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Avicultura Tecnologia aliada ao campo

Ideia para gestão na avicultura vence hackathon do Show Rural Digital

Equipe vencedora, Avetop, de Cascavel, é formada por Luiz Fernando, Jeferson, Clayton, Rafael e Luiz Gríggio

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Divulgação/Assessoria

O uso de câmera com apoio de sensores para indicar quando o silo precisa ser recarregado é a ideia central do projeto vencedor do hackathon do Show Rural Digital, a principal novidade do 31º Show Rural Coopavel, que segue até sexta-feira em Cascavel, no Oeste do Paraná. O anúncio oficial da maratona de programação foi feito na manhã desta quarta-feira, na arena patrocinada pelo Banco do Brasil.

A equipe vencedora, Avetop, de Cascavel, é formada por Luiz Fernando, Jeferson, Clayton, Rafael e Luiz Gríggio. “Estamos muito felizes. Não foi fácil encontrar uma solução para o problema proposto. Mas com união e perseverança soubemos escolher a proposta que se mostrou a mais viável e conseguimos colocá-la em prática”, diz Luiz Fernando, que, ao lado dos colegas, vai embarcar para o Vale do Silício, na Califórnia, para conhecer o berço das empresas de tecnologia que transformaram o mundo nas últimas décadas.

A viagem aos Estados Unidos é o prêmio da equipe vencedora. Em segundo lugar ficou a Agrofamily, que recebeu R$ 4 mil em dinheiro e em terceiro a QG Agro, que ganhou R$ 2 mil. A maratona de tecnologia foi iniciada às 9h de segunda-feira e terminou no fim da tarde de terça. Incluindo os preparativos foram 36 horas ininterruptas de atividades.

O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, destacou o trabalho dos organizadores e dos parceiros em promover um evento tão dinâmico e relevante. Citando Ayrton Senna, que além de títulos buscava fazer a diferença, Dilvo disse que o Show Rural Digital faz o algo a mais na 31ª edição do Show Rural Coopavel. “Parabenizo a Coopavel e todos os participantes pelo protagonismo”, afirmou o superintendente do Banco do Brasil no Paraná, Marcelo Palhano.

Para o vice-presidente da Acic, Michel Lopes, o Show Rural Digital marca um determinante novo capítulo no Show Rural Coopavel. “Acompanhei os trabalhos e fiquei surpreso com a qualidade do que foi apresentado”. Ele agradeceu a colaboração do Acic Labs, aceleradora da Associação Comercial e Industrial de Cascavel, que contribuiu com o hackathon.

O CEO da HPE, Ricardo Brognoli, lembrou que desde 1939 a empresa que representa ajuda a desenhar o Vale do Silício. Ricardo citou também sobre as mudanças trazidas pela tecnologia e o que ela representa na atualidade do mundo. “Foi maravilhoso ver o que vocês fizeram aqui”, resumiu o diretor da Itaipu/PTI, Nereu Procopiak.

Fonte: Assessoria
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Avicultura Avicultura

Microbiomas projetados permitem “frango verde” sem perda de produção e com redução de custo

TCP é um processo de cultivo e desenvolvimento de ecossistemas, microbiomas projetados, formados pela combinação de microrganismos 100% naturais e benéficos

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Arquivo/OP Rural

Após estudos na Universidade Federal do Paraná serem taxativos sobre a substituição eficaz dos promotores de crescimento em suínos, foi a vez da Universidade Federal de Lavras chegar a mesma conclusão, dessa vez com aves. De acordo com estudo realizado pelo pesquisador Antônio Bertechini, professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em parceria com Felipe Santos Dalólio, Pós-doutor em Zootecnia (UFLA) e Consultor de Pesquisa e Desenvolvimento na Data Nutrição Animal, o uso da Tecnologia do Consórcio Probiótico (TCP) em frangos de corte consegue produzir aves mais saudáveis, sustentáveis e atendendo as exigências do mercado – o chamado “frango verde”.

