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IBGE reforça Paraná como destaque em produção de proteínas

Levantamento do terceiro trimestre mostra que Estado abateu 25,36 milhões de cabeças de frango a mais que o mesmo período do ano passado, mantendo-se na liderança nacional

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Arquivo/OP Rural

O desempenho do Paraná em produção de proteínas no terceiro trimestre reforçam o Estado como um dos principais do Brasil neste setor. Levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que o Estado abateu 25,36 milhões de cabeças de frango a mais do que o mesmo período em 2018.

Cresceram também nos meses julho, agosto e setembro a produção de leite (+43,76 milhões de litros e de ovos (+9,45 milhões de dúzias). O Estado manteve a liderança no abate de frangos, com 32,5% da participação nacional, seguido por Santa Catarina (14,3%) e Rio Grande Sul (14%).

Em relação ao leite, se descolou um pouco mais do Rio Grande do Sul, com 14,3% da captação nacional contra 13,7%. Minas Gerais segue na liderança com 24,5%. O IBGE revelou, ainda, a condição do Paraná como segundo maior produtor de ovos do País, com participação de 9,3%, atrás apenas do Estado de São Paulo com 28,4%.

O secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, explica que a evolução dos números tem relação direta com a maior presença da China na compra de proteína animal do Paraná, especialmente por causa do surto de peste suína africana que atingiu o país oriental.

“Como o Paraná é o maior produtor brasileiro de carne, seja ela de porco, boi, frango ou peixe, as vendas tiveram um impacto muito considerável. Toda essa movimentação do setor é muito positiva”, afirmou.

Indústria

Outro ponto destacado diz respeito à produção industrial de alimentos. Também de acordo com o IBGE, o Paraná registrou o maior crescimento do País no setor. Entre janeiro e outubro de 2019 a evolução foi de 8,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. É o maior índice da série histórica do órgão de pesquisa nos primeiros dez meses do ano (2002-2019).

Para ele, o Estado tem conseguido fazer o processamento de quase todos os itens agrários. “Quase tudo que sai da roça, de uma maneira ou de outro, está sendo industrializado, com novas plantas se instalando no Paraná”, destacou.

De acordo com o IBGE, a produção industrial de alimentos envolve abate de carnes, fabricação de óleos, laticínios, moagem, beneficiamento de produtos, refino, torrefação de café e preservação de pescados.

Nacional

Em relação ao desempenho nacional, o instituto revelou que no 3º trimestre de 2019 foram abatidas 1,47 bilhão de cabeças de frangos. Esse resultado significou aumentos de 3,1% em relação ao mesmo período de 2018 e de 3,3% na comparação com o 2° trimestre de 2019.

No período, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (Federal, Estadual ou Municipal) foi de 6,29 bilhões de litros, equivalente a um aumento de 0,6% em relação ao 3° trimestre de 2018, e a um incremento de 7,5% em comparação com o trimestre imediatamente anterior, com um acréscimo de 37,73 milhões de litros.

O levantamento mostrou também que foram produzidas 964,89 milhões de dúzias de ovos de galinha no 3º trimestre de 2019. Isso correspondeu a um aumento de 4,3% acima do apurado no 3º trimestre de 2018 e um acréscimo de 0,7% em relação à produção do trimestre imediatamente anterior.

Considerando a série histórica da pesquisa, iniciada em 1987, a produção foi recorde, superando o pico anterior obtido no 2° trimestre de 2019, quando foram produzidas 958,11 milhões de dúzias.

Fonte: AEN/Pr
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Notícias Postura

Programa Ovos RS avança no desenvolvimento de certificadora

Todo o processo de desenvolvimento da certificadora deverá ser concluído até o final de 2020

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Na terça-feira (30) ocorreu a segunda reunião do comitê consultivo da Certificadora da Qualidade de Ovos que está sendo desenvolvida pela ASGAV e Programa Ovos RS, cujo nome já está em processo de registro. Depois de cinco meses desde a primeira reunião realizada com o comitê consultivo, os trabalhos de revisão das legislações e normativas pertinentes e construção de diretrizes e metodologia de certificação foram executados conforme o cronograma previsto.

