Notícias Em Santa Catarina
Icasa participa de debate sobre brucelose e tuberculose bovina
Evento realizado em Florianópolis (SC) teve no total 17 palestras que apresentaram diversas experiências no controle das doenças no Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.

O Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa) participou, neste mês, do 1º Seminário Internacional de Brucelose e Tuberculose Bovina e Encontro do Programa Nacional de Controle e erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), que ocorreu em Florianópolis e recebeu profissionais do Brasil e de países latinoamericanos para discutir a prevenção e controle da brucelose e da tuberculose bovina, duas zoonoses que podem trazer perdas econômicas e afetar a saúde animal e humana. O Seminário foi promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), com apoio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).
O conselheiro executivo do Icasa, Osvaldo Miotto Junior, participou da abertura do evento e ressaltou a importância do evento para compartilhar informações e atuar na prevenção. Destacou a estratégia de atuação do PNCEBT, que é baseada na classificação das unidades federativas quanto ao grau de risco para essas doenças e na definição e aplicação de procedimentos de defesa sanitária animal, de acordo com a classificação de risco. “Entre as medidas está a vacinação de bezerras contra a brucelose e a exigência de exames negativos para trânsito interestadual e para participação de animais em eventos pecuários”.
Miotto enfatizou o trabalho do Icasa no apoio das principais cadeias produtivas do setor primário e do Governo de Santa Catarina, sendo uma de suas principais missões defender os rebanhos das doenças e epizootias que rondam as cadeias produtivas da proteína animal, seja na produção de aves, suínos ou bovinos. “O Icasa tornou-se o braço forte dos produtores, empresários rurais e agroindústrias. Através de seu quadro técnico, auxilia o produtor rural no processamento da documentação exigida para o trânsito e a identificação de animais e presta auxílio direto ao produtor rural no cumprimento das obrigações legais relativas ao sistema de defesa sanitária no Estado de Santa Catarina”, enfatizou.
O evento teve no total 17 palestras, apresentando diversas experiências no controle da brucelose e da tuberculose no Brasil e também na Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. A situação no Paraná foi apresentada por Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar, a agência de defesa agropecuária daquele Estado. Lá são realizados cerca de 600 mil testes por ano para brucelose e tuberculose bovina. Ana Claudia Groff, fiscal estadual agropecuária do Rio Grande do Sul, mostrou os dados sobre a incidência destas zoonoses no território gaúcho, que é maior na parte norte do estado.
O rebanho catarinense tem a menor incidência de brucelose e tuberculose no país, situação que foi apresentada no seminário pela médica-veterinária da Cidasc Karina Baumgarten e pela coordenadora do Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa) em Santa Catarina, Daniela Carneiro do Carmo.
Quarenta por cento do valor do fundo é destinado a ações de vigilância e fiscalização em saúde animal, medidas preventivas que são executadas pela Cidasc, que é o órgão oficial de defesa agropecuária de Santa Catarina. “Nosso objetivo é evitar a transmissão para outros animais, para os produtores e os consumidores, assim como manter e elevar o status sanitário do rebanho catarinense”, afirmou a coordenadora estadual do Fundesa. O restante do fundo é destinado a indenizações quando há necessidade de abate sanitário. No ano de 2021, o fundo estadual pagou R$ 23 milhões a produtores como ressarcimento pelo abate de pouco mais de seis mil animais.
O conjunto de ações adotadas garante o bom status sanitário catarinense. A indenização por abate sanitário permite que o produtor rural compre novos animais e permaneça na atividade e a vigilância ativa garante ação rápida diante de casos de zoonoses, reduzindo cada vez mais a incidência nos rebanhos.
A abertura do Seminário também contou com a presença do Secretário de Estado da Agricultura, Ricardo Miotto; do Superintendente do Mapa em Santa Catarina, Túlio Tavares; do diretor de Defesa Agropecuária da Cidasc, Rodrigo Torres Severo; do diretor executivo do Sindicarne, Jorge Luiz de Lima; do coordenador regional do SEBRAE/SC, Enio Albérto Parmeggiani; e de Jorge Caetano Junior, fiscal agropecuário do MAPA, representando no ato o diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Marcos de Moraes.

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Pesquisador Paulo Tavares deixa legado na área de ciência e tecnologia de alimentos
Engenheiro de alimentos faleceu no fim de dezembro. Ele teve atuação destacada em tecnologia de frutas e hortaliças, ocupando cargos de liderança em entidades técnicas nacionais.

