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Guilherme Augusto Vieira

Higiene em produção animal: um conceito a ser compreendido

A higiene é um das fases mais importantes do programa de biosseguridade presente em nas produções

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I – ?Introdução

A produção animal moderna e tecnificada requerem a produção de animais de alta qualidade para a produção de animais sadios, livres de doenças, baixos níveis de contaminação microbiológica e a manutenção de um alto padrão sanitário do rebanho.

Um dos pontos principais do manejo sanitário é o programa de biosseguridade, que consiste em uma série de fases que impedem a entrada e disseminação de agentes patógenos nas granjas.

A higiene é um das fases mais importantes do programa de biosseguridade presente em nas produções. Consequentemente se não for realizada de forma adequada, esta passa a ser uma fonte crítica de patógenos associados à ocorrência de doenças e microrganismos que afetam a saúde do plantel.

Entretanto um dos principais problemas encontrados na produção animal é o desconhecimento real do conceito de higiene e consequentemente da aplicação correta dos produtos de limpeza e desinfecção. Na maioria das vezes os produtores negligenciam a adoção de medidas, como a utilização correta dos produtos, compras de produtos inadequados e baratos, falando muitas vezes que não precisam utilizar os produtos.

Com a finalidade de abordar o conceito correto de higiene e sua importância na produção animal como forma de prevenir doenças e melhorar a sanidade do rebanho, foi proposto o presente artigo justificando que a correta higiene faz parte do programa de biosseguridade.

II – O que é Higiene?

De acordo com Andrade & Macedo (1996), a higiene divide-se em duas etapas (ou processos) muito bem definidas: a limpeza e a desinfecção.

A etapa da limpeza corresponde: Limpeza Seca (varreduras) mais a Limpeza Úmida (jateamento de água + detergência), que tem a função básica de eliminar a matéria orgânica presente no ambiente a ser trabalhado.

A etapa de desinfecção consiste na aplicação de soluções desinfetantes nas superfícies a fim de eliminar a maior quantidade possível de microrganismos patogênicos.

A limpeza pode ser constituída pela pré-lavagem e a ação mecânica (esfregaço, varreduras) nas superfícies, tendo como objetivo reduzir a quantidade de resíduos presentes nas superfícies dos equipamentos e utensílios (AMIOT, 1991; Andrade & Macedo 1996; PINTO, 2000; OLIVEIRA, 2002). Os autores enfatizam que a ação mecânica é responsável pela remoção de resíduos não solúveis e diminuição da carga microbiana das superfícies.

Na etapa de detergência, utiliza-se a solução de limpeza (detergente) em contato direto com as sujidades, com o objetivo de separá-las das superfícies a serem higienizadas. Os agentes de limpeza (detergentes) devem ser usados de acordo com o tipo de resíduo, da qualidade da água, do tipo de superfície a ser higienizada e dos procedimentos de higiene.

Conforme mencionado, devem-se utilizar produtos específicos para limpeza das superfícies das granjas suínas, como Detergentes Alcalinos, que possuem uma ação mais robusta na remoção de matéria orgânica. Não se devem utilizar detergentes neutros (uso caseiro), pois só “fazem espumas” e não realizam uma boa limpeza.

Na etapa de desinfecção, ocorre a aplicação dos desinfetantes (ou sanificantes), cuja finalidade é reduzir o número de microrganismos a níveis que não provoquem deterioração nos alimentos e riscos à saúde dos animais e do homem.

Quanto à etapa de sanificação/desinfecção, Macedo (2001), alerta que um equipamento ou superfície que não foi suficientemente limpo, não pode ser desinfetado, pois os resíduos presentes protegem os microrganismos da ação do agente desinfetante, ou seja, não adianta aplicar desinfetante em uma superfície suja, não vai ter efeito.

Idêntico ao caso dos detergentes, na aplicação dos desinfetantes, devem-se aplicar produtos específicos, que não causem problemas aos animais (como água sanitária) e que sejam eficientes. No caso para granjas suínas e avícolas, devem-se utilizar produtos a base de amônia quaternária que são eficientes, desde que se proceda uma boa limpeza.

