Notícias Maior rentabilidade ao produtor
IDR-Paraná apresenta boas práticas de manejo do solo no Show Rural
Unidade mostra aos produtores os benefícios desta modalidade de cultivo, como preservação, produtividade, redução de custo e rentabilidade. Também há simulador de chuva.

Boas práticas de manejo do solo preservam o ambiente, aumentam a produtividade, reduzem custos e melhoram a rentabilidade do produtor. Os visitantes do Show Rural, que acontece em Cascavel, podem conferir esses benefícios na unidade de manejo e conservação do solo e da água que o IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater) instalou na feira.
A diversificação de cultivos com plantas de cobertura é uma prática muito recomendada aos produtores. Nesta edição do Show Rural, os pesquisadores mostram detalhadamente os benefícios proporcionados pelo uso do milheto, guandu anão, trigo-mourisco e as crotalárias ochroleuca e spectabilis. “São espécies que podem ser utilizadas tanto para cultivo solteiro como em associações”, explica o pesquisador Cezar Francisco Araújo.
Plantas de cobertura em rotação de culturas beneficiam a biodiversidade e o equilíbrio do ambiente, ele explica. Isso cria condições propícias à presença de inimigos naturais de pragas e doenças.
Araújo, que é especialista em solos, acrescenta que a rotação e diversificação de cultivos — com utilização de plantas com diferentes tipos de raízes — favorecem a infiltração e armazenamento de água no solo. “Verificamos infiltração de até 200 milímetros por hora de chuva, contra apenas 30 milímetros em áreas conduzidas unicamente com a sucessão soja-milho”, relata.
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Simulador de chuvas
Na unidade do IDR-Paraná no Show Rural também haverá demonstrações do simulador de chuvas, equipamento já bastante conhecido do público e sempre uma atração bastante procurada no evento. “O simulador possibilita constatar facilmente o quanto a chuva pode ser prejudicial aos solos quando não são utilizadas boas práticas de manejo”, afirma Araújo.
Outra atração do espaço é o infiltrômetro de Cornell, tema conduzido pelo extensionista Celso Daniel Seratto. O equipamento permite medir com precisão, e rapidamente, a quantidade de água da chuva que é absorvida pelo solo. Essa é uma noção importante, já que a capacidade de infiltração pode ser reduzida em até três vezes nos terrenos compactados.
Show Rural
Realização da Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel), o Show Rural teve início nesta segunda-feira (7) e prossegue até o dia 11. Em sua 34ª edição, é considerado um dos mais importantes eventos voltados à divulgação de tecnologias agrícolas no País.

Notícias
Processamento de soja deve atingir 63 milhões de toneladas em 2026
Estimativa da Abiove aponta avanço da indústria de esmagamento, maior produção de farelo e óleo e exportações do complexo soja próximas de US$ 60 bilhões.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) revisou para cima as projeções do complexo soja para 2026 e passou a estimar o processamento de 63 milhões de toneladas do grão no país. O volume representa alta de 0,8% em relação à previsão anterior e reflete a expectativa de uma safra robusta e da continuidade da demanda por derivados.

Foto: Divulgação
Segundo a entidade, a produção brasileira de soja deverá alcançar 180,25 milhões de toneladas em 2026, conforme estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A revisão no processamento também elevou as perspectivas para a produção de farelo e óleo de soja, principais produtos obtidos com o esmagamento do grão.
A expectativa é de que a produção de farelo alcance 48,6 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja seja de 12,65 milhões de toneladas. As importações foram mantidas em 900 mil toneladas de soja em grão e 125 mil toneladas de óleo de soja.
Exportações
No mercado externo, a Abiove projeta embarques de 114,1 milhões de toneladas de soja em grão ao longo de 2026.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
As exportações de farelo foram revisadas para 24,95 milhões de toneladas, alta de 0,6% em relação à estimativa anterior. Já os embarques de óleo de soja devem atingir 1,65 milhão de toneladas, crescimento de 3,1%.
Com esse desempenho, a entidade estima que o complexo soja deverá gerar aproximadamente US$ 60 bilhões em receitas com exportações em 2026.
Processamento mantém ritmo de alta
Os dados mais recentes da Abiove indicam continuidade do avanço da indústria de processamento. Em abril de 2026, o esmagamento de soja totalizou 5,09 milhões de toneladas, aumento de 0,2% em relação a março e de 6,7% na comparação com abril de 2025, considerando o ajuste da amostra utilizada pela entidade.
No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o processamento alcançou 18,124 milhões de toneladas, volume 10,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025, também com ajuste metodológico da amostra.
Na avaliação da Abiove, o aumento do processamento acompanha o maior volume da safra e amplia a oferta de produtos de maior valor agregado, como farelo e óleo de soja, destinados aos mercados interno e externo.
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Sandro Alex defende ampliação das políticas de apoio ao agronegócio no Paraná
Pré-candidato ao Governo do Estado afirma que pretende manter investimentos em infraestrutura rural, crédito e fortalecimento das cadeias produtivas.

