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Ideas for Milk: abertas as inscrições para o desafio de Startups
Interessados em encaminhar propostas inovadoras para 5ª edição do desafio de startups, devem fazê-lo até o dia 3 de novembro

Estão abertas as inscrições para o maior evento de empreendedorismo voltado para o desenvolvimento de novas tecnologias para a cadeia produtiva do leite. Os interessados em encaminhar propostas inovadoras para a quinta edição do desafio de startups, devem fazê-lo até o dia 3 de novembro. As informações sobre como se inscrever e o regulamento estão disponíveis no site do evento.
Todas as atividades do Ideas for Milk 2020 estão ocorrendo de forma virtual, assim como será a grande final entre as cinco melhores propostas, no dia 4 de dezembro. Este ano, o desafio será transmitido para quatro países de três continentes. Ou seja, os projetos selecionados serão conhecidos internacionalmente. A seleção da startup vencedora será transmitida pela Internet, pelo canal da Embrapa, com 176 mil inscritos no Youtube, além do Facebook e na Repileite.
Criado pela Embrapa Gado de Leite em 2016, o desafio de startups tem como objetivo identificar e evidenciar empreendedores e colaborar para que suas ideias inovadoras sejam soluções para desafios da sociedade tornando-se negócios. Alinhada com a atuação da Embrapa, esta ação, tem foco na inovação tecnológica para a cadeia produtiva do leite do Brasil. As propostas a serem submetidas devem ser orientadas para inovação com o uso de recursos digitais – tais como, aplicativo para dispositivos móveis ou software web e/ou solução de hardware, o que inclui propostas baseadas em internet das coisas (IoT) ou uso de sensores.
O chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, destaca que o desafio de startups 2020 vai aceitar também propostas sem o uso de recursos digitais ou cujo uso desses recursos seja em menor escala. “Tais propostas podem tratar de design industrial ou de embalagens, equipamentos, processos, tratamento ou aproveitamento de resíduo, entre outros, que possam gerar produtos, serviços e tecnologias de caráter geral voltadas no agronegócio do leite”, explicou.
Fases do desafio
O desafio de startups é composto de três fases: a primeira é denominada fase de homologação. É constituída da confirmação de inscrição das startups e do detalhamento da proposta. O detalhamento será feito por meio de preenchimento do formulário de descrição da proposta que, obrigatoriamente, deve ser acompanhado por um pitch em vídeo de até quatro minutos sobre a proposta em submissão
A segunda fase, denominada fase de classificação, será composta da seleção de até cinco propostas entre as confirmadas na primeira fase. A terceira fase é a final, com a disputa das cinco melhores propostas selecionadas, que deverão fazer uma apresentação para que a comissão julgadora, formada representantes de todos os elos da cadeia produtiva, aponte a proposta vencedora do desafio.
Após a fase de homologação das propostas confirmadas, as equipes poderão aprimorar seus projetos visando a fase final por meio das mentorias disponibilizadas, que consistem em especialistas de várias áreas ligadas ao agronegócio do leite, cujos perfis estão disponíveis no site do Ideas for Milk. O chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Gado de Leite, Bruno Carvalho, ressalta que ao longo da existência do Ideas for Milk, 337 propostas foram encaminhadas, com soluções para todos os elos da cadeia produtiva do leite.
Casos de sucesso
O jovem Leonardo Guedes e seu irmão idealizaram a Cowmed quando eram ainda jovens estudantes, em 2010. A ideia era trabalhar com monitoramento de saúde animal, levando tecnologia digital para dentro da porteira. Em 2016 eles participaram do Ideas for Milk, conseguiram aprimorar a proposta com ajuda dos mentores, ganharam projeção e conseguiram se estabelecer no mercado não só com uma tecnologia de futuro, mas já disponível no mercado. Hoje eles possuem 15 mil animais monitorados em tempo real. Já monitoraram mais de 50 mil desde o começo das atividades da startup. Hoje a Cowmed é a empresa que mais monitora animais no Brasil.
Sávio Filho ainda é estudante de Veterinária da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e já é diretor de vendas da empresa que ajudou a criar, a Volutech, uma startup que surgiu da participação no Vacathon em 2018. Melhoraram o projeto criado durante a maratona de programação que integra o movimento Ideas for Milk e já no ano seguinte participaram do desafio de startups, figurando entre os vencedores do evento. “A partir daí, estamos traçando com muito sucesso nosso caminho como empreendedores”, revelou.
Eduardo Pinheiro, da Onfarm, lembra que sua empresa foi criada por estímulo do Ideas for Milk, em 2018, durante as caravanas de divulgação nas universidades. A jovem startup acabou vendedora do desafio e sua participação abriu muitas portas. Hoje ela leva tecnologia para o campo e ajudar a fazer diagnósticos em mais de mil fazendas.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





