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Grupo Vittia completa 50 anos e realiza investimentos de R$ 100 milhões na maior fábrica de produtos biológicos da América Latina

Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação integra o complexo fabril e amplia presença do Grupo nesse setor, com foco em produtividade e sustentabilidade

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Fotos: Assessoria

O Grupo Vittia, empresa brasileira de biotecnologia (defensivos biológicos e inoculantes) e nutrição especial de plantas, completa 50 anos de atuação, celebrados no ano em que inaugura a maior fábrica da América Latina para a produção de insumos biológicos para a agricultura. A unidade, localizada em São Joaquim da Barra (SP), recebeu investimentos na ordem de R$ 100 milhões e conta com ampla capacidade produtiva e elevado nível tecnológico, já preparada para as próximas expansões .

Desde 1971 no mercado, a companhia tem expandido sua atuação por meio de uma estratégia robusta de aquisições e expansão dos negócios. José Roberto Pereira de Castro, Diretor de Marketing do Grupo Vittia ressalta que a indústria tem capacidade para atender à crescente demanda do mercado. “A sólida história que construímos ao longo dessas cinco décadas nos dá segurança para seguirmos expandindo, tendo agora a maior escala industrial para produção de produtos biológicos no Brasil. Assim, estamos devidamente equipados para ampliar nossa participação de mercado e estar ao lado dos principais produtores e distribuidores do país”.

Instalada em área total de 110 mil m2, a nova fábrica possui capacidade instalada para produzir cinco milhões de litros / quilogramas desses insumos biológicos por ano. O local conta também com um Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&DI) de última geração em área de 1.300 m2 contando com laboratórios e casas de vegetação. Na estrutura de P&DI estão os núcleos de bioprospecção, bioprocessos, fertilizantes e experimentação agronômica.

O mercado de controle biológico está em plena expansão no mundo. No Brasil, soma em 2020, um crescimento de 40% em relação a 2019, chegando a um total de R$ 1,578 milhões. Segundo a CropLife, com base nos dados levantados pela consultoria Blink, em 2021, a previsão é de um crescimento de 33% no setor. Atento a esse potencial, o Grupo Vittia mantém firme sua atuação focada no desenvolvimento de mercado, expansão dos negócios e visão de futuro para atender às diferentes culturas.

Líder nacional no mercado de inoculantes, o Grupo Vittia figura entre os três maiores players de nutrição especial do Brasil e projeta ser líder no mercado de biológicos no Brasil.

 

Forte Competência em Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação

A capacidade de desenvolver e aplicar tecnologia nos processos produtivos e de desenvolvimento de novos produtos é um dos pilares estratégicos da empresa. Atualmente, possui um time de 22 profissionais dedicados exclusivamente à pesquisa de novos produtos e tecnologias; um banco com mais de 2.000 variedades de fungos e bactérias com potencial biotecnológico para a agricultura e defensivos biológicos com cepas de microrganismos exclusivas do Grupo Vittia.

Nos últimos 4 anos, os pesquisadores do Centro de Pesquisa do Grupo Vittia foram responsáveis pelo desenvolvimento e regulamentação de 72 novos produtos e recomendações de uso. Hoje, a companhia possui um intenso pipeline de desenvolvimento de tecnologias, das quais 35 encontram-se em fase de registro.

“Nossos investimentos em pesquisa e desenvolvimento em 2020 somaram R$ 14 milhões, contribuindo para levar cada vez mais produtividade ao produtor rural. Por isso temos orgulho de celebrar esse marco de cinquenta anos com um portfólio de defensivos biológicos que nos posiciona como empresa com maior número de alvos biológicos (pragas e doenças de plantas) aprovados pelo MAPA”, complementa Castro.

 

Cinco décadas de expansão

Fundado em 1971 por Plinio Romanini, na cidade de São Joaquim da Barra (SP), o Grupo Vittia iniciou suas atividades como um dos primeiros produtores nacionais de inoculantes (ou fertilizantes biológicos) focados, inicialmente, no mercado de soja. Ao longo dos anos, expandiu o escopo de atuação. Nesta nova etapa, buscou sempre consolidar o modelo vertical de negócios, e ao longo dos últimos anos o Grupo tem trabalhado em aquisições que dão robustez aos negócios:

2001 – Adquire uma unidade fabril no município de Serrana/SP, destinada a fabricação de fertilizantes organominerais para aplicação via solo e condicionador de solo.

