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Hackathon da Expoingá desafia jovens a criar para o agro
Maratona de tecnologia aproxima os amantes de tecnologia do setor produtivo em busca de soluções por meio de softwares e aplicativos.

Programadores, desenvolvedores, hackers, gestores, pecuaristas, inventores e amantes de tecnologia deram início, na noite de quarta-feira (03), à 4ª edição do Hackathon Inova Agro. O desafio reúne 170 inscritos, registrando o maior número de participantes da maratona de tecnologia que integra a Exposição Feira Agropecuária, Comercial e Industrial de Maringá (Expoingá). “É um número expressivo. Temos 30 equipes formadas, com profissionais e estudantes de diversas áreas, entre programadores, desenvolvedores, gestores, pecuaristas, inventores e outros amantes do assunto”, diz Beatriz Poletto, gestora de Agronegócio do Sebrae Noroeste do Paraná, parceria do evento.
A competição foi criada pela Sociedade Rural de Maringá (SRM) e faz parte da programação da Expoingá, um dos maiores eventos do agronegócio do Noroeste paranaense. Segundo a presidente da SRM, Maria Iraclézia de Araújo, trata-se de uma competição saudável, reunindo principalmente universitários dos cursos de tecnologia, na busca de instrumentos tecnológicos para o setor produtivo. A competição é também uma forma de incentivo aos jovens para que deem vazão ao pensamento criador em favor da agricultura ou da pecuária, da agricultura familiar ou da grande produção.
A edição de 2023 é voltada a buscar soluções digitais para o gado de leite, desde os insumos até o produto final. “No primeiro dia, sete mentores apresentaram problemas do setor e, a partir de então, os participantes devem propor soluções. Seguindo a programação, nesta quinta, terão mentorias de negócios para tirar o plano do papel. Contamos, inclusive, com uma equipe da medicina veterinária da UniCesumar que irão auxiliar nos projetos”, explica Cezar Augusto Fornazaro, diretor da SRM Jovem.
Para Fornazaro, é um grande desafio, mas que sempre gera grandes ideias. “Não é simples criar um negócio em três dias, mas é possível propor algo bem formatado, com um plano bem definido para podermos levar para frente. A proposta é essa: grandes ideias que tragam melhorias para o mercado”, destaca.
De acordo com o consultor empresarial do Sebrae e coordenador do evento, Bruno Aldana, os grupos participantes receberam a tarefa com o desafio voltado àbuscar soluções digitais para o gado de leite, desde os insumos até o produto lácteo final. “Com o desafio, os grupos competidores vão passar noite e dia estudando o problema, elaborando o projeto e executando, para no terceiro dia serem apresentados e julgados”, explicou.
Hallison Bracalhão, estudante do penúltimo ano de Engenharia de Software e profissional de tecnologia da informação, é um dos participantes e está empolgado
com a maratona. “Pesquisei sobre as principais problemáticas da produção de leite e deu para entender algumas dificuldades desse setor. Uma das ‘dores’ dos produtores é a falta de monitoramento. Voltado para esse cenário, faremos um projeto para monitorar o rebanho e a qualidade do leite. Agora é o momento de desenvolver e arquitetar o sistema”, comenta o participante.
No terceiro dia, no parque de exposição, os projetos serão apresentados e julgados por uma banca julgadora multidisciplinar. Os três primeiros colocados serão premiados com R$ 6 mil e ainda receberão um camarote individual. “Queremos estimular o empreendedorismo e agregar mais valor a economia. E mesmo aqueles que não alcançarem as primeiras posições, poderão estruturar seus projetos e levar suas ideiais adiante. É um aprendizado e em uma grande oportunidade”, ressalta o gerente regional do Sebrae Paraná, Wendell Gussoni.

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Brasil e Coreia do Sul criam grupo para destravar acordo comercial com o Mercosul
Países buscam retomar negociações paralisadas desde 2021. Iniciativa pretende identificar pontos de resistência e avançar em um possível tratado entre o bloco sul-americano e a economia asiática.

