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Avicultura Nutrição

Grãos, o novo ouro da nutrição

A nutrição animal responde por cerca de 70% dos custos de produção. Os animais precisam de ração

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Gisele Neri, coordenadora de Produtos – Kemin Saúde e Nutrição Animal – América do Sul

Quem imaginava, ainda que por apenas poucos segundos, pessoas andando pelas ruas com máscaras, cidades decretando lockdown, escolas fechadas, comércios fechados por meses?

E por cima desse cenário, produtores da América do Sul desafiando a matemática dos custos, pagando valores surreais nas principais matérias primas das rações: milho e soja.

Já não é mais novidade, mas é sempre bom registrar: os custos de produção de aves e suínos subiram 36,33% e 40,69% desde o início do ano passado, de acordo com dados da Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa. Várias são as razões por detrás desse aumento, mas o mais impactante, seguramente, é o alto custo dos grãos e das fontes de energia para a ração.

De janeiro a outubro de 2020, de acordo com dados da Abiove, o Brasil exportou 88% do volume de farelo de soja exportado em 2019; 10% a mais do volume de soja em grãos exportado em 2019 e 3% a mais do volume de óleo de soja exportado em 2019.

Os principais países produtores de grãos da América do Sul estão exportando como nunca, principalmente para a Ásia (praticamente lê-se China quando dizemos Ásia). É bem verdade que para o Brasil e para o Chile o ano foi recorde de exportação de carnes, também para a Ásia.

Mas como manter a produtividade e a lucratividade nesse cenário cheio de oportunidades (elevadas exportações e constante abertura de novos mercados) associadas com os desafios (custos, sanidade)?

A nutrição animal responde por cerca de 70% dos custos de produção. Os animais precisam de ração. Mas será que eles conseguem aproveitar o máximo dos nutrientes ofertados na ração? E a energia? Será que existe uma forma de maximizar o aproveitamento de nutrientes e energia?

Graças à tecnologia e a ciência aplicadas à nutrição animal, podemos dizer com total segurança: sim, existe. Aliás, existe até mais de uma forma de maximização do aproveitamento dos nutrientes da dieta. E nem todas estão estritamente relacionadas à nutrição animal: aditivos, manejo, qualidade da água, redução do estresse, ambiência, sanidade, etc. são tópicos que podem ser trabalhados para que o animal possa aproveitar ao máximo a dieta para conversão em proteínas de origem animal.

Existem aditivos chamados de emulsificantes, enzimas, butiratos, pré e probióticos, microminerais e todos eles podem atuar, em algum nível no aproveitamento de nutrientes da dieta pelo animal. Seja disponibilizando mais nutrientes para os animais (como os emulsificantes e enzimas), ou melhorando a capacidade absortiva no intestino (como os butiratos), ou promovendo a integridade intestinal (como os pré e probióticos) ou ainda, reduzindo os efeitos do estresse (como o cromo).

Neste artigo vamos aprofundar um pouco sobre os emulsificantes. Eles são aditivos capazes de auxiliar no processo de digestão e absorção dos óleos e gorduras, fonte energética das dietas.

Para o máximo aproveitamento das fontes energéticas da dieta é essencial que os óleos e/ou gorduras passem por 3 fases:

  1. Emulsificação – (é daí que vem o termo “emulsificante” que dá nome a esta categoria de produtos no MAPA). A emulsificação é a primeira fase do processo de digestão e absorção de óleos e gorduras. Nesta fase o óleo presente na ração, após a ingestão do animal, quebra-se em gotículas menores e se mistura ao ambiente aquoso do trato gastrointestinal. É essencial que essa emulsão permaneça estável o máximo possível de tempo, ou o aditivo perde sua eficácia e seu maior propósito de existência. Os produtos existentes no mercado apresentam estabilidade de emulsão diferentes. Fique atento no momento de escolher seu produto! Às vezes o barato pode sair caro.
  2. Hidrólise – já com as gotículas de gordura menores, é o momento para a ação da lipase endógena. Ela age quebrando as gotículas de gordura em ácidos graxos livres e monoglicerídeos. Essa é a importância de um bom processo de emulsificação: com gotículas menores de gorduras a superfície de contato entre a gordura e a lipase aumenta, potencializando a ação desta última. Depois da hidrólise há ainda a formação de micelas. Elas tem uma importância ímpar no processo de absorção das gorduras, já que os ácidos graxos não conseguem passar pelas membranas das células intestinais.
  3. Absorção – A absorção dos óleos e gorduras se dá sempre na forma de micela. As micelas são estruturas formadas durante o processo de digestão. São constituídas principalmente por ácidos graxos e monoglicerídeos. Produtos diferentes têm capacidade de formação de micelas de tamanhos diferentes e isso impacta na absorção. Toda a gordura proveniente da dieta, que, por algum motivo, não conseguiu formar uma micela ao longo do processo digestivo, é excretada através das fezes.

