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IBGE usa inteligência artificial para mapear campos agrícolas no Brasil
Tecnologia com machine learning integra manual da ONU e promete dados mais precisos, rápidos e baratos para o agro.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou uma tecnologia inovadora capaz de automatizar a identificação e o monitoramento de campos agrícolas em todo o território nacional. O método, que utiliza Inteligência Artificial e Machine Learning (ML), integra o novo Manual da ONU sobre Sensoriamento Remoto para Estatísticas Agrícolas, colocando o Instituto na vanguarda do uso de ML para a produção estatística agropecuária.
Na prática, os algoritmos modernizam o setor ao entregar resultados mais próximos à realidade, com maior agilidade e frequência de atualização. O trabalho marca a segunda contribuição do IBGE para publicações da ONU sobre estatísticas agropecuárias e observação da terra no ciclo de 2025.
Toda a metodologia foi desenvolvida e implementada pela Gerência de Inteligência em Dados Agropecuários e Inovação (GIDAI/COAGRO/DPE) e está publicada no capítulo Semantic Segmentation for Automatic Field Boundary Delineation do “UN Handbook on Remote Sensing for Agricultural Statistics” (Manual prático da ONU sobre Sensoriamento Remoto para Estatísticas Agrícolas). O artigo é assinado pelos técnicos do IBGE Ian Nunes e Octavio Oliveira, além do professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Hugo Oliveira e do pesquisador independente Edemir Ferreira.

Tecnologia inovadora capaz de automatizar a identificação e o monitoramento de campos agrícolas em todo o Brasil – Imagem: Reprodução/IBGE
Ao utilizar redes neurais profundas, a metodologia desenvolvida inova ao aprender os padrões do agro brasileiro, permitindo a identificação precisa de áreas contínuas com atividade agropecuária. O avanço elimina a dependência de processos manuais, conferindo ao sistema autonomia para delimitar automaticamente os talhões, que são subdivisões estratégicas, ou seja, áreas normalmente homogêneas dedicadas a uma única cultura. O talhão é a menor unidade de análise da atividade agropecuária no Brasil. “O modelo é pré-treinado para assimilar características intrínsecas ao nosso território, o que lhe confere robustez. Ele aprende a generalizar padrões complexos da paisagem brasileira antes mesmo de ser ajustado para a tarefa específica de encontrar e desenhar talhões. O resultado é um sistema muito mais preciso e com menor custo de anotação de dados”, analisa Ian Monteiro Nunes, pesquisador do IBGE e responsável pela Gerência de Inteligência em Dados e Inovação (GIDAI).
O professor da UFV, Hugo Oliveira, explica que o principal papel do ML diante desse conjunto de bases de dados consolidadas é o processamento dos dados. “Em vez de depender exclusivamente de especialistas humanos e/ou de visitas de campo dispendiosas, o processo de produção de estatísticas agropecuárias se beneficia do uso ML principalmente pela automação de algumas tarefas que anteriormente precisavam de um conjunto de profissionais treinados para serem realizadas”, ressalta.

Método, que integra o novo Manual da ONU sobre Sensoriamento Remoto para Estatísticas Agrícolas, utiliza Inteligência Artificial e Machine Learning (ML) – Imagem: Reprodução/IBGE
Além da precisão elevada, Ian Nunes e Hugo Oliveira destacam que a automação traz ganho de escala e redução de custos, garantindo um impacto contínuo no monitoramento do território. Segundo os pesquisadores, a estratégia pode encurtar o intervalo da produção de dados oficiais. Para Ian Nunes, essa agilidade permite ajustar políticas públicas a mudanças granulares de produção com a rapidez que o contexto atual exige.
Mudanças aplicadas no dia a dia
Na prática, a nova tecnologia será um pilar do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, viabilizando uma coleta de dados geoespacializados com detalhamento inédito no país. Além do retrato censitário, o sistema permitirá o acompanhamento contínuo das mudanças no uso da terra, identificando, por exemplo, a expansão e modificação de lavouras. Outro ganho crucial está na projeção de safras, pois ao delimitar com exatidão a área plantada e cruzar esse dado com modelos de rendimento, o IBGE poderá aprimorar a produção de estatísticas.
Com essa inovação, o Instituto passa a contar com uma ferramenta que indica áreas em expansão, potenciais usos agropecuários e apoia diretamente o trabalho de campo das também das pesquisas regulares, como a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) e o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA).
Esforço coletivo e nacional para construção dos algoritmos
A construção da base de dados que alimenta as redes neurais usadas pela metodologia é um projeto contínuo de anotação que iniciou há 17 meses e só é possível por meio de uma força-tarefa que envolveu mais de uma centena de profissionais de quase todas as Superintendências do IBGE espalhadas pelo Brasil. Juntos, a equipe fez a anotação manual de mais de 1,6 milhão de polígonos (campos agrícolas) sobre imagens de satélite. “Isso é um marco para a produção estatística nacional. É crucial destacar que, sem o apoio maciço e o engajamento das Superintendências, não teria sido possível avançar e obter os resultados que alcançamos”, ressalta Ian Nunes.

