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Hardware com inteligência embarcada promete reduzir custo de energia na irrigação por pivô central
Tecnologia integra monitoramento em tempo real, geração distribuída e baterias para otimizar uso de água e eletricidade; modelo deve ser finalizado até 2027.

Os Centros de Competência da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) estão desenvolvendo uma solução inédita em hardware voltada ao gerenciamento inteligente de energia elétrica em sistemas de irrigação por pivô central. A proposta combina, em um único equipamento, monitoramento em tempo real, inteligência artificial embarcada (Edge IA), geração distribuída e armazenamento de energia.

Fotos: João Henrique Maldaner
O projeto integra a Rede Agrointeligente e está em fase de pesquisa aplicada. O objetivo é enfrentar um dos principais entraves da agricultura irrigada: o elevado consumo energético associado à variabilidade na oferta de água e energia ao longo do ano.
Na prática, a tecnologia busca otimizar o uso simultâneo de energia elétrica e água, reduzindo custos operacionais e aumentando a eficiência dos sistemas de irrigação. O uso de inteligência artificial na borda permite processar dados diretamente no campo, sem dependência contínua de conexão com servidores externos, o que tende a melhorar a resposta em tempo real às condições operacionais.
De acordo com o engenheiro eletrônico e doutor em Gestão Ambiental, Luciano Carstens, a expectativa é que o projeto avance para aplicação prática nos próximos anos. “A previsão de conclusão dos trabalhos é 2027, com expectativa de que os resultados sejam transferidos tanto para o setor produtivo quanto para a formulação de políticas públicas. A expectativa é que, ao final do projeto, exista um modelo de hardware e software pronto para comercialização e replicável em diferentes culturas e regiões do país”, afirma.

Foto: Geraldo Bubniak
O desenvolvimento é conduzido no âmbito do Future Grid, Centro de Competência da Embrapii voltado a Smart Grid e eletromobilidade, estruturado com base na infraestrutura do Lactec. A iniciativa também envolve o Cedra, centro credenciado pela Embrapii com foco em agronegócio digital e apoio do Sistema Fiergs.
A convergência entre energia e agricultura tem ganhado peso em sistemas irrigados, especialmente em regiões onde o custo da eletricidade representa parcela relevante da operação. Nesse contexto, soluções que integrem gestão energética, automação e uso eficiente de recursos tendem a impactar diretamente a viabilidade econômica da produção.
Funcionamento
O hardware projetado pelo Future Grid, em parceria com o Cedra, contará com eletrônica embarcada para a aquisição de dados de sensores instalados no campo, processamento de algoritmos de gestão hídrica e energética e apoio à tomada de decisão em tempo real.

Foto: Juliana Caldas
A grande inovação está na integração: o sistema combina fontes renováveis (como energia solar fotovoltaica), sistemas de armazenamento (baterias, ou BESS) e controle inteligente da demanda. “Na prática, a solução em desenvolvimento será capaz de caracterizar o perfil de consumo elétrico dos pivôs, cruzar informações com sensores de irrigação e realizar o agendamento do acionamento de motobombas nos momentos de real necessidade de irrigação e de menor custo de energia, ou de maior disponibilidade de geração local”, detalha o pesquisador do Lactec, Bruno Knevitz Hammerschmitt.
Entre os desafios técnicos apontados pelos Centros de Competência estão a medição confiável em tempo real com sensores em campo, a sazonalidade do uso da energia e da disponibilidade hídrica, a integração dos dados para decisão imediata, a escalabilidade da solução e o correto dimensionamento do sistema de geração distribuída (BESS e painéis solares), considerando os ciclos de irrigação da região-piloto.
Parceria
No acordo, o Future Grid ficou responsável por projetar e validar o hardware com eletrônica embarcada para aquisição de dados, além de desenvolver os algoritmos de gestão e tomada de decisão. Entre outras contribuições, o Cedra compartilha a expertise em sistemas de irrigação, sensoriamento de campo e conhecimento em agricultura digital.
Juntos, os Centros de Competência conduzirão o dimensionamento do sistema de energia com base nos ciclos reais de irrigação da área de testes. “Estamos criando uma ferramenta que não só proporcionará a gestão efetiva do consumo de energia elétrica e a redução de custos, mas também preservará um recurso cada vez mais escasso: a água. A inteligência embarcada decide quando, quanto e como irrigar, usando a melhor composição de energia disponível”, ressalta Hammerschmitt.