A TCP, Tecnologia do Consórcio Probiótico, é um processo de cultivo e desenvolvimento de ecossistemas, microbiomas projetados, formados pela combinação de microrganismos 100% naturais e benéficos. Esses ecossistemas projetados produzem os supervalorizados metabólitos ou pós-bióticos, que são subprodutos produzidos pela população de microrganismos que compõe esses ecossistemas. São ácidos orgânicos, enzimas, aminoácidos, açucares, vitaminas e antibióticos naturais. Eles interagem com os microrganismos nativos benéficos do meio e os multiplicam quando a TCP é aplicada sobre a matéria orgânica. Por ser produto de um microbioma projetado, as soluções criadas à base de TCP podem ser apenas com metabólitos, com metabólitos e microrganismos ou apenas microrganismos, já se encontrando prontas para uso, sem necessidade de ativação, com a mesma eficiência atuando em ambientes aeróbicos e anaeróbicos, com pH de 2 a 14 e com temperaturas de 5°C a 50°C. Sendo assim, é possível afirmar que várias soluções podem ser produzidas a partir dessa tecnologia para a criação animal.

Testando a TCP em frangos de corte, o estudo concluiu que o uso da tecnologia reduziu a contagem de bactérias gram + em relação ao grupo controle, com antimicrobianos químicos convencionais (salinomicina + bacitracina de zinco),garantindo rendimento de carcaça semelhante, não alterando a morfometria do jejuno e do íleo dos frangos de corte.

“A TCP apresentou-se como excelente alternativa natural para promover efeitos positivos no desempenho e na microbiota intestinal das aves. Devido ao fato de muitos países exportadores de carne de frango, como a União Europeia, terem sugerido sanções econômicas com relação ao banimento de utilização de antimicrobianos químicos na avicultura, o resultado alcançado com a TCP mostrou-se promissor. Afinal, o uso da TCP foi eficaz em substituir a utilização de antimicrobianos químicos promovendo índices produtivos satisfatórios sem prejudicar o rendimento de carcaça e cortes”, afirmou o pesquisador.

Um ponto considerado bastante relevante nos estudos foi a constatação do aumento do número de microrganismos benéficos na cama, o que, por sua vez, resultou na diminuição do número de bactérias causadoras de doenças nos frangos. “O que se pode afirmar, de um modo geral, é que o aumento na contagem de microrganismos benéficos na cama, provocado pela TCP, reduziu a contagem de bactérias gram-positivas como Clostridum perfringens, causador da enterite necrótica que causa aumento de enfermidades no plantel”, indicou.

Além disso, com a sustentabilidade estando bastante em alta no mercado alimentar global, a produção de um “frango verde” pode ser interessante. Segundo o estudo de Zalólio, a utilização da TCP na produção dessas aves pode ser muito eficiente para conseguir esses resultados sustentáveis. “Afinal, a interação de microrganismos benéficos em equilíbrio no ambiente de criação com a TCP beneficiará a indústria avícola em diversos processos”, disse.

“Irá ter menor impacto ambiental pela não utilização de promotores químicos convencionais, menor seleção de microrganismos patogênicos, redução da utilização subterapêutica de antibióticos usados como melhoradores de desempenho, redução de microrganismos patogênicos por exclusão competitiva, menor risco de infecção secundária dos animais, além de aumento de divisas para o país uma vez que a produção animal sustentável pode ter maior valor agregado em seus coprodutos a serem comercializáveis”, completou.

Sem perda de produtividade e sem redução nos lucros

A associação da aspersão no ambiente e a suplementação na dieta com a TCP promoveu melhoria na conversão alimentar em relação a não suplementação de promotores químicos em 6,30%. Além disso, a TCP possibilitou conversão alimentar estatisticamente igual em relação aos frangos de corte alimentados com dietas contendo promotores químicos convencionais (bacitracina de zinco e salinomicina).

