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Hackathon 2024 desafia mentes inovadoras no Show Rural Digital
Equipe vencedora do hackathon do Show Rural Digital 2024 ganhará como prêmio viagem para conhecer um dos mais efervescentes sistemas de inovação das Américas

Com a presença de parceiros e patrocinadores, os organizadores deram a largada para a quinta edição do Hackathon no Show Rural Digital deste ano. Os 75 participantes estão divididos em 15 equipes e terão cerca de 36 horas para 1 – Eleger o desafio, 2 – criar o melhor produto e, 3 – ganhar o Hackathon SRD24. Esse é, literalmente, o passo a passo que terão que cumprir para alcançar o objetivo da maratona.
Ao comentar sobre o impacto do hackathon para além da competição, o gerente de TI da Coopavel, Rogério Aver, disse que “nem sempre o vencedor da maratona é o que mais ganha” ao relacionar projetos que podem gerar valor comercial que ultrapassam, ao longo do tempo, o valor das premiações que serão entregues.
O coordenador geral do Show Rural Digital, José Rodrigues da Costa Neto, complementa ao abordar alguns desdobramentos do evento, onde a proposta é gerar soluções no sentido que o produtor aumente a sua produtividade e como consequência, aumente a lucratividade. “Temos exemplos de empresas que não venceram o Hackathon, mas que conseguiram colocar os produtos e soluções desenvolvidas aqui no mercado”, destaca Neto.
Premiação
A equipe vencedora do hackathon do Show Rural Digital 2024 ganhará como prêmio viagem para conhecer um dos mais efervescentes sistemas de inovação das Américas. Eles vão para Santiago, no Chile, conhecer startups e empresas de inovação do país, muitas que são referências em suas áreas de atuação. Para a segunda colocada, haverá um prêmio de R$4 mil e R$2 mil vai para o terceiro lugar.
Cooperado
Gabriel Espedito Trentin (19) é acadêmico do curso de Agronomia, cooperado e filho de cooperado Coopavel. Esse é o terceiro hackathon seguido que ele participa. “Esse é um evento diferente que une a área do Agro com a tecnologia e o entrosamento dessas áreas com certeza é o futuro. São desafios novos todos os anos e aqui temos a oportunidade de aprender coisas novas e adquirir mais experiência, eu que sou do rural tenho a oportunidade de aprender mais sobre tecnologia com pessoas diferentes”, avalia Gabriel. Depois da primeira participação, conta que não precisa mais de incentivo, pois já fica esperando a data que vai abrir as inscrições do ano seguinte para poder garantir sua vaga na maratona.
Premiado
Outro que tem motivos de sobra para continuar participando é o consultor de sistemas da empresa Prisma, Edson Liberali (49), na primeira participação da equipe, em 2023, já faturaram o primeiro lugar apresentando soluções para as dores das cooperativas de mel. “Desenvolvemos tecnologia pensando na rastreabilidade tanto das colmeias quanto do apiário e a solução também englobaria a gestão da cooperativa. Com isso, acabamos sendo agraciados com o primeiro lugar. Esse ano a expectativa é entregar também alguma solução que seja aplicável ao meio, que vai gerar valor ao produto e, se possível, ganhar o primeiro lugar ”, salienta confiante Liberali.

Ele destacou a importância e relevância do hackathon do Show Rural Digital para o segmento do agronegócio. “Os eventos como o Hackathon, servem para buscar inovação. Quando a gente pensa em inovação, são ideias inusitadas para atender problemas do cotidiano. Então não adianta buscar ideias inusitadas para problemas inusitados. Os problemas que afetam as pessoas estão no dia a dia, são do cotidiano. Então precisamos de ideias novas para estes problemas. E o Hackathon da Coopavel tem essa finalidade”, frisa.
Iniciante
Diferente de muitos participantes, a acadêmica do 3º período de Engenharia de Software, Giulia Vilanova (18), disputa pela primeira vez a maratona. “Eu busquei o Hackathon porque estava procurando uma experiência de imersão na solução de problemas, acho que se encaixa totalmente com o meu curso. E justamente por isso, acredito que vai ser uma experiência de muito crescimento profissional e até pessoal também. Bastante desafiador, mas muito legal também”, avalia Giulia.
São parceiros da Coopavel na realização da maratona Sebrae, Iguassu Valley, Assespro-PR, Governo do Paraná, Celepar, Fomento Paraná, Biopark, AcicLabs, Sindicato Rural, IDR-Paraná, Embrapa e Fundetec.

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



