Bovinos / Grãos / Máquinas
Guzerá celebra 70 anos com lançamento do selo F1 Max na ExpoZebu
Raça reúne 230 animais em pista e torneio leiteiro, movimenta mais de R$ 4 milhões em leilões e atrai compradores de países da África, Ásia e América Latina.

No ano em que completa 70 anos de fundação, a Associação dos Criadores de Guzerá e Guzolando do Brasil (ACGB) teve uma participação marcada por recordes comerciais, presença internacional e forte volume de animais na 91ª ExpoZebu, em Uberaba (MG). A entidade reuniu mais de 230 exemplares em julgamentos e torneio leiteiro, além de promover três leilões da raça, que somaram mais de R$ 4 milhões em movimentação.
Segundo o presidente da ACGB, Raul Prates, o desempenho na feira confirmou o interesse do mercado pela genética Guzerá, tanto nas linhagens de corte quanto de leite. “Tivemos mais de 230 animais competindo em julgamento e torneio leiteiro, além de três leilões da raça, com excelentes médias”, afirmou.

Entrega do prêmio Guzerá de Ouro ao presidente da ABCZ
Os remates Leilão União Guzerá JF, Leilão Guzerá Genética de Campeões e 7º Leilão Pilares da Raça reforçaram o peso comercial da raça dentro da maior exposição de zebuínos do mundo. A movimentação superior a R$ 4 milhões indica demanda por animais avaliados, genética selecionada e matrizes com potencial de produção em diferentes sistemas pecuários.
O interesse não ficou restrito ao mercado brasileiro. Durante a ExpoZebu, a ACGB recebeu comitivas de Bangladesh, Tanzânia, Egito, Etiópia, Sudão, Quênia, Nigéria, Ruanda, Zâmbia e países da América Latina, com foco na importação de genética Guzerá. A procura foi associada a características como rusticidade, eficiência produtiva e versatilidade, atributos relevantes para regiões de clima quente, sistemas extensivos e áreas com maior pressão ambiental.
A programação da entidade também incluiu ações de aproximação com compradores e visitantes estrangeiros, que participaram de degustações de produtos lácteos feitos com leite Guzerá A2A2. A iniciativa buscou demonstrar não apenas o potencial genético da raça, mas também a aplicação comercial de seus produtos na cadeia do leite.
Lançamento do selo F1 Max
Além da demanda comercial, a ExpoZebu marcou um ponto técnico relevante para a raça com o lançamento do selo F1 Max, voltado à certificação de fêmeas Guzolando com desempenho superior para produção de leite. A iniciativa foi formalizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, que registrou inicialmente 16 animais dentro do novo padrão.
De acordo com o diretor técnico da ACGB, Carlos Fontenelle, a certificação responde a uma demanda direta do produtor por maior previsibilidade produtiva. “A certificação surgiu a partir da proposta apresentada pela ACGB ano passado à diretoria da ABCZ com o intuito de oferecer mais segurança aos produtores de leite na identificação de animais com elevado potencial produtivo. Será mais uma oportunidade de agregar valor aos rebanhos que produzem Guzolando, a partir de animais Guzerá Leiteiro geneticamente superiores”, explicou.
O protocolo do selo F1 Max estabelece critérios objetivos de seleção, com base em indicadores genéticos e desempenho produtivo. Entre os requisitos estão PTA positiva para leite tanto do pai quanto da mãe, desempenho comprovado das matrizes em lactação e regularidade documental por meio do Certificado de Controle de Genealogia. Na prática, a ferramenta cria um padrão adicional de qualificação para animais cruzados, com impacto direto na formação de preços, reposição de matrizes e decisões de investimento em genética.
A estratégia reforça o posicionamento do Guzerá como base para sistemas leiteiros tropicais, especialmente no cruzamento industrial com raças europeias, caso do Guzolando, que busca combinar rusticidade com maior produção de leite.