Sistema delimita automaticamente os talhões, subdivisões estratégicas que são a menor unidade de análise da atividade agropecuária no Brasil – Imagem: Reprodução/IBGE
A versatilidade do método extrapola as fronteiras agrícolas, tornando-se aplicável a qualquer desafio de mapeamento territorial, seja rural ou urbano. Para o IBGE, a tecnologia abre novas frentes: desde a classificação refinada de cobertura e uso da terra até o mapeamento de áreas verdes intraurbanas e a delimitação precisa de favelas. Há ainda potencial para inovar em outras áreas, como na demografia, utilizando o sistema para apoiar estimativas populacionais em recortes geográficos específicos.
Publicações da ONU com participação do IBGE
Esta é a segunda publicação da ONU em 2025 que conta com a participação ativa de técnicos do IBGE, reforçando o protagonismo do Instituto no cenário estatístico internacional. O atual projeto é conduzido pelo UN Committee of Experts on Big Data and Data Science (UN CEBD) em parceria com o UN Expert Group on Rural, Agricultural and Food Security Statistics (CEAG), um desdobramento direto do Task Team on Earth Observations for Agricultural Statistics.
Para Ian, a publicação no manual da ONU é um reconhecimento de que o IBGE busca a fronteira do conhecimento, aplicando ciência de dados de ponta para modernizar e aprimorar suas estatísticas. “O trabalho da GIDAI/COAGRO, alicerçado no esforço das unidades regionais, serve agora como um estudo de caso e um guia prático para outros países que buscam incorporar a observação da Terra e a Inteligência Artificial em seus sistemas oficiais. A busca de longo prazo é transformar a maneira como produzimos estatísticas agropecuárias”, salienta.

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Controle biológico se consolida como estratégia central contra pragas e doenças
Programa Nacional de Bioinsumos e nova lei impulsionam mercado, que já alcança 79 milhões de hectares tratados na safra 2024/2025.

O aumento da temperatura, alterações nos regimes de chuva e maior concentração de CO₂ podem modificar o ciclo de vida de insetos pragas e de fitopatógenos, influenciar a suscetibilidade das plantas e alterar a distribuição geográfica de pragas e de doenças. O chamado triângulo da doença, hospedeiro suscetível, patógeno virulento e ambiente favorável, é profundamente afetado pelas mudanças climáticas. Se o ambiente muda, mudam também as relações entre planta, patógeno e os microrganismos, sejam os patogênicos ou os benéficos.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Wagner Bettiol, doenças causadas por vírus e molicutes e transmitidas por vetores, como pulgões, cigarrinhas, ácaros e mosca-branca, tendem a ganhar importância com o aumento da temperatura, já que esses vetores terão ciclos de vida mais curtos, maior atividade e maior longevidade. “Consequentemente, levará a um aumento das populações e da aumento importância dessas doenças”, alerta o pesquisador.
Além disso, as mudanças climáticas podem alterar a composição das comunidades microbianas da rizosfera (região das raízes), da filosfera (parte aérea) e do solo, impactando tanto o controle biológico natural quanto o conservacionista e o aumentativo.
“A eficácia dos agentes aplicados pode variar sob as novas condições ambientais. Por isso, é fundamental avaliar continuamente o desempenho desses organismos em cenários futuros”, afirma Bettiol. Além disso, é importante selecionarmos os agentes de controle biológico pensando nos cenários futuros do nosso planeta. Essa seleção de agentes pensando nos cenários futuros já vem sendo realizada pela Embrapa Meio Ambiente em conjunto com a Embrapa Semiárido.
Papel estratégico na segurança alimentar
A ocorrência de doenças, pragas e plantas daninhas é um dos principais fatores de risco à segurança alimentar global. Nesse cenário, o controle biológico ganha importância não apenas como alternativa aos produtos químicos, mas como componente essencial de sistemas agrícolas mais resilientes e mais sustentáveis.
Para Bettiol, o fortalecimento da base científica, a adaptação das estratégias de manejo e o desenvolvimento de novas cultivares resistentes serão decisivos. “É certo que a importância do controle biológico tende a aumentar. A sociedade reconhece que a sustentabilidade dos agroecossistemas depende, cada vez mais, do uso inteligente dos processos biológicos”, conclui.
Com mercado em expansão, respaldo legal recente e pressão por sistemas produtivos menos impactantes, o controle biológico deixa de ser alternativa e passa a ocupar posição central nas estratégias de proteção de plantas no Brasil e no mundo.
Programa Bioinsumos e nova lei impulsionam setor

