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Hormônios e antibióticos: mitos e verdades na nutrição animal bovina
É crescente o número de consumidores de carne e leite que se deparam com dúvidas em relação a segurança desses alimentos. De fato, muitas pessoas associam a precocidade de terminação dos animais com o uso de substâncias como hormônios ou antibióticos para favorecer o aumento na produtividade.

Por Luis Eduardo Ferreira, biomédico, doutor em Biotecnologia e analista de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Premix.
É crescente o número de consumidores de carne e leite que se deparam com dúvidas em relação a segurança desses alimentos. De fato, muitas pessoas associam a precocidade de terminação dos animais com o uso de substâncias como hormônios ou antibióticos para favorecer o aumento na produtividade.
Apesar de não serem muito bem aceitos pela sociedade, os hormônios são compostos naturais produzidos por todos os seres vivos. No entanto, a falta de conhecimento faz com que os consumidores se assustem quando dizemos que diferentes setores da agropecuária fazem uso dessas biomoléculas.
Na pecuária de corte, o uso de hormônios pode ser feito em diferentes fases. Na fase de cria, a aplicação de hormônios para a realização da inseminação artificial tem como objetivo promover a sincronização da ovulação das matrizes, melhorar as taxas de fertilidade, qualidade e quantidade final de bezerros obtidos. No entanto, para a execução deste manejo, existem no Brasil diferentes regras com o objetivo de garantir segurança aos animais e consumidores finais dos derivados.
Nas fases de recria e engorda, os hormônios promotores de crescimento (“anabolizantes bovinos”) são utilizados para favorecer o ganho de peso dos animais. Vale lembrar que na pecuária brasileira a aplicação dessas substâncias no rebanho está proibida desde a década de 1980. Apesar disso, alguns países possuem uma legislação que permite sua utilização, o que torna difícil a discussão sobre a permissão ou não desses compostos no sistema produtivo.
Apesar da proibição da aplicação dos hormônios promotores de crescimento, a legislação brasileira permite a inclusão de algumas classes de aditivos zootécnicos como os antibióticos e ionóforos na nutrição animal. Na prática, a presença desses compostos na dieta irá favorecer o metabolismo, a fermentação ruminal, e a melhora da saúde intestinal dos animais. Como resultado, os animais terão melhor aproveitamento do conteúdo alimentar consumido, aumento dos níveis energéticos da dieta, melhoria dos índices de ganho de peso e aumento de produtividade.
Embora alguns países já tenham proibido a utilização de antibióticos e ionóforos, a inclusão desses compostos é acompanhado por profissionais da área e aplicado em dosagens baixas, o que não afeta a segurança dos produtos derivados da pecuária. No entanto, seu uso inadequado pode levar a efeitos nocivos quando liberados para o meio ambiente, o que coloca em dúvida a segurança ambiental.
Existe atualmente no mercado uma nova geração de aditivos de origem natural, considerada como mais segura e economicamente viável. Em geral, esses aditivos são classificados como equilibradores de flora, como, por exemplo, os probióticos, prébióticos, ácidos graxos essenciais (ômega 3 e ômega 6), óleos essenciais, entre outros.
Essas novas tecnologias possuem diferentes mecanismos biológicos, como estimular processos metabólicos, modular a fermentação ruminal e melhorar a resposta imunológica e saúde intestinal dos animais. Além disso, para o meio ambiente, a utilização desses compostos minimiza as chances de surgimento de resistências microbianas e favorecem a redução da emissão de gases de efeito estufa provenientes da fermentação entérica dos animais.
Dessa forma, é possível afirmar que os resultados do aumento da produtividade e da precocidade de terminação dos animais é fruto da aplicação de tecnologias que impulsionaram o setor nos últimos anos. Tal condição pode ser vista através de uma nutrição de precisão, melhoramento genético dos animais, modernas práticas de manejo associadas ao bem-estar animal e novos métodos de gestão baseados em métricas na propriedade. Portanto, é possível dizer que o modelo de produção da pecuária nacional tem caminhado, a passos largos, ao encontro da sustentabilidade, o que garante qualidade e segurança nos produtos de origem animal (carne, leite e derivados).