O pesquisador Paulo Eduardo da Rocha Tavares, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), morreu aos 62 anos no dia 28 de dezembro de 2025, em Salto (SP). Engenheiro de Alimentos formado pela Fundação Educacional de Barretos (FEB, hoje Unifeb) e mestre em Tecnologia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Tavares ingressou como pesquisador científico da Apta em junho de 2005.
Atuou inicialmente na Apta Regional de Adamantina e, desde outubro de 2007, integrava o quadro do Ital, em Campinas. No instituto, desenvolvia suas atividades no Centro de Tecnologia de Frutas e Hortaliças (Fruthotec), com foco em tecnologia de alimentos, especialmente em processos de descafeinização, café in natura, geleias, compotas e desenvolvimento de produtos diet e light à base de frutas. “Sua dedicação, contribuição e convivência serão sempre lembradas por nossa equipe”, afirmou a diretora do Fruthotec, Silvia Rolim de Moura.
Ao longo da carreira, Tavares participou de diversos grupos de trabalho e conselhos técnicos, incluindo a Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos (SBCTA). “Foi sempre dinâmico e atuante em prol da diretoria da SBCTA”, destacou Amauri Rosenthal, pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos e ex-presidente da entidade.
Desde março de 2025, Tavares exercia o cargo de coordenador nacional adjunto das Câmaras Especializadas de Engenharia Química (CCEEQ) do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), além de coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Química (CEEQ) do Crea-SP. Segundo nota do conselho paulista, do qual participou por quase dez anos representando a Associação de Engenheiros e Arquitetos de Campinas (Aeac), sua atuação deixou marca na história da área tecnológica. “Deixa o exemplo de um profissional presente, atento e comprometido, que sempre colocou seu conhecimento técnico e sua escuta qualificada a serviço do Crea-SP, das entidades e da sociedade”, afirmou a instituição, ressaltando sua contribuição para a valorização profissional.
Colegas de trabalho destacaram seu perfil agregador e a capacidade de articulação entre equipes e instituições. Para Kátia Cipolli, pesquisadora do CCQA, Tavares tinha facilidade de comunicação, muitas ideias para pesquisas e grande capacidade de aproximar pessoas em torno dos temas técnicos. Ele integrou, ao lado de Kátia e de Fabíola Guirau Parra Toti, o júri técnico do Prêmio CNA Artesanal 2025 – Geleia.
Em manifestações publicadas nas redes sociais do Ital, profissionais da área ressaltaram seu legado. Juliane Dias, fundadora da Food Safety Brazil, destacou sua atuação nos bastidores para viabilizar iniciativas voltadas à qualidade e à segurança dos alimentos. “De forma voluntária e incansável, contribuiu para que o Ital e, posteriormente, o IAC sediassem diversas edições do Encontro de Profissionais da Garantia da Qualidade”, afirmou.
“Será sempre lembrado por sua capacidade de comunicação e pela vontade de conectar pessoas com propósitos comuns”, escreveu Juliani Arimura, representante da Foundation FSSC. “Um profissional dedicado, competente e sempre aberto a parcerias e ao compartilhamento do conhecimento”, completou Fabiana Ferreira, da Neogen Latinoamérica.
Sobre o Ital
Vinculado à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) é referência em ciência aplicada na América Latina. Fundado em 1963, o instituto atua na inovação das áreas de ingredientes, alimentos, bebidas e embalagens.
Com sede em Campinas (SP), o Ital presta apoio ao setor produtivo por meio de pesquisa, desenvolvimento de produtos e processos, análises laboratoriais, assistência técnica, capacitação profissional e difusão do conhecimento. Certificado na ISO 9001 e com parte de seus ensaios acreditados na ISO/IEC 17025, o instituto é credenciado pela Anvisa e reúne dezenas de laboratórios e plantas-piloto distribuídos em centros especializados.
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Agro pernambucano registra VBP de R$ 15,4 bilhões em 2025
Fruticultura irrigada, cana-de-açúcar e pecuária mantêm a força da economia rural do estado, com destaque para uva, ovos, bovinocultura e avicultura.

