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Bovinos / Grãos / Máquinas

IATF garante mais eficiência e segurança reprodutiva na estação de monta

Ferramenta permite sincronizar o cio e concentrar os partos, resultando em maior padronização, ganho genético e rentabilidade para o pecuarista.

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Com a proximidade da estação de monta, período crítico para a reprodução do rebanho, a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) se destaca como ferramenta estratégica para pecuaristas que buscam otimizar a reprodução, padronizar a produção e aumentar a rentabilidade da fazenda. A estação de monta concentra o período de reprodução do rebanho, exigindo que os animais estejam em ótima condição sanitária e nutricional para garantir altas taxas de fertilidade.

De acordo com o médico-veterinário Gibrann Frederiko, problemas sanitários, como infecções uterinas e doenças reprodutivas, podem comprometer a prenhez e impactar diretamente a produtividade da fazenda. Nesse cenário, a IATF traz alguns benefícios para o pecuarista, como a possibilidade de sincronizar o cio e realizar a inseminação de todo o rebanho em um curto período, promovendo otimização do tempo e maior eficiência no controle reprodutivo.

A técnica também favorece a padronização da produção, com partos concentrados em períodos próximos, resultando em lotes mais homogêneos e facilitando o manejo. Além disso, com a melhora genética e maior eficiência reprodutiva, há um aumento no peso médio dos animais, o que se traduz em maior lucratividade para a fazenda.

As taxas de sucesso da IATF, no entanto, podem variar de acordo com o porte do rebanho, a raça, a condição corporal dos animais e o manejo adotado. “Raças zebuínas, por exemplo, tendem a apresentar melhores resultados em condições de clima tropical, enquanto raças europeias exigem cuidados adicionais relacionados à nutrição e ao conforto térmico, para garantir que o procedimento seja eficiente”, destaca.

Para garantir eficiência e segurança na aplicação da IATF, é fundamental atenção aos cuidados de manejo e sanidade antes, durante e após o procedimento. “Isso inclui exames clínicos do rebanho, correção de deficiências nutricionais, protocolos de vacinação, higienização rigorosa durante a inseminação e acompanhamento da saúde das fêmeas gestantes, além do diagnóstico de prenhez no período recomendado”, explica Frederiko.

O médico-veterinário chama a atenção para os erros mais recorrentes na aplicação da IATF, como a execução incorreta do protocolo hormonal, o manejo inadequado, que pode gerar estresse nos animais, e a falta de capacitação dos inseminadores. “Todos esses fatores podem ser evitados com rigor técnico, condições ideais de transporte, contenção e alimentação, além da atuação de profissionais treinados e experientes. Contar com suporte técnico especializado e produtos de alta qualidade é essencial para que o pecuarista alcance resultados superiores e fortaleça sua produção”, destaca Frederiko.

Com a chegada da estação de monta, a IATF se apresenta como uma solução estratégica capaz de transformar a eficiência reprodutiva do rebanho, trazendo mais segurança, padronização e lucratividade para os pecuaristas.

Fonte: Assessoria Nossa Lavoura

Bovinos / Grãos / Máquinas

Paraná debate fortalecimento da cadeia do leite

Produtores, autoridades e parlamentares discutem políticas públicas, competitividade e fiscalização da lei sobre leite em pó importado.

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O Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), participou, no dia 14 de março, do encontro Leite com Dignidade, realizado durante a Expobel, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná. O evento reuniu produtores, lideranças do setor, parlamentares e representantes do poder público para discutir os principais desafios da cadeia produtiva do leite, como questões sobre competitividade, importações de produtos lácteos e políticas públicas para o setor.

Na ocasião, um dos temas debatidos foi a aplicação da Lei Estadual nº 22.765/2025, que proíbe a reconstituição de leite em pó importado destinado ao consumo humano no Paraná. A fiscalização da norma envolve órgãos de controle sanitário e de defesa agropecuária, entre eles a Adapar, que fica responsável por atuar no acompanhamento e na verificação do cumprimento da legislação no Estado.

A programação também incluiu discussões sobre os impactos das importações na cadeia produtiva do leite e a necessidade de fortalecimento da organização institucional dos produtores no Estado. Entre os temas apresentados esteve ainda o projeto de criação do Instituto Nacional do Leite.

A proposta busca a estruturação de uma instância nacional voltada ao desenvolvimento de políticas públicas para o setor. Lideranças do setor apresentaram iniciativas de mobilização dos produtores, incluindo um documento que reúne demandas e propostas para o fortalecimento da cadeia produtiva do leite no país.