Paralelamente à agenda técnica e comercial, a ACGB também investiu em ações de promoção de produto ao longo da feira. Foram realizadas degustações de queijo, doce de leite e pão de queijo produzidos com leite de Guzerá, além de carne da raça. A iniciativa funcionou como vitrine para demonstrar, na prática, a qualidade dos produtos derivados, conectando genética, produção e mercado consumidor dentro do ambiente da exposição.
Premiações
A programação de julgamentos e premiações da raça Guzerá durante a ExpoZebu reforçou o peso técnico e econômico da seleção genética conduzida pelos criadores. A ACGB realizou a entrega dos prêmios do Ranking Nacional 2025, que consolida o desempenho de animais, expositores e criatórios ao longo do circuito oficial de exposições.
Além das categorias produtivas, a entidade concedeu o prêmio Guzerá de Ouro a lideranças com atuação relevante no desenvolvimento da raça. Entre os homenageados estão Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, e Antônio Pitanguy Salvo, além dos criadores Carlos Fontenelle, Roberto Corrêa Leal e Álvaro Abascal Perez.
No ranking leiteiro, Marcos de Almeida Carneiro concentrou os títulos de Melhor Criador e Melhor Expositor, resultado associado à regularidade produtiva e desempenho consistente em pista. “É um trabalho de longo prazo, de muita consistência. Ser reconhecido em várias exposições, por diferentes julgadores, é muito importante. Estou muito feliz com esse reconhecimento”, afirmou.
Na linhagem de corte, a Companhia Mate Laranjeira foi reconhecida como Melhor Criador, enquanto José Nelson dos Santos recebeu o prêmio de Melhor Expositor. “É a premiação de muito trabalho realizado junto com meu sócio Roberto e toda a equipe da fazenda. É uma dedicação diária para chegar a esse resultado e conquistar um reconhecimento como esse”, disse.
Os julgamentos da raça ocorreram em duas frentes – corte e leite – refletindo a dupla aptidão do Guzerá. No Guzerá Corte, a Grande Campeã foi Patna FIV El Giza, enquanto o título de Grande Campeão ficou com o touro Oriente FIV LBN, ambos com destaque para características ligadas à conformação frigorífica e desempenho produtivo. Já no Guzerá Leiteiro, os principais títulos ficaram com Adrenalina FIV Ilha Funda (Grande Campeã) e Catmandu FIV PEAC (Grande Campeão), evidenciando o avanço da seleção voltada à produção de leite.
No Campeonato Modelo Frigorífico, o vencedor foi o touro Líbano ASW, reforçando o direcionamento da raça para eficiência de carcaça. Já no Concurso Leiteiro, Emoção FIV JF alcançou média de 34,51 kg de leite, enquanto Demagogia FIV ESJ registrou 33,67 kg, indicadores que posicionam o Guzerá entre as opções adaptadas para produção leiteira em ambientes tropicais.
Os resultados em pista e no torneio leiteiro funcionam como vitrine técnica para o mercado, influenciando diretamente a valorização de animais, sêmen e embriões, além de orientar decisões de seleção nos rebanhos comerciais.

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Preço do leite pago ao produtor fica praticamente estável, aponta Cepea
Levantamento mais recente mostra média de R$ 2,66 por litro e expectativa de mercados distintos entre Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O preço do leite pago ao produtor manteve-se praticamente estável em maio de 2026, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Na chamada “Média Brasil”, o valor ficou em R$ 2,6617 por litro, com recuo de 0,45% em relação a abril. Na comparação com maio de 2025, o preço está 3,8% menor em termos reais, considerando a correção pelo IPCA.
O comportamento dos preços foi diferente entre as regiões produtoras. No Sudeste e no Centro-Oeste, as cotações continuaram em alta, sustentadas pela menor oferta de leite, reflexo da sazonalidade e da redução dos investimentos por parte de produtores após as margens mais apertadas registradas em 2025. Com isso, a disputa entre os laticínios pela matéria-prima permaneceu aquecida.