O Valor Bruto da Produção (VBP) de Pernambuco encerra 2025 com o montante de R$ 15.413,95 milhões, uma redução nominal de 2,39% frente aos R$ 15.791 milhões registrados em 2024. O resultado marca um ponto de inflexão na trajetória de crescimento iniciada em 2018, contrastando com o desempenho do Brasil, que expandiu seu faturamento agropecuário em 14,4%, atingindo R$ 1,41 trilhão.
Com esse desempenho, a participação de Pernambuco no VBP nacional recuou de 1,28% para 1,09%, mantendo o estado em uma posição periférica no ranking nacional liderado por Mato Grosso e Minas Gerais.
A economia agrícola pernambucana apresenta alta dependência de dois produtos principais, que lideram o ranking estadual:
Uva: Segue como a atividade de maior valor agregado, somando R$ 4.328,2 milhões. Apesar da liderança, o valor é inferior aos R$ 4.602,5 milhões registrados em 2024, representando uma queda de 5,96%.
Cana-de-Açúcar: Segunda força do estado, faturou R$ 2.398,4 milhões, apresentando estabilidade com um leve recuo de 0,62% em relação ao ano anterior (R$ 2.413,4 milhões).
Somadas, apenas essas duas culturas representam aproximadamente 43% de todo o VBP agropecuário do estado, evidenciando a importância estratégica da fruticultura irrigada e do setor sucroenergético.
Dinâmica da Pecuária e Outras Culturas
O setor pecuário responde por 39% do VBP estadual (R$ 6,05 bilhões), com destaque para:
Bovinos: R$ 2.318,5 milhões.
Ovos: R$ 1.618,4 milhões.
Frangos: R$ 1.337,5 milhões.
Leite: R$ 722,0 milhões.
Evolução e Comparativo Nacional
O gráfico histórico revela que o salto de crescimento estrutural ocorreu entre 2022 e 2024, quando o VBP subiu de R$ 10,6 bilhões para R$ 15,7 bilhões. Contudo, o dado de 2025 indica uma estagnação. Enquanto o Brasil se descola com forte crescimento nas commodities de exportação (soja e milho em larga escala), Pernambuco sofre com a retração de preços ou volume em sua base de fruticultura e lavouras tradicionais.
Os dados oficiais expõem uma vulnerabilidade estrutural: a economia rural de Pernambuco está excessivamente concentrada na performance da Uva e da Cana-de-Açúcar. Quando esses dois itens sofrem oscilações negativas, como observado na queda de quase 6% da uva, o VBP total do estado é impactado diretamente, pois as demais culturas e a pecuária não possuem volume financeiro suficiente para compensar as perdas.

A distância para o ritmo de crescimento nacional (1,09% de participação) reforça que o estado opera em um mercado de nicho e consumo regional, sem o ganho de escala observado nos estados que impulsionam o PIB agropecuário brasileiro.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.
Notícias No Oeste do Paraná
Copagril intensifica preparativos para o Agroshow 2026
Edição contará com mais de 200 expositores, além de experiências aprimoradas, oportunidades de negócios e inovações aplicadas ao campo.

A Copagril realizou, na tarde de terça-feira (06), na Associação Atlética Cultural Copagril (AACC), em Marechal Cândido Rondon (PR), uma reunião para alinhar os últimos preparativos para o Agroshow Copagril, reunindo gerente, supervisores e colaboradores de diferentes setores que atuarão diretamente no evento.
O encontro marcou a apresentação das principais novidades da feira, que tradicionalmente abre o calendário de grandes eventos agrícolas no Paraná e que acontece na próxima semana, entre os dias 14, 15 e 16, na Estação Experimental da Cooperativa, localizada na cidade-sede.
Tema valoriza fundamentos e inovação
Com o tema “Raízes do Progresso”, o Agroshow Copagril 2026 destaca os fundamentos que sustentam a agricultura regional, aliando inovação, tecnologia e práticas voltadas ao futuro do agronegócio.
O evento interno teve como foco alinhar as equipes, fortalecer o engajamento institucional e preparar os colaboradores para atuarem como multiplicadores das informações que serão apresentadas ao público durante os três dias de feira.
Durante o encontro, o CEO da Copagril, Daniel Engels Rodrigues, ressaltou a importância estratégica do Agroshow para a Cooperativa e para os produtores rurais da região. “O Agroshow Copagril 2026 traz um conceito forte e uma programação com muitas novidades, pensadas para os produtores, que reafirmam nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a evolução contínua do agronegócio”, afirmou Engels.
Para esse ano o evento também pretende ampliar as atrações voltadas para o setor pecuário, com palestras, campanhas e promoções exclusivas para os três dias de programação.
A edição de 2026 contará com mais de 200 expositores, além de experiências aprimoradas, oportunidades de negócios e inovações aplicadas ao campo.
Com a mobilização interna e os preparativos em fase final, a Copagril entra oficialmente na contagem regressiva para o Agroshow 2026, que será realizado entre os dias 14, 15 e 16 de janeiro, consolidando-se mais uma vez como um dos principais pontos de encontro do agronegócio regional.



