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GTPS aprofunda discussão sobre monitoramento da mudança de uso da terra na pecuária
O Grupo de Trabalho de Terra (GT) do Grupo de trabalho da pecuária sustentável (GTPS) iniciou um novo ciclo de debates em fevereiro, quando as empresas associadas e convidados especiais compareceram à primeira reunião do ano.

O GT, que está em sua 7ª reunião, foi criado com o objetivo de trazer novos direcionamentos para o uso mais eficiente da terra na cadeia da pecuária bovina brasileira, contribuindo para a redução do desmatamento, das emissões de gases de efeito estufa, remoção de CO2 em escala e outras questões ambientais relacionadas ao uso da terra.
Neste novo ciclo, o grupo aprofunda a discussão sobre o monitoramento da mudança de uso da terra na pecuária. O objetivo é investigar as mudanças que tem acontecido em relação ao uso da terra, buscando um entendimento sobre a mudança do uso da terra na pecuária, incluindo a situação das pastagens degradadas que estão em recuperação no Brasil e o que tem conduzido a conversão do uso da terra atualmente.
Para aprofundar o conhecimento sobre esses assuntos já na primeira reunião, a Mesa Brasileira convidou o professor titular da Universidade Federal de Goiás, Laerte Ferreira, para falar sobre o mapeamento das pastagens no Brasil, realizado pelo Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig).
O Lapig/UFG é um laboratório de processamento de imagens e geoprocessamento e disponibiliza o Atlas das Pastagens, um espaço virtual, público e gratuito produzido pela UFG que apresenta o mapeamento anual das pastagens desde 1985. A ferramenta disponibiliza dados inéditos sobre o uso do território brasileiro, em especial as áreas de pastagem no Brasil ao longo do tempo. Os dados são gerados no âmbito da iniciativa do Mapbiomas.
Na ocasião, Laerte trouxe alguns dados importantes sobre as pastagens brasileiras, como o fato de que cerca de 35% do território nacional é composto de áreas antropizadas e, dentro disso, 90% é ou já foi pastagem. A pastagem é a principal forma de uso da terra no Brasil com cerca de 160 milhões de hectares, representando 19% da área total. Com uma média de 165 milhões de UA (IBGE, 2021), o Brasil ainda apresenta um potencial produtivo abaixo da área, com um enorme potencial para intensificação e aumento da produção.
“Ao mesmo tempo que temos toda essa área convertida na forma de pastagem, que é a principal forma de uso de terra no Brasil, também temos um potencial gigantesco de aumentar a produtividade e otimizar o uso dessas pastagens, mitigar gases de efeito estufa e implementar todos os serviços ambientais para as áreas de pastagens”, diz Laerte.
A próxima reunião do GT de Terra terá a participação especial do coordenador de programas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Dr. Claudio Almeida.

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Seapi abre inscrições para Salão de Iniciação Científica com foco em bioinsumos e inovação no agro
Evento será realizado de forma online nos dias 23 e 24 de setembro e receberá trabalhos de estudantes, pesquisadores e servidores nas áreas animal, vegetal e de desenvolvimento rural.

Estão abertas as inscrições para o 15º Salão de Iniciação Científica e de Inovação Tecnológica (Sicit), promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA). O evento será realizado nos dias 23 e 24 de setembro, em formato totalmente online, com transmissão pelo canal do DDPA no YouTube.
A programação inclui também o 10º Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa 2026. Durante os dois dias serão apresentados resultados de estudos nas áreas de produção animal, produção vegetal e desenvolvimento rural. A abertura do evento terá como tema “Bioinsumos: Legislação e Aplicações na Agropecuária”.