Brasil e Coreia do Sul criaram um grupo de trabalho para tentar avançar nas negociações de um acordo comercial entre o país asiático e o Mercosul. A iniciativa busca identificar os principais pontos de divergência entre os lados e encontrar alternativas para retomar as discussões sobre um tratado que começou a ser negociado em 2018, mas não avançou nos últimos anos.

Foto: Caroline de Vita/Mapa
O anúncio ocorreu nesta segunda-feira (27), após uma reunião entre representantes dos dois países em Brasília. Segundo o governo brasileiro, o grupo será coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. “Decidimos criar um grupo de trabalho que vai identificar sensibilidades dos dois lados e evitar que elas sejam um empecilho para a retomada das negociações de um acordo do Mercosul com a Coreia”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Coreia do Sul é uma das principais economias da Ásia e um importante parceiro comercial do Brasil. As negociações com o Mercosul envolvem temas como redução de tarifas, acesso a mercados, regras sanitárias e barreiras técnicas.
Oportunidade
Durante o encontro, o governo sul-coreano defendeu a retomada das tratativas como uma forma de ampliar a

Imagem criada pelo ChatGPT/Emili Schneider/OP Rural
presença de empresas dos dois lados. A avaliação é que um acordo poderia abrir novas oportunidades para companhias coreanas na América do Sul e facilitar a inserção brasileira no mercado asiático. “Em um momento em que há muitas incertezas no âmbito comercial, o acordo entre Brasil e Coreia não pode mais esperar. Ele é para agora. Acreditamos que o acordo entre Mercosul e Coreia vai trazer para as empresas coreanas uma maior oportunidade de entrar no mercado da América do Sul e trazer uma nova perspectiva ao mercado asiático para o Brasil, via Coreia”, enfatizou o presidente sul-coreano.
A retomada das negociações ocorre em um período de maior instabilidade no comércio internacional, marcado por disputas tarifárias e mudanças nas relações entre grandes economias.
Minerais críticos entram na agenda bilateral
Além do comércio, Brasil e Coreia do Sul assinaram acordos de cooperação em áreas como defesa, educação, energia, ciência e tecnologia, esporte e exploração espacial.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Brasil
Um dos temas tratados foi a cadeia de minerais críticos, considerados estratégicos para setores como tecnologia, energia renovável e indústria de alta tecnologia. O governo sul-coreano destacou o potencial brasileiro no fornecimento desses recursos. “Como se sabe, o Brasil é um dos principais detentores dos minerais críticos. E hoje concordamos em expandir a cooperação em todo o ciclo de vida desses minerais, fortalecendo a cooperação mútua de maneira benéfica”, ressaltou.
A agenda também incluiu acordos para intercâmbio de políticas educacionais, cooperação entre instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico aplicado à indústria, além de intercâmbio esportivo entre atletas e especialistas.
Comunidade coreana no Brasil
Após a agenda em Brasília, a comitiva sul-coreana segue para São Paulo. A cidade concentra a maior comunidade coreana do país, com mais de 50 mil pessoas.
O Brasil é o principal destino de imigrantes coreanos na América Latina, e a comunidade mantém presença relevante

Foto: Shutterstock
em áreas como comércio, indústria, tecnologia e serviços.
Países defendem cooperação internacional
Durante as declarações após a reunião, os dois governos também destacaram a defesa do diálogo diplomático e da solução pacífica de conflitos. “Seguiremos construindo um mundo regido pelo diálogo, pelo respeito entre as nações e pelo fortalecimento do multilateralismo”, afirmou Lula.
O governo sul-coreano reforçou a importância da estabilidade internacional para ampliar a cooperação econômica. “É importante a paz para termos segurança. Sem a necessidade de luta ou guerra”, declarou o presidente sul-coreano.
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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.

Foto: Shutterstock
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil.

Foto: Shutterstock
Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.