Com isso, pode-se afirmar que não houve perda de produtividade, o que leva na consequente manutenção dos lucros. “A utilização de TCP comparado a antimicrobianos químicos convencionais (bacitracina de zinco e salinomicina) na dieta promoveu desempenho satisfatório dos frangos de corte, com maior índice de eficiência produtiva e ganho médio diário em relação aos demais tratamentos avaliados”, afirmou.

“A utilização da TCP ao longo de todo o ciclo de criação aumentou a quantidade de microrganismos benéficos no ambiente. Foi possível verificar desempenho produtivo dos frangos de corte semelhante aos animais alimentados com dietas contendo promotores químicos convencionais. Assim, houve maior equilíbrio da microbiota intestinal das aves com redução na contagem de bactérias gram positivas no íleo terminal sem alterar a morfometria intestinal. Logo, pode-se inferir que a microbiota benéfica com a utilização da TCP aumentou o nível de lúmen intestinal, reduzindo as chances de desenvolvimento de bactérias patogênicas. Contudo, pesquisas para avaliarem variáveis como pH, digestibilidade de nutrientes e características do trato gastrointestinal das aves com a utilização da TCP devem ser realizadas para possibilitar respostas mais assertivas a cerca dos benefícios promovidos pela TCP”, disse.

Por fim, o especialista explicou que a TCP suplementada via dieta pode ser inoculada em qualquer farelo, ou na combinação dos mesmos, disponível no processo de formulação das dietas. “No caso do presente estudo, utilizou-se a TCP misturada ao fubá de milho. Contudo, essa mesma utilização da TCP poderia ser feita também no farelo de soja, no farelo de trigo, no sorgo moído ou em qualquer ingrediente ou farelo de origem vegetal a ser utilizado na formulação da dieta. Outro fato relevante é que a aspersão no ambiente (cama de frango) com a TCP aumentou a umidade da cama dos frangos de corte. Contudo esse aumento de umidade não foi prejudicial às aves, pois não houve aumento na contagem de oocistos de eimérias (coccidiose) ou queda na produtividade, pelo contrário, a cama foi tomada pelo ecossistema TCP, o que resultou em uma viabilidade criatória de 100%, sem uma única doença”, concluiu.

O que já foi feito

Em estudos com suínos, a tecnologia dispensou o uso de antibióticos nos leitões, chegando a praticamente 100% de dispensa do uso de antibióticos injetáveis tanto em leitões quanto em fêmeas adultas em uma granja estudada, além de facilitar o manejo e aumentar o peso final por leitão em 453g, de média. “A fêmea aceita muito bem na ração, ele deixa a ração mais gostosa e, além disso, essa fêmea sai muito melhor, o score corporal dela sai muito melhor da maternidade para a próxima gestação. Ganhamos em peso, ganhamos em desempenho, em mortalidade, ganhamos em menos antibióticos e menos necessidade de manejar o animal”, afirmou Alexandre, gerente da Granja Cerutti, que utilizou a TCP por um ano.

Já na saúde humana, um estudo produzido pelo Departamento de ciência dos alimentos, da Universidade Federal de Lavras, sob o comando da professora Roberta Hilsdorf Piccoli, a TCP apresentou ação antagonista a todas as cepas testadas mostrando-se efetiva na inibição e controle de Salmonela Enteritidis; S. Cholerasuis; S. Gallinarum; S. Pullorum; Staphylococcus aureus; Listeria monocytogenes; Escherichia coli enteropatogênica e E. coli entetoxigênica.

Isso reforça o que estudos nessas mesmas universidades já tinham descoberto na produção de bovinos de leite, bovinos de corte, suínos, camarão e tilapia: a TCP estimula e aumenta a imunidade dos animais, além de substituir os promotores de crescimento, reduzindo doenças e, nos casos acima, aumentando a produção.

Fonte: Assessoria
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Avicultura Saúde Animal

Janela imunológica: Qual o seu papel na manutenção das cepas de campo do IBDV e como a vacinação pode ajudar a diminuir a pressão de infecção?