Avicultura
De cada dez quilos de frango produzidos no mundo, quase três saem da América Latina
Produção regional cresceu 40,4% em 15 anos, acima da média mundial, enquanto o consumo interno alcançou 27,4 milhões de toneladas em 2025.

Produtores, trabalhadores, técnicos, empresas, entidades setoriais e consumidores de toda a América Latina e do Caribe celebram nesta sexta-feira o Dia Latino-Americano do Frango, data criada para reconhecer a contribuição da avicultura para a segurança alimentar, a geração de empregos, o desenvolvimento econômico e o abastecimento da região.
Comemorada anualmente na primeira sexta-feira de julho, a data mobiliza iniciativas em diversos países para destacar a importância da cadeia avícola na produção de alimentos e no desenvolvimento econômico e social latino-americano.

Foto: Shutterstock
Os números consolidados no Relatório da Carne de Frango 2026, elaborado pelo Instituto Latino-Americano do Frango (ILP), ligado à Associação Latino-Americana de Avicultura (ALA), mostram a dimensão alcançada pelo setor.
Em 2025, a América Latina e o Caribe produziram 31,5 milhões de toneladas de carne de frango, volume que correspondeu a 57,6% de toda a produção das Américas e a 29,4% da produção mundial.
Na prática, quase três em cada dez quilos de carne de frango produzidos no planeta tiveram origem na América Latina e no Caribe.
A evolução da atividade também demonstra a expansão da capacidade produtiva regional. Entre 2010 e 2025, a produção aumentou 40,4%, passando de 22,5 milhões para 31,5 milhões de toneladas.
O desempenho ficou acima do crescimento registrado no mundo (35,8%) e no conjunto das Américas (36,1%).
A região também ocupa posição estratégica no comércio internacional. Em 2025, as exportações alcançaram aproximadamente 5,74 milhões de toneladas, equivalentes a 39,4% dos embarques mundiais e a 64,6% de todas as exportações realizadas pelas Américas.
Produção abastece principalmente o mercado regional

Maria del Rosário Penedo de Falla, presidente da Associação Latino-Americana de Avicultura (ALA): “O Dia Latino-Americano do Frango é uma oportunidade para reconhecer as milhares de famílias que trabalham diariamente nesta cadeia produtiva” – Foto: Divulgação
Embora a América Latina esteja entre os principais polos exportadores de carne de frango do mundo, a maior parte da produção permanece nos mercados da própria região.
Em 2025, o consumo atingiu 27,4 milhões de toneladas, com média próxima de 41 quilos por habitante ao ano.
Os indicadores evidenciam a presença da carne de frango na alimentação cotidiana da população latino-americana e reforçam sua importância como uma proteína de alto valor nutricional, acessível e amplamente disponível. “O Dia Latino-Americano do Frango é uma oportunidade para reconhecer as milhares de famílias que trabalham diariamente nesta cadeia produtiva, enfrentando grandes desafios, e tornam possível que centenas de milhões de pessoas tenham acesso a uma proteína de qualidade, fundamental para a segurança alimentar. Hoje celebramos o alimento, mas, principalmente, aqueles que o produzem e toda a contribuição social e econômica gerada por essa atividade”, afirma Maria del Rosário Penedo de Falla, presidente da ALA.
Uma cadeia que vai muito além das granjas
Por trás da produção de carne de frango está uma extensa rede formada por produtores, trabalhadores das granjas, médicos-veterinários, técnicos, especialistas em nutrição animal, colaboradores das agroindústrias, transportadores, distribuidores, comerciantes e diversos outros profissionais.
A atuação integrada desses segmentos garante o abastecimento dos mercados, amplia o acesso aos alimentos e gera emprego e renda em áreas rurais e urbanas.
A celebração do Dia Latino-Americano do Frango, portanto, reconhece não apenas o alimento, mas também o trabalho de todos os profissionais responsáveis por levar uma proteína produzida com qualidade, sanidade e regularidade aos consumidores.
Próximos desafios