O Instituto SENAI de Alimentos e Bebidas do RS foi contratado pela ASGAV e Programa Ovos RS para conduzir a elaboração da metodologia de certificação, atuar na seleção e treinamento de auditores e posteriormente será responsável pela execução das auditorias in loco como Organismo de Certificação. Os membros do comitê foram convidados a participar deste processo de construção das metodologias e através de suas competências e experiências em diferentes áreas de atuação no contexto da Postura Comercial estão contribuindo nas demandas técnicas com envio de sugestões e informações pertinentes, bem como validação de critérios de avaliação.

Na reunião foi abordada e avaliada toda a metodologia descrita permitindo a realização de ajustes de acordo com as considerações do comitê. “Desta forma, buscamos adequar a metodologia de avaliação às normativas vigentes, aplicação prática e atendimento das necessidades dos diferentes sistemas de produção, sempre com foco na qualidade dos ovos produzidos, sanidade dos plantéis e respeito ao bem-estar animal”, comenta a consultora Técnica do Programa Ovos RS, doutora Raquel Melchior.

Como sequência das atividades, os critérios elencados serão formatados como check list de avaliação, a elaboração das diretrizes do processo de certificação avançará incluindo a conclusão das etapas de registro da marca, e serão definidos os critérios para a seleção e treinamento dos auditores que atuarão realizando as auditorias in loco. Está prevista também uma etapa de validação da metodologia junto ao Serviço Oficial.

“O desenvolvimento de todo conteúdo, diretrizes e conceitos da certificadora vem atendendo cronograma previsto, contamos também com apoio de IEC com disponibilidade de informações sobre certificações no setor em diversos países, assim, acredito que no final deste ano atingiremos nossa meta”, informa o diretor executivo da ASGAV e coordenador do Programa Ovos RS, Eduardo Santos.

Todo o processo de desenvolvimento da certificadora deverá ser concluído até o final de 2020 e o serviço de certificação de estabelecimentos interessados estará disponível a partir de 2021.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Notícias Segundo Cepea

Menor oferta eleva preço ao produtor de leite em quase 10% em junho

Menor captação em maio acirrou a competição entre os laticínios para a compra de matéria-prima

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A menor oferta de leite no campo em maio acirrou a competição entre laticínios e resultou em aumento nos preços pagos a produtores em junho. Esse cenário foi verificado em todos os estados acompanhados pela pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

Na “Média Brasil” líquida, o preço ao produtor de junho (referente à captação de maio) atingiu R$ 1,5135/litro, forte alta de 9,8% em relação ao mês anterior. Em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de maio/20), a média atual está 2,7% menor que a verificada em junho de 2019, mas é a maior desde julho daquele ano.

É preciso salientar que existe a tendência sazonal de aumento das cotações entre março e agosto, uma vez que a produção de leite é prejudicada pela baixa disponibilidade de pastagens em decorrência da diminuição das chuvas. Com o avanço da entressafra da produção no Sudeste e no Centro-Oeste e a estiagem no Sul, a captação de leite seguiu limitada. O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea registrou queda de 0,2% de abril para maio na “Média Brasil” e acumula diminuição de 12,6% neste ano.

Assim, a menor captação em maio acirrou a competição entre os laticínios para a compra de matéria-prima. Isso foi evidenciado pelo aumento de 6,7% no preço médio mensal do leite spot (negociação de leite cru entre indústrias) em Minas Gerais de abril para maio, em termos nominais.

A menor oferta de matéria-prima em maio, por sua vez, intensificou a redução dos estoques de UHT, muçarela e leite em pó – que, vale lembrar, já vinham limitados, devido à menor produção em abril, por conta das incertezas geradas pela pandemia de coronavírus. Adicionalmente, agentes de mercado consultados pelo Cepea informaram que a demanda por derivados lácteos se mostrou mais firme em maio em comparação com abril, cenário que favoreceu a recuperação das cotações dos lácteos.