Para as granjas leiteiras, existem outros tipos de desinfetantes específicos para tanques de expansão, como ácido peracético e desinfetantes a base de hipocloritos. Deve-se ressaltar a importância da higiene da ordenha que conjuntamente com outras etapas de higiene levam melhorias na qualidade do leite ( assunto para outra matéria).

III – Considerações

Conforme demonstrado, o conceito de higiene é amplo e seus processos são mais complexos do que aparentam. Deve ser realizado com ajuda técnica e o produtor deve adquirir produtos de qualidade.

O objetivo final do artigo foi apenas alertar ao produtor ao conhecimento sobre higiene e sua importância, explicando que a correta utilização da higiene leva a produção de animais sadios e preveni o aparecimento de doenças.

Fonte: Guilherme Augusto Vieira

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Guilherme Augusto Vieira Opinião

Gestão profissional do semiconfinamento garante produção eficiente e lucrativa

Modelos de semiconfinamento permitem terminar os animais tanto no período das águas quanto no período da seca

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Semiconfinamento

Artigo escrito por Guilherme Augusto Vieira, médico veterinário

Atualmente a pecuária de corte busca reduzir o tempo de produção dos animais visando a redução no tempo de abate. Este processo denomina-se intensificação dos sistemas de produção.

Um dos sistemas de produção intensificada é o semiconfinamento, que vem a ser o fornecimento de concentrado aos animais presentes em pastagens diferenciadas.

Os modelos de semiconfinamento presentes em algumas propriedades do Brasil permitem terminar os animais tanto no período das águas quanto no período da seca.

O semiconfinamento apresenta algumas vantagens em relação ao confinamento, que utiliza currais de engorda com piso cimentado, cochos cobertos e equipamentos mais sofisticados, a se destacar:

  • Animais apresentam-se em bom estado de bem estar animal, pois consomem volumosos em pastagens abertas;
  • Baixo custo operacional
  • Baixo investimento em instalações e equipamentos (cochos, cercas, bebedouros) , uma pá carregadeira e um vagão misturador simples;

Atualmente como é realizado a produção intensiva de semiconfinamento no Brasil?

Ao visitar várias propriedades verifico que o modelo de semiconfinamento existente no Brasil consiste em o proprietário “separar” uma área de pastagens na fazenda, selecionar animais de 14 a 15 @s e engordá-los até atingir 18-19 @s, colocar uns cochos (tambores de plásticos) nestes pastos, e fornecer “comida” para os bichos, sempre com a “consultoria” das empresas de nutrição.

Dá resultado? Sim claro, senão o pessoal não colocaria lotes e mais lotes ao longo dos anos nas fazendas.

Tem modelo de gestão?  Sim, claro que tem gestão, senão as fazendas já teriam fechado e não estariam ativas.

Mas eu pergunto? Será que a maioria das fazendas estabeleceu objetivos e metas para sua produção intensiva? Qual o planejamento da produção? Quantas doses de endectocidas são gastos por lotes de produção? Quais os fornecedores de milho? Quais os períodos que organizarei as pastagens diferidas?

Estas e outras questões são respondidas pelas informações geradas durante o processo produtivo.

Mas o que vem a ser Gestão? Como deve ser realizada a gestão profissional do semiconfinamento?

A moderna gestão rural (Garcia da Silva, 2013) é definida como a maneira mais eficiente de utilizar os recursos conforme os objetivos do seu proprietário.

Para se ter uma boa gestão da fazenda e do semiconfinamento, deve-se estabelecer os objetivos e metas, índices zootécnicos e parâmetros indicativos.

Também deve-se verificar o atendimento das metas estabelecidas ( através das ferramentas de controle), organizar ações corretivas no insucesso, por exemplo:

  • Lote 3 no pasto x deveria ganhar 1,100 kg de peso por dia e ao final do período produtivo observou-se que ganhou apenas 850 gramas ao dia. Quais os fatores que contribuíram para o insucesso? O problema está na formulação da ração ou no fornecimento da ração? Foram realizadas quantas pesagens ao longo do período produtivo? Que medidas de ajustes terei que tomar para o próximo lote? Tem comparativo com outros lotes?