O pré-candidato do PSD ao Governo do Paraná, Sandro Alex, defendeu na quinta-feira (09) a continuidade e ampliação das políticas de incentivo ao agronegócio desenvolvidas nos últimos anos pelo Governo do Estado na gestão Ratinho Junior. Em entrevista em Santo Antônio da Platina, durante uma série de agendas com lideranças do Norte Pioneiro, ele destacou que o apoio aos produtores rurais será uma das prioridades.
Sandro Alex, que integrou por mais de sete anos da atual administração, afirmou que o Paraná construiu um modelo de parceria com o setor produtivo que precisa seguir avançando, com foco em infraestrutura rural, acesso a crédito, assistência técnica e fortalecimento das cadeias produtivas regionais.
“Esse é o Paraná que a gente não abre mão de continuar atendendo, avançando e fazendo com que essa riqueza que é nossa chegue ao porto ou aos grandes centros. Ter estrada, ter duplicação, ter avanços. A gente está no caminho certo, tem feito um bom trabalho”, afirmou.
Investimentos que chegam até a propriedade rural
Entre as iniciativas citadas pelo pré-candidato está a melhoria da infraestrutura rural, com obras que ajudam a reduzir custos de transporte e facilitam o escoamento da produção agrícola. Segundo Sandro, esses investimentos atendem uma das principais demandas de quem produz no campo.
“Quando você faz uma estrada rural, é porque o produtor quer acesso, quer tirar sua safra, sua produção. Ele quer uma ponte de concreto e não uma ponte de madeira que, quando chove, acaba sendo levada embora. Estamos fazendo dezenas de pontes aqui na região do Norte Pioneiro e em todo o Paraná”, disse.
A atual gestão estadual lançou o maior pacote de investimentos em estradas rurais da história do Paraná. O programa Estrada Boa conta com R$ 3,5 bilhões para a pavimentação de aproximadamente 2,6 mil quilômetros de vias rurais em 262 municípios, além de investimentos em maquinários para auxiliar as prefeituras na manutenção das estradas do campo.
Crédito para o produtor continuar crescendo
Sandro Alex também garantiu que o Banco do Agricultor Paranaense continuará sendo uma das ferramentas de apoio do Estado aos produtores rurais. Criado em 2021, o programa já alcançou a marca de R$ 1 bilhão em financiamentos contratados, beneficiando mais de 7,8 mil projetos no campo.
Com a subvenção econômica oferecida pelo Governo do Estado, os produtores tiveram uma economia estimada de R$ 300 milhões em juros, ampliando a capacidade de investimento em tecnologia, inovação e aumento da produtividade.
“O governo federal tem sido muito injusto com os agricultores, mas o Estado tem dado o apoio financeiro que eles precisam, assim como a assistência técnica do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e da Adapar, que ajudam o Estado a ser referência no cultivo de várias culturas”.
Produção regional como referência
Durante a entrevista, o pré-candidato do PSD também citou exemplos de cadeias produtivas que ganharam força com assistência técnica e incentivo à profissionalização, como a goiaba de Carlópolis e a produção de cafés especiais no Norte Pioneiro.
Uma das iniciativas destacadas foi o projeto Mulheres do Café, coordenado pelo IDR-Paraná, que capacita produtoras familiares e estimula o protagonismo feminino no agronegócio. A ação atende cerca de 250 mulheres e tem ajudado produtoras a conquistarem novos mercados, com cafés especiais exportados para países da Europa, Austrália e Estados Unidos.
Segundo Sandro, esses exemplos mostram que o caminho para o futuro do Paraná passa por manter o Estado ao lado de quem produz. “É continuar avançando e fazendo com que essa riqueza chegue cada vez mais longe”, concluiu.
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Biometano ganha espaço na política energética e amplia demanda por novos projetos no Brasil
Regulamentação da Lei do Combustível do Futuro cria metas de descarbonização para o setor de gás natural e deve impulsionar investimentos, certificação e expansão da produção.