2004 – Aquisição da Granorte, localizada em Ituverava/SP, especializada na produção de micronutrientes farelados e granulados para aplicação via solo na agricultura.

2014 – Iniciou um novo ciclo de crescimento com o aporte minoritário do fundo de private equity Brasil Sustentabilidade FIP, gerido pela BRZ Investimentos.

2014 – É adquirida a Samaritá, situada no município de Artur Nogueira/SP, que há mais de 26 anos atua no mercado de nutrição e proteção vegetal.

2017 – A Biovalens passa a fazer parte do Grupo. Especializada em soluções para controle microbiológico de pragas e doenças da agricultura, para a conquista de novos desafios no mercado de biotecnologia.

2020 – Aquisição da Vitória Fertilizante, de fertilizantes organominerais a base de resíduos orgânicos e da JB Biotecnologia, especializada na produção, desenvolvimento e comercialização de agentes macrobiológicos para o controle biológico de pragas.

2021 – Celebração dos 50 anos de atuação no país e o fortalecimento dos investimentos no setor, incluindo a maior fábrica de produtos biológicos da América Latina que conta com um Centro de excelência voltado para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.

Fonte: Assessoria
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Empresas Suinocultura

O papel das porcas no controle do Mycoplasma nas granjas

Entenda como esses animais agem na disseminação da bactéria no ambiente

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Jovani Finco / Divulgação.

Por: Jovani Finco médico-veterinário e assistente técnico de suínos da Zoetis.

Conhecida já há algumas décadas, a pneumonia enzoótica dos suínos, causada pela infecção da bactéria Mycoplasma hyopneumoniae (MH), está presente em quase 100% das granjas também atingidas pelo circovírus ao redor do mundo, e aqui no Brasil, em 95% do plantel de suínos. É considerada uma doença crônica e endêmica no País. Afeta suínos de todas as idades, principalmente nas fases de crescimento e terminação.

Granjas positivas e sem um trabalho de controle para a bactéria podem perder até 41 gramas de peso diário por animal, uma redução de 16% na taxa de crescimento e 14% a menos de conversão alimentar.
De acordo com estudo de 2017 realizado por Takeuti e Barcellos, as lesões pulmonares provocadas por essa bactéria no abate atingem 55.38% dos animais.

A transmissão do Mycoplasma pode ocorrer via vertical – da porca para os leitões – e horizontal – de leitão para leitão, por meio de secreções nasais e aerossóis.
O papel das porcas na transmissão da doença tem sido cada vez mais estudado e avaliado como importante na contaminação e disseminação da bactéria no plantel. Isso porque, ao chegarem livres do protozoário para um ambiente contaminado, leva-se um tempo até que estes animais se infectem, e depois, deixem de excretar o Mycoplasma.
Por isso, a adaptação dessas matrizes ao novo ambiente é fundamental no controle deste agente. Quanto antes as fêmeas se contaminarem, menor será a probabilidade de elas transmitirem isso aos leitões após o parto e, consequentemente, de animais doentes na fase inicial da vida.

Além da ambientação das matrizes, outras ações são igualmente importantes no controle da bactéria – vacinação, manejo, limpeza e desinfecção do ambiente, vazio sanitário, troca de leitões recém-nascidos desnecessariamente entre leitegadas, vacinações inconsistentes, superlotação, espaço inadequado nas baias, falhas no diagnóstico e no controle de infecções concomitantes, tratamento antimicrobiano no momento errado por períodos e doses menores que o recomendado, escolha da droga incorreta etc. Qualquer falha no processo, não só facilita a infecção dos leitões pelo Mycoplasma, que é um agente primário, como também contribui para ação de outros agentes secundários.
A ação combinada de agentes pode causar grandes prejuízos para a granja – elevação de custo na produção, com o uso de antimicrobianos em tratamento aos animais e/ou até diminuição no desempenho zootécnico e aumento na mortalidade.

Investir em uma vacina que atenda as necessidades e os desafios da granja é importante, mas deve ser associada as várias ações de manejo e biosseguridade.

São muitas as estratégias de controle para o Mycoplasma. As intervenções e ações devem ser pensadas visando à produção de animais sem sinais clínicos de pneumonia e com baixa prevalência da bactéria. Dessa forma, as granjas alcançarão estabilidade em relação à propagação do microrganismo.