Existem dezenas de emulsificantes disponíveis no mercado. Alguns possuem ação temporária apenas na primeira etapa do processo de digestão de óleos e gorduras. Outros possuem uma excelente ação emulsificante, porém são prejudiciais à fase de formação de micelas. Todo aditivo emulsificante cuja fórmula apresente alta concentração de moléculas grandes pode atrapalhar o processo de formação de micelas. Este é o caso, por exemplo, de produtos com altas concentrações de emulsificantes sintéticos em sua fórmula.

Por essas e outras razões é primordial a análise criteriosa dos diferentes produtos disponíveis no momento da tomada de decisão.

Através de uma metodologia específica é possível analisar a estabilidade da emulsão originada pelos diferentes emulsificantes.

A adição de um biossurfactante foi capaz de melhorar a estabilidade da emulsão em 84% comparado ao Controle (sem emulsificante), enquanto a estabilidade da emulsão com lisolectina conseguiu melhorar em 39% quando comparada com o Controle (sem emulsificante), conforme demonstrado na Figura 1.

Já existe no mercado da América do Sul um biossurfactante de 3ª geração, formulado com base nas mais recentes pesquisas e descobertas do mundo. São mais de 3 décadas de pesquisas e mais de uma centena de trabalhos realizados ao redor do globo com diversas espécies animais, com diferentes dietas e distintos desafios para disponibilizar um produto de alto nível de performance como demonstrado a campo. É possível a entrega valor para o cliente, de acordo com sua necessidade específica: seja aumento de performance ou redução do custo da dieta.

O biossurfactante de 3ª geração foi criteriosamente formulado com 3 moléculas principais: lisofosfolipídeos (amplamente utilizado e reconhecido mundialmente como um emulsificante para a nutrição animal), uma pequena porção de emulsificante sintético (para acelerar e otimizar o processo de emulsificação, formando partículas ainda menores de gordura e garantindo estabilidade da emulsão para posterior ação da lipase) e monoglicerídeos (que aceleram o processo de formação de micelas, para maior absorção dos óleos e gorduras oriundos da dieta).

O equilíbrio desses 3 ingredientes principais foi extensivamente estudado e testado para máxima performance do produto em diversas dietas e espécies. Isso resulta em maiores ganhos para o produtor: seja em performance (uso do produto “on top”) ou em redução do custo da dieta (uso do produto com valorização da matriz nutricional).

Existem diversos estudos realizados em múltiplas instituições de pesquisa demonstrando e garantindo os valores da matriz nutricional do biossurfactante.

Nestes estudos foi descoberta a maximização do aproveitamento de outros nutrientes que vão além das porções energéticas da dieta, como os aminoácidos.

Um dos estudos foi conduzido na Univerdidade de Banat, na Romênia, para avaliar os efeitos do biossurfactante em parâmetros de desempenho de frangos de corte.

Neste ensaio 216 frangos de corte machos Ross 308 de 1 dia de idade foram alojados com oito aves por box. As replicatas (box, n = 9) foram alocadas nos tratamentos para uma distribuição homogênea dos tratamentos dentro da sala. Sistema de ventilação dinâmica e de aquecimento proporcionaram a temperatura e a ventilação ideais do aviário. Durante todo o período de teste foi utilizado um esquema de iluminação de 23 horas de luz e 1 hora de escuridão. Ração (farelada) e água potável foi fornecida ad libitum.

Foram comparados os seguintes tratamentos:

CP – Controle Positivo (CP- dieta atendendo 100% dos requerimentos nutricionais dos animais);

CN – Controle Negativo

CP com redução de 60kcal na ração inicial

CP com redução de 80kcal nas rações de crescimento e terminação

T1 – CN + 500g/ton de biossurfactante

Animais recebendo o boissurfactante apresentaram manutenção da performance das aves ainda que com redução do valor energético da ração. O uso do biossurfactante também aumentou o rendimento da carcaça e reduziu a gordura abdominal das aves. Estes resultados demonstraram toda a versatilidade do biossurfactante como ferramenta para nutrição animal. Os dados de desempenho (CA e GP) são apresentados nas Figura 2 e 3.

Os resultados de desempenho de todos os tratamentos para os primeiros 21 dias e durante todo o período experimental (0-42 dias) são mostrados na Tabela 1. A reformulação com biossurfactante proporcionou uma redução do custo da ração com os mesmos resultados do controle positivo.