Foto: Juliana Sussai
No Sul do País, o cenário foi oposto. A melhora das condições climáticas, o bom desenvolvimento das pastagens de inverno e a recuperação da produção aumentaram a oferta de leite, pressionando os preços pagos ao produtor.
O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) avançou 0,07% entre abril e maio na Média Brasil. No acumulado de 2026, porém, o indicador registra retração de 13,7%.
Os custos de produção também apresentaram mudança em maio. O Custo Operacional Efetivo (COE) recuou 1,39%, registrando a primeira queda do ano. Mesmo assim, o indicador ainda acumula alta de 1,8% em 2026, impulsionado pelo aumento das despesas com nutrição animal, sanidade e operações mecanizadas.

Foto: Fernando Dias
No mercado de derivados, pesquisa do Cepea realizada com apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) mostra que o preço do leite UHT caiu 7,56% em maio na comparação com abril. Já a muçarela e o leite em pó tiveram estabilidade, com leves altas de 0,12% e 0,13%, respectivamente. Segundo o Cepea, na primeira quinzena de junho o movimento de queda dos preços dos derivados lácteos ganhou força.
No comércio exterior, as importações brasileiras de lácteos cresceram 3,58% em maio, totalizando 226,21 milhões de litros em Equivalente-Leite (EqL), volume 28% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. As exportações também aumentaram em relação a abril, com alta de 45,33% e volume de 5,81 milhões de litros EqL. Na comparação anual, entretanto, os embarques ficaram 21,42% abaixo dos registrados em maio do ano passado.
Para junho, a expectativa do Cepea é de manutenção das diferenças entre as principais bacias leiteiras. A tendência é de continuidade da pressão sobre os preços no Sul, enquanto Sudeste e Centro-Oeste devem manter um mercado mais firme, caminhando para a estabilidade.
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Feicorte atrai delegações de mais de 20 países e movimenta cadeia da carne
Evento reuniu cerca de 20 mil pessoas, promoveu intercâmbio técnico, leilões, exposição de animais e anunciou expansão internacional para 2027.

A Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte) encerrou sua 22ª edição, a terceira em Presidente Prudente (SP), estabelecendo-se como referência na integração dos diferentes elos da cadeia produtiva. A feira reuniu cerca de 20 mil pessoas entre os dias 23 e 26 de junho, conectando genética, tecnologia, negócios, gastronomia e conteúdo técnico em uma programação voltada à competitividade global.

Exposição reuniu cerca de 700 animais em Presidente Prudente
Para a presidente da Feicorte e CEO da Verum, Carla Tuccilio, o evento cumpriu o papel de centralizar as principais discussões do setor. “Foi uma edição com sucesso, muitas ativações novas e conteúdo de excelência comandado por especialistas brasileiros e internacionais. Tivemos a presença de muitos pecuaristas e conseguimos criar novamente o grande ponto de encontro da cadeia produtiva da carne”, destacou, informando que a feira movimentou cerca de seis toneladas de carne em experiências gastronômicas ao longo dos quatro dias de evento e reuniu 130 expositores.
O diretor-executivo da Feicorte e presidente do Instituto Brasileiro de Inovação, Cultura e Qualidade do Agro e Pecuária (IBIQPEC), Ailton Barbosa, reforçou a relevância desse ecossistema tanto no mercado externo quanto na economia local. “A feira se consolidou como um polo de relacionamento institucional ao receber delegações, empresas e representantes de mais de 20 países, como Uruguai, Paraguai, Bolívia, China, EUA, Canadá, África do Sul, Equador, Colômbia, Argentina e Portugal, entre outros. Ao mesmo tempo, o evento gerou impacto direto na região de Presidente Prudente, com a criação de mais de mil empregos diretos e indiretos durante a sua preparação e execução”, pontuou o dirigente.
Com os resultados consolidados, a organização anunciou o planejamento estratégico para as próximas temporadas. A grade internacional terá continuidade com a realização da segunda edição da Feicorte Paraguai, agendada para março de 2027. Já a próxima Feicorte Brasil está confirmada para junho de 2027, em local a ser definido.
Palestras do Fórum Feicorte discutem mercado e eficiência produtiva