A janela imunológica pode representar mais de 15% da vida de frangos de corte

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 Artigo escrito por Eva Hunka, médica veterinária, MSc Medicina Veterinária Preventiva e gerente de Negócios Biológicos da Phibro

A imunidade passiva, aquela que é transmitida para o pintinho por meios dos anticorpos presentes na gema, tem um papel fundamental na proteção inicial contra algumas doenças infecciosas, e a Doença de Gumboro é, certamente, uma das mais conhecidas. A principal ferramenta para o controle da Doença de Gumboro é a vacinação com vacina viva, esta, além de estimular a proteção e produção de anticorpos, atua colonizando a Bursa da ave, estimulando a imunidade celular, local e impedindo que o vírus de campo se instale.

Os anticorpos maternos são muito eficientes na proteção contra o virus de Gumboro nos primeiros dias de vida da ave, mas esta proteção vai se tornando menos eficiente à medida que os níveis de anticorpos circulantes decaem. Neste momento, começa o desenvolvimento da imunidade ativa, aquela adquirida por meio da vacinação ou mesmo da infecção natural por um agente infeccioso. Este período entre a queda da imunidade passiva e o início da imunidade ativa é conhecido como “Janela Imunológica”, e é durante ela que as aves ficam suscetíveis a infecções de campo. Muitas vezes as aves não adoecem, mas a oportunidade de replicação no animal acaba perpetuando a cepa de desafio no ambiente, e por isso o conceito de “vacinação” do ambiente vem se tornando cada vez presente.

A eficiência da imunidade passiva é alta também contra as cepas vacinais, e, como a cinética dos anticorpos maternos é diferente em cada indivíduo, acertar o momento exato da vacinação foi, durante muito tempo, um grande desafio. Isto obrigou os pesquisadores a desenvolver alternativas para melhorar a eficiência das vacinas, diminuir o manejo vacinal a campo e, com isso, melhorar também os resultados de produtividade das aves.

A produção de anticorpos pela matriz é muito dependente da vacinação com vacinas inativadas. Estas, apesar de parecerem iguais, têm diferenças sutis quanto ao tipo de cultivo, cepa, adjuvantes, emulsão, etc. Todos os componentes da vacina têm papeis específicos nas formulações e colaboram um resultado diferenciado, que podem resultar em longevidade ou uniformidade dos títulos, aumento dos níveis sorológicos e, até mesmo, menor reação no local de aplicação.

Os cuidados com a aplicação das vacinas inativadas também é outro ponto crítico. Estas vacinas são individuais e precisamos garantir a vacinação em cada ave, na dose correta. De nada vale toda tecnologia do produto, se este não chegar da maneira correta no animal. Este processo é altamente depende do fator humano, mas dispositivos 4.0 vêm se tornando cada vais mais populares, minimizando os erros e melhorando a qualidade do processo como um todo.

No campo

Cuidando das matrizes, garantimos que os pintinhos cheguem com um bom nível de anticorpos ao campo, e isso vai garantir a proteção nos primeiros dias. Porém, à medida que os níveis sorológicos decaem e a janela imunológica se forma, os vírus presentes no campo terão oportunidade de infectar as aves e se replicar na Bursa. Muitas vezes não chegam a causar doença, mas este ciclo favorece a manutenção de cepas de desafio no campo, algumas delas mais rápidas que a cepa vacinal.

O vírus de Gumboro é muito resistente às condições de campo, mas a utilização de vacinas vivas promove a substituição dessa população pela cepa vacinal. Algumas cepas são mais eficientes que outras nesse processo, e está relacionada à velocidade de replicação e não à agressividade da mesma. Este é o conceito de “vacinação” do ambiente. Se o ambiente estiver colonizado por uma cepa vacinal, mesmo existindo a janela imunológica, a ave acaba por se infectar com a cepa vacinal, e isso diminui a pressão de infeção.

