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Homeopatia. Por que não?

Terapia visa equilibrar o funcionamento do organismo de forma que o animal consiga produzir sem sofrer o impacto das ações externas estressantes

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Os conceitos de produção têm evoluído muito e ainda há discussões, pesquisas, dúvidas e tentativas. Mas em uma área específica, hoje em dia já podemos dizer que há mais acertos do que dúvidas. Trata-se da homeopatia animal, cujos resultados favoráveis têm arrebatado mais adeptos, especialmente na pecuária de leite, onde a homeopatia tem demonstrado muita eficiência no combate a problemas como carrapato, mosca de chifre, verminose e mastite, mas também contra intoxicações por plantas, aumento da fertilidade, entre outros. “A homeopatia veterinária hoje está consolidada como solução eficaz com menores custos nos diversos sistemas de produção”, afirma o médico veterinário especialista na área, Marcelo Real, da Real H – Nutrição e Saúde Animal.

Conforme Marcelo, a homeopatia aplicada à veterinária do ponto de vista clínico dos animais ou em rebanhos mais recente que é a Homeopatia Populacional. Ela é aplicada para equilibrar o funcionamento do organismo, estimulando o sistema imunológico de forma que o animal consiga produzir mais sem sofrer com tanto com fatores estressantes. O veterinário analisa que não existe uma metodologia de produção no Brasil que seja economicamente viável sem ser estressante. “São trabalhadas altas densidades de animais para focar no resultado produtivo. Isto, por si só, já é um fator estressante”, menciona.

Na pecuária de leite, explica o homeopata, o processo de manejo também é muito estressante porque as vacas vivem em um modelo que está tudo ajustado para o animal produzir mais. Tudo funciona em função disso, desde as tecnologias de manejo, equipamentos, sanidade e nutrição, saúde etc. “A vaca precisa entregar mais leite, com a melhor qualidade possível, ao menor custo possível e com o menor dano possível. Assim, sobram agentes estressantes”, afirma.

Combate

E a partir do estresse, a imunidade do bovino pode ser abalada. Marcelo Real expõe que, primeiro, é preciso entender o que são os agentes estressantes: temperatura, clima, manejo, sons ambiente e muito mais – são detalhes desde o barulho dá máquina até a intervenção do homem. “Tudo pode causar estresse e influenciar na resposta sanitária e produtiva dos animais”, lamenta. Assim, a homeopatia entra com o objetivo de equilibrar o funcionamento do organismo.

O profissional ressalta que não há como abrir não de algumas práticas de manejo causadoras do estresse, como a ordenha mecânica, por exemplo. “Na atualidade, cada vez mais se investe em tecnologia, genética, nutrição, sanidade e manejo para produzir mais. São mais desafios e o animal cada vez mais vai sofrer a ação estressante”, pontua. Dessa forma, como não há como impedir o estresse, a homeopatia visa evitar que o animal sofra o impacto do estresse. Como isso é mensurado esse estresse – com perda de peso ou menos ganho de peso, menor produção de leite. Segundo Marcelo, cada indivíduo responde ao estresse de forma diferente, ainda que seja o mesmo agente provocador. Mas é certo que o animal que ficar estressado vai ter maior queda de imunidade.

Prevenção e cura

O diretor da Real H defende o ditado de que “mais vale prevenir do que remediar”. Porém, ele lembra que, apesar do foco principal da homeopatia ser a prevenção, a terapêutica também funciona no tratamento de cura, como por exemplo em ocorrências de mastite. Menciona, ainda, a aplicação da homeopatia para controle da diarreia em animais adultos, que pode curar 90% dos casos já na primeira dosagem. “Cada caso é diferente, mas é importante termos a homeopatia como importante ferramenta de prevenção e também para tratamentos curativos”, ressalta.

O que precisa ficar bem claro, menciona Marcelo Real, é de que a homeopatia veterinária não é uma panacéia, um fim milagroso, que resolve tudo. “Ela é uma ferramenta para uso do melhor funcionamento do organismo vivo. Na vaca de leite a homeopatia pode ser usada preventivamente, melhorando o estado fisiológico do animal para que se torne mais resistente a ação das bactérias (como é o caso da mastite) ou dos parasitas (como o carrapato). Preventivamente é o caminho mais indicado”, garante.

Marcelo toma como exemplo o carrapato, problema corriqueiro na pecuária. Ele explica que o ciclo do parasita é de 21 em 21 dias e as pessoas têm o hábito de usar produtos químicos para banhar os animais ou passar nos locais afetados, para controlá-lo. Contudo, o veterinário lembra que a maior parte da vida dos carrapatos é nas pastagens. “Todos se preocupam com uma ação tópica e imediata. Se o carrapato for resistente ao veneno aplicado, o parasita não cai e a vaca vai sendo reinfestada. Por outro lado, a homeopatia visa melhorar a capacidade de defesa do animal que vai interromper o ciclo de vida do carrapato”, argumenta.

