e trabalha onde tudo começa: no campo”, disse Maria.

História

A trajetória da extensão rural no Paraná começou em 1956 com a criação do ETA – Escritório Técnico da Agricultura. À época, o objetivo era transmitir conhecimentos para gerar mudanças e promover a melhoria no campo e na vida das pessoas. A primeira turma de extensionistas do Paraná foi constituída por 11 economistas domésticos e nove agrônomos que se instalaram em sete municípios: Toledo, Foz do Iguaçu, São Mateus do Sul, Rebouças, Prudentópolis, Campo Largo e União da Vitória.

Em 1959, as funções do ETA foram assumidas por uma organização de utilidade pública denominada Associação de Crédito e Assistência Rural (Acarpa). Em 1977 é criada a Emater-Paraná, (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Paraná), empresa pública de direito privado, que absorve as atividades da Acarpa.

Em 2019, o Governo do Estado decidiu pela fusão de diversas instituições em um só serviço. CPRA (Centro Paranaense de Referência em Agroecologia), Codapar (Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná), Iapar (Instituto Agronômico do Paraná) e Emater se uniram para formar o IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná), que passou a levar aos produtores o serviço de extensão rural e assistência técnica, bem como o conhecimento gerado pela pesquisa oficial.

Desta forma foi possível dar continuidade ao trabalho de extensão rural, com base nos princípios de desenvolvimento sustentável, inovação, competitividade e inclusão social.

Por se tratar de serviço público, a extensão rural sempre esteve ligada diretamente aos agricultores familiares. Porém, suas ações estão disponíveis para todo o universo rural. Atualmente o IDR-Paraná conta com mais de 1.400 servidores e atua nos 399 municípios do Estado. Além de se dedicar à família rural, o serviço de extensão contribui decisivamente para a transformação econômica e social do Paraná.

Fonte: AEN-PR

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões

Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

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Foto: Divulgação

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.

Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.

Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.

Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”

O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.

A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea

Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

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Foto: Shutterstock

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.

O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina

Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

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Fotos: Bruna Leticia/MB Comunicação

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan

Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.

Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.

Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.

Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.

Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.

O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.

Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.

A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.

Fonte: Assessoria Sebrae
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