 

Fonte: Assessoria
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Empresas Avicultura

Vacina de imunocomplexo natural é eficiente em aves com diferentes níveis de anticorpos maternos contra Doença de Gumboro

Doença de Gumboro é uma das principais causas de problemas imunológicos em aves, sendo responsável por importantes prejuízos para a cadeia da produção de carne de frangos e de ovos

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Foto: O Presente Rural

Por Eva Hunka, médica veterinária pela UFRPE, mestre em medicina veterinária preventiva pela Unesp e gerente de negócios biológicos da Phibro Saúde Animal.

 

As vacinas contra a Doença de Gumboro – uma das principais causas de problemas imunológicos em aves, sendo responsável por importantes prejuízos para a cadeia da produção de carne de frangos e de ovos – estão em constante evolução e novos produtos chegam ao mercado, com tecnologias inovadoras, nos fazendo descobrir novas maneiras de prevenção e controle. Uma dessas tecnologias, que chegou ao Brasil em 2020, é MB-1, vacina de imunocomplexo natural, para uso em dose única ainda em incubatório.

Após a injeção do vírus de MB-1, esse vírus é revestido e temporariamente neutralizado pelos anticorpos maternos (Maternal Derived Antibodies – MDA), formando um imunocomplexo natural. Com a deterioração desses anticorpos, o vírus é liberado e se replica na Bursa de Fabricius (órgão linfoide primário), induzindo resposta imune. Esta característica faz com que a proteção ocorra precocemente – cerca de quatro dias antes quando comparada às vacinas de imunocomplexo convencional. Isso ajuda a diminuir a janela imunológica e melhora a proteção contra os vírus de campo.

O comportamento desta vacina em aves com diferentes níveis de anticorpos foi estudado por Rosenzweig et al. (2018), em ensaio no qual foram correlacionados os níveis de anticorpos maternos, a chegada do vírus vacinal na Bursa e a sorologia destas aves. Como resultado, ficaram demonstradas as diferenças entre os grupos estudados.

Para demonstrar esse modo de ação em frangos de corte comerciais de um dia de vida, foram trabalhados dois grupos, os quais receberam injeções subcutâneas de MB-1 no primeiro dia de vida. Para essa divisão, foi feita a sorologia das aves, que verificou níveis de MDA e, com base nos resultados, os grupos foram montados da seguinte forma: grupo LL (baixo nível de MDA), contendo aves com título médio de ELISA – uma das várias metodologias para análises laboratoriais – de 1.832 (mínimo 605 e máximo 2.996), e grupo HL (alto nível de MDA), contendo aves com título médio de 5.778 (mínimo 3.821 e máximo 9.862). A replicação do vírus MB- na bolsa cloacal foi analisada paralelamente ao monitoramento da soroconversão nas aves.

No grupo LL, o vírus iniciou a replicação na bursa 18 dias após a vacinação (PV) e atingiu seu pico 21 dias após a vacinação, enquanto no grupo HL a replicação do vírus na bolsa atingiu seu pico no 28º dia após a vacinação. A soroconversão nas aves do grupo LL ocorreu 6 dias mais cedo do que nas do grupo HL. Os resultados demonstram que o nível de MDA teve efeito direto sobre o início da replicação viral e a imunização de cada ave dependia do seu próprio título de anticorpos maternos. Também não foram observadas diferenças sorológicas para Doença de Newcastle, demonstrando que não houve dano imunológico decorrente da vacinação com MB-1.

O modo de ação da MB-1 é mediado pelos anticorpos maternos (MDA), que são transmitidos da galinha para o pintinho, e o início da replicação do vírus vacinal na Bursa é dependente desses anticorpos.

Mesmo em aves com baixos títulos de MDA, o vírus vacinal não é detectado antes dos 18 dias de idade. E o início da imunização é individual, ocorrendo de forma precoce em aves com baixos níveis de MDA quando comparado às aves com altos títulos de MDA. Assim, o início da imunidade e soroconversão também ocorrerá antes em aves com baixos títulos de MDA.

Estes dados corroboram com os apresentados por Rafael Martello e seus pesquisadores parceiros (2020), que pesquisou o comportamento da vacina MB-1 no Brasil, em aves comerciais com diferentes níveis de anticorpos maternais, e comprovam que a vacina de imunocomplexo natural tem tecnologia inovadora, segura e eficaz no controle da Doença de Gumboro. Para conhecer os resultados desse importante estudo, te convidamos a assistir à palestra de Rafael Martello, médico veterinário e assistente técnico sênior da Phibro Saúde Animal, durante a Conferência Facta 2021: https://www.youtube.com/watch?v=JScS1JzjH0I.