O biometano passou a ocupar uma posição estratégica na política energética brasileira após a regulamentação da Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024). Com a implementação do Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano, produtores e importadores de gás natural passaram a ter metas anuais de redução das emissões de gases de efeito estufa, criando uma nova demanda para o combustível renovável.

Biometano pauta 13º Fórum do Biogás – Fotos: ABiogás
Regulamentado pelo Decreto nº 12.614/2025, o programa prevê que o cumprimento dessas metas poderá ocorrer por meio da aquisição dos Certificados de Garantia de Origem do Biometano (CGOBs), mecanismo que comprova a origem e a rastreabilidade do combustível. A medida também amplia o papel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na regulamentação, certificação e fiscalização do mercado.
Na avaliação do setor, o novo marco regulatório tende a fortalecer o ambiente de negócios ao criar demanda para o biometano e oferecer maior previsibilidade aos investimentos em produção, infraestrutura, certificação e comercialização. “O Brasil reúne todas as condições para liderar a produção de biometano, mas essa liderança depende de transformar potencial em projetos, conectar oferta e demanda e construir um ambiente regulatório que dê previsibilidade aos investimentos. O biometano já demonstrou sua capacidade de contribuir para a descarbonização, a segurança energética e a economia circular. Agora, o desafio é acelerar sua inserção na matriz energética e consolidá-lo como um ativo estratégico para a competitividade do país”, afirma a presidente-executiva da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás), Josiani Napolitano.
Fórum discute expansão do mercado
As mudanças regulatórias estarão entre os principais temas da 13ª edição do Fórum do Biogás, promovido pela ABiogás nos dias 11 e 12 de agosto, no São Paulo Expo, na capital paulista.
O encontro vai reunir representantes do governo, especialistas, investidores e empresas para discutir os avanços regulatórios, oportunidades de negócios, inovação, segurança energética e o papel do biometano na descarbonização da matriz energética brasileira.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o programa tem como objetivo incentivar a pesquisa, a produção, a comercialização e o uso do biogás e do biometano, ampliando a participação dessas fontes renováveis na matriz energética nacional.
Vetor estratégico da segurança e transição energética

Tiago Santovito, diretor-executivo da ABiogás: “O biogás e o biometano deixaram de ser um tema técnico de nicho para ocupar a agenda de investimentos do país”
O biometano é o segmento que mais cresce dentro desse universo. Embora represente apenas 11% do número total de plantas em operação, já concentra cerca de 34% de todo o volume de biogás aproveitado no país, reflexo da escala superior das unidades de purificação (upgrading). Segundo dados da ANP, o Brasil tem, até junho de 2026, 69 unidades produtoras de biometano cadastradas, sendo 21 já autorizadas para comercialização e outras 48 em processo de autorização, o que deve levar o país a ter cerca de 3,37 milhões de Nm³/dia de capacidade instalada de biometano até 2028.
De acordo com o Panorama do Biogás 2025, estudo anual elaborado pelo CIBiogás, o Brasil soma atualmente 1.803 plantas de biogás cadastradas, das quais 1.727 já estão em operação, um crescimento médio de 15% ao ano (CAGR) nos últimos cinco anos, ritmo que o próprio estudo aponta como aproximadamente cinco vezes superior à expansão média do PIB nacional no período. A capacidade instalada de produção de biogás no país chega a aproximadamente 4,96 bilhões de Nm³ por ano.
Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) citados pelo Panorama indicam que a meta de descarbonização prevista na Lei do Combustível do Futuro, a ser definida anualmente pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), pode elevar a demanda por biometano a aproximadamente 7 bilhões de metros cúbicos anuais antes de 2035, um salto de até 15 vezes em relação ao patamar atual.
Uma trajetória de recordes