Apesar de toda tecnologia e avanços relacionados ao desenvolvimento de vacinas contra Doença de Gumboro, ainda não foi possível eliminar a janela imunológica. Esse período pode variar, dependendo da aptidão da ave, do nível de anticorpos maternos e da vacina utilizada.

As vacinas de imunocomplexo natural utilizam os anticorpos presentes no pintinho para a formação do imunocomplexo. Como se forma naturalmente, a proporção entre o antígeno vacinal e o anticorpo é equilibrada, pois não existe anticorpo exógeno. Este equilíbrio, aliado a velocidade de replicação da cepa, permite que a resposta imunológica destas vacinas aconteça com até 4 dias de antecedência, quando comparamos com as vacinas de imunocomplexo convencionais, e, por consequência, diminuem a janela imunológica.

Com o modo de ação diferenciado e uma cepa que possui boa disseminação no campo, a vacina de imunocomplexo natural tem uma taxa de recuperação da cepa vacinal por meio da técnica de PCR é altíssima quando às vacinas de imunocomplexo convencionais, já a partir dos 18 dias, e esta colonização precoce se reflete também na sorologia das aves, que inicia produção de anticorpos específicos, ou seja, a imunidade ativa, em até 4 dias de antecedência (Tabela 1 e 2).

A janela imunológica pode representar mais de 15% da vida de frangos de corte. Reduzir este período em até 4 dias traz um ganho imunológico importante nestas aves, que se reflete nos resultados zootécnicos.

Outras notícias você encontra na edição de Avicultura de janeiro/fevereiro de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Bem-Estar Animal

Importância da retirada da ração pré-abate e do carregamento para a indústria avícola

Uma vez que as aves alcançam as metas de abate, existem vários fatores que podem impactar significativamente a qualidade da carcaça

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Divulgação/Cobb

 Artigo escrito por Eder Barbon, médico veterinário e especialista em processos de qualidade na Cobb-Vantress

A idade e o peso do frango a ser abatido é variável nos diferentes países e pode estar entre 4 e 10 semanas e pesos entre 1,5 quilo e 3,2 quilos. A programação de abate pelo peso das aves, assim como a uniformidade, deve ser o principal foco a fim de atender o mix de produto de cada mercado, garantir melhor custo de produção e rendimentos.

Uma vez que as aves alcançam as metas de abate, existem vários fatores que podem impactar significativamente a qualidade da carcaça. Um fator importante para reduzir as perdas, melhorar os rendimentos e obter produtos de alta qualidade é a implementação de um programa de retirada de ração pré-abate ideal.

O objetivo principal da retirada de ração é reduzir a probabilidade de contaminação por ingesta fecal e/ou biliar das carcaças durante o processo de evisceração. Esta retirada também minimiza o desperdício de ração não digerida que pode estar no trato gastrointestinal (GI).

A quantidade e consistência do conteúdo no trato GI no processamento estão diretamente relacionadas à ingestão de ração e água antes do carregamento e ao tempo em que o trato GI é esvaziado durante a retirada da alimentação. A taxa de limpeza do trato gastrointestinal é afetada pelas condições ambientais (temperatura ambiental), programas e intensidade de luz, disponibilidade e ingestão de água, saúde geral do lote, composição da dieta e atividade e excitação das aves.

As recomendações para períodos ideais de retirada da ração para frangos de corte antes do abate variam de 8 horas a 12 horas para reduzir a contaminação e as perdas, otimizar o rendimento e a qualidade de carcaça.

Na prática, esse tempo pode ser variável dependendo das características intrínsecas de cada empresa, quanto a logística, ao tipo e a localização dos galpões e equipamentos e o tempo de espera. Considerando a suspenção das linhas de comedouros e o corte de água em todo o galpão, o jejum pode ser ótimo nas primeiras cargas e péssimo nas últimas, ou ao contrário. Portanto, o tempo completo de carregamento de todo o galpão é fundamental para que todas as aves tenham jejum próximos ao ideal. Períodos de jejum pré-abate abaixo de 8 horas são possíveis e utilizados com sucesso por muitas empresas.