A íntegra do estudo está disponível em https://conferenciafacta2021.casarn.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Premio-Lamas_2021.pdf.

 

Fonte: Assessoria
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Empresas Suinocultura

É possível aumentar a viabilidade de leitões ao nascimento através da nutrição?

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Ricardo Miranda Garcia, Consultor Técnico de suínos  da Cargill Nutrição Animal - Foto - divulgação

Cenários desafiadores, variabilidade nos preços de matéria prima e constantes pressões internas e externas são fatores que os suinocultores enfrentam rotineiramente. A busca por melhor produtividade se torna seu melhor recurso para se manter competitivo no mercado e sustentar sua produção. Quando olhamos para a fase de reprodução, é muito claro como o aumento em produtividade melhora a rentabilidade do sistema de produção. Desmamar mais leitões por fêmea, dilui significativamente o custo por leitão e aumenta a margem por matriz alojada.

A nutrição de fêmeas é uma ciência à parte, e hoje propicia ao produtor diferentes tecnologias e estratégias que possibilitam o avanço da produtividade por matriz alojada. Matrizes suínas de alto potencial genético constituem a grande maioria dos plantéis de reprodutoras no Brasil.  São fêmeas que possuem a capacidade de parir um grande número de leitões por ano. Mas afinal, se nascem mais leitões por fêmeas, por que aumentar desmamados/fêmea/ano ainda é tão desafiador?

O aumento do número de desmamados/fêmeas/ano não foi acompanhado proporcionalmente pelo aumento no número de nascidos por fêmeas. Isso se deve a maior proporção de leitões que morreram na maternidade. Nos gráficos abaixo, podemos observar que houve um aumento de 16% no número total de nascidos por fêmea entre 2014 e 2020. No entanto, nesse mesmo período, o aumento nas perdas foi de 38%

Fonte: Quiniou et al., 2002

Fonte: Agriness

As perdas de leitões na maternidade são oriundas de causas de natimortalidade e mortalidade pré-desmame. As principais causas de natimortalidade são aquelas resultantes da combinação entre partos mais prolongados e falta de assistência ou assistência inadequada. Os partos prolongados (> 4-5 horas) são bastante comuns em fêmeas que produzem leitegadas maiores. Matrizes nessas condições podem chegar ao esgotamento de reservas energéticas e diminuição do fluxo sanguíneo entre o útero e a placenta, aumentando as chances de má oxigenação dos fetos e consequentemente maior natimortalidade. Além da natimortalidade, que muitas vezes é um grande desafio nas granjas, a mortalidade pré-desmame também pode se tornar um gargalo para os produtores que buscam aumentar desmamados/fêmeas/ano.

Fonte: Quiniou et al., 2002

As dificuldades enfrentadas pelas fêmeas durante o parto não só afetam o número de natimortos, mas também o número de leitões que são perdidos nos primeiros dias de vida. Isso porque, ainda que sobrevivam ao parto, os leitões que sofrem com má oxigenação dos tecidos e/ou rompimento precoce do cordão umbilical, podem apresentar baixa vitalidade nas primeiras horas. Os leitões de baixa vitalidade, mesmo que com bom peso, são animais que ingerem menor quantidade de colostro devido a menor capacidade de sucção, maior tempo para primeira mamada e menor competitividade para chegar aos tetos. Essas características também são vistas nos leitões de baixo peso ao nascimento. No gráfico abaixo, podemos observar que a mortalidade de leitões que nascem abaixo de 1,2 kg é significativamente maior que a de leitões que nascem acima de 1,2 kg.

Os leitões de baixo peso ao nascimento são uma realidade nas granjas do mundo todo. Isso se deve, entre outros fatores, à menor capacidade uterina das matrizes suínas em suportar o crescimento fetal de maneira uniforme. Assim, quanto maior a leitegada, menor o peso médio dos leitões e maior a proporção de leitões considerados de baixo peso, como pode ser observado nos gráficos abaixo. Nesse sentido, diversas linhas de pesquisas buscam, através da nutrição, diminuir esse problema para que as fêmeas produzam leitegadas mais uniformes e de maior peso ao nascimento.

