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Notícias Show Rural

IAPAR mostra técnicas para identificação, prevenção e controle da estria bacteriana do milho

Estria bacteriana vem sendo detectada em novos municípios das regiões paranaenses

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Arquivo/OP Rural

Modos de disseminação, sintomas, potencial de danos às plantas, medidas de prevenção e controle. Essas e outras dúvidas a respeito da estria bacteriana do milho são explicadas em detalhes pelos pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) durante o Show Rural.

Causada por uma bactéria, a doença foi detectada pela primeira vez no Brasil em lavouras da segunda safra de 2018 no Oeste do Paraná. Pouco depois, houve também registros nas regiões Centro-Oeste e Norte do Estado. Em cultivares mais suscetíveis, a estria bacteriana do milho pode comprometer mais de 50% da produtividade, esclarece o pesquisador Adriano de Paiva Custódio.

Na safra atual, a estria bacteriana vem sendo detectada em novos municípios das mesmas regiões paranaenses, de acordo com o fitopatologista Rui Pereira Leite, do IAPAR.

Descoberta

Sintomas da estria bacteriana vinham sendo observados desde 2016 em áreas experimentais do Centro de Pesquisa Agrícola da Cooperativa Agropecuária Consolata (Copacol), em Cafelândia. Mas eram pouco frequentes e os técnicos julgaram tratar-se de uma doença secundária.

O problema aumentou de intensidade na segunda safra do ano passado, e os técnicos da região encaminharam amostras de plantas infectadas ao laboratório de bacteriologia do IAPAR, em Londrina, que confirmou tratar-se da estria causada pela bactéria Xanthomonas vasicola pv. vasculorum.

Por ser a primeira constatação no Brasil, o IAPAR imediatamente notificou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a ocorrência de uma nova doença em lavouras de milho no Paraná, como determina a legislação.

Disseminação

A bactéria causadora da estria bacteriana do milho pode se propagar nas lavouras por meio da chuva, vento, água de irrigação e equipamentos como tratores, implementos, colhedoras e caminhões, explica Rui Pereira Leite.

Também pode sobreviver de uma safra para outra na palhada e restos de culturas, ou mesmo em outras plantas hospedeiras, invasoras ou cultivadas – espécies como arroz e aveia também são suscetíveis.

Uso de sementes de boa qualidade e de cultivares menos suscetíveis, desinfestação de equipamentos, rotação de cultivos e destruição de restos de cultura são as principais práticas de controle. Ainda não há produtos químicos testados para o controle da doença.

IAPAR e empresas produtoras de sementes estão testando a resistência à bactéria dos principais híbridos disponíveis no mercado. Também estão em avaliação produtos químicos que possam ter efeito contra a doença. Os resultados preliminares estão sendo apresentados no Show Rural.

Fonte: Assessoria
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Notícias Sanidade

ABPA e DIPOA promovem encontro sobre inspeção

Será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos

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Divulgação/Agrostock

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura (DIPOA/MAPA) realizam ao longo desta semana um encontro conjunto para tratar sobre temas do sistema de inspeção do setor de proteína animal. A programação do evento, iniciada na segunda-feira (18), segue até sexta-feira (22), em São Paulo, SP.

Na ocasião, será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos. Além disso, também serão discutidas as ações e procedimentos de verificação oficial dos controles em estabelecimentos produtores de carne e suínos. Participam do encontro técnicos das agroindústrias produtoras e exportadoras e auditores fiscais do Ministério da Agricultura.

“Este é um trabalho que tem como princípio o fortalecimento do trabalho pela qualidade e a reconstrução da imagem do setor produtivo, seguindo todos os parâmetros legais em uma parceria do setor público e da iniciativa privada.  Esperamos realizar, em breve, novos eventos com o mesmo objetivo”, ressalta Francisco Turra, presidente da ABPA.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Leiteiro

Estoques reduzidos e menor produção elevam preço do UHT

Altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios

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O preço do leite UHT negociado no atacado do Estado de São Paulo subiu 0,24% entre as duas últimas semanas, fechando com média de R$ 2,4357/litro no período entre 11 e 15 de fevereiro. Conforme colaboradores do Cepea, as altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios.

Apesar da valorização, as negociações entre laticínios e atacados permaneceram baixas. Já o queijo muçarela se desvalorizou 0,83% na mesma comparação, fechando com média de R$ 17,2862/kg entre 11 e 15 de fevereiro. Quanto à liquidez no mercado deste derivado, permaneceu estável no período.

Fonte: Cepea
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Notícias No Paraná

Trigo pode ser boa alternativa ao produtor na 2ª safra

Como o clima está favorável, os preços e custos de produção irão balizar tomada de decisão dos agricultores

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Divulgação/SECS

Com o avanço da colheita dos grãos de verão no Paraná, triticultores do Estado já planejam a divisão das áreas de semeio na segunda safra. Como o clima está favorável ao desenvolvimento tanto do trigo quanto do milho, os preços e custos de produção é que irão balizar a tomada de decisão dos agricultores por um ou outro.

Segundo dados da equipe de custos agrícolas do Cepea, em Cascavel, PR, o custo operacional de produção do milho 2ª safra foi calculado em R$ 2.822,54/hectare, contra R$ 1.901,03/ha para o trigo. A produtividade média das últimas três safras foi de 93 sacas/ha para o milho e de 49 sc/ha para o trigo, de acordo com dados do Deral/Seab.

Considerando-se os valores médios de venda em janeiro/19, as receitas geradas seriam de R$ 2.724,08/ha para o milho e de R$ 2.343,38/ha para o trigo. Portanto, a receita obtida com a cultura do trigo foi suficiente para saldar os custos operacionais e gerar margem positiva ao produtor, de R$ 442,35/ha. Já a receita obtida com o milho 2ª safra não foi suficiente para cobrir o total de desembolsos, resultando em margem negativa ao produtor, de R$ 98,46/ha.

Fonte: Cepea
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