Ovinos Suffolk estiveram expostos nos quatro dias de evento
O intercâmbio de conhecimento técnico foi o pilar do Fórum Feicorte, que nesse ano trabalhou sob o tema “O Boi Brasileiro – Um Mundo de Oportunidades”. O debate contou com a participação de quatro palestrantes internacionais vindos de países como África do Sul, Canadá, Estados Unidos e Paraguai, que apresentaram tecnologias de ponta e inspiraram a evolução do rebanho nacional. A programação acadêmica incluiu ainda a realização do 4º Simpósio ReprodOeste, promovido em parceria com a Universidade do Oeste Paulista (Unoeste).
O curador de conteúdo do Fórum Feicorte, Diede Loureiro, pontuou que a grade de palestras foi estruturada para responder às necessidades reais do produtor diante das instabilidades climáticas e de mercado. “A Feicorte se posiciona estrategicamente no meio do ano, momento em que o produtor tem o balanço do primeiro semestre e precisa se planejar para o segundo, atuando como uma base essencial de dados técnicos para a tomada de decisões na fazenda”, complementou Loureiro.
Diversidade genética reúne cerca de 700 animais nos pavilhões

Mais de 20 mil pessoas passaram pela Feicorte em junho
A ocupação total dos pavilhões do Recinto de Exposições Jacob Tosello reuniu cerca de 700 animais entre bovinos e ovinos, que passaram por um controle zootécnico e parasitário rigorosos. Com 12 raças diferentes em exposição (Angus, Bonsmara, Brahman, Brangus, Canchim, Caracu, Nelore, Santa Gertrudis, Sindi, Texas Longhorn, Wagyu e o cordeiro Suffolk), a Feicorte reafirmou seu papel como vitrine da genética de qualidade do rebanho brasileiro.
O reflexo prático desse trabalho de seleção no campo foi levado diretamente ao prato do consumidor na tradicional degustação Beef Hour das Raças, que nesta edição reuniu 18 estações de proteínas. O público pôde conferir o sabor da carne das raças Nelore, Tabapuã, Brahman, Sindi, Gir, Guzerá, Brangus, Senepol, Angus, Bonsmara, Montana, Wagyu, Caracu, Canchim e Texas Longhorn, além da carne de búfalo e de cordeiro da raça Suffolk.
Pistas de julgamento definem campeonatos de rústicos e de elite
As avaliações em pista movimentaram criadores de diversos estados. De forma inédita no estado de São Paulo, a feira sediou o julgamento de animais rústicos das raças Angus e Ultrablack. No campeonato Angus de fêmeas, a Grande Campeã foi a TAT TEI1655, de Valdomiro Poliselli Júnior (Mococa-SP), enquanto o prêmio de Grande Campeão de machos foi para o touro TAT FIV797, de Rodrigo Arnt e Nilo Arnt (Tibagi-PR). Na raça Ultrablack, o criador Valdomiro Poliselli Júnior venceu os dois campeonatos principais com a fêmea TAT FIV253 e o macho TAT FIV220.