Fonte: Quiniou et al., 2002

Estratégias nutricionais para mitigar esse problema são efetivas quando aliadas a um bom manejo das fêmeas gestantes. Por exemplo, a manutenção de um plantel em boa condição corporal é tão importante quanto suplementos e/ou estratégias nutricionais para esse objetivo. Além disso, a sanidade do plantel pode afetar diretamente o desempenho da fêmea na maternidade como também as taxas de mortalidade e reposição de matrizes, que impactam muito os custos de produção.

Durante o período de gestação, a formação da placenta e dos vasos sanguíneos que a irrigam são de grande importância para a eficiência placentária, que nada mais é que a capacidade da placenta em trocar gases e nutrientes entre os fetos e a mãe. Buscando a otimização desses processos no período gestacional, suplementos nutricionais que favorecem e/ou são precursores de óxido nítrico se mostram promissores. O óxido nítrico é um gás presente na circulação sanguínea que promove a formação dos vasos sanguíneos (angiogênese). Os principais exemplos nesse caso são a L-arginina, L-citrulina e outras fontes de nitrogênio não protéico. A formação de novos vasos e o aumento do seu calibre também favorecem a irrigação da glândula mamária, o que pode resultar em maior produção de leite quando essas tecnologias são aplicadas nas dietas de lactação. Em todos os casos, mas principalmente dos aminoácidos cristalinos citados acima, a decisão da utilização dessa estratégia deve ser criteriosamente avaliada em relação ao retorno sobre o investimento, já que os aminoácidos têm um custo elevado.

A necessidade de alta eficiência de aporte de oxigênio e vascularização dos tecidos é foco da nutrição de atletas de alta performance. Inspirados nesse conceito, pesquisadores da Cargill desenvolveram uma solução inovadora que atua como precursora de óxido nítrico e melhora a viabilidade de leitões através dos mecanismos citados acima. O LivaPig melhora o peso ao nascimento dos leitões, aumenta a vitalidade e vigor dos leitões nascidos e diminui as perdas na maternidade.

Fonte: Cargill

Além dos processos de aporte de nutrientes e oxigênio, a partição de energia e metabolismo de insulina são outros pontos que servem de base para estratégias nutricionais que auxiliam o desenvolvimento dos fetos. Nesse sentido, o cromo e a L-carnitina, um aminoácido não proteico, podem auxiliar no metabolismo energético e taxa de ovulação. Um outro problema comum, principalmente em fêmeas acima da condição corporal ideal, é a resistência à insulina, que de maneira geral prejudica o metabolismo energético. Alguns fitogênicos também podem ser utilizados na fase de gestação e ter efeitos positivos sobre a digestibilidade dos nutrientes e sobre a resistência à insulina, o que pode ter efeito positivo no consumo de ração diário na lactação, como mostra o gráfico abaixo.

Para o período de transição, aquele que antecede o parto, várias estratégias nutricionais podem e devem ser adotadas com objetivo de se ter um parto de qualidade, formação adequada da glândula mamária e um bom início da lactação. A utilização de fibras que promovem lenta liberação de glicose evita o esgotamento energético da fêmea durante o parto. Na dieta de transição, uma atenção especial deve ser dada ao balanço eletrolítico e ao balanço de cálcio/fósforo.

No período de lactação, de maneira geral, deve-se garantir um bom consumo de ração para que a fêmea expresse seu potencial produtivo. Além de uma dieta de qualidade, que atenda os requerimentos nutricionais do animal, um bom manejo alimentar, com estímulo ao consumo, ambiente de qualidade, ração fresca e água de qualidade são fatores primordiais para o desempenho da matriz.

Em resumo, estratégias aplicadas na gestação podem contribuir para a melhoria da uniformidade da leitegada e melhor peso médio ao nascimento. Uma atenção especial no período pré-parto, pode evitar partos prolongados e diminuir riscos de natimortalidade. Já na lactação, a garantia de um consumo adequado de uma dieta balanceada garante melhor produção de leite e desempenho de leitegada. Leitões mais uniformes e de peso acima de 1,2 kg que não sofreram no processo do parto, e fêmeas saudáveis sem problemas de consumo são os elementos necessários para o aumento em desmamados/fêmea/ano de maneira efetiva na suinocultura atual.

 

Ricardo Miranda Garcia, Consultor Técnico de suínos  da Cargill Nutrição Animal

Fonte: Assessoria
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