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IBGE anuncia troca de diretores em meio a crise com servidores

Maria do Carmo Dias Bueno foi designada para o cargo de diretora de Geociências, enquanto Gustavo de Carvalho Cayres da Silva assume a diretoria-adjunta. Com essas mudanças, chega a quatro o número de diretores que deixaram a instituição em 2025.

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Foto: Divulgação/IBGE
A presidência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou, na última quinta-feira (25), a nomeação de dois novos diretores em meio a uma crise com os servidores. Maria do Carmo Dias Bueno foi designada para o cargo de diretora de Geociências, substituindo Ivone Lopes Batista, enquanto Gustavo de Carvalho Cayres da Silva assume a diretoria-adjunta, ocupando o lugar que antes era de Patrícia do Amorim Vida Costa. A transição ocorre no decorrer desta semana, conforme nota oficial do IBGE.

Com essas mudanças, chega a quatro o número de diretores que deixaram a instituição em 2025, todos nomeados pelo atual presidente do IBGE, Márcio Pochman. O clima tenso no órgão aumentou após o anúncio da criação da Fundação IBGE+, proposta por Pochman e batizada internamente pelos servidores de “IBGE paralelo”.

A fundação, segundo o presidente, teria como objetivo gerar pesquisas e conteúdos voltados à iniciativa privada, mas seus detalhes geraram descontentamento entre os funcionários. O Sindicato dos Servidores do IBGE (AssIBGE) afirma que a criação da fundação não passou por discussões internacionais, o que gerou ainda mais insatisfação.

Além disso, a direção do IBGE também causou desconforto ao exigir que o sindicato retirasse a sigla IBGE de seu nome, o que foi interpretado como uma tentativa de limitar a representação dos trabalhadores. Pochman, por sua vez, defendeu a Fundação IBGE+ e acusou o sindicato de espalhar desinformação sobre o projeto.

Outras decisões do comando do IBGE também foram alvo de críticas. Entre elas, está uma mudança de funcionários de uma das sedes do instituto, no centro do Rio de Janeiro, para um prédio na zona sul. O presidente justificou a medida como uma forma de reduzir custos, uma vez que as instalações do centro foram alugadas, enquanto o imóvel da zona sul é de propriedade do governo federal.

Fonte: Com informações do IBGE

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Primeiras cargas de DDGS chegam à China e abrem nova frente para o milho brasileiro

Envio de 62 mil toneladas marca início das exportações. Brasil também estreia vendas de farinha de vísceras ao mercado chinês.

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Foto: Shutterstock

O Brasil deu início às exportações de grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS) para a China, ampliando a presença de coprodutos do milho no principal mercado do agronegócio nacional. O primeiro embarque, com 62 mil toneladas, chegou ao porto de Nansha, em Guangzhou, no sul do país.

O DDGS é um coproduto da produção de etanol de milho e teve o acesso ao mercado chinês viabilizado após demanda apresentada pela União Nacional do Etanol de Milho. As negociações sanitárias entre Brasil e China foram concluídas em maio de 2025, com a habilitação dos primeiros estabelecimentos exportadores ocorrendo em novembro do mesmo ano.

Além disso, o Brasil realizou o envio do primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves ao mercado chinês. O produto, utilizado principalmente na alimentação animal, teve sua exportação autorizada em abril de 2023, a partir de demanda apresentada pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal.

As operações marcam a abertura de novas frentes comerciais para produtos de maior valor agregado, resultado de articulação entre governo e setor produtivo para ampliação da pauta exportadora.

Com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, a China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% do total exportado pelo setor.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
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Brasil abre mercado nas Filipinas para exportação de DDG

Negociações também garantem envio de sementes de pimenta ao Peru. Países somaram mais de US$ 2,5 bilhões em compras do agro brasileiro em 2025.

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Foto: Shutterstock

O governo brasileiro concluiu negociações para exportar grãos secos de destilaria de milho (DDG) às Filipinas, ampliando o acesso a um dos principais mercados asiáticos para insumos destinados à alimentação animal. O produto, derivado do processamento do milho, é amplamente utilizado em dietas de ruminantes e aves.

Em 2025, as Filipinas importaram mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários do Brasil, indicando potencial de expansão para novos itens na pauta comercial.

Além disso, o Brasil também obteve autorização para exportar sementes de pimenta da espécie capsicum baccatum ao Peru. A liberação inclui variedades como dedo-de-moça, pimenta-cumari e cambuci.

No caso peruano, o fluxo comercial já é relevante. Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários ao país, com destaque para produtos florestais, carne de frango, óleo de soja e café.

As aberturas de mercado ampliam a diversificação da pauta exportadora brasileira e reforçam a presença do país em mercados estratégicos na América do Sul e na Ásia.

Fonte: O Presente Rural
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Oferta restrita sustenta alta do trigo e preço no Paraná supera R$ 1.280 por tonelada

Produtores afastados do spot e necessidade de recomposição de estoques pelas moageiras reduzem liquidez e elevam valores.

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Os preços do trigo seguem em trajetória de alta nas praças acompanhadas pelo Cepea, em um contexto de oferta restrita no mercado spot nacional. No Paraná, o valor médio do cereal ultrapassou R$ 1.280 por tonelada no fim de março, retornando a patamares observados em meados de setembro de 2025.

Segundo o Cepea, produtores permanecem afastados das negociações, à espera de melhores oportunidades de comercialização. Parte dos agricultores também direciona a atenção às atividades da safra de verão, fator que contribui para limitar a liquidez no mercado disponível.

Do lado da demanda, moageiras indicam necessidade de recomposição de estoques, especialmente neste início de mês. Diante da baixa disponibilidade do cereal, compradores ativos encontram pouca oferta e acabam aceitando os valores mais elevados pedidos pelos vendedores, conforme relatam pesquisadores do Centro de Pesquisas.

Fonte: O Presente Rural
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