Observe o Leitor que são questões importantes que se a propriedade não tiver um controle das atividades e um eficiente sistema de informações certamente não irá saber se está tendo lucro ou prejuízo no semiconfinamento.

Para elaborar um modelo de gestão profissional no semiconfinamento deve-se primeiramente estabelecer objetivos e metas;

Depois fazer um estudo técnico da produção: instalações, equipamentos, manejo nutricional, sanitário, escolha dos animais, para depois fazer o estudo econômico.

Por fim implementar as ferramentas de gestão integradas, que são constituídas de:

A gestão econômica é composta: finanças, custos e orçamento da produção

A gestão administrativa é composta de: planejamento e ferramentas de controle;

A gestão técnica é constituída de: sistemas de produção, índices técnicos e os diversos tipos de manejos.

Vale ressaltar que os três processos de gestão estão totalmente interligados.

Como se nota , fazer uma gestão profissional do semiconfinamento requer pessoal capacitado, sistemas de produção ajustados , além de um bom sistema de informações visando a tomada de decisões.

Fonte: Guilherme Augusto Vieira - guilherme@farmacianafazenda.com.br
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Guilherme Augusto Vieira

Descubra qual a importância da Loja Agropecuária para a produção agropecuária

Todas estas questões serão respondidas neste artigo, no qual serão abordados sobre os principais produtos comercializados por este importante segmento do agronegócio brasileiro.

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*Guilherme Augusto Vieira

O que vem a ser a loja agropecuária? Qual a sua importância para a produção agropecuária? Qual o papel social ela exerce no meio rural? 

Todas estas questões serão respondidas neste artigo, no qual serão abordados sobre os principais produtos comercializados por este importante segmento do agronegócio brasileiro.

Primeiramente vamos conhecer o conceito de Loja Agropecuária.

A Loja agropecuária é uma unidade de varejo destinada à comercialização de insumos para produção agropecuária.

As lojas podem ser híbridas, ou seja, comercializam tanto produtos para a produção agrícola quanto produtos para a produção pecuária (grande maioria das lojas deste segmento)

Nas áreas produtoras de grãos há lojas especializadas na comercialização dos principais insumos agrícolas como os defensivos vegetais (agrotóxicos), fertilizantes além de peças de reposição para equipamentos utilizados na lavoura.

Nas cidades do interior do Brasil as lojas acoplam em seu mix de produtos os produtos para o segmento pet como rações, shampoos, medicamentos, produtos específicos assim como comedouros para cães.

Destacam-se os produtos comercializados por este segmento:

 

  • Arames e Telas.
  • Carrapaticidas.
  • Cordas.
  • Ferramentas.
  • Fertilizantes.
  • Fungicidas.
  • Herbicidas.
  • Homeopatia Veterinária.
  • Hormônios Reprodutivos.
  • Brincos identificadores
  • Rações, Sal Mineral

 

  • Vacinas, vermífugos, sementes de capins e grãos, adubos, etc

 

Além dos exemplos acima, algumas lojas trabalham com itens que não são propriamente agropecuários como produtos para camping, caça, pesca, produtos para aquário além de materiais para construção civil.

Qual a importância da Loja Agropecuária para o produtor rural?

As fazendas necessitam de insumos (medicamentos veterinários, rações, sais minerais, equipamentos, adubos, sementes, inseticidas, etc.) para realizar a sua produção e “pelejar” com a fazenda no seu dia a dia.

Diante deste contexto, a Loja Agropecuária é a principal fornecedora e comercializadora dos insumos agropecuários para que o produtor rural possa executar as tarefas da fazenda.

Vale ressaltar que a Loja tem uma grande importância social, principalmente as lojas das cooperativas e as lojas do interior do Brasil, pois acaba se tornando um grande ponto de encontro entre os produtores, técnicos e fornecedores onde há disseminação de informações através do “boca a boca” e também distribuição de folhetos informativos e demais materiais de divulgação.