No entanto, para períodos mais curtos de retirada da alimentação, atenção especial deve ser dada à ingestão de água, pois ela contribui diretamente para a digestão e limpeza do trato gastrointestinal. A água deve permanecer disponível para as aves após a suspensão da ração por no mínimo de 3 a 6 horas, dependendo da temperatura ambiente.

O maior desafio de campo é fazer com que as aves bebam água suficiente, especialmente em climas mais frios (abaixo de 17°C). Para estimular a ingestão de água, pode-se caminhar lentamente entre as aves. Além disso, se possível, aquecer o galpão 2°C a 3°C acima da temperatura desejada por curtos períodos de 3 a 4 minutos, observando o comportamento das aves e a ingestão de água. Esse procedimento pode ser repetido várias vezes, e quando adotado, deve ser seguido com a máxima atenção para evitar estresse por calor e mortalidades.

Encolhimento

A perda de peso das aves durante o período entre a retirada da ração e o abate é conhecida como encolhimento. O tempo ideal de retirada da alimentação deve ser longo o suficiente para permitir a limpeza adequada do trato gastrointestinal GI, mas curto o suficiente para reduzir o encolhimento o quanto possível. O encolhimento tem impactos econômicos significativos no peso vivo na granja e no rendimento de carcaça na planta de processamento. Para frangos de corte, a perda de peso durante as horas iniciais (5 a 6 horas) da retirada do alimento é atribuída à limpeza do trato gastrointestinal. Esta perda de peso inicial, que é relatada como variando de 0,3% a 0,6% do peso vivo por hora, pode variar com base na hora de início da interrupção da alimentação (jejum). Após 12 horas de jejum considera-se uma perda média de 0,5% por hora.

Captura e carregamento de aves

Devido ao impacto na qualidade da carcaça na planta de processamento, os sistemas de captura de frangos de corte evoluíram rapidamente. Entre todos os procedimentos pré-abate, a apanha é a mais estressante e onde ocorre mais lesões físicas e, consequentemente, maiores perdas. As observações de campo mostram que os impactos da apanha são menores em lotes com melhores condições sanitárias e de manejo.

O equipamento de apanha automatizado pode ser usado e adaptado para aviários com diferentes dimensões, mas requer espaço para movimentação das máquinas.

As comparações de custo dos equipamentos automatizados com o custo, a disponibilidade e a qualidade do trabalho manual variam de acordo com a região do mundo. Em geral, essas máquinas têm capacidade de captura de 8.000 a 12.000 aves por hora, requerem de três a quatro operadores, podendo ser adaptadas a qualquer tipo de galpão ou módulo.

No processo manual, evoluímos de captura pelas pernas, pescoço e dorso (uma a uma ou duas a duas aves). A captura deve ser realizada de forma a minimizar o estresse das aves, não causar ferimentos e garantir o bem-estar.

Na apanha pelo dorso, descendo as gaiolas no galpão e cercando as aves em pequenos grupos com as próprias gaiolas facilita a captura e minimiza o percentual de contusões e fraturas.

Conclusões

O momento da retirada de ração pode impactar os custos de produção de frango vivo em termos de perdas de ração e rendimentos (encolhimento), bem como afetar a qualidade na planta de abate por meio da contaminação da carcaça. Da mesma forma, o processo de captura e carregamento pode ter um impacto direto na qualidade e percentual de perdas. Embora a retirada de ração pré-abate e o carregamento sejam apenas uma fração do período total de criação até o abate, esses processos apresentam grandes oportunidades para a indústria aumentar os rendimentos e produtividade, melhorar a qualidade, reduzir os custos e aumentar a lucratividade.

Outras notícias você encontra na edição de Avicultura de janeiro/fevereiro de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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