Foto: Hedeson Alves/TECPAR
Para estimular o uso de produtos biológicos na agricultura, o Governo Federal instituiu, em 2020, o Programa Nacional de Bioinsumos. A política ganhou reforço com a aprovação da Lei nº 15.070, em dezembro de 2024, que definiu oficialmente o conceito de bioinsumo e estabeleceu diretrizes para produção, comercialização e uso.
A nova legislação considera bioinsumo, de uma forma simplificada, como sendo produtos, processos ou tecnologias baseados em agentes biológicos — de origem vegetal, animal ou microbiana — utilizados na agricultura, florestas plantadas e pecuária para nutrir o solo, estimular o crescimento de plantas e controlar pragas/doenças. “É importante entender que o incentivo não é apenas ao controle biológico, mas a um conjunto mais amplo de soluções biológicas para a agricultura”, observa Bettiol.
O mercado brasileiro de controle biológico vem crescendo de forma consistente. Dados do setor indicam que a área potencial tratada com agentes de biocontrole saltou de cerca de 47 milhões de hectares na safra 2022/2023 para quase 79 milhões de hectares na safra 2024/2025, com crescimento superior a 34% no último ciclo analisado.
Bionematicidas e bioinseticidas lideram o uso, representando 78% da área potencial tratada na safra 2024/2025. Biofungicidas responderam por 21%. Ainda assim, os produtos biológicos representam cerca de 7% do mercado total de produtos destinados à proteção vegetal no país, excluídos os herbicidas — segmento no qual ainda não há bioherbicidas comercializados. Esses números colocam o Brasil entre os maiores produtores e consumidores globais de agentes de biocontrole, afirma Bettiol.
O avanço do controle biológico ocorre em um contexto de crescente preocupação com as mudanças climáticas. Segundo o relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado em 2023, o aquecimento global deve continuar aumentando nas próximas décadas, com impactos diretos sobre a agricultura.
O Controle biológico: ciência e mercado

Foto: Matheus Flalanga
“A redução da soma de inóculo ou das atividades determinantes da doença, provocada por um patógeno, realizada por um ou mais organismos que não o homem, é o conceito mais aceito pela ciência”, explica o pesquisador. Na prática, isso significa interferir no crescimento, na infectividade, na virulência e na agressividade do patógeno, além de outros processos que determinam a infecção, o desenvolvimento de sintomas e a reprodução do agente causador da doença.
De acordo com Bettiol, esse entendimento amplia significativamente o escopo do controle biológico. “Não se trata apenas de aplicar um microrganismo antagonista para controlar um determinado patógeno. Estamos falando de um conjunto de interações biológicas que podem envolver organismos avirulentos ou hipovirulentos da própria espécie patogênica, plantas com resistência estimulada, práticas culturais e microrganismos introduzidos ou de ocorrência natural que fortalecem a capacidade de resposta da planta”, explica.
Tanto o mercado brasileiro quanto o internacional adotam, em geral, um conceito mais simplificado de controle biológico de doenças de plantas, isto é, o uso de um antagonista para controlar um fitopatógeno. Para Bettiol, essa leitura é reducionista, mas facilita o entendimento dos atores envolvidos na cadeia produtiva.
“Quando o mercado restringe o controle biológico à aplicação de um produto comercial à base de um microrganismo antagonista, desconsidera outras estratégias igualmente importantes, como o manejo do ambiente para favorecer organismos benéficos ou o melhoramento de plantas para interagir melhor com esses bioagentes”, afirma.