Economia

A cadeia leiteira tem um papel relevante na agropecuária paranaense. Anualmente são produzidos aproximadamente 4,6 bilhões de litros de leite no Paraná. A atividade possui forte presença da agricultura familiar e contribui para a geração de renda no campo, além de movimentar cooperativas e agroindústrias em diversas regiões do Estado.

Na região Sudoeste, considerada um dos principais polos leiteiros do Paraná, a produção se aproxima de 1 bilhão de litros por ano. A regional de Francisco Beltrão concentra cerca de 600 milhões de litros anuais, consolidando-se como uma das áreas de maior destaque na produção estadual. Na região dos Campos Gerais está localizado o município com maior produção de leite do país, Castro, responsável pela produção anual de mais de 480 milhões de litros de leite.

Premiação

A 2ª edição do Prêmio de Queijos Coloniais foi mais uma das atrações da Expobel. O concurso reuniu 49 produtores de queijo do Paraná, que disputaram nas categorias de queijo colonial tradicional e queijo colonial diferenciado. Ao todo, seis produtos foram premiados. O concurso foi realizado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) em parceria com o Instituto de Desenvolvimento do Paraná (IDR-PR), com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e com a prefeitura de Francisco Beltrão.

Fonte: Assessoria Adapar
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Brasil atinge recorde no abate bovino com quase 43 milhões de cabeças

Resultado reflete mercado aquecido e expansão da atividade na maioria das regiões produtoras.

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O abate de bovinos no Brasil alcançou 42,94 milhões de cabeças em 2025, alta de 8,2% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o maior já registrado na série histórica da pesquisa, superando o recorde anterior.

Todos os trimestres do ano apresentaram crescimento na comparação com 2024. Um dos destaques foi o aumento na participação de fêmeas, que atingiu 46,8% do total abatido, chegando a superar o número de machos no segundo trimestre.

Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará

Também houve avanço no abate de animais jovens, especialmente novilhas, que representaram 78% das 8,4 milhões de cabeças dessa categoria. O cenário foi impulsionado pela forte demanda interna e pelo desempenho das exportações.

O crescimento foi registrado em 25 das 27 unidades da federação, com destaque para São Paulo, Pará, Rondônia, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No quarto trimestre de 2025, o abate somou 11,04 milhões de cabeças, queda de 2,7% em relação ao trimestre anterior, mas alta de 14% na comparação com o mesmo período de 2024.

Fonte: Agência IBGE
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Bovinos / Grãos / Máquinas Na África

Brasil abre mercado em Ruanda para exportação de gado vivo e material genético

Negociação inclui bovinos e búfalos para reprodução, engorda e abate, além de embriões e sêmen. África importou mais de US$ 392 milhões do Brasil em 2025 e passa a ganhar peso na estratégia comercial do setor.

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Foto: Fabiano Bastos

O governo brasileiro finalizou negociações sanitárias e comerciais que habilitam o país a exportar gado vivo e material genético para Ruanda. O pacote inclui bovinos e búfalos destinados à reprodução, bovinos para engorda e abate, além de embriões bovinos e bubalinos e sêmen bovino.

Foto: Shutterstock

A abertura amplia o alcance da pecuária brasileira em um mercado africano com demanda crescente por genética e reposição de rebanhos. A possibilidade de envio de animais vivos para diferentes finalidades – reprodução, recria e abate – indica um escopo mais amplo de atuação, que vai além da venda de genética e inclui fornecimento direto de animais para sistemas produtivos locais.

Os embarques de embriões e sêmen reforçam a inserção do Brasil em programas de melhoramento genético no exterior, com potencial de contratos de médio e longo prazo. Esse tipo de operação costuma agregar maior valor e envolve também serviços associados, como assistência técnica, manejo reprodutivo e transferência de tecnologia.

O continente africano vem ganhando peso na estratégia comercial brasileira. Em 2025, as exportações de gado vivo e

Foto: Divulgação

material genético bovino para a região superaram US$ 392 milhões, refletindo a expansão da demanda por proteína animal e o crescimento populacional em diversos países.

Com a habilitação de Ruanda, o agronegócio brasileiro soma 552 aberturas de mercado desde o início de 2023, em diferentes cadeias produtivas. No caso da pecuária, o avanço reforça a diversificação de destinos e reduz a dependência de mercados tradicionais, ao mesmo tempo em que amplia o espaço para a genética brasileira em sistemas produtivos em desenvolvimento.

Fonte: O Presente Rrual
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