18 estações demonstraram variedade de sabores na Beef Hour das Raças
No julgamento de ovinos Suffolk, sob a condução do juiz irlandês Patrick O’Keefe, os títulos de Grande Campeão e Grande Campeã na categoria Puro de Origem (PO) foram para os animais DO Contestado IA F427 e DO Contestado F457, ambos da Fazenda Flor do Pago, de Irani (SC).
Na pista do Wagyu, o jurado Willian Koury avaliou 20 exemplares de alta padronização. O criatório da Party Participações, de Americana (SP), conquistou os principais prêmios com a fêmea Morgana 1923 Guidara FIV (Grande Campeã) e o macho Delicado 52 PWI FIV (Grande Campeão). O título de Reservado Grande Campeão de machos ficou com Ares 3351 GUIDARA FIV, do Rancho Santa Bárbara (SP
O julgamento Nacional do Santa Gertrudis, avaliado por Marcelo Moura, consagrou os animais do criatório Santa Gertrudis da Malagueta, com Vaticano da Malagueta como Grande Campeão e Melissa da Monte Sião como Grande Campeã.
Na raça Sindi, o touro de 35 meses e 953 kg, Saudoso da Estiva, garantiu o título de Grande Campeão da Feicorte 2026 após comentários elogiosos do árbitro José Jacinto sobre a qualidade de sua carcaça e aprumos.
Leilões registram pista limpa e movimentam mercado de genética
A agenda de negócios foi marcada por liquidez absoluta em diferentes espécies. O 3º Leilão Confraria da Carcaça Nelore abriu os trabalhos com o recinto lotado por 120 pecuaristas e faturamento que registrou médias de R$ 56 mil para fêmeas e R$ 72 mil para machos, espalhando reprodutores e matrizes para compradores de 14 estados. Na quarta-feira, o Leilão CV Nelore Mocho, liderado pelo pecuarista Carlos Viacava, comercializou 52 touros para 28 compradores de seis estados, gerando um faturamento total de R$ 943.220,00 e média de R$ 18.138,84 por animal.

Ailton Barbosa e Carla Tuccilio
Na quinta-feira, as fêmeas Nelore PO foram o destaque do 3º Leilão Grupo Mazieiro e Grandes Marcas, que superou o clima frio da região e encerrou a noite com pista limpa e média superior a R$ 21 mil por lote. A equinocultura também mostrou força com o 3º Leilão Feicorte – Quarto de Milha e Paint Horse, organizado por Celso Cuba e Celso Luís Cuba, que vendeu 21 exemplares para criadores e competidores de sete estados brasileiros.
O encerramento oficial dos negócios, na noite de sexta-feira, contou com a terceira edição do Leilão Pecuária Solidária. O remate beneficente, por meio de doações de touros, cavalos, sêmen e insumos agrícolas, movimentou o sistema de redoação na pista para alcançar uma arrecadação parcial estimada em cerca de R$ 400 mil. O montante será integralmente revertido ao Núcleo Ttere, instituição de Presidente Prudente que trabalha no desenvolvimento e inclusão de pessoas com deficiência.
Inovações ampliaram o alcance da feira
O Shopping Seleção Feicorte estreou nessa edição como uma plataforma de venda direta de animais de alta performance, em parceria com a Central Leilões. Disponibilizando 48 machos e sete fêmeas de cinco raças diferentes, a ferramenta permitiu que os compradores analisassem dados científicos de conformação frigorífica antes da compra de pacotes genéticos.
O redesenho da planta geral da feira no Recinto de Exposições Jacob Tosello também permitiu a introdução de novos modelos de negócios e convivência, como o Boulevard Feicorte, área aberta instalada junto ao credenciamento que reuniu expositores tanto institucionais quanto de artigos como roupas, calçados, veículos aquáticos e gastronomia.
Essa estrutura de convivência fez a conexão direta com a área de dois mil metros quadrados dedicada à Rede ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), que em sua terceira edição demonstrou como a combinação dessas atividades recupera áreas e eleva a produtividade. O espaço uniu os esforços da própria Rede ILPF, da CATI, do ITESP e de marcas associadas para aproximar produtores, técnicos e estudantes das tecnologias que transformam o setor.
A conexão entre a cadeia produtiva e a sociedade urbana foi antecipada logo no domingo (22) com a realização da 1ª Feicorte Run Sportime. A corrida e caminhada reforçaram o papel da carne vermelha na manutenção da saúde e atraíram cerca de 700 inscritos, que foram recebidos na linha de chegada com uma degustação “open” de churrasco.
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Expoleite reúne cerca de 250 animais da raça Holandesa em julgamentos durante três dias de feira
Exposição também terá recorde de participantes no Clube de Bezerras e expectativa de receber 30 mil visitantes.