Foto: Divulgação/APS
Nos últimos anos, ganharam espaço os termos como biopesticidas, biofungicidas e bioprotetores. Biopesticidas incluem organismos vivos — fungos, bactérias, vírus e oomicetos — além de nematoides, predadores, parasitoides e produtos naturais derivados desses organismos, usados na proteção das plantas.
No entanto, Bettiol pondera que nem todos os mecanismos de controle envolvem a morte do patógeno. “Muitos agentes não eliminam, não matam o fitopatógeno, mas protegem a planta por outros mecanismos. Por isso, o termo ‘bioprotetores’ é o mais adequado em vários casos”, destaca.
Quatro tipos de controle biológico
O controle biológico pode ser dividido de uma forma didática em quatro modalidades: natural, conservacionista, clássico e aumentativo. No controle biológico natural, pragas e doenças são mantidas em equilíbrio por ação de inimigos naturais e de antagonistas sem intervenção humana — um serviço ecossistêmico essencial. No conservacionista, práticas agrícolas são adotadas para preservar e estimular esses organismos benéficos de ocorrência natural.
Já o controle biológico clássico envolve a introdução de inimigos naturais de uma região de origem da praga para outra onde se deseja controlar o problema fitossanitário. O controle biológico aumentativo, o mais conhecido pelos agricultores, baseia-se na aplicação massal e periódica de agentes de biocontrole disponíveis comercialmente. Para tanto, há necessidade de realizar a produção industrial destes organismos e registrar para disponibilizar aos agricultores. “Cada estratégia tem seu papel dentro de um programa de manejo. O desafio é integrar essas abordagens”, ressalta o pesquisador.
Este estudo faz parte de capítulo do livro Biocontrole em patologia de plantas: conceitos e inovações, organizado pelo Grupo de Investigações em Fitopatologia, da Universidade Federal de Santa Maria (RS).
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C.Vale detalha a cooperados projetos e perspectivas para 2026
Gerentes apresentaram resultados de 2025 e novas iniciativas para ampliar eficiência e desenvolvimento da produção em 2026.

Entre os dias 9 e 13 de março, a C.Vale realizou prestação de contas aos integrados da produção de peixes, frango, suínos e leite. Cerca de 220 produtores dos municípios de Terra Roxa, Assis Chateaubriand, Palotina, Maripá e Toledo participaram das reuniões.
Fernando Varolo, gerente do Departamento de Produção Animal, apresentou os resultados de 2025 e as perspectivas para 2026. “Explicamos os desafios das áreas e ouvimos dos associados suas percepções e demandas sobre a produção”, disse Varolo.

Gerentes Fernando Varolo (com microfone), Valdecir Mauerwerk, Maykon Buttini, Tiago Zago e Paulo Poggere
Os temas principais abordados incluíram o fundo contra sinistros de aves e peixes, a construção da nova fábrica de rações para aves, a ampliação da fábrica de rações para peixes e os complementos de final de ano.
Para o produtor Renato Burin, os projetos e os novos investimentos foram os destaques do encontro. “A reunião foi muito interessante”, afirmou.
O associado Juraci de Araújo, produtor de frango e peixe, destacou a importância do encontro para esclarecer dúvidas do dia a dia na propriedade. “Muito importante para o nosso crescimento”, disse, lembrando que o fundo contra sinistros trouxe segurança adicional para a produção.
Os encontros também contaram com a presença dos gerentes Valdecir Mauerwerk (suínos e leite), Maykon Buttini (avicultura), Tiago Zago (rações) e Paulo Poggere (piscicultura).
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Porto de Paranaguá completa 91 anos como um dos principais corredores logísticos do Brasil
Segundo maior complexo portuário do país avança com investimentos em infraestrutura e tecnologia para ampliar capacidade e eficiência.

Segundo maior complexo portuário do Brasil e peça fundamental para o desenvolvimento econômico do Paraná, o Porto de Paranaguá comemora 91 anos nesta terça-feira (17). Administrado pela empresa pública Portos do Paraná, ele segue um amplo processo de modernização e expansão, marcado por investimentos em infraestrutura, tecnologia e eficiência logística.
A gestão implantada na Portos do Paraná nos últimos sete anos também contribuiu para grandes avanços operacionais. Em 2025, os portos paranaenses movimentaram mais de 73,5 milhões de toneladas de cargas, um índice que, segundo estudos técnicos, era previsto para ser alcançado a partir de 2035.