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São Paulo encerra campanha de atualização de rebanhos na segunda-feira
Produtores devem atualizar todas as espécies no GEDAVE para evitar bloqueio de movimentação.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) de São Paulo, através da sua Defesa Agropecuária, informa que a Campanha de Atualização dos Rebanhos, em vigor desde 01º de novembro, chega ao fim na próxima segunda-feira (15). A partir da retirada da vacinação contra a Febre Aftosa em 2023, o produtor rural passou, também em caráter obrigatório, a ter que atualizar seus rebanhos junto ao sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE).
Devem ser declarados, além dos bovinos, os rebanhos de búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho da seda. A não declaração pode acarretar o bloqueio da movimentação dos animais e a inviabilidade da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) com possibilidade de sanções administrativas.
A atualização pode ser feita diretamente no sistema GEDAVE. Outra forma de efetuar a declaração é pessoalmente em uma das Unidades da Defesa Agropecuária distribuídas estrategicamente pelo Estado e também, através do envio por e-mail do formulário que está disponível em Link
Brucelose

Foto: O Presente Rural
A Campanha de Vacinação contra a Brucelose, que agora vigora durante todo o ano, teve início neste segundo semestre, no dia 1º de julho e as bovinas e bubalinas de três a oito meses, devem ser vacinadas até dia 31 de dezembro.
Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor.
A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível em Link.
O médico-veterinário responsável pela imunização, ao cadastrar o atestado de vacinação no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (GEDAVE) em um prazo máximo de quatro dias a contar da data da vacinação e dentro do período correspondente à vacinação, validará a imunização dos animais.
A exceção acontecerá quando houver casos de divergências entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema GEDAVE.
Em caso de incongruências, o médico-veterinário e o produtor serão notificados das pendências por meio de mensagem eletrônica, enviada ao e-mail cadastrado junto ao GEDAVE. Neste caso, o proprietário deverá regularizar a pendência para a efetivação da declaração.
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Preço do leite cai no Paraná e produto acumula 18% de perda em um ano
Queda reflete maior entrada de leite em pó importado e expectativa de novas retrações após a lei que proíbe a reconstituição do produto no estado.
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Imac leva campanha tira-dúvidas sobre regeneração de áreas degradadas à região Leste de Mato Grosso
Ação do Imac levou suporte direto aos produtores, esclareceu pendências no sistema de autovistoria e reforçou a importância do Prem para recuperar áreas e garantir a continuidade das vendas de gado.

Pecuaristas de Confresa e Nova Xavantina receberam nesta semana técnicos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), como parte de uma campanha de orientação sobre a regeneração de áreas degradadas por meio do Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem). Nesta semana, analistas do instituto percorreram propriedades rurais, conversaram com os produtores e auxiliaram no uso correto do sistema de autovistoria exigido durante o processo de recuperação das áreas.
Pecuarista há 33 anos em Confresa, Hélio Fernandes Vasques administra uma fazenda de 117 hectares e aderiu ao Prem há cerca de dois anos, depois de ficar impedido de comercializar gado para o frigorífico da região. Com dificuldades no uso do sistema, ele recebeu a equipe do Imac e teve todas as pendências esclarecidas. “As explicações foram bem produtivas, tiraram muitas dúvidas. Eu acho muito importante essa visita, ajuda muito. A maioria das pessoas que mora na roça tem os filhos que podem fazer a vistoria, mas nem sempre eles moram junto. Quase todo mundo é velho, tem muita dificuldade, às vezes só falando pelo celular a gente não consegue aprender”, afirmou o produtor.

Crédito: Divulgação/Rede ILPF
Criado em 2021 pelo Imac, o Prem funciona como uma ponte entre regularização ambiental e manutenção da atividade econômica. O programa orienta e acompanha a regeneração de áreas desmatadas ilegalmente, possibilitando que o produtor retorne ao mercado formal. Isso porque alertas de desmatamento podem gerar embargos e impedir a venda de animais aos frigoríficos, causando prejuízos significativos às fazendas.
Ao aderir ao Prem e iniciar a recuperação da área, o produtor recebe a Autorização de Comercialização Temporária (ACT), documento que confirma que ele está regularizando a propriedade e, por isso, pode continuar vendendo o gado enquanto o processo de regeneração avança. “O Prem é um programa que alia regularização, transparência e compromisso ambiental. As visitas em Confresa e Nova Xavantina mostraram que os pecuaristas estão abertos ao diálogo e querem fazer a coisa certa. Nosso papel é garantir que eles tenham todas as ferramentas e informações para conduzir a regeneração das áreas da forma correta e sustentável”, explica o gerente de Conformidade do Imac e coordenador do Prem, Tássio Bizelli.
A campanha também reforça o alinhamento de Mato Grosso às exigências dos mercados nacionais e internacionais, cada vez mais atentos à origem sustentável da carne. O Prem integra o conjunto de políticas que posicionam o estado na vanguarda da pecuária responsável, ao lado de iniciativas como o Passaporte Verde.
Para o próximo ano, já estão previstas novas ações de orientação aos produtores, incluindo caravanas, workshops e atendimentos regionais focados em dúvidas técnicas e uso da plataforma do Prem. “Somos aliados dos produtores e estamos sempre auxiliando em todo o processo de regeneração das áreas degradadas”, enfatiza Tássio.




