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Há vagas para Gestores

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A integração de frangos e suínos começou no Brasil com a produção familiar. A evolução foi ocorrendo com a necessidade de escala e de aumento da produção. A atividade ganhou tamanha importância que no Paraná, o setor avícola, por exemplo, é o maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil, respondendo por 31% da produção nacional. A produção de carne suína brasileira em 2013 colocou o país na 3° colocação entre os principais produtores e exportadores mundiais de carne.

O Paraná é responsável por 19,02% da produção brasileira, ocupando a 3° posição.

Os números são positivos para o agronegócio. Por outro lado, tamanho crescimento gera a necessidade cada vez maior de profissionalização. São 19 mil avicultores e cerca de 30 mil suinocultores no Paraná. Os produtores têm hoje um considerável número de funcionários e situações em que, por exemplo, a produção animal é de 15% a 20%, porque se dedicam a outras atividades.

Para entender seu negócio e se antecipar as demandas futuras, empresas como a BRF fazem, dentro do seu planejamento estratégico, constantes pesquisas e análises de seus integrados para entender sua realidade e formas de melhorias. Num desses estudos o alvo foi entender as relações de trabalho entre os envolvidos na avicultura. O diagnóstico mostrou uma grande dificuldade na retenção de mão de obra. Mesmo em casos com vários benefícios como, salário para o casal, moradia sem custos de aluguel, água e luz gratuitos, além de méritos pelos resultados, não foram suficientes para manter um funcionário na atividade.

A alta rotatividade gera alto custo nos processos de recrutamento, na baixa produtividade e no próprio processo de demissão. São atividades bem especializadas que requerem muito conhecimento e fidelidade aos padrões na cadeia animal. “Ganha-se em produtividade e em qualidade quando o gerente consegue que haja compreensão do padrão e entendimento da fisiologia animal. Como as coisas devem ser feitas e por que disso”, explica o engenheiro-agrônomo e consultor de extensão rural, Naldo Luiz Dalmazo.

Apesar do exemplo da avicultura, a necessidade de evolução da gestão familiar para a empresarial se enquadra em todas as cadeias produtivas do agronegócio. Muitas vezes, as atividades de gerência e liderança são exercidas por autodidatas sem conhecimento estruturado e sem capacidade de liderança.

Há dois tipos de situações. Na primeira o produtor rural é o dono da propriedade, exercendo ao mesmo tempo o papel de gerente e de operador. No segundo caso, propriedades maiores têm a presença de um gerente.
Fatores para mão de obra, “O granjeiro tem que evoluir a propriedade vendo isso  com um valor. É preciso pensar na construção da sustentabilidade e como será no futuro a produção familiar. O que será determinante para essa sustentabilidade?”, questiona Dalmazo.

Há uma série de outros fatores que precisam ser levados em conta na retenção do funcionário. Entre eles estão uma propriedade bem organizada, uma casa agradável o funcionário morar com sua família; estradas que permitam o acesso de ônibus escolar para as crianças; e um dos fatores principais – o acesso à internet, que reduz a distância entre a cidade e o campo, principalmente para a geração mais nova. A pesquisa identificou que não necessariamente era a remuneração o valor mais atrativo. Em alguns casos, o produtor dispõe de todos os recursos necessários para a expansão da atividade, mas ela não ocorre por falta de mão de obra.

Para os responsáveis, a pesquisa deixou clara a necessidade de se formar gestores e lideres com capacidade de motivar e desenvolver pessoas. Entre os que foram embora das propriedades, 38% queriam crescer e melhorar e não enxergaram essa oportunidade onde estavam. “Os que permaneceram por três ou quatro anos é porque tiveram um bom gestor que os ajudou na construção de seus sonhos”, afirma Dalmazo.

Gestores do próprio negócio

Buscando uma solução, empresas como a BRF procuraram o SENAR-PR para a construção de uma capacitação de gestores rurais. Junto com a FAE Business School, o SENAR-PR montou o programa Gestores Rurais com cinco módulos de 16 horas cada, totalizando 80 horas de cursos que serão ministrados em quatro horas semanais. Relacionamento do gestor com a equipe, processos e prática de gestão de pessoas, introdução e capacitação do colaborador no trabalho, gerenciamento dos processos de rotina do gestor e planejamento da propriedade – visão do futuro, são os temas de cada módulo.“O problema de gestão é sério, há carência de qualificação em todos os ramos. Além da profissionalização é preciso promover uma visão de prospecção do produtor rural.

Ele tem que ver sua atividade como um negócio em que vidas dependem de sua atividade. Ampliar a visão do seu papel na sociedade”, avalia a professora Nancy Malschitzky, Doutora em Engenharia de Produção, com enfoque em Gestão de Negócios.

O SENAR-PR executará no primeiro semestre de 2015 um curso piloto em três municípios com a parceria da BRF e de suinocultores para validar o conteúdo e planejamento do programa. Alguns diferenciais do curso são tarefas no formato de vídeoaulas curtas e uma grande quantidade de material de apoio.

Capacitação de instrutores

Na semana de 9 a 14 de fevereiro, 25 instrutores do SENAR-PR participaram, em Curitiba, da Formação de Instrutores do Programa Gestores Rurais – FAE. São profissionais como Debora Siqueira, de Ponta Grossa, que já é instrutora do SENAR-PR na área de gestão. “O principal capital do produtor é humano e o planejamento. O programa é interessante porque os módulos são bem específicos e foram pensados considerando a necessidade operacional aproximando o conteúdo da realidade do meio rural”.

A instrutora de Toledo, Maria José Andreacci Zuleger, contribui com a leitura do material produzido pela FAE e também participou do treinamento. Segundo ela, existem muitos paradigmas que precisam ser quebrados para que o produtor possa despertar a consciência entendendo os fatores que fazem a diferença, perceber as oportunidades e a diversificação que valorizam a propriedade. “Estamos vivendo um momento primordial para criar oportunidades diante da crise e a velocidade da mudança e o fácil acesso a informação ajudam as pessoas a participarem de um curso como esse”.

Na área de gestão o SENAR-PR oferece uma série de cursos e programas como: Gestão Rural, De Olho na Qualidade, Negócio Certo Rural, Jovem Agricultor Aprendiz (JAA) e o Programa Empreendedor Rural.

Fonte: Ass. da FAEP

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

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Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
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