Nas linhagens de frangos de corte modernas, que são selecionadas para produzir carne magra, desempenhos eficientes estão sempre associados a uma menor deposição de gordura abdominal. Isso foi confirmado pelos resultados deste ensaio, onde a melhora do peso corporal, GP e CA foi associada a manutenção do rendimento de carcaça e da gordura abdominal com redução significativa do rendimento de peito (Tabela 2).

Pesquisas recentes mostraram que alguns biossurfactante melhoram a absorção de diversos nutrientes, independentemente da densidade e composição da dieta. Os dados do presente ensaio estão de acordo com esses achados, considerando que o desempenho e as características de carcaça das aves suplementadas com biossurfactante se igualam ou superam o Controle Positivo na reformulação da dieta.

O ensaio com frangos de corte mostrou vários efeitos benéficos da aplicação do biossurfactante:

  • Conforme esperado, a reformulação da ração com biossurfactante possibilitou a redução da quantidade de óleo adicionado às dietas,
  • A reformulação da ração com biossurfactante resultou em uma redução do custo da ração, ao mesmo tempo em que alcançou desempenho superior ou idêntico às dietas de controle positivo.
  • O biossurfactante exerceu um claro efeito positivo na composição da carcaça, aumentando o rendimento de peito e reduzindo (ainda que numericamente) a gordura abdominal.

Outras notícias você encontra na edição de Avicultura de janeiro/fevereiro de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Setor da indústria e produção de ovos conquista novos mercados para exportação

No entanto, calor afeta novamente a produtividade no campo.

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Foto: Rodrigo Félix Leal

Foi anunciada recentemente a abertura do mercado da Malásia para ovos líquidos e ovos em pó produzidos no Brasil, ao mesmo tempo em que o setor projeta a retomada das exportações neste ano.

Porém, a atividade sente os efeitos das altas temperaturas no verão, situação que afeta a produtividade, menor postura de ovos e, em alguns casos, aumento da perda de aves. “Novamente teremos algumas dificuldades que poderão afetar o mercado de ovos gradativamente, refletindo a curto prazo numa possível diminuição de oferta”, comenta José Eduardo dos Santos, presidente executivo da Asgav.

O setor tem capacidade de atender a demanda interna e externa, porém, em algumas épocas do ano, são necessárias algumas medidas para garantir a manutenção da atividade.

O feriadão prolongado de natal e ano novo, as férias coletivas e os recessos, retraíram parcialmente o consumo de ovos, mas já se vê a retomada de compras e maior procura desde a primeira segunda-feira útil do ano, em 05 de janeiro, onde muitas pessoas já retomaram dos recessos de final de ano.

Além do retorno do feriadão, a retomada de dietas e uma nutrição mais equilibrada com ovos, saladas e omeletes é essencial para a volta do equilíbrio nutricional.

De acordo com o dirigente da Asgav, o setor vive um período de atenção em razão do calor, que afeta a produtividade. Com a retomada das compras, do consumo e das exportações, pode haver uma leve diminuição da oferta, sem riscos ao abastecimento de ovos para a população.

Fonte: Assessoria ASGAV/SIPARGS
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Avicultura

VBP dos ovos atinge R$ 29,7 bilhões e registra forte crescimento

Avicultura de postura avança 11,3% e mantém trajetória consistente no agronegócio brasileiro.

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Foto: Shutterstock

A avicultura de postura encerra 2025 com um dos melhores desempenhos da sua história recente. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atualizados em 21 de novembro, o Valor Bruto da Produção (VBP) dos ovos atingiu R$ 29,7 bilhões em 2025, consolidando um crescimento expressivo de 11,3% em relação aos R$ 26,7 bilhões registrados em 2024. O resultado confirma a trajetória de expansão do setor, fortemente impulsionada pela demanda interna aquecida, pela competitividade do produto frente a outras proteínas e por custos menos voláteis do que os observados durante a crise global de grãos.

Em participação no VBP total do agro brasileiro, o segmento se mantém estável: continua representando 2,11% da produção agropecuária nacional, mesmo com o aumento do faturamento. Isso significa que, embora o setor cresça, ele avança num ambiente em que outras cadeias, como soja, bovinos e milho, também apresentaram ampliações substanciais no ciclo 2024/2025.

Um crescimento consistente na série histórica

Os dados dos últimos anos mostram a força estrutural da cadeia. Em 2018, o VBP dos ovos era de R$ 18,4 bilhões. Desde então, a evolução ocorre de forma contínua, com pequenas oscilações, até alcançar quase R$ 30 bilhões em 2025. No período de sete anos, o faturamento da avicultura de postura avançou cerca de 61% em termos nominais.