Foto: Divulgação/Porto de Santos
A gestão da empresa pública também tem sido reconhecida nacional e internacionalmente, com destaque em premiações de gestão portuária no Brasil e nos Estados Unidos. A Autoridade Portuária é a única do país a receber, por seis vezes consecutivas, o prêmio de melhor gestão portuária do Brasil, concedido pelo Ministério de Portos e Aeroportos do Governo Federal. Outros prêmios importantes foram entregues pela Associação Americana das Autoridades Portuárias (AAPA) ao longo dos últimos anos.
Ao completar 91 anos, segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o Porto de Paranaguá reafirma sua importância estratégica para o Brasil e segue avançando com investimentos que preparam o complexo portuário para os desafios logísticos das próximas décadas. “Viramos uma página. Hoje a Portos do Paraná é sinônimo de eficiência, liderança, comprometimento e investimento”, afirma. “Isso sem perder a essência da visão estratégica para o desenvolvimento do Litoral e das nossas cidades, com obras de infraestrutura, saneamento e preservação ambiental”.
“Ao longo de mais de nove décadas, o Porto de Paranaguá se consolidou como um dos principais corredores logísticos do País, responsável por escoar a produção do agronegócio, receber insumos e conectar o Brasil aos principais mercados internacionais”, complementa o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
O Porto de Paranaguá é responsável por escoar grande parte da produção agrícola do País, o que ajuda a consolidar a balança comercial e o comércio internacional. “Atualmente somos o primeiro colocado na exportação de óleo de soja no Brasil e o principal canal exportador de carne de frango congelada do mundo”, declarou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.
Expansão

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Desde 2019, a Portos do Paraná prioriza projetos estruturantes, que ampliam a capacidade operacional do porto e fortalecem a competitividade do Estado no comércio internacional. Entre as iniciativas estão melhorias em infraestrutura que somam mais de R$ 5,1 bilhões em investimentos, parte dos quais já está em implantação.
Grande parte desses investimentos estão sendo possíveis devido ao trabalho que resultou na regularização de 100% das áreas arrendáveis do Porto de Paranaguá. Todos os arrendamentos foram formalizados a partir de leilões públicos realizados na Bolsa de Valores do Brasil (B3).
Outra Grande conquista foi a concessão do Canal de Acesso, um projeto inédito e que está servindo de modelo para outros portos públicos brasileiros. Com a concessão, ele será aprofundado e navios maiores e com mais cargas poderão sair de Paranaguá com um custo operacional menor, tornando o porto ainda mais competitivo.
Um dos maiores símbolos do novo ciclo de investimentos no Porto de Paranaguá é o Moegão, sistema exclusivo de descarga ferroviária de grãos e farelos, que está em fase de conclusão. Com mais de R$ 650 milhões em investimentos, o complexo logístico vai agilizar o recebimento de trens na área portuária e contará com estruturas modernas de transporte, por meio de torres de transferência de carga e sistemas de alimentação para os terminais portuários.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
A estrutura terá capacidade para descarregar até 900 vagões por dia, ampliando a produtividade logística e reduzindo cruzamentos ferroviários na área urbana de Paranaguá. Considerada a maior obra portuária pública em andamento no País, o Moegão deve marcar um novo patamar de eficiência na movimentação de grãos e consolidar o porto como referência logística no Brasil.
Além disso, a construção do Píer em “T” vai revolucionar o corredor de exportação leste, assim como o Píer em “F”, que conectará os terminais do novo corredor oeste. Também está prevista a expansão do píer de líquidos, com a interligação dos terminais que operam esse tipo de carga.
O Píer em “T” contará com quatro novos berços e terá capacidade de movimentar 32 mil toneladas por hora, aumentando consideravelmente a capacidade de escoamento da produção para o mercado internacional.
Novos empregos

Foto: Vosmar Rosa/MPOR
Mais do que um grande hub logístico, o Porto de Paranaguá é um dos principais motores econômicos do litoral paranaense. A atividade portuária movimenta cadeias produtivas inteiras, gera empregos diretos e indiretos e impulsiona setores como transporte, comércio e serviços.
A Portos do Paraná conta com 492 empregados e estagiários, e o Porto de Paranaguá tem cadastrados, atualmente, 2.458 trabalhadores portuários avulsos (TPAs) e 16.393 profissionais terceirizados, segundo dados da Unidade Administrativa de Segurança Portuária (UASP).
O complexo econômico formado em torno do Porto de Paranaguá também gera milhares de outros empregos. “Cerca de 50% de toda a arrecadação municipal decorre direta ou indiretamente das atividades portuárias, e pelo menos 40% dos empregos em Paranaguá são gerados a partir do Porto”, comenta o diretor de Desenvolvimento Empresarial, Felipe Gama.