Homeopatia não é excludente à terapêutica convencional

De acordo com o diretor da Real H, Marcelo Real, há fazendas que trabalham unicamente com homeopatia, mas há outras que combinam com tratamento químico, especialmente no controle de mastite e ectoparasitas. Ele menciona que a terapia é um trabalho em que os resultados são conseguidos dia a dia e tem como grandes vantagens o fato de ser atóxica, não deixar resíduo na carcaça ou no leite, e ainda pode ser aplicada através da ração ou do sal mineral. “Pode-se dizer que o animal se automedica todo o dia sem nenhum custo adicional de aplicação”, acrescenta.

A homeopatia veterinária não é uma terapia recente. Ela começou a ser aplicada por volta de 1861, na Alemanha. No Brasil, o modelo começou a aplicar por volta da década de 40. O trabalho tem sido por sistema populacional, concebendo o indivíduo como um todo. Se considera que todas as vacas têm o mesmo problemas afetadas pelo estresse e portanto, todas recebem a homeopatia.

Marcelo enfatiza que a homeopatia não é uma ferramenta a ser usada na fazenda de forma excludente. Ele diz que a terapia não é contra nada e pode ser usada combinada com outras terapêuticas tradicionais. “Temos que respeitar o manejo sanitário. As vacinações precisam ser feitas. A proposta é que uma fazenda que usa a homeopatia de forma eficaz, quando comparada com uma fazenda que não usa, tenha um menor custo de produto químico e um menor número de animais doentes, portanto, melhores resultados. Com o passar do tempo, a fazenda reduz o uso de produtos químicos”, explica.

Vantagens

Sem dúvida, confirma o veterinário, uma grande vantagem da homeopatia é o seu baixo custo comparado à terapêutica convencional. Mesmo assim, ressalta que deve se levar em conta que cada rebanho tem seu próprio desafio, seja mastite, contagem de células somáticas. “Os produtores e técnicos que não conhecem a Homeopatia, devem procurar mais informações, analisar os resultados que certamente adotaram esta tecnologia. Pesquisas comprovam resultados positivos em várias áreas, seja contra mastite, ectoparasitas, fertilidade, intoxicação por planta tóxica, problemas de fígado, entre outros”, relaciona Marcelo, citando ainda experiências positivas de uso de homeopatia na piscicultura e avicultura.

O veterinário cita, ainda, como grande vantagem o fato que a homeopatia trabalha com medicamentos altamente diluídos, o que evita resíduos na carne ou no leite. “Não há necessidade de descarte no leite por uso de medicamentos”, informa. Ele conclui citando que, entre outras vantagens, o principal tripé de vantagens do uso da homeopatia na pecuária de leite é:

– redução de custos de produção

– melhora qualidade de vida dos animais

– ausência de resíduos.

 

Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2015 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Boi gordo enfrenta semanas de instabilidade e pressão nas cotações

Recuo de até R$ 13/@ reflete um mercado mais sensível antes do período de maior consumo.

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Foto: Ana Maio

A possibilidade de novas medidas protecionistas da China voltou a gerar incerteza no mercado pecuário brasileiro. O país asiático, principal destino da carne bovina do Brasil, estaria avaliando restringir a entrada do produto, mas não há qualquer confirmação oficial até o momento. Mesmo assim, os rumores foram suficientes para pressionar os contratos futuros do boi nas últimas semanas.

As especulações ganharam força no início de novembro, indicando que Pequim poderia retomar o movimento iniciado em 2024, quando alegou excesso de oferta interna para reduzir as importações. A decisão, que inicialmente seria tomada em agosto de 2025, foi adiada para novembro, ampliando a cautela dos agentes e intensificando a queda na curva futura: em duas semanas, os contratos recuaram entre R$ 10 e R$ 13 por arroba.

Foto: Gisele Rosso

Com a China respondendo por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina, qualquer redução nos embarques tende a impactar diretamente os preços do boi gordo, especialmente em um momento de forte ritmo de produção.

Apesar da tensão, o cenário de curto prazo permanece positivo. A demanda doméstica, reforçada pela sazonalidade do fim de ano, e o recente alívio nas barreiras impostas pelos Estados Unidos ajudam a sustentar as cotações. Caso os abates não avancem mais de 10% em novembro e dezembro, a disponibilidade interna deve ficar abaixo da registrada em outubro, movimento que favorece a recuperação dos preços da carne nos próximos 30 dias.

Para 2026, as projeções seguem otimistas para a pecuária brasileira. A expectativa é de menor oferta de animais terminados, custos de produção mais competitivos e demanda externa firme, em um contexto de queda da produção e das exportações de concorrentes, especialmente dos Estados Unidos. A principal atenção fica por conta do preço da reposição, que subiu de forma expressiva e exige valores mais ajustados na venda do boi gordo para assegurar a rentabilidade na terminação.