Josiani Napolitano, presidente executiva da ABiogás: “O Brasil reúne todas as condições para liderar a produção de biometano, mas essa liderança depende de transformar potencial em projetos, conectar oferta e demanda e construir um ambiente regulatório que dê previsibilidade aos investimentos”
A nova edição do Fórum dá sequência a uma trajetória de crescimento. Em setembro de 2025, o 12º Fórum do Biogás reuniu mais de 1.500 participantes e 55 patrocinadores no São Paulo Expo, números que, segundo a organização, confirmaram o evento como o maior encontro do setor na América Latina.
A edição anterior também marcou a assinatura de um decreto municipal pelo então prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, para ampliar o uso do biometano na frota de ônibus da cidade, além do lançamento de uma plataforma de dados em Power BI desenvolvida pela ABiogás para reunir informações regulatórias, tributárias e financeiras do setor. “O biogás e o biometano deixaram de ser um tema técnico de nicho para ocupar a agenda de investimentos do país. O Fórum é o espaço onde essa conversa acontece com a presença de quem decide: do poder público ao investidor “, afirma Tiago Santovito, diretor-executivo da ABiogás.
Com a nova regulamentação, o biometano deixa de ocupar apenas o campo das perspectivas e passa a fazer parte da engrenagem concreta de descarbonização do mercado de gás. Para a ABiogás, esse avanço reforça a relevância do Fórum como ambiente de articulação entre setor produtivo, governo, investidores e consumidores finais, em um momento decisivo para transformar políticas públicas em projetos, contratos e infraestrutura.
O 13º Fórum do Biogás será, portanto, um espaço estratégico para discutir a implementação desse novo ciclo. O evento reunirá empresas de toda a cadeia, investidores, autoridades públicas, especialistas e representantes dos mercados nacional e internacional, com debates distribuídos em duas salas simultâneas ao longo de dois dias.
A programação abordará temas como ambiente regulatório, desenvolvimento de projetos, tecnologias, modelos de contratação, financiamento e integração do biogás e do biometano às políticas climáticas e energéticas. Segundo a organização, a proposta do evento é promover negócios, apresentar soluções, ampliar o diálogo com o poder público e discutir tendências para o setor no Brasil e no exterior.
Programação 11 de agosto
- 09h – Cerimônia de abertura
- 11h – Plenária Principal – Biogás e biometano: diversificando a matriz e fortalecendo a segurança energética
- 14h – “Mandato de biometano na Lei Combustível do Futuro” e “Infraestrutura e logística do biometano”
- 16h – “Integração do biometano à política climática” e “Biometano nas cidades: mobilidade urbana e gestão de resíduos”
Programação 12 de agosto
- 09h – “CGOB: regulação e operacionalização” e “Valorização do digestato e economia circular”
- 11h – “Os benefícios tributários ao longo da cadeia do biogás e biometano” e “Biometano no transporte de carga”
- 14h – “Biometano na abertura do mercado de gás” e “Descentralização do biogás: pequenos projetos, inclusão social e sustentabilidade socioambiental”
- 16h – “Desenvolvimento tecnológico, eficiência operacional e segurança na cadeia de valor do biogás” e “Diversificação dos usos do biogás”
Inscrições
As inscrições para o 13º Fórum do Biogás já estão abertas e pode, ser feitas clicando aqui.
O Ingresso Padrão está no Lote 3, a R$ 1.690,00, válido até 12 de agosto, com acesso aos conteúdos dos dois dias, à área de exposição e ao certificado digital de participação. Associados da ABiogás contam com valor especial de R$ 990,00, mediante solicitação de código de desconto.
Há ainda o Ingresso VIP, em lote único de R$ 4.900,00, com acesso integral aos dois dias, entrada exclusiva na sala de palestrantes, acesso à área de imprensa e kit personalizado do evento.