Perspectivas para julho

A defasagem temporal entre a produção de leite e a comercialização dos derivados causa o delay de um mês no repasse das condições de mercado para o produtor. Nesse sentido, as negociações quinzenais do leite spot e a venda dos lácteos de junho irão influenciar os valores do leite captado naquele mês, que serão pagos ao produtor em julho.

No caso do preço do spot, houve alta nas duas quinzenas de junho, com maior intensidade na segunda. Pesquisas do Cepea mostram que, na média deste mês, o preço do spot em Minas Gerais ficou 45% acima do de maio, em termos nominais, chegando a R$ 2,28/litro. A pesquisa diária de derivados do Cepea indicou que os estoques de UHT e muçarela seguiram limitados em junho, o que favoreceu as altas acumuladas nas cotações (de 1º a 29 de junho), respectivamente de 8,4% e de 21,2%. O UHT registou média mensal parcial de R$ 3,19/litro, 18% acima do valor verificado em maio. A média mensal parcial da muçarela foi de R$ 22,24/kg, elevação de 22,8% na mesma comparação.

Fonte: Cepea
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Notícias Suinocultura

05 pontos que você precisa saber sobre nutrição de suínos

Diante da proibição do uso de antibióticos como promotores de crescimento, cresce a busca por alternativas, com destaque para os aditivos

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Foto: O Presente Rural

A proibição do uso de antibióticos como promotores de crescimento já é realidade em muitos países e, ano a ano, vem ganhando força no Brasil. Diante deste contexto, cresce a busca por alternativas, com destaque para os aditivos.

De acordo com Silvano Bünzen, Gerente de Serviços Técnicos da Wisium, é necessário conhecer e aplicar corretamente os conhecimentos dos nutrientes, e o quanto eles podem contribuir para a saúde intestinal. “O uso adequado de certas fibras, por exemplo, pode ajudar no melhor equilíbrio das bactérias presentes no trato gastrointestinal, aumentando a produção de ácidos locais e melhorando o desempenho dos animais”, observa.

Para que você se prepare melhor para este cenário, o gerente da Wisium compartilha a seguir cinco pontos fundamentais. Confira:

Planejamento

A substituição ou retirada dos antibióticos promotores de crescimento não pode ser feita simplesmente, sem um planejamento e preparo prévio. Na parte dos ingredientes utilizados, é preciso selecionar corretamente aqueles de alta digestibilidade para que “sobrem menos” frações não digeridas e que vão servir de substrato para crescimento de bactérias indesejáveis.

Aditivos

Os aditivos, que ajudam no aproveitamento dos nutrientes e auxiliam na prevenção de desordens entéricas, são fundamentais para a nutrição de excelente qualidade. Diversos exemplos europeus mostram que o uso de dietas focado em nutrientes funcionais e aditivos específicos reduz a pressão de contaminação por bactérias patogênicas.

Conjunto de estratégias

Um conjunto de estratégias focadas em melhorar o desempenho dos animais pode ser extremamente eficaz, uma vez que ajuda a contemplar o fornecimento adequado dos nutrientes, auxilia o controle mais natural das bactérias indesejáveis e podem ajudar na redução dos fatores que aumentam os desafios entéricos.

Saúde Pública

Uma nutrição adequada contribui para uma melhor saúde pública. Ao melhorarmos a digestibilidade e o aproveitamento dos alimentos pelos animais, conseguirmos favorecer a saúde intestinal. Isso é fundamental para reduzir pressões de infecção e, juntamente com a necessidade da melhora da ambiência e manejo, diminuir também o uso de antibióticos que hoje são utilizados na linha humana.

Desempenho zootécnico

Estratégias alternativas ao uso dos antibióticos promotores de crescimento são importantíssimas e fundamentais. Atendem a legislação, somando o conceito de produção sustentável, ao proporcionar a produção de produtos de qualidade com respeito a saúde humana. Na medida que mantém a produtividade, ajudam a garantir o retorno sobre os investimentos.

Fonte: Assessoria
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