Entre os dias 02 e 04 de julho acontece em Arapoti (PR), durante a 52ª edição da Expoleite, uma das principais exposições de caráter competitivo de rebanhos da raça Holandesa no país. O Julgamento da Raça Holandesa apresentará neste ano cerca de 250 exemplares das variedades “preto & branco” (HPB) e “vermelho & branco” (HVB). Na pista, os animais são acompanhados pelos puxadores e desfilam para serem avaliados nos critérios determinados pelo júri especializado.

Foto: Giovanna Santolin
A Expoleite, promovida anualmente pela Capal Cooperativa Agroindustrial, é reconhecida como uma das mais importantes vitrines da robustez e evolução genética do país, evidenciando a excelência dos rebanhos criados na região dos Campos Gerais. Erik Bosch, presidente do Conselho de Administração da Capal, ressalta que além de expor a excelência genética, os julgamentos também têm um caráter social. “Os animais e o julgamento em pista chamam a atenção e aproximam o público da realidade do campo”, pontua.
Os animais participantes provêm de criadores das cidades paranaenses de Arapoti, Castro, Carambeí e Itapetininga. A competição é oficializada pela Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH) e faz parte do prestigiado Circuito Nacional da Raça Holandesa.
Juiz de pista
O jurado responsável pelas avaliações desta edição é o canadense Mike West, natural de Ontário. Com uma trajetória consolidada, West tem vasta experiência em avaliações de exposições regionais, estaduais e internacionais, tendo atuado em países como Japão, Austrália, Brasil, Rússia, México, Colômbia, Equador e Costa Rica.
Atualmente exerce o cargo de gerente de Desenvolvimento de Produto na Semex Alliance, onde é responsável pela prospecção e aquisição de touros, mantendo contato direto com criadores parceiros para o fornecimento de genética. Além disso, atua como analista de touros, oferece suporte à equipe de campo e colabora com o setor de marketing na coordenação de registros fotográficos dos reprodutores e de suas respectivas progênies.
Os julgamentos acontecem durante os três dias de feira. Na quinta-feira (02), às 14h, acontece o julgamento Gado VB e PB Jovem. Na sexta-feira (03), os visitantes poderão conferir, às 13h, o Clube de Bezerras e na sequência, às 15h, o julgamento Gado VB Adulto. No último dia da Expoleite (04), acontece às 9h a primeira etapa da Copa dos Apresentadores, tradicional competição de apresentação de gado jovem que integra o circuito das cooperativas do grupo Unium (Capal, Frísia e Castrolanda), e às 14h o julgamento Gado PB Adulto.
Clube de Bezerras
O Clube de Bezerras chega à 52ª Expoleite com recorde de participantes. Nesta edição, o projeto reúne 15 crianças e adolescentes, na faixa etária de 7 a 14 anos, divididos em duas categorias: a Júnior, com 10 integrantes de 7 a 10 anos, e a Sênior, com 5 integrantes de 11 a 14 anos.
As atividades realizadas início logo no começo do ano e englobam visitas mensais às propriedades e encontros técnicos com os jovens. Durante esse processo, os participantes recebem instruções detalhadas sobre saúde, manejo, nutrição, desenvolvimento e a preparação adequada dos animais para exposição.
A experiência pedagógica vai além da apresentação oficial na feira. O Clube funciona como uma porta de entrada para que as crianças acompanhem de perto o ciclo da leiteira pecuária, entendendo na prática a importância da sucessão e da continuidade no campo.
Segundo Letícia Ianke, técnica da equipe Capal responsável pelo acompanhamento do Clube de Bezerras, os resultados positivos do projeto são coletados no longo prazo. “A gente tem filhos de cooperados que fizeram o clube e hoje trabalham nas propriedades”, afirma. Em cada encontro, visita técnica e na apresentação na Expoleite, as crianças constroem uma relação mais próxima com os animais, com a propriedade e com a história da família na pecuária leiteira.
A 52ª Expoleite conta com cerca de 120 expositores e a expectativa é atrair um público de 30 mil pessoas.