Fonte: O Presente Rural com informações Consultoria Agro Itaú BBA Agro
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Novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável busca impulsionar produção de leite no Noroeste de Minas Gerais

Assistência técnica, pesquisa aplicada e melhorias genéticas a 150 propriedades familiares, com foco em produtividade, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia leiteira no Noroeste mineiro até 2028.

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Foto: Carlos Eduardo Santos

O fortalecimento e a ampliação da produção de leite de produtores de Paracatu (MG), de forma sustentável, eficiente e de qualidade, ganharam impulso com o início do novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (Coopervap).

O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Mais Leite Saudável (PMLS) do MAPA desde 2020. O Programa Mais Leite Saudável é um incentivo fiscal que permite a laticínios e cooperativas obter até 50% de desconto (crédito presumido) no valor de PIS/Pasep e COFINS relativo à comercialização do leite cru utilizado como insumo, desde que desenvolvam projetos que fortaleçam e qualifiquem a cadeia produtiva por meio de ações diretas junto aos produtores.

O treinamento dos técnicos recém-selecionados foi realizado no fim de outubro, e as primeiras visitas às propriedades ocorreram no início de novembro. Essa é a terceira fase do projeto, que conta com o acompanhamento do pesquisador José Humberto Xavier e do analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Carlos Eduardo Santos.

O projeto articula as dimensões de assistência técnica e pesquisa e atuará nessa etapa com uma rede de 150 propriedades rurais familiares, que receberão acompanhamento de três veterinários e dois agrônomos, seguindo o modelo implantado em 2020. A equipe da Embrapa atua na capacitação técnica e metodológica dos técnicos e na condução de testes de validação participativa de tecnologias promissoras junto aos agricultores da rede.

A nova etapa, prevista para ser concluída em 2028, busca desenvolver alternativas para novos sistemas de cultivo com foco na agricultura de conservação, oferecer apoio técnico ao melhoramento genético dos animais de reposição com o uso de inseminação artificial e ampliar o alcance dos resultados já obtidos, beneficiando mais agricultores familiares e contribuindo para o desenvolvimento regional.

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Humberto Xavier, os sistemas de cultivo desenvolvidos até agora melhoraram o desempenho das lavouras destinadas à alimentação do rebanho, mas ainda são necessários ajustes para reduzir a perda de qualidade do solo causada pelo preparo convencional e pela elevada extração de nutrientes advinda da colheita da silagem, além de evitar problemas de compactação quando o solo está úmido. Ele destaca também os desafios de aumentar a produtividade e reduzir a penosidade do trabalho com mecanização adequada.

O analista Carlos Eduardo Santos ressaltou a importância de melhorar o padrão genético do rebanho. “A reposição das matrizes é, tradicionalmente, feita pela compra de animais de outros rebanhos. Isso gera riscos produtivos e sanitários, além de custos elevados. Por isso, a Coopervap pretende implementar um programa próprio de reposição, formulado com base nas experiências dos técnicos e produtores ao longo da parceria”, afirmou.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Curso gratuito da Embrapa ensina manejo correto de resíduos na pecuária leiteira

Capacitação on-line orienta produtores a adequar propriedades à legislação ambiental e transformar dejetos em insumo seguro e sustentável.

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Foto: Julio Palhares

Como fazer corretamente o manejo dos dejetos da propriedade leiteira e adequá-la à legislação e à segurança dos humanos, animais e meio ambiente? Agora, técnicos e produtores têm à disposição um curso on-line, disponível pela plataforma de capacitações a distância da Embrapa, o E-Campo, para aprender como realizar essa gestão. A capacitação “Manejo de resíduos na propriedade leiteira” é gratuita e deve ocupar uma carga horária de aproximadamente 24 horas do participante.

O treinamento fecha o ciclo de uma série de outros cursos relacionados ao manejo ambiental da atividade leiteira: conceitos básicos em manejo ambiental da propriedade leiteira e manejo hídrico da propriedade leiteira, também disponíveis na plataforma E-Campo.

De acordo com o pesquisador responsável, Julio Palhares, identificou-se uma carência de conhecimento sobre como manejar os resíduos da atividade leiteira para adequar a propriedade frente às determinações das agências ambientais. “O correto manejo é importante para dar qualidade de vida aos que vivem na propriedade e no seu entorno, bem como para garantir a qualidade ambiental da atividade e o uso dos resíduos como fertilizante”, explica Palhares.

A promoção do curso ainda contribui para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), como as metas 2 e 12. A 2 refere-se à promoção da agricultura sustentável de produção de alimentos e prevê práticas agropecuárias resilientes, manutenção dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas, etc. O ODS 12 diz respeito ao consumo e produção responsáveis, principalmente no que diz respeito à gestão sustentável.

O treinamento tem oferta contínua, ou seja, o inscrito terá acesso por tempo indeterminado.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
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