Contudo, como temos destacado nas reportagens anteriores do anuário, é importante frisar: essa evolução se baseia em valores correntes e não considera a inflação acumulada do período. Ou seja, parte do avanço reflete o encarecimento dos preços ao produtor, e não exclusivamente aumento de oferta ou ganhos de produtividade. Ainda assim, o setor mantém sua relevância econômica e seu papel estratégico no abastecimento nacional de proteína animal de baixo custo.

Estrutura produtiva e desempenho por estados

O ranking estadual permanece concentrado e revela a pesada liderança de São Paulo, responsável por R$ 6,7 bilhões em 2025. Em seguida aparecem Minas Gerais (R$ 2,8 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 2,5 bilhões), Paraná (R$ 2,5 bilhões) e Espírito Santo (R$ 2,1 bilhões). O mapa de distribuição evidencia uma cadeia geograficamente pulverizada, mas com polos consolidados que combinam infraestrutura industrial e tradição produtiva.

A maioria dos estados apresentou crescimento nominal entre 2024 e 2025, embora, novamente, parte desse avanço tenha relação direta com preços mais altos pagos ao produtor, fenômeno sensível à oscilação do custo dos insumos, especialmente milho e farelo de soja.

Cadeia resiliente e cada vez mais eficiente

A avicultura de postura vem aprofundando sua profissionalização, com forte adoção de tecnologias de manejo, sistemas automatizados, ambiência melhorada e maior qualidade no controle sanitário. Esses fatores reduziram perdas, melhoraram índices zootécnicos e ampliaram a oferta de ovos com padrão superior, especialmente no segmento de ovos especiais (cage-free, enriquecidos, orgânicos e com rastreabilidade avançada).

Ao mesmo tempo, o consumo interno brasileiro se estabilizou em patamares elevados após a pandemia, consolidando o ovo como uma das proteínas mais importantes para a segurança alimentar da população, fato que contribui diretamente para a sustentabilidade econômica da cadeia.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Avicultura fecha 2025 com recorde histórico nas exportações de carne de frango

Embarques crescem, receita se mantém elevada e recuperação pós-influenza projeta avanço em 2026

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Foto: Shutterstock

Após superar um dos momentos mais desafiadores da história do setor produtivo, a avicultura brasileira encerra o ano de 2025 com boas notícias. De acordo com levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras de carne de frango totalizaram, no ano, 5,324 milhões de toneladas ao longo dos 12 meses de 2025, volume que supera em 0,6% o total exportado em 2024, com 5,294 milhões de toneladas, estabelecendo novo recorde para as exportações anuais do setor.

Foto: Shutterstock

O resultado foi consolidado pelos embarques realizados durante o mês de dezembro. Ao todo, foram embarcadas 510,8 mil toneladas de carne de frango no período, volume 13,9% superior ao registrado no décimo segundo mês de 2024, com 448,7 mil toneladas.

Com isso, a receita total das exportações de 2025 alcançou US$ 9,790 bilhões, saldo 1,4% menor em relação ao registrado em 2024, com US$ 9,928 bilhões. Apenas no mês de dezembro, foram registrados US$ 947,9 milhões, número 10,6% maior em relação ao mesmo período do ano anterior, com US$ 856,9 milhões. “O ano foi marcado pela resiliência do setor e pela superação de um dos maiores desafios da história da avicultura nacional, com o registro de um foco, já superado, de Influenza aviária de Alta Patogenicidade em aves comerciais. Fechar o ano com resultados positivos, conforme previu a ABPA, é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026, ampliando a presença brasileira no mercado global, em compasso com a produção do setor esperada para o ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Principal destino das exportações de carne de frango em 2025, os Emirados Árabes Unidos importaram 479,9 mil toneladas (+5,5% em

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Fechar o ano com resultados positivos é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026” – Foto: Mario Castello

relação a 2024), seguidos pelo Japão, com 402,9 mil toneladas (-0,9%), Arábia Saudita, com 397,2 mil toneladas (+7,1%), África do Sul, com 336 mil toneladas (+3,3%), e Filipinas, com 264,2 mil toneladas (+12,5%). “O restabelecimento total dos embarques após os impactos da Influenza aviária já sinaliza positivamente nos números das exportações. É o caso dos embarques para a União Europeia, que registraram alta de 52% nos volumes exportados em dezembro, e da China, que, em um curto período, já importou 21,2 mil toneladas. São indicadores que projetam a manutenção do cenário positivo para o ano de 2026”, ressalta Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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