Os resultados do relatório indicam que a carne de frango deverá manter posição de destaque no sistema alimentar da região.
O crescimento da produção acima da média mundial, o elevado consumo interno e a participação expressiva no comércio internacional demonstram a capacidade da cadeia de atender tanto à demanda regional quanto aos mercados externos.
Entre os principais desafios para os próximos anos estão o aumento da produtividade, o fortalecimento da biosseguridade, os avanços em sanidade, inovação tecnológica, eficiência no uso dos recursos e a adaptação às novas exigências dos consumidores.
A expansão da produção local também será decisiva para ampliar a oferta de alimentos e reduzir vulnerabilidades em uma região marcada por diferentes realidades econômicas, sociais e produtivas.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Rentabilidade desafia pecuária leiteira em cenário de custos elevados e clima instável
Com produção acima de 38 bilhões de litros e preços ainda pressionados, pecuária leiteira brasileira enfrenta desafio de transformar volume em margem, em cenário de custos elevados, clima instável e necessidade crescente de gestão produtiva.

A pecuária leiteira superou 38 bilhões de litros em 2025, posicionando o Brasil entre os maiores produtores mundiais, mas é cada vez mais desafiador transformar volume em rentabilidade. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o indicador de preço do leite cru pago ao produtor atingiu a média nacional de R$ 2,66 por litro em abril deste ano (último dado disponível).

Foto: Shutterstock
Embora o resultado represente melhora em relação aos meses anteriores, o valor ainda está abaixo dos R$ 2,74 registrados em abril de 2025 e distante do recorde histórico de R$ 3,57 por litro alcançado em julho de 2022, o maior patamar da série iniciada em 2004 e divulgada pelo órgão. Apesar da recuperação observada desde dezembro passado, as margens continuam pressionadas por custos operacionais elevados, desafios climáticos e necessidade constante de ganhos de eficiência dentro da porteira.
Isso significa que o desafio do produtor não é apenas produzir mais. Ele tem de produzir de forma (ainda) mais eficiente. Mesmo com o alívio recente nos custos de alguns insumos, como milho e soja, despesas com energia elétrica, mão de obra e suplementação alimentar continuam impactando as despesas e limitando a rentabilidade da atividade. Da mesma forma, as condições climáticas exigem atenção: a formação do fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento acima da média da superfície do mar por um longo período, pode aumentar a temperatura e a irregularidade das chuvas em algumas regiões do Brasil, afetando a formação das pastagens e elevando os custos com alimentação do rebanho.
Com a baixa disponibilidade e a menor qualidade das citadas pastagens, principal fonte de alimentação em muitos sistemas leiteiros, as vacas tendem a reduzir o consumo de nutrientes,

Foto: Carolina Jardine
impactando a produção de leite. Além disso, a escassez de alimentos e água pode elevar os níveis de estresse, comprometendo o bem-estar e, por consequência, a saúde geral dos animais.
Como a rentabilidade da atividade leiteira depende cada vez mais da eficiência produtiva, o planejamento da propriedade e o uso eficiente dos recursos disponíveis se tornam cada vez mais importantes. Nesse sentido, o primeiro passo é investir no planejamento. Isso inclui elaborar estratégias para períodos de seca, garantir reservas alimentares, monitorar indicadores produtivos e econômicos e buscar maior eficiência no uso da terra, por meio do manejo adequado das pastagens, adoção do pastejo rotacionado, produção de forragem, controle rigoroso das despesas e foco em infraestrutura que aumente a produtividade por área.
Tecnologias voltadas para a gestão das pastagens e do rebanho podem gerar ganhos expressivos de produtividade e competitividade. O investimento em infraestrutura durável e de qualidade, como um cercamento estratégico, permite ampliar a eficiência do uso das pastagens e otimizar o manejo dos animais. Essa estrutura possibilita a divisão das áreas em piquetes, o que favorece o controle do tempo de ocupação e descanso do pasto, contribui para a recuperação das forrageiras, amplia a capacidade de suporte da propriedade e reduz a dependência de suplementação alimentar externa, um dos principais custos da atividade. Com isso, a propriedade ganha maior estabilidade econômica, mesmo em cenários de preços desfavoráveis.