Grande parte dos lançamentos dos produtos agropecuários (medicamentos veterinários, novos defensivos) são lançados através das lojas.

Como está o atual estágio de desenvolvimento desta Loja Agropecuária?

Grande parte da produção agropecuária evoluiu principalmente no tocante ao aumento das produções e produtividades exigindo insumos mais modernos e que ofereça sustentabilidade a produção citando o exemplo da produção de pecuária leiteira, onde as vacas melhoraram seu rendimento produtivo mas ao mesmo tempo fica susceptível a doenças e pragas, principalmente devido as produções intensivas.

Nesta conjuntura a Loja Agropecuária vai ter que evoluir no sentido de oferecer suporte a este aumento de e melhoria das produções agropecuárias e principalmente qualificar colaboradores, principalmente os Vendedores Atendentes que é o principal contato com o fazendeiro.

  Para qualificar as Lojas Agropecuária nesta nova vertente do agronegócio o Farmácia na Fazenda – VeteAgroGestão desenvolveu algumas soluções voltadas para o segmento.

Primeira delas o Manual Revenda Agropecuária – Farmácia na Fazenda que contém diversas orientações quanto aos produtos veterinários e insumos que não podem faltar em uma fazenda além de dicas de como melhorar as vendas e planilhas com diversos produtos e indicações.

http://farmacianafazenda.com.br/wp-content/uploads/2015/05/manual-revenda1.jpg

Para adquirir o seu entre em contato com contato@farmacianafazenda.com.br ou diretamente http://farmacianafazenda.com.br/produtos/manual/manual-revenda-agropecuaria/

Recentemente foi lançado o Curso on line Entendendo os Produtos Veterinários com o intuito de orientar os lojistas e colaboradores nas vendas corretas dos medicamentos e demais insumos veterinários. Consulte sobre pacotes.

Ao finalizar este artigo chega-se à conclusão que sem as Lojas Agropecuárias o Brasil não teria uma produção agrícola e pecuária tão significativa e provavelmente a “comida na mesa” do brasileiro estaria comprometida.

Fonte: Prof. Guilherme Vieira

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Guilherme Augusto Vieira

Você sabe o que é Silo-Bolsa?

Quanto a produção de silagem na propriedade, a silagem em bolsa é a maneira mais simples e barata de fazer silagem em sua propriedade

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Artigo escrito por Guilherme Augusto Vieira, médico veterinário, professor universitário, coordenador do Curso online Produção de silagens

O Silo-Bolsa (ou silo-bag) foi desenvolvido para armazenar de forma móvel e facilitadora: armazenagem de grãos, elaborar silagens, fertilizantes e demais subprodutos agroindustriais. Segundo a Bovitech, O silo-bolsa é um tubo flexível de polietileno desenvolvido como uma metodologia alternativa aos sistemas tradicionais de ensilagem e os materiais descritos acima.

Quanto a produção de silagem na propriedade, a silagem em bolsa é a maneira mais simples e barata de fazer silagem em sua propriedade. Seu sistema de funcionamento muito simples e eficiente, juntamente com um bom inoculante biol´´ogico para silagem resulta em uma silagem de qualidade, altamente nutritiva. O processo de ensilagem ou armazenamento é realizado todo por operação mecânica utilizando-se a tomada de força de um trator ligado a uma embutidora adequada para o tipo de material e o tamanho da bolsa.

Há também no mercado máquinas que realizam as operações de ensilagem em bolsa com eficiência e praticidade, como é o caso da Máquina SBL35 da empresa Laboremus. Vide o vídeo demonstrativo:

https://www.youtube.com/watch?v=Fy6yg0NfMrc

Quer saber mais sobre o silo-bolsa e também sobre as outras formas de silagens, assista ao Curso on line Produção de Silagens da Farmácia na Fazenda- veteAgrogestão. Maiores informações: http://farmacianafazenda.com.br/curso-producao-de-silagens/

Fonte: Guilherme Vieira

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