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Gripe aviária no Brasil afeta comércio exterior e exige boas práticas de gestão para conter crise

Após Estados Unidos registrar danos causados pela Influenza Aviária, Brasil tem confirmação de casos no Rio Grande do Sul; gestão de crise é uma das saídas para solução do problema.

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Foto: Divulgação/Adagri

O Brasil, maior exportador de carne de frango do mundo, vive um período de atenção após a recente confirmação de casos de gripe aviária (H5N1) em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. Agora, produtores brasileiros já passam por suspensões totais ou parciais de compras por países e regiões como China, Argentina, Japão e União Europeia. Em um cálculo preliminar feito pelo governo, se a crise se agravar, a expectativa é de que cerca de 50 mil a 100 mil toneladas de carne de frango deixem de ser vendidas, com impactos que podem chegar a mais de um R$ 1 bilhão.

Mesmo com o abate sanitário e o descarte e rastreio de lotes de ovos possivelmente contaminados pelo vírus, a retomada das vendas, tanto externas quanto internas, seguirá dependente do sucesso dessas ações. Uma saída vem sendo a regionalização da comercialização, voltada para estados que não foram afetados pelo vírus. Se novos casos não forem confirmados, a expectativa, segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, é de que o país fique livre da doença em 28 dias, seguindo o protocolo sanitário do ciclo do H5N1.

Foto: Shutterstock

O vice-presidente da unidade de negócios da Falconi voltada para o Agronegócio, Andre Paranhos, reforça que a avicultura vem passando por meses desafiadores, após a alta nos preços dos ovos e, agora, com o risco da gripe aviária.

Segundo o executivo, isso demonstra como eventos sazonais, imprevistos ou falhas podem impactar a cadeia produtiva. Ele reforça a necessidade de estratégias para evitar perdas e garantir a sustentabilidade do setor. “A confirmação de casos de gripe aviária serve como um sinal de alerta importante para o setor. Mesmo cadeias produtivas estruturadas e profissionalizadas, como a avicultura, continuam expostas a riscos externos, sejam eles sanitários, climáticos ou econômicos, como vimos recentemente com a alta dos ovos”, avalia Paranhos.

“O agronegócio brasileiro opera sob pressão constante, com margens apertadas e uma série de exigências logísticas e sanitárias. Nessas condições, estar preparado para lidar com imprevistos não é mais um diferencial. Gestão de crise não pode ser algo improvisado. A ausência dela pode afetar a eficiência de qualquer companhia. Quem trata esse tema como parte central do negócio tem mais chance de atravessar turbulências sem comprometer toda a operação”, complementa.

Estratégias para uma gestão de riscos eficiente no agro

Segundo Paranhos, uma gestão de riscos eficiente envolve a adoção de medidas preventivas e reativas que garantam a continuidade da produção, mesmo diante de adversidades como a causada pelo H5N1, evitando os “três Ds”: descuido, desleixo e desconhecimento.

Veja algumas das principais estratégias e recomendações levantadas pelo executivo:

  • Mapeamento de riscos e vulnerabilidades: identificar pontos críticos ao longo da cadeia produtiva, desde a segurança biológica nas granjas até a dependência de mercados específicos para exportação.
  • Protocolos de resposta estruturados: é essencial ter planos de contingência claros, com responsabilidades bem definidas, fluxos de comunicação e ações preestabelecidas para conter o problema com agilidade e transparência.
  • Investimento em tecnologia e monitoramento contínuo: ferramentas de rastreabilidade, sensores ambientais e análises preditivas ajudam a antecipar surtos, isolar focos e preservar áreas produtivas.
  • Capacitação constante das equipes: lideranças e operadores devem estar preparados para agir com rapidez e precisão, com treinamentos frequentes sobre protocolos sanitários e de crise.

A saída para evitar crises nas produções, segundo Paranhos, está na profissionalização da gestão e na adoção de uma visão estratégica. “Os produtores que souberem integrar planejamento, gestão de risco, tecnologia de dados e conhecimento pessoal para se adaptarem para a competitividade no mercado, alcançarão a tão sonhada eficiência operacional. O Brasil é referência em produção de qualidade, mas o agronegócio não pode deixar de encarar esses desafios com inovação e eficácia”, ressalta.

Fonte: Assessoria Falconi

Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

São Paulo confirma caso de gripe aviária em ave silvestre

Diagnóstico foi feito em ave resgatada em área urbana de Guaíra. Defesa Agropecuária iniciou investigação epidemiológica e reforçou medidas sanitárias.

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Pato irerê - Imagem criada por Emili Schneider/ChatGPT/OP Rural

O estado de São Paulo registrou o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) de 2026. A confirmação foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) após análise de amostras coletadas de uma irerê (Dendrocygna viduata), ave silvestre resgatada em uma área urbana e encaminhada ao zoológico de Guaíra, no Departamento Regional de Barretos.

O material foi coletado pela Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), no dia 8 de julho. A IAAP é uma forma grave da gripe aviária, que pode provocar elevada mortalidade entre as aves.

Após a confirmação do diagnóstico, a Defesa Agropecuária adotou uma série de medidas sanitárias. O trânsito de animais no zoológico de Guaíra foi interditado, e teve início uma investigação epidemiológica para avaliar possíveis riscos de disseminação do vírus.

A vigilância também foi intensificada em três granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco. Segundo a Secretaria da Agricultura, duas dessas propriedades estão em período de vazio sanitário e não possuem aves alojadas. Além do monitoramento, equipes técnicas prestaram orientações aos responsáveis pelas granjas.

As autoridades reforçam que o consumo de carne de aves e ovos não transmite a gripe aviária. A recomendação é que a população não manipule aves doentes ou encontradas mortas e comunique imediatamente qualquer suspeita à Defesa Agropecuária. Caso seja necessário o contato com esses animais, o procedimento deve ser realizado apenas com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que acompanha o caso em conjunto com a Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). A pasta também monitora as pessoas envolvidas na ocorrência.

De acordo com a SES, São Paulo não registrou casos de gripe aviária em humanos até o momento. A secretaria destaca que a infecção em pessoas ocorre, principalmente, por meio do contato direto com aves infectadas.

Para orientar a resposta a esse tipo de ocorrência, o estado mantém um Plano de Contingência para Influenza Aviária em Humanos, elaborado em 2023 e atualizado em 2025 pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD).

Fonte: O Presente Rural
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