Foto: Matheus Flalanga
As inscrições são gratuitas. Podem submeter trabalhos bolsistas regularmente matriculados em instituições de ensino superior que desenvolvam atividades de pesquisa e inovação tecnológica. Os participantes deverão encaminhar um resumo e realizar apresentação oral, gravada previamente, conforme as vagas disponíveis.
Os resumos devem ser enviados pela plataforma Even3 até 24 de agosto, seguindo o modelo previsto no edital. A divulgação dos trabalhos aprovados está prevista para 08 de setembro, enquanto o prazo para envio dos vídeos das apresentações encerra em 13 de setembro. Serão aceitos apenas resumos com resultados parciais, preliminares ou finais de pesquisas.
O evento também é aberto ao público interessado. As inscrições para ouvintes permanecem disponíveis até 22 de setembro, véspera do início da programação.

Foto: Divulgação
Segundo a Seapi, o Salão de Iniciação Científica, o Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa têm como objetivo ampliar o espaço para apresentação de pesquisas desenvolvidas por estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação, além de pesquisadores e servidores da secretaria.
A iniciativa também busca estimular o interesse pela pesquisa científica, incentivar o desenvolvimento de produtos e processos inovadores e promover a geração e a transferência de conhecimento e de novas tecnologias para a agropecuária gaúcha.
Para mais informações, incrições e edital clique aqui.
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Governo atualiza preços mínimos para as safras 2026/27 e 2027
Novos valores servirão de referência para as operações da PGPM e abrangem leite, milho, soja, sorgo e outras culturas de verão e produtos regionais.

O governo federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (13) a Portaria nº 934, que atualiza os preços mínimos dos produtos de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os novos valores servirão de referência para as operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), mecanismo que assegura remuneração mínima aos produtores quando os preços de mercado ficam abaixo do piso estabelecido.

Foto: Shutterstock
Entre os principais produtos contemplados estão leite, milho, soja e sorgo, culturas de grande relevância para a agropecuária brasileira. Os preços mínimos também foram fixados para algodão, arroz, feijão, mandioca e seus derivados, cacau, borracha natural cultivada, caroço de algodão, juta/malva e outros produtos regionais.
A vigência dos preços mínimos varia entre julho de 2026 e junho de 2028, conforme o produto.
A portaria também estabelece os preços mínimos para sementes de culturas de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Estão incluídas sementes de algodão, arroz, feijão, juta/malva, milho, soja e sorgo, com vigência entre novembro de 2026 e junho de 2028.
O que é a PGPM?
A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) é um instrumento de apoio à comercialização agrícola. Por meio dela, o governo estabelece preços de referência para diversos produtos agropecuários, buscando reduzir os impactos das oscilações de mercado sobre a renda dos produtores.
As propostas de preços mínimos são elaboradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base nos custos de produção e nas condições dos mercados interno e externo, conforme determina o Decreto-Lei nº 79/1966. Os valores são posteriormente aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
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Colheita de milho fica abaixo da média de 5 safras
Cepea aponta baixa liquidez no mercado spot e compradores aguardam maior oferta da segunda safra.

As cotações do milho continuam firmes em boa parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado spot segue com baixa liquidez, influenciado pelo ritmo das negociações entre vendedores e compradores.
De acordo com o Cepea, muitos produtores priorizam os trabalhos de campo neste período, enquanto os compradores permanecem cautelosos e aguardam o avanço da colheita da segunda safra, que deve ampliar a oferta do cereal. As altas registradas nas cotações internacionais também contribuem para sustentar os preços no mercado interno.

O Centro de Pesquisas informa que, embora fossem esperadas quedas nas cotações durante o período de colheita, as condições climáticas reduziram temporariamente a oferta de milho. A colheita da segunda safra segue em ritmo semelhante ao registrado no ano passado, mas permanece abaixo da média das últimas cinco safras.
Outro fator apontado pelo Cepea é a valorização da soja, que levou parte dos produtores a priorizar a comercialização da oleaginosa, adiando as vendas de milho à espera de melhores oportunidades de mercado.
Para as próximas semanas, o Cepea destaca que a previsão de menor volume de chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste deve favorecer o avanço da colheita. Com isso, os produtores poderão avaliar com maior precisão a produtividade da segunda safra, considerando os impactos das geadas no Paraná, da seca em Goiás e das condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras em Mato Grosso.