Foto: Fredox Carvalho
Com as cercas bem posicionadas, os resultados podem ser observados em diversos indicadores, como aumento da produção de leite por hectare, redução dos custos com alimentação suplementar, melhoria da eficiência de utilização das pastagens e aumento da produtividade por animal. Em muitos casos, também há redução de gastos com manutenção de cercas e manejo, bem como melhor retorno sobre os investimentos realizados na propriedade. Essa exigência contribuiu para o desenvolvimento de soluções específicas para a pecuária leiteira moderna, como os arames Belgo Eletrix e Belgo Eletrix Light. Desenvolvidos para cercas elétricas e com alta resistência, eles viabilizam a implantação de piquetes e o manejo racional de forma eficiente, durável e econômica, além de exigirem menos manutenção.
Em um mercado que exige cada vez mais eficiência, o cercamento da propriedade rural deve ser visto não apenas como uma estrutura física, mas como uma ferramenta de gestão que gera ganhos produtivos, econômicos e de bem-estar animal. Investimentos em infraestrutura de qualidade ajudam a construir sistemas mais resilientes, sustentáveis e preparados para os desafios do futuro.
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Déficit de 130 milhões de toneladas expõe gargalo da armazenagem de grãos no Brasil
Tema dominou a abertura do 11º Simpósio Sul de Pós-colheita, em Chapecó, que reúne mais de 500 profissionais para discutir tecnologia, conservação e qualidade dos grãos.

A busca por maior eficiência na armazenagem de grãos, a adoção de novas tecnologias e a preservação da qualidade das matérias-primas que abastecem a cadeia de proteínas animais estão no centro dos debates do 11º Simpósio Sul de Pós-colheita de Grãos 2026, aberto na segunda-feira (1º), no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes, em Chapecó (SC).

Presidente da ABRAPOS, José Ronaldo Quirino, destacou que o Simpósio integra pesquisa, indústria e operadores de armazenagem
Promovido pela Associação Brasileira de Pós-colheita (ABRAPOS), em parceria com a Aurora Coop e a Cooperalfa, o encontro reúne mais de 500 participantes e registra número recorde de expositores, com 60 estandes de empresas ligadas ao segmento.
O Simpósio acontece a cada dois anos e é um dos principais fóruns técnicos do Sul do País para discutir armazenagem, conservação, classificação e gestão da qualidade dos grãos. A programação segue até quarta-feira (03), com palestras, painéis e exposição de tecnologias voltadas à redução de perdas e à preservação da qualidade dos produtos armazenados.
Na cerimônia de abertura, lideranças do cooperativismo e da cadeia agroindustrial destacaram a relevância estratégica da pós-colheita para a segurança alimentar e para a competitividade do agronegócio brasileiro.
O presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, ressaltou que a qualidade dos grãos influencia diretamente a produção de proteínas animais, atividade que sustenta parte significativa da economia regional. “Estamos tratando das principais matérias-primas destinadas à produção de proteína animal. Os grãos produzidos em uma safra precisam manter suas características durante todo o período de armazenamento para garantir alimento de qualidade aos plantéis e, consequentemente, aos consumidores”, observou.

Diretores da ABRAPOS com os presidentes da Aurora Coop, Neivor Canton e da Cooperalfa, Romeu Bet, coordenadores do evento Luís dos Santos e Arielson de Lima e prefeito de Chapecó Valmor Scolari
Canton apontou a insuficiência da infraestrutura de armazenagem como um dos principais gargalos do setor. Segundo ele, o crescimento da produção agrícola ocorre em ritmo superior ao da expansão da capacidade de estocagem, cenário agravado pela limitação de linhas de financiamento adequadas para investimentos em novas estruturas. “O campo evolui continuamente em produtividade, mas a armazenagem não acompanha essa velocidade. É um desafio que exige planejamento, investimentos e políticas capazes de estimular a ampliação da capacidade instalada”, afirmou.
Para o presidente da Cooperalfa, Romeu Bet, o pós-colheita representa uma etapa decisiva para preservar o valor agregado obtido ao longo de todo o ciclo produtivo. “Existe um grande esforço para produzir cada vez melhor. Após a colheita, a responsabilidade passa a ser conservar essa qualidade. O armazenamento adequado e o manejo correto garantem matéria-prima de excelência para a indústria e refletem diretamente na qualidade dos alimentos destinados à população”, enfatizou.
Bet destacou que a tecnologia tornou-se indispensável para o setor. Equipamentos de monitoramento, sistemas de controle e ferramentas de gestão contribuem para manter padrões elevados de conservação e segurança dos grãos.
Mercado
A integração entre pesquisa, indústria e operadores de armazenagem foi apontada como um dos diferenciais do evento pelo presidente da ABRAPOS, José Ronaldo Quirino.

Presidente da Cooperalfa, Romeu Bet, representou as cooperativas na abertura do evento
Segundo ele, o simpósio funciona como um espaço de conexão entre universidades, centros de pesquisa, fabricantes de equipamentos e profissionais que atuam diariamente nas unidades armazenadoras. “O Sul já possui um elevado nível de tecnificação, mas as inovações surgem em ritmo acelerado. O objetivo do evento é aproximar os profissionais dessas soluções e estimular a adoção de tecnologias que elevem a qualidade da armazenagem”, destacou.
Quirino chamou atenção para o déficit estrutural de armazenagem no Brasil. Segundo levantamento da Conab, a produção nacional de grãos está projetada em 358 milhões de toneladas na atual safra, enquanto a capacidade estática de armazenamento gira em torno de 225 milhões de toneladas, o que representa um déficit superior a 130 milhões de toneladas.
Além da limitação física, o dirigente citou a qualificação profissional como outro desafio relevante. Em algumas regiões produtoras, há dificuldade para contratar trabalhadores especializados para atividades ligadas à recepção, secagem e conservação de grãos. A automação surge como uma alternativa para aumentar a eficiência operacional do setor.
Programação

Participam do evento mais de 500 profissionais de 60 empresas do sul do País
Um dos coordenadores do simpósio e supervisor de controle de qualidade das fábricas de ração da Aurora Coop, Arielson de Lima, ressaltou que a programação foi estruturada para apresentar soluções práticas aos profissionais do setor. “Reunimos especialistas e empresas que desenvolvem tecnologias para armazenagem, conservação e controle de qualidade. O objetivo é proporcionar atualização técnica e troca de experiências sobre temas que impactam diretamente o desempenho das unidades armazenadoras”, explicou.
Segundo Arielson, o pós-colheita exige atenção constante porque os desafios variam a cada safra, influenciados por fatores climáticos, condições de armazenamento e exigências de mercado. Ele destacou ainda o avanço dos métodos de análise rápida, que permitem decisões mais assertivas na recepção e armazenamento dos grãos.
Ao longo dos três dias, o simpósio abordará temas como infraestrutura de armazenagem, qualidade dos grãos, micotoxinas, segurança e legislação trabalhista, classificação comercial, automação, eficiência energética e novas tecnologias para conservação dos produtos agrícolas. O evento também conta com exposição de equipamentos, sistemas e soluções